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Sim, havia mais naquele cofre...

Revista UFO | Edição 216 | 01 de Outubro de 2014

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MUNDO UFOLÓGICO

Fatos da Ufologia Brasileira e Mundial

Nosso universo pode ter surgido de um buraco negro

crédito: JPL
Agora os cientistas dizem que tudo veio simplesmente do nada
Agora os cientistas dizem que tudo veio simplesmente do nada

Cientistas do Perimeter Institute, uma instituição de Ontário, no Canadá, apresentaram uma nova teoria sobre a origem do universo. Eles questionam a forma como hoje é entendido o Big Bang, o início de nossa realidade. Argumentam que nosso entendimento da “singularidade” — um fenômeno denso e quente do espaço-tempo, onde as leis da física são quebradas — não poderia ter dado origem a um universo tão estável e previsível como o nosso. O artigo produzido por três cientistas, entre os quais Niayesh Afshordi, é intitulado O Buraco Negro no Princípio do Tempo e foi matéria de capa de uma recente edição da revista Scientific American. A teoria descreve o funcionamento do contínuo espaço-tempo, apresenta nosso universo de três dimensões espaciais como uma miragem produzida por uma estrela em colapso em um universo paralelo de quatro dimensões espaciais, muito diferente do nosso.

Afshordi argumenta que o maior desafio da cosmologia agora é entender o próprio Big Bang, e a maior dúvida é a causa dele. De acordo com o artigo, uma estrela do universo quadridimensional colapsou em um buraco negro, um local cujo centro também é uma singularidade que leis físicas conhecidas não conseguem explicar. Porém, nosso universo tridimensional surgiu de uma “dobra espacial” no horizonte de eventos do buraco negro, a fronteira além da qual nada, nem mesmo a luz, consegue escapar. Assim, na teoria, o universo nunca esteve na singularidade, mas foi protegido dela do lado de fora do horizonte de eventos, surgido como uma consequência da implosão de uma estrela quadridimensional.

Nave Rosetta entra em órbita de cometa

Em 06 de agosto, a nave Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), finalmente encontrou o cometa Churyumov Gerasimenko, iniciando as manobras para se colocar em órbita do orbe. Desde seu lançamento, em 02 de março de 2004, até esse momento, foram percorridos 6,4 bilhões de quilômetros, e a missão se destina a estudar os cometas — sobras da formação do Sistema Solar. Com essa exploração, os cientistas pretendem confirmar que estes corpos foram importantes para o surgimento de vida na Terra, ao caírem aqui trazendo compostos orgânicos e outros elementos necessários à biologia. As análises a partir dos dados obtidos pelos instrumentos da nave já permitiram determinar que boa parte do cometa é composta de rochas e poeira com somente alguns bolsões de gelo. Em novembro próximo, a Rosetta irá lançar a sonda Philae, que deverá pousar no Churyumov Gerasimenko.

Próxima sonda a pousar em Marte está sendo finalizada

A NASA está completando a construção da nave InSight — sigla para Investigação Sísmica, Geodésica e de Transporte de Calor —, a próxima missão a pousar em Marte. Baseada na bem sucedida Phoenix, que em 2008, no polo norte marciano, foi a primeira a analisar água no planeta, a Insight realizará ao longo de dois anos terrestres uma série de explorações inéditas no mundo vizinho. Seus principais instrumentos são um sismógrafo produzido pela Agência Espacial Francesa e um equipamento dotado de uma broca vindo do Centro de Astrobiologia da Espanha. Este último deverá perfurar até uma profundidade de 3 a 5 m para que sejam analisadas propriedades físicas e o fluxo de calor no solo marciano. Espera-se conseguir informações sobre as características internas e do núcleo de Marte, além de ajudar a caracterizar sua crosta e manto. Os dois equipamentos serão instalados no solo pelo braço mecânico da nave, que deverá ser lançada em março de 2016 e chegará ao planeta em setembro de 2016. A região escolhida para o pouso é Elysium, no hemisfério sul, que está sendo esquadrinhada pelas sondas orbitais a fim de determinar o ponto exato onde a InSight deverá descer.

Satélite alien é fraude

crédito: NASA

Há tempos circula na internet a história do Black Knight, ou Cavaleiro Negro, um misterioso satélite alienígena em órbita da Terra. Alega-se que o objeto era conhecido desde 1899, quando o cientista Nikola Tesla teria detectado sinais de rádio vindos do espaço. Os textos a respeito apontam ainda que o escocês Duncan Lunan teria conseguido, em 1973, estimar sua idade em 13.000 anos. O fato é que ninguém jamais obteve qualquer informação a respeito além do que os textos que divulgam o suposto mistério apresentam, muito menos se teve qualquer notícia de que a NASA ou outra agência espacial teria feito uma investigação. O site e-Farsas descobriu que de fato houve um foguete britânico chamado de Black Knight, entre 1958 e 1965. Igualmente, conseguiu encontrar uma mensagem de Lunan para o blog Astronotes, de 2013. Lunan é, na verdade, escritor de ficção científica, jamais mencionou o Black Night em qualquer de seus textos e não sabe como seu nome foi vinculado a ele. Finalmente, as fotos que circulam com o texto são apenas de uma manta isotérmica deixada no espaço pelos astronautas da missão STS-88 do ônibus espacial Endeavour, em dezembro de 1998, que deu início à construção da Estação Espacial Internacional (ISS).

Faleceu Ronaldo Mourão

crédito: Astromusic

Mais conhecido no meio ufológico por suas críticas à existência dos discos voadores, o astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão faleceu em 25 de julho no Rio de Janeiro — ele estava internado desde o dia 19 do mesmo mês. Apesar da condenação que fazia à Ufologia, defendeu na histórica entrevista concedida a A. J. Gevaerd e publicada nas edições UFO 130 e 131 [Agora disponível na íntegra em ufo.com.br] que ufólogos e astrônomos trabalhassem juntos. Mourão realizou um trabalho de divulgação da ciência, especialmente da astronomia, absolutamente sem paralelo no Brasil. Foram mais de mil artigos em vários periódicos e mais de 100 livros publicados. Ele obteve o título de doutor com distinção pela Universidade de Paris, em 1977, e optou por regressar ao Brasil e continuar com seu posto no Observatório Nacional, a fim de impulsionar o desenvolvimento da ciência em nosso país. Sua contribuição nesse sentido foi absolutamente inestimável, e vale lembrar de seu artigo Como Seriam os Extraterrestres?, publicado no livro Universo: As Inteligências Extraterrestres [Francisco Alves, 1982], no qual defendia que os ETs não seriam tão diferentes dos humanos.

Nave New Horizons

crédito: JPL
O foguete lançador de satélites da NASA Atlas 5, que irá levar a nave In- Sight rumo ao Planeta Vermelho
O foguete lançador de satélites da NASA Atlas 5, que irá levar a nave In- Sight rumo ao Planeta Vermelho

Em 14 de julho de 2015, uma etapa fundamental da exploração espacial irá ocorrer, quando a nave New Horizons da NASA atingirá sua maior aproximação do planeta anão Plutão. Faltando menos de um ano para a chegada, a sonda obteve por meio de seu telescópio um vídeo do distante mundo e sua maior lua, Caronte, comprovando que ambos circulam em torno de um centro de gravidade comum. A New Horizons obteve as imagens quando estava a 426 milhões de quilômetros de distância.


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