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Nas profundezas da Terra

Revista UFO | Edição 254 | 01 de Janeiro de 2018

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IMPRENSA UFOLÓGICA

O Que a Mídia Fala dos Discos Voadores

Encontro com Rama

Arthur C. Clarke

Aleph, 2011

Fonte: ALEPH

Clarke teria antecipada o surgimento de Oumuamua? Teria sido apenas coincidência?

Em outubro deste ano, um asteroide em forma de charuto, com 400 m de comprimento e 40 m de largura, atravessou o Sistema Solar vindo provavelmente da Constelação de Lira. O objeto, que foi descoberto por um observatório do Havaí, ganhou o nome de Oumuamua, ou “primeiro mensageiro” em um dialeto local — e ele realmente teve o papel de mensageiro para nós, pois trouxe muitas informações que desconhecíamos e aumentou nosso conhecimento sobre o espaço.

O interessante, entretanto, é que em 1972 Arthur C. Clarke, autor que dispensa qualquer apresentação, escreveu um fantástico livro Encontro com Rama, considerado um de seus melhores trabalhos, onde nos fala sobre Rama, um misterioso asteroide alongado vindo de outro ponto do universo, cuja trajetória indicava risco para alguns planetas do Sistema Solar. Na história, o artefato é detectado por um conjunto de rastreadores de asteroides instalado no espaço, o Spaceguard. Tal sistema foi desenvolvido depois que, em 2077, a Terra foi violentamente atingida por um meteorito, que mudou os rumos de nossa civilização.

O fictício asteroide, entretanto, guarda, além do formato alongado e da cor avermelhada, várias outras semelhanças com seu colega da vida real — como o Oumuamua, Rama também gira de forma precisa sobre si mesmo e possui uma capa rica em matéria orgânica que lhe permite refletir os raios solares, preservando intacto seu interior. E é justamente no interior do asteroide que está seu grande mistério e seu maior tesouro. Rama, afinal, se mostrou muito mais do que um monte de rochas e gelo.

Arthur Clarke foi um mestre na arte de contar histórias, mas não apenas isso. Ele foi um mestre também em prever cenários possíveis, em entender a natureza humana e em nos fazer vislumbrar como podemos ser uma civilização muito melhor quando usamos nossa inteligência para beneficiar a coletividade. Há, ainda, mais algumas coincidências entre Rama e Oumuamua que valem a pena ser apontadas, mas aí estaríamos entrando no perigoso caminho dos spoilers, dos quais ninguém gosta. Podemos, porém, dizer que no caso de Rama tudo vinha em número de três. E com Oumuamua? Afinal ele é apenas o “primeiro mensageiro”. Livro absolutamente imperdível, principalmente neste momento.

Evolução Criativa das Espécies
Amit Goswami
Aleph, 2009

Fonte: ALEPH

O autor e físico indiano Amit Goswami está excelente nesta obra pulsante

De onde vem a vida? Quem a criou? Ela é obra do acaso que combinou uma série de aminoácidos aleatoriamente, por bilhões de anos, ou fruto de um projeto inteligente? E nós? Somos frutos da evolução, como postulou o naturalista Charles Darwin ou feitos à imagem e semelhança de Deus, como demandam várias religiões? Essas inquietantes perguntas, que nos levam a apenas duas respostas — Evolucionismo ou Criacionismo — são sempre respondidas da mesma forma pela ciência e pela religião. Mas e se houver uma terceira maneira de se olhar para o assunto?

Em Evolução Criativa das Espécies, o consagrado autor e físico nuclear indiano Amit Goswami propõe uma nova via de pensamento para entendermos a origem e o desenvolvimento da vida em qualquer parte do universo, explicando a evolução por algo que ele batiza de Primado da Consciência.

Desenvolvendo seu raciocínio de forma que os leitores possam acompanhar e compreender intrincados conceitos e teorias tanto da física de partículas quanto da biologia, o autor mostra que a verdade pode estar na união das teorias religiosa e evolucionista.


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