Edição 157

Abduções, um caminho para conhecermos nossas próprias origens?

01 de Setembro de 2009

PONTO DE ENCONTRO

Onde os Leitores da UFO se Manifestam

ABERTURA UFOLÓGICA

Acompanho a Revista UFO desde que ela foi lançada. Li a edição UFO 155 [O Fim do Segredo] e resolvi dar os meus parabéns. Fiquei bastante impressionado, positivamente, com a liberação dos arquivos ditos secretos da Ufologia Brasileira. Sempre fui muito crédulo, no melhor sentido da palavra, com relação à existência de vidas em outros planetas, e também, com a presença de alienígenas na Terra. E sempre busquei o melhor embasamento científico para as manifestações de UFOs.
Paulo de Araújo Lima,
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UBIRAJARA RODRIGUES

A Revista UFO é reconhecidamente uma publicação cara, mas com muita qualidade. Fico sempre na expectativa da próxima edição e aguardo bons conteúdos, até para justificar o preço. Mas, deparar com páginas e mais páginas na seção Diálogo Aberto com a entrevista de Ubirajara Franco Rodrigues [Virando a Mesa da Ufologia Brasileira, UFO 153 e 154] deixa qualquer leitor em fúria. Por que o Shopping UFO ainda mantém à venda o livro O Caso Varginha [Código LIV-008 da coleção Biblioteca UFO] ? Quem vai querer ler o que nem o autor acredita?
Luiz Fernando Anselmo,
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O advogado Ubirajara Franco Rodrigues voltou-se contra os meios acadêmicos para justificar seu retrocesso. Ele acha que a ciência pode ser aplicada ao resto do universo para explicar a existência ou não de vida extraterrestre. Então, por que ele não utiliza a razão para tentar imaginar que no infinito universo há mundos tão velhos quanto o nosso, onde vidas microscópicas evoluíram para milhões de anos além de nós? Há tantas pessoas renomadas esforçando-se para revelar o Fenômeno UFO e esta publicação, pela qual pagamos caro, abre um enorme espaço para alguém frustrado que agora ironiza tudo o que se fala sobre o assunto. Na verdade, acredito que a entrevista [Virando a Mesa da Ufologia Brasileira, UFO 153 e 154] foi para ele uma boa propaganda de seu próximo livro.
Júlio César Pergolini,
Rio de Janeiro (RJ)

OPERAÇÃO PRATO

Acompanhei ao longo de vários anos a repercussão da Operação Prato, mas somente quando li a íntegra da entrevista do coronel Uyrangê Hollanda à Revista UFO [Veja edições UFO 054 e 055] tive a dimensão dos detalhes incríveis do caso. Daí a minha pergunta diante do impacto frente àqueles fatos incontestáveis: por que um acontecimento desta magnitude jamais foi de interesse para se fazer um filme que revelasse todos os seus detalhes ao grande público, a exemplo do Caso Roswell [1986] e Fogo no Céu [1993]? É com a força da opinião pública que alavancaremos as grandes transformações da mentalidade coletiva.
Luiz Roberto Bodstein,
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EXPERIÊNCIAS DOS LEITORES

Já havia visto UFOs em outras ocasiões, principalmente no litoral de São Paulo, mas esta foi a primeira vez que tive a oportunidade de filmar um. O fato ocorreu em 2001, na estrada entre Taubaté e a capital. Era noite e, por vários minutos, utilizando uma câmera 8 mm, consegui dar um bom zoom no objeto, o que mostrou uma bola de luz pulsante com centro enegrecido e parte inferior truncada. Preciso saber se realmente era um UFO.
Nelson Pugliesi,
São Paulo (SP)

Quando tinha entre seis e 9 anos e folheava um álbum de figurinhas que continham fotos de naves um tanto esquisitas, entrei em uma sintonia diferente e tive vontade de sair para o lado de fora de casa. Olhando para o céu eu vi, bem de perto, quase que tocando o telhado, um objeto voador redondo, de janelas grandes e luminosas, com cortinas que pareciam de seda vermelha. Era um disco grande e, apesar de estar meio que hipnotizado pela curiosidade, entrei em casa e chamei minha mãe para ver, mas quando ela chegou do lado de fora, já não havia mais nada. Gostaria de saber o que isso pode significar. Já ouvi dizer que extraterrestres entram em contato pela sintonia. O que foi isso?
Felipe Lima Diógenes,
Belo Horizonte (MG)

Na década de 80 tive uma experiência incomum relacionada ao símbolo H, que compulsivamente desenhava em tudo que podia escrever. Um belo dia o fenômeno cessou. Três anos depois, sem querer, ao folhear o livro Toda a Verdade Sobre os Discos Voadores, de Ralph e Judy Blum [Editora Edibolso, 1976], deparei com uma foto do referido símbolo gravado em uma nave extraterrestre fotografada em San Jose de Valderas, na Espanha, por volta de 1959. Intrigado, comecei e pesquisar e obtive a informação de que o referido UFO provém da civilização Ummita.
Roberto Vassallo,
Nova Friburgo (RJ)

Em meados de julho de 1993, por volta das 20h00, na Base Aérea de Manaus, quando recolhia uma aeronave que estava no pátio, observei de longe algo que, com toda certeza, era um objeto voador não identificado. Logo pedi para que a torre me informasse se havia alguma coisa em sua tela, o que foi minha surpresa, pois não havia nada. Outros companheiros também viram o UFO. Para se ter uma idéia do que observamos naquela noite, imagine 12 Super Tucanos voando lado-a-lado, este era o tamanho do objeto, que voava tanto na vertical quanto na horizontal.
Klécio Resmer,
Uberlândia (MG)

Assisti a entrevista do ufólogo e consultor da Revista UFO Luciano Stancka no Programa do Jô, da Globo, e resolvi comentar o que me aconteceu uns três ou 4 anos atrás. Estava saindo da faculdade, às 14h00, quando cheguei na esquina e por algum motivo olhei para cima. Vi algo muito estranho, um objeto meio cinzento e prateado parado no céu. Eu conseguia enxergá-lo muito bem, pois o tempo estava muito limpo e o Sol não atrapalhava minha visão. Considero-me uma pessoa culta, de certa forma, pois estou no último ano de direito, e sei o que vi. O formato era o de uma figura geométrica, como dois cones, e não estava muito alto. De repente, a nave se movimentou para o lado esquerdo, parou um pouco e logo voltou para o lugar. Tive certeza de que era um UFO, porque nenhuma aeronave desenvolvida pelo homem poderia fazer aquele movimento.
Ricardo Dalcóquio,
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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Em minha opinião, um bom passo para a Ufologia seria a criação de um site com fotos e vídeos previamente analisados, e que sejam considerados legítimos para que nós, pesquisadores amadores e profissionais, possamos ter uma maior gama de material de estudo. Afinal de contas, um vídeo gravado com responsabilidade ou até mesmo uma foto deveria ser de todos, já que é um mistério não revelado e fazemos de tudo para provar claramente que, de fato, existem seres em outros planetas.
Denis França,
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Sou obcecado pelo assunto, não consigo parar de pensar e de estudar nossos visitantes misteriosos. Antigamente eu não entendia direito, vivia num mundo de fantasia, mas ultimamente tenho estudado muito e pretendo me tornar um ufólogo, só não sei ao certo como. Um dia o mundo irá mudar, acredito nisso, mas até lá devemos preparar o terreno. Obrigado pela atenção, sei que sou novo e tenho muito a aprender, mas quero aprender logo.
Lucas Leandro,
Rio de Janeiro (RJ)

CRESCE O CETICISMO


Sou entusiasta da idéia de vida extraterrestre, porém cético de carteirinha. Não posso concordar com a maneira como os fatos são expostos nesta revista, que respeito, mas deixei de ler devido à diferença de opiniões que tenho com seu editor. Confesso que não consigo acreditar em discos voadores, naves espaciais ou ainda que extraterrestres estejam entre nós e fazem parte do nosso dia-a-dia. Algumas situações e informações apresentadas na entrevista do ex-ufólogo Ubirajara Franco Rodrigues [Virando a Mesa da Ufologia Brasileira, UFO 153 e 154] me fazem pensar desta maneira. Gostaria de poder ler uma revista que interpretasse os dados de maneira imparcial, baseada em informações terrenas que podemos analisar e nas quais podemos confiar.
Luiz Cavacchini Neto,
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Escrevi um artigo sobre ceticismo e Ufologia em que explico que é muito fácil desqualificar qualquer coisa desconhecida. O Caso Roswell, por exemplo, o que tem de verdade ali? Ele é intrigante, assim como a Operação Prato, mas e daí? Se começar a enumerar todos os casos dúbios, não serão poucas as linhas deste artigo, mas basta analisar alguns fatores que podem fazer um ufólogo se tornar cético. Uma característica do ser humano é a capacidade de criar paradigmas para tentar entender o incompreensível, de onde viemos e para onde iremos. Na Ufologia existem pessoas que querem entender a verdade através do raciocínio, outras que misturam isso com religião. Que bom seria um mundo onde a racionalidade regesse assuntos inexplicáveis, e buscasse de forma real e eficaz desvendar estes mistérios.
Loivar Flávio Marchioro,
por e-mail

TERMÔMETRO DA EDIÇÃO ANTERIOR

A edição UFO 156 é um exemplo de como devemos fazer Ufologia em nosso país. Quero parabenizar, em especial, o co-editor Marco A. Petit pela brilhante entrevista e o consultor Antonio Celente, por sua postura digna para abertura ufológica no país.
Silas A. Demétrio,
Brasília (DF)

Fazia anos que parei de comprar a UFO, por ter me mudado para o exterior. Mas agora volto e vejo que os assuntos são os mesmos. O que houve? A Ufologia parou no tempo ou a Revista UFO não a acompanha mais como antes?
Jonas Duarte,
por e-mail


CARTA DO EDITOR

AFINAL, A INTENERT AJUDA OU ATRAPALHA A PESQUISA UFOLÓGICA?


Não resta dúvida de que a popularização da internet auxiliou – e muito – o crescimento da pesquisa e debate da presença alienígena na Terra. Todas as atividades humanas foram marcadas por grande evolução nos últimos anos, com a possibilidade de centenas de milhões – talvez mais de um bilhão, hoje – de almas terem acesso à informações instantâneas e atualizadas sobre praticamente qualquer assunto. Mas os efeitos colaterais deste gigantesco volume de dados e da velocidade com que eles circulam na rede, sentidos noutras áreas, também se aplicam à Ufologia. E com um agravante: a pesquisa dos discos voadores sempre careceu de fundamentação, credibilidade e organização, entre outros requisitos básicos, e esse problema apenas aumentou com a internet. Se antes dela já era difícil separar o joio do trigo, agora, então, esta é uma tarefa extenuante.

Historicamente, grande parte de tudo o que é produzido pela Ufologia não serve para nada prático e nem tem legitimidade – alguns autores chegam a estimar que até 90% do imenso volume de dados gerados a cada dia não tem valor. E se sempre foi assim, agora que a internet multiplicou a quantidade de informações por mais de 1.000, como proceder à árdua tarefa de peneirar toda esta avalanche de dados? Para o ufólogo veterano e tarimbado, isso até que não é um problema tão grande, mas para quem ingressa agora na área, ou para o simples curioso, o risco de ser bombardeado com notícias falsas é grande. E é aí que está o pior de todos os efeitos colaterais que se podia ter: a má informação sobre o assunto, especialmente se ela é distorcida ou fabricada propositalmente, seja por quem for e a que pretexto for. Afinal, a internet não tem dono.