Edição 215

O valor dos casos clássicos

01 de Setembro de 2014

MUNDO UFOLÓGICO

Fatos da Ufologia Brasileira e Mundial

Astronauta relembra os 45 anos do pouso lunar e fala de UFOs

crédito: THE NEW YORK TIMES
Edwin “Buzz” Aldrin faz declarações que envolvem UFOs, mas evita se comprometer demais com o assunto
Edwin “Buzz” Aldrin faz declarações que envolvem UFOs, mas evita se comprometer demais com o assunto

Nos 45 anos da Apollo 11 Edwin “Buzz” Aldrin, segundo homem a pisar na Lua, tem participado de vários eventos para comemorar o histórico feito, acontecido em 20 de julho de 1969. Além de relembrar o comandante da missão, Neil Armstrong, falecido em 2012, Aldrin iniciou em 08 de julho uma campanha para que as pessoas enviem vídeos com depoimentos, descrevendo o que a conquista da Lua significou para elas. Os vídeos podem ser conferidos no endereço Youtube.com/apollo45. O astronauta comentou também a visão que teve de um objeto brilhante no caminho até a Lua: “Observei uma luz pela janela que parecia se mover ao nosso lado. Houve muitas tentativas de explicação para aquilo, incluindo a de que era uma nave de outro país ou de outro mundo, ou ainda o foguete do qual nos separamos, além dos painéis que cobriam o módulo lunar. Então, me convenci que o que observei foi apenas a luz do Sol refletida em um desses painéis”.

Buzz, que não demonstrou convicção com a resposta encontrada, também defendeu que os Estados Unidos, associados a outras nações, enviem uma missão tripulada a Marte com o objetivo de iniciar a construção de uma colônia naquele mundo. Outro astronauta com uma posição bem mais contundente quanto aos UFOs é Edgar Mitchell, sexto homem a pisar na Lua durante a missão Apollo 14. Ele aceitou o convite da Revista UFO e virá ao Brasil em novembro para fazer palestra no VI Fórum Mundial de Ufologia, em Foz do Iguaçu [Veja anúncio nesta edição]. “Não há a menor dúvida de que estamos sendo visitados”, afirmou.

Sonda Rosetta se aproxima do cometa Churyumov

crédito: JPL

Lançada em 2004 pela Agência Espacial Europeia (ESA), a nave Rosetta se aproxima do ponto culminante de sua jornada, o encontro com o cometa 67P Churyumov Gerasimenko. No início de junho as primeiras imagens, tomadas a 20.000 km de distância, surpreenderam os cientistas por mostrar que o núcleo do cometa é composto por dois corpos colados. Suas dimensões são 4 por 3,5 km de extensão, e em 06 de agosto era previsto que a Rosetta se aproximaria a somente 100 km, tornando-se a primeira nave a orbitar um cometa. Ela deve acompanhar o corpo celeste até o periélio, ponto de máxima aproximação solar, estudando sua evolução. Ainda mais espetacular ainda, ela também irá liberar seu módulo de pouso Philae. A missão pioneira pretende descobrir mais sobre esses corpos remanescentes da origem do Sistema Solar.

SETI anuncia novos métodos de busca por extraterrestres

O Projeto SETI, o programa de busca por vida extraterrestre inteligente, anunciou que adotará dois novos métodos para tentar captar transmissões de rádio de civilizações extraterrestres. Um deles, chamado Projeto Pancromático, envolverá múltiplos telescópios a fim de observar diversos comprimentos de onda em 30 estrelas candidatas próximas do Sol. O raciocínio é de que, se existirem civilizações dotadas de tecnologia de rádio nesses sóis, seus sinais serão mais fáceis de detectar. O outro projeto envolve observar sistemas onde o telescópio espacial Kepler já localizou planetas, buscando em várias frequências — incluindo as usadas na Terra — por sinais que simplesmente vazem ao espaço, transmitidas de planeta a planeta, assim como nossas transmissões de rádio, TV, radar e outras. Os cientistas também comentam a respeito da comunicação da Terra com suas sondas espalhadas pelo Sistema Solar, afirmando que alienígenas muito provavelmente também utilizariam esses métodos. Eles comentam que, mesmo que os sistemas investigados pelo Kepler sejam muito distantes, poderíamos detectar um radiotelescópio similar ao de Arecibo. O SETI espera que o telescópio Tess, a ser lançado pela NASA em 2017, descubra outros planetas e sistemas candidatos bem mais próximos da Terra [Veja matéria nesta edição].

Grupo reativa velha sonda espacial da NASA

crédito: NASA
A nave Exploradora Internacional Sol Terra 3, que estava paralisada há anos, foi resgatada por cientistas
A nave Exploradora Internacional Sol Terra 3, que estava paralisada há anos, foi resgatada por cientistas

A nave Exploradora Internacional Sol Terra 3 (ISEE-3) foi lançada em 12 de agosto de 1978 para estudar a interação entre o campo magnético da Terra e o vento solar. Foi a primeira sonda a ser posicionada no chamado Ponto Lagrange 1 e, rebatizada como Exploradora Cometária Internacional (ICE), foi o primeiro engenho terrestre a visitar um cometa, o Giacobini-Zinner em 11 de setembro de 1985. Mas desde 1997 ela estava abandonada. Contudo, um grupo de cientistas chamado Reboot Project, com o objetivo de chamar atenção para a ciência e o estudo do espaço, realizou um esforço na internet para obter fundos e reativar a sonda, aproveitando a aproximação de sua órbita solar. A equipe conseguiu levantar US$ 150.000 e finalmente utilizou o radiotelescópio de Arecibo, para tentar contatar a nave perdida. Em 29 de maio eles conseguiram o contato e, em 02 de julho, a equipe conseguiu que o veículo ativasse seus motores, que não funcionavam desde 1987. Entre os objetivos do trabalho estão estudar as condições espaciais e visitar novamente um cometa.

Militares dos Estados Unidos querem avião espacial

crédito: NASA

Com o sucesso do misterioso avião espacial não tripulado da Força Aérea norte-americana (USAF) denominado X-37B [Foto ao lado], do qual só se construíram dois exemplares — um deles ainda se encontrava em órbita em julho de 2014, após o lançamento em dezembro de 2012 —, os militares daquele país pretendem dar um passo adiante nesse setor. A Agência de Projetos Avançados da Defesa (DARPA) anunciou planos para o projeto de um avião espacial experimental capaz de colocar satélites em órbita, intitulado XS-1. Contratos para o desenvolvimento dos projetos iniciais foram concedidos às empresas Boeing associadas à Blue Origin, Masten Space Systems em parceria com a XCOR Aerospace e Northrop Grumman junto com a Virgin Galactic. O futuro XS-1 deverá ser capaz de lançar uma carga entre 1.361 e 2.268 kg em órbita por menos de US$ 5 milhões por voo, com tempo máximo de 10 dias entre missões. O primeiro estágio de seu foguete deve ser reutilizável e a missão inicial é esperada para 2018.

Falsa notícia de pirâmide em asteroide


Algumas mentiras sempre retornam pela via da internet e a mais nova é inédita: um vídeo supostamente exibindo o asteroide 1999 RQ36 em lenta rotação, quando surge um objeto em sua superfície, descrito na notícia como “uma pirâmide alienígena”. O texto alega que são imagens obtidas pelo satélite Neossat, mas no site da agência que o controla nada existe a respeito de tão bombástica notícia — o Neossat pertence à Agência Espacial Canadense, sendo usado para investigar asteroides próximos da Terra, mais especificamente a uma distância similar desta com o Sol. Já o 1999 RQ36, cuja designação oficial é 101955 Bennu, é um asteroide de cerca de 490 m e suas únicas imagens foram obtidas graças ao radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico.