Edição 224

O que os faz virem à Terra?

01 de Julho de 2015

MUNDO UFOLÓGICO

Fatos da Ufologia Brasileira e Mundial

Robert Salas pede prestação de contas do evento dos slides de Roswell

A Ufologia Mundial ainda debate a revelação dos chamados slides de Roswell, que mostram na verdade a imagem de uma múmia pertencente ao Museu do Parque Nacional de Mesa Verde [Veja matéria nesta edição]. Diante do notório fiasco, alguns dos ufólogos ligados aos slides pediram desculpas em público nos dias que se seguiram ao último 05 de maio, como Anthony Bragalia e Donald Schmitt. Por sua vez, Robert Salas, entrevistado da edição 219 da Revista UFO, criticou duramente os organizadores do evento de revelação dos slides, na Cidade do México, e lembrou que a transmissão online do mesmo era cobrada, custando 20 dólares a inscrição.

crédito: ROGER LEIR
Salas quer saber se o evento dos slides de Roswell foi apenas um golpe
Salas quer saber se o evento dos slides de Roswell foi apenas um golpe

Além disso, outras 6.000 pessoas pagaram igualmente para comparecer ao Auditório Nacional da Cidade do México onde o evento foi realizado. Nas contas de Robert Salas, a quantia arrecadada seria superior a um milhão de dólares, o que definitivamente não combina com as alegações de prejuízo financeiro por parte dos organizadores — Salas questiona se os autores de todo o episódio de fato fizeram tudo a seu alcance para determinar a verdadeira origem das imagens, e afirma que a quantidade de dinheiro que aparentemente foi arrecadada seria motivo suficiente para promover o que ele chamou de comédia, que indiscutivelmente trouxe prejuízos incalculáveis para a Ufologia séria. O tema ainda gera imensa polêmica na Ufologia Mundial, que certamente não será extinta tão cedo e terá graves repercussões no futuro. “A credibilidade da Ufologia sai arranhada desta experiência”, diz Salas.

Sonda Messenger chega ao fim de sua missão

crédito: JPL
O tórrido planeta Mercúrio, o mais próximo do Sol
O tórrido planeta Mercúrio, o mais próximo do Sol

Em 30 de abril último a nave Messenger, da Agência Espacial Norte-Americana (NASA), a primeira a orbitar Mercúrio, caiu na superfície do planeta a uma velocidade superior a 14.000 km/h, produzindo uma nova cratera e encerrando sua missão tremendamente bem-sucedida. Situado tão próximo do Sol, Mercúrio é de difícil observação e o próprio telescópio espacial Hubble jamais foi apontado para lá devido ao risco de danificar sua instrumentação. Chegar ao planeta é complicado, tanto que a única visita anterior foi da nave Mariner 10, também da NASA, que realizou três sobrevoos entre março de 1974 e março de 1975, cobrindo somente 45% do planeta.

Água congelada em Mercúrio

A Messenger foi lançada em 03 de agosto de 2004, chegando a Mercúrio em 17 de março de 2011. Entre suas descobertas está a presença de água congelada em profundas crateras nos polos do planeta, misturada a uma substância escura que os cientistas especulam ser compostos orgânicos. Além disso lá existem elementos voláteis que anteriormente os cientistas consideravam que escapavam para o espaço, devido à pouca gravidade. A nave também descobriu que o fraco campo magnético não emana diretamente de seu centro, comprovou o intenso vulcanismo no passado do planeta e descobriu depressões irregulares e pouco profundas nunca vistas em outros mundos. A próxima nave para Mercúrio será a BepiColombo, missão conjunta de Japão e Europa, a ser lançada em 2017 com chegada prevista em 2024.

Encontrada a galáxia mais brilhante do universo

crédito: NASA
A mais brilhante galáxia do universo, nada menos do que 300 trilhões de sóis como o nosso
A mais brilhante galáxia do universo, nada menos do que 300 trilhões de sóis como o nosso

O Explorador de Busca Infravermelha de Campo Amplo (WISE), da NASA, localizou a galáxia mais brilhante do universo, com brilho estimado de 300 trilhões de sóis como o nosso. A estrutura está a 12,5 bilhões de anos-luz de distância, ou seja, é de uma época quando o Universo tinha somente 1,3 bilhões de anos de idade. Os cientistas afirmam que esse brilho incomum se deve a um buraco negro supermassivo em seu centro, como os que existem na maioria das galáxias, incluindo nossa Via Láctea. Isso levanta a questão de como um buraco negro cresceu tanto logo no início do cosmos. Há duas explicações: ou ele já surgiu grande ou por ser de rotação lenta. O material caindo em um buraco negro esquenta e transmite quantidades gigantescas de luz visível, ultravioleta e raios-X. Se o buraco negro gira rapidamente, consome matéria mais depressa, e essas emissões acabam por empurrar mais material para longe do buraco negro. Se o corpo no centro dessa galáxia for de fato de rotação lenta, tais emissões violentas não acontecem e, portanto, pode consumir matéria e crescer até seu imenso tamanho.

SpaceX faz teste fundamental da nave Dragon

crédito: SPACE.COM
A nave Dragon, da empresa SpaceX, tem sido extremamente útil no manejo de condução de cargas para a Estação Espacial Internacional
A nave Dragon, da empresa SpaceX, tem sido extremamente útil no manejo de condução de cargas para a Estação Espacial Internacional

Em maio, a empresa SpaceX encerrou sua sexta missão bem-sucedida de abastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS) com sua nave Dragon. A cápsula é o único cargueiro espacial que pousa suavemente no oceano, trazendo carga da estação, ao passo que as equivalentes russa, japonesa e europeia (cujo programa foi encerrado) queimam na atmosfera. Ao mesmo tempo, a SpaceX realizou um teste satisfatório com a versão tripulada de sua cápsula, confirmando o bom funcionamento de seu sistema de escape — ao contrário do foguete montado em uma torre de outras cápsulas, a Dragon utiliza motores montados nas laterais, que, caso o lançamento seja bem-sucedido, podem ser depois utilizados para suavizar o pouso em terra, como alternativa ao pouso no mar.

Instituto de Cornell renomeado em homenagem a Carl Sagan

O Instituto para Pálidos Pontos Azuis da Universidade Cornell, em Ithaca, Nova York, teve seu nome alterado para Instituto Carl Sagan: Pálidos Pontos Azuis e Além, em honra ao legado do maior divulgador científico de todos os tempos. Sagan era membro do corpo docente da universidade desde 1968 e foi professor de astronomia e ciências espaciais e diretor do Laboratório de Estudos Planetários até seu falecimento, em 1996. O Instituto realiza um trabalho interdisciplinar na busca por vida extraterrestre, procurando auxiliar na elaboração de meios de localizá-la, no Sistema Solar e além. Já foi elaborado um catálogo de cores que pode auxiliar cientistas a buscar vida em exoplanetas. O nome, Pálido Ponto Azul, vem da famosa fotografia “Retrato de Família do Sistema Solar”, tirada pela nave Voyager 1 em 14 de fevereiro de 1990, a 5,95 bilhões de quilômetros da Terra. Na imagem, uma ideia de Carl Sagan, nosso planeta aparece como um pequeno e pálido ponto azul, motivando seu livro book Pale Blue Dot: A Vision of the Human Future in Space [Random House, 1994], e o famoso vídeo na internet. Carl Sagan, apesar de cético quanto à existência de discos voadores, deu enorme contribuição à pesquisa da vida extraterrestre através de inúmeros projetos de investigação.