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As máscaras começam a cair

Revista UFO | Edição 255 | 01 de Fevereiro de 2018

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MUNDO UFOLÓGICO

Fatos da Ufologia Brasileira e Mundial

Neil deGrasse Tyson e Michio Kaku comentam a revelação do Pentágono

A Ufologia Mundial continua a debater a revelação, graças a uma reportagem do jornal The New York Times, do estudo ufológico secreto conduzido pelo Pentágono, que entre 2007 e 2012 recebeu US$ 22 milhões [Veja matéria nesta edição]. O assunto foi tema de comentários de conhecidos nomes da divulgação científica, como o astrofísico Neil deGrasse Tyson. Ele afirmou que nos vídeos divulgados não há elementos para que se afirme que o objeto perseguido por caças da Marinha norte-americana fosse mesmo extraterrestre. Contudo, defendeu que se faça uma investigação científica a respeito dessa e de outras ocorrências, afirmando que é a forma certa de realizar descobertas.

Fonte: CNN E NATURE

Michio Kaku: celebridade do mundo científico reage à polêmica que surgiu sobre o programa do Pentágono

Já o físico Michio Kaku escreveu em sua conta no Twitter: “UFOs estão perseguindo nossos caças a jato, como recentes documentos secretos sugerem? Talvez eles sejam drones hipersônicos experimentais. Ou talvez alienígenas do espaço sideral? Eu mantenho a mente aberta”. Como estes, mais e mais surgem sérios questionamentos quanto à legitimidade e real significado da revelação. Outros veículos da imprensa tiveram acesso, por exemplo, a um memorando interno do Pentágono descrevendo como o responsável pela divulgação do programa e dos vídeos, o ex-agente de Inteligência Luis Elizondo, teve permissão para liberar o material com finalidade de educar o público e treinar pilotos, no intuito de melhorar a segurança na aviação. Elizondo alegou em entrevistas que sua intenção era mesmo expor o programa secreto.

Confirmada para 2019 uma nova temporada de Cosmos

FONTE: PETER FERRER

Ann Druyan está à frente da nova série Cosmos: Mundos Possíveis, que deve ir ao ar em 2019

Em 2014 a série Cosmos: Uma Odisseia no Espaço e no Tempo foi um estrondoso sucesso, tornando-se a produção mais assistida do canal National Geographic. Sequência da inesquecível série Cosmos: Uma Odisseia Pessoal, apresentada por Carl Sagan no início dos anos 80 — tendo sido exibida no Brasil pela Rede Globo —, a nova produção foi apresentada por Neil deGrasse Tyson, que foi pupilo do próprio Sagan na Universidade Cornell. Os produtores Seth MacFarlane e Ann Druyan, viúva de Sagan, retornam para a nova temporada, cujo título será Cosmos: Mundos Possíveis.

A humanidade pode ter um futuro brilhante

Tyson retorna para apresentar os episódios, que serão um total de 13 na nova fase. A série irá estrear na primavera norte-americana de 2019, sendo novamente exibida nos Estados Unidos pela Fox e National Geographic. O site deste último canal promete ainda a exibição em 171 países e 43 idiomas. Ann comenta que muito do que se vê hoje na televisão apresenta uma visão sombria do futuro, porém Cosmos mostra como, graças à ciência e difusão do conhecimento, a humanidade pode ter um futuro brilhante. A National Geographic ainda anunciou a produção de um livro de Cosmos: Mundos Possíveis, sendo preparado por Ann Druyan e que será também uma sequência da obra-prima de Carl Sagan.

Planetas com vida orbitando pulsares podem existir

FONTE: THE DAILY GALAXY

Pulsares, a exemplo do PSR B1257+12, situado a 2.300 anos-luz de distância, podem ter planetas ao redor. A comunidade científica comemora

Em 1992 os primeiros exoplanetas cuja existência foi confirmada foram encontrados orbitando o pulsar PSR B1257+12, situado a 2.300 anos-luz de distância. Isso foi uma surpresa, já que esses objetos são os remanescentes de explosões de gigantescas estrelas em supernovas. Um dos resultados desse cataclísmico fenômeno são pulsares, estrelas de nêutrons que giram a milhares de rotações por segundo emitindo radiações em pulsos, daí sua designação. Pensava-se que tais mundos extremos, formados pelos restos da supernova, seriam absolutamente hostis à vida e essa foi a motivação do trabalho dos astrofísicos Alessandro Patruno, da Universidade Leiden, na Holanda, e Mihkel Kama, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

Mundos habitáveis orbitando astros exóticos

Contudo, eles descobriram, avaliando informações colhidas pelo telescópio Chandra, da NASA, que analisou PSR B1257+12 e outros pulsares, que é possível a existência de mundos habitáveis orbitando tais astros. Esses exoplanetas teriam que ser superterras, como é o caso de dois dos três mundos orbitando PSR B1257+12, capazes de reter atmosferas densas por bilhões de anos. Tais camadas gasosas teriam que ser densas, com pressão na superfície equivalente à de nossos oceanos a grandes profundidades — a fim de proteger tais mundos das altíssimas doses de radiação do pulsar. Nessas condições, grandes porções de água líquida poderiam existir, e conforme Patruno: “Como sabemos existir vida nas profundezas de nossos oceanos, alguma forma de vida pode certamente existir nesses ambientes de elevada pressão e temperaturas amenas”. O artigo foi publicado no site Astronomy & Astrophysics.

New Horizons está a menos de um ano de seu próximo objetivo

Após o histórico sobrevoo de Plutão e suas luas, em julho de 2015, a nave New Horizons garantiu uma missão estendida que será completada em menos de um ano, quando, em 01 de janeiro de 2019, ela passar a 3.500 km do orbe designado como 2014 MU69. Este é um chamado Objeto do Cinturão Kuiper (KBO) com estimados 32 km de extensão e cujo estudo, devido ao artefato se constituir em uma das milhares ou milhões de sobras da época de formação do Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos, se reveste de fundamental importância.

Preparação para o grande encontro cósmico

O 2014 MU69 está cerca de 1,5 bilhão de km mais afastado do Sol que Plutão — recentes observações apontaram para a possibilidade de que seja um corpo duplo ou que possua minúsculos satélites. A New Horizons sairá de sua hibernação atual em 04 de junho e em agosto iniciará observações à distância em preparação para o encontro. Em setembro a equipe da nave irá procurar por luas do objeto e em outubro a New Horizons fará imagens de seu alvo com qualidade superior às do telescópio espacial Hubble. Por volta do Natal de 2018 teremos uma boa noção do real formato de 2014 MU69 e o grande momento do encontro ocorrerá no Ano Novo. Os dados serão transmitidos até setembro de 2020 e espera-se que a New Horizons garanta uma ou mais missões estendidas, caso sejam descobertos novos KBOs próximos de sua trajetória. Existe a expectativa que a nave possa realizar novas observações de outros corpos pelo menos até a década de 2030.

 


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