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Os enigmáticos agroglifos retornam à Santa Catarina

Revista UFO | Edição 195 | 01 de Dezembro de 2012

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IMPRENSA UFOLÓGICA

O Que a Mídia Fala dos Discos Voadores

por Fábio A. Gomes

Mergulho no Hiperespaço
Alfredo Moacyr Uchôa
Senado Federal, 1976

 Uchôa foi o primeiro a associar Ufologia com esoterismo e espiritualidade
Uchôa foi o primeiro a associar Ufologia com esoterismo e espiritualidade

Com o subtítulo Dimensões Esotéricas na Pesquisa dos Discos Voadores, esta é uma obra magistral do general Alfredo Moacyr Uchôa, feita em plena década de 70. O livro inicia com uma abordagem de como a Ufologia era vista pelo conhecimento científico até então, assim como pelas dimensões do que o autor chama de esotérico-espirituais. Baseado nas descobertas que fez sobre campos não materiais que poderiam ser atingidos por percepção extrassensorial, narra pesquisas telepáticas nas quais a velocidade da luz poderia ser alcançada. A partir dessa percepção, para Uchôa o universo seria uma grande matriz de pensamentos. O autor fez várias vigílias em uma fazenda de Goiás e relata que chegou a entrar em contato com seres do que chama de hierarquias superiores, que o teriam levado a diversas viagens pelo espaço.

Mais do que entrar em contato com entidades não terrestres, o general expõe o fato de que tais seres ensinaram-lhe conhecimentos visando o bem de nossa espécie, sem tirar a nossa responsabilidade em encarar o próprio amadurecimento. ETs, como o comandante Zyaish, teriam dito a Uchôa que “havia uma política de poder em torno do Globo”, uma disputa entre espécies cósmicas que o ser humano ainda não teria como conhecer. O autor conclui que, não importando o método de pesquisa utilizado, deve-se sempre buscar informações novas. O conteúdo do livro é polêmico e coloca Uchôa na categoria dos contatados, na qual o discurso do “fazer bem à humanidade” existe de forma invariável.

Força Estranha
Marcos Malvezzi Leal
Editora Barbara, 2012

A partir desta edição, esta coluna também dedicar esporádica atenção à literatura de ficção envolvendo discos voadores e extraterrestres. Por meio deste tipo de narrativa podemos fazer uma leitura da temática ufológica sob diferentes prismas, obviamente sabendo separar o que é ficção do que pode ser a realidade sobre as visitas que recebemos de seres de outras espécies cósmicas. Em Força Estranha, Marcos Malvezzi narra de forma envolvente acontecimentos bizarros que ocorrem em uma pequena cidade interiorana. Somada à temática ufológica há a abordagem de viagens no tempo e conspirações governamentais, tópicos que sempre aparecem na discussão da questão ufológica. Malvezzi é consultor da Revista UFO e está sempre presente nos eventos ufológicos que a publicação realiza, já tendo lançado outros livros.

A narrativa centra suas atenções na fictícia localidade de Forte Bravo, palco de avistamentos de objetos voadores não identificados e onde moradores relatam a manifestação de seres estranhos de comportamento aparentemente não humano. Outro fato curioso é que as forças militares e a imprensa local parecem impedir a divulgação do que está acontecendo — alguma agência manipuladora estaria por trás desse acobertamento. Um dos habitantes, chamado Lamar, recupera-se de um problema de saúde e, ao ouvir as histórias, lembra-se de que em sua infância encontrou uma pessoa que lhe trazia presentes que podem ser considerados comuns no século XXI, mas que nos anos 70 sequer se cogitava existirem. A partir dessas lembranças, Lamar começa a indagar se as viagens no tempo são possíveis.

Com esse pano de fundo, Malvezzi desenvolve uma narrativa cujas causas levam a um caminho que transcende ao próprio final da história. E que faz o leitor pensar muito. Enfim, esta é uma opção interessante para se pensar a temática ufológica através da ficção, de forma inteligente, reflexiva e envolta em um ar de mistério.


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