Edição 274

Anunnakis nas Américas

15 de Novembro de 2019

Seção Especial

A REVISTA UFO PROPÕE O CÓDIGO DE ÉTICA DA UFOLOGIA BRASILEIRA

A Ufologia Moderna começou em 24 de junho de 1947 com o avistamento de nove UFOs pelo piloto comercial norte-americano Kenneth Arnold sobre o Monte Rainier, um vulcão extinto situado no estado de Washington. Uma semana depois da observação de Arnold eclodiu o Caso Roswell, até hoje o mais famoso evento ufológico de que se tem notícia — e justamente com Roswell foi inaugurada a era das negativas governamentais, a famosa e infame política de acobertamento ufológico.

Mas, para muito além das negativas, foi inaugurada também a era da ridicularização do assunto. Muito bem planejado e executado pelo governo dos Estados Unidos, o conceito de que qualquer coisa que pudesse estar ligada aos UFOs não passava de ilusão, engano, loucura ou fraude se espalhou pelo mundo e foi adotada por praticamente todos os países ocidentais. O homem que começou tudo isso se chamava Roger Ramey e era um general do Exército norte-americano. Se a ideia foi dele, não sabemos, mas foi ele o responsável por colocar o acobertamento em marcha.

Assim, nem bem havia nascido, a Ufologia já era bombardeada por todo o tipo de difamações e ridicularizações possíveis — e quando as evidências eram muito fortes ou as testemunhas do caso muito capacitadas, a desculpa era sempre de que haviam visto o planeta Vênus, gases do pântano ou algum outro fenômeno natural e se confundido. Mesmo assim, pessoas se dedicavam a pesquisar os UFOs seriamente — e como eram combatidos de todas as formas, começaram a combater também.

Inimigos da Ufologia

Porque estava difícil de se ver levado a sério em um assunto que era mundialmente tido como uma grande piada, ao qual as pessoas se referiam como crença e não como um fato a ser investigado e estudado, alguns personagens da Ufologia começaram — talvez até inconscientemente — a desenvolver um mecanismo que lhes permitisse serem ouvidos e receber atenção da mídia: o exagero e o sensacionalismo.

Obviamente, nem todos seguiram por esse caminho, porém aqueles que o fizeram produziram tanto barulho que foi o suficiente para colocar ainda mais descrédito sobre a pesquisa ufológica. E em meio a esse confuso cenário surgiram também os espertalhões, que viam na credulidade e ingenuidade das pessoas um meio de vida fácil. Viam e veem, porque há muitos deles ainda hoje, como sabemos. Há muito tempo que a Ufologia vem sofrendo com charlatões e fraudadores que se aproveitam para lucrar indevidamente. Além disso, a ridicularização do tema, de evidências e de ufólogos honestos tem atrapalhado e impedido que o assunto seja debatido de forma mais ampla e séria, como merece ser.

A quantidade de fraudes que permeiam o meio ufológico, principalmente na internet, faz com que a tarefa de levar ao público uma informação analisada, imparcial e honesta se torne cada vez mais difícil. Os meios de comunicação de massa, principalmente a televisão, raramente divulgam uma notícia de cunho ufológico sem a levar para o lado da brincadeira, e os jornalistas, mesmo que em alguma parte de suas profissões foram grandes apoiadores da pesquisa ufológica séria, passaram a estar do lado de pseudo-ufólogos ou a atacar o tema.

Mas quem mais denigre a imagem da Ufologia Brasileira, por incrível que pareça, são as pessoas de dentro dela, que se intitulam ufólogos sem de fato o serem. É difícil imaginar que existam pessoas que realmente acreditem em indivíduos que dizem incorporar e canalizar entidades extraterrestres e falam com voz robótica, o que chega a ser ridículo, ou usar canetas a laser para ludibriar as pessoas. Também podemos citar aqui os fundadores de perigosos cultos e seitas, os místicos de final de semana e mais todo um conjunto de pessoas que acabaram sendo atraídas pelo assunto e só ajudaram a colocar ainda mais fumaça sobre aquilo que seria o coração da Ufologia — a pesquisa de uma manifestação que ninguém sabe exatamente o que é, de onde vem ou como se desenrola, e que chamamos de Fenômeno UFO.

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