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Nos limites da existência

Revista UFO | Edição 257 | 01 de Abril de 2018

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MUNDO UFOLÓGICO

Fatos da Ufologia Brasileira e Mundial

Editor da UFO faz palestra em evento aeronáutico no Chile

FONTE: ARQUIVO UFO


Gevaerd mostrou no Chile a elevada incidência ufológica no país

A Feira Internacional do Ar e do Espaço (FIDAE) é o maior evento da América do Sul na área da indústria aeronáutica. Com maciço apoio do governo e da Força Aérea Chilena (FACH), a feira reúne centenas de expositores dos setores civil e militar, atraindo participantes de todo o planeta. Outros destaques são tecnologia espacial, manutenção de aeronaves e equipamento aeroportuário. Na edição de 2016, pela primeira vez, a Ufologia teve seu espaço. Na ocasião, membros do Comité de Estúdios de Fenómenos Aéreos Anómalos (CEFAA), liderados pelo general da reserva Ricardo Bermúdez, tiveram destacada participação no evento. O CEFAA é o organismo oficial de pesquisa ufológica do país.

Na edição 2018, que ocorreu entre 03 e 08 de abril, houve mais uma vez a participação do CEFAA, com o tema Os Fenômenos Aéreos Anômalos e a Segurança das Operações Aéreas. O foco foi a investigação ufológica de instituições oficiais do Chile e da Argentina e a investigação realizada por pesquisadores deste último e do Brasil. Bermúdez foi o representante chileno e, da Argentina, o coronel Rubén Lianza, do Centro de Estúdios de Fenómenos Aeroespaciales (CEFAE), a entidade oficial do país, compareceu ao lado da ufóloga civil Andrea Simondini. O representante brasileiro foi A. J. Gevaerd, editor da Revista UFO, que detalhou o trabalho de investigação que os ufólogos daqui realizam diante da intensa e variada casuística de nosso país. O maior destaque da exposição de Gevaerd foi a apresentação da documentação oficial liberada pelo Governo Brasileiro, graças à campanha UFOs: Liberdade de Informação Já, incluindo os arquivos da Operação Prato, realizada na Amazônia em 1977.

Comissão Brasileira de Ufólogos recebe mais um integrante


Durante o XXII Congresso Brasileiro de Ufologia, realizado em Curitiba, de 16 a 18 de março, a Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) acolheu mais um membro: o consultor da Revista UFO Marco Aurélio Leal. Um dos mais ativos pesquisadores brasileiros, ele faz parte do Grupo de Estudos e Pesquisas Ufológicas de Sorocaba (GEPUS) e recentemente percorreu dez estados brasileiros coletando depoimentos, fotos e vídeos que comprovam a ocorrência de inúmeros casos no interior do país. Já atuou como consultor para os canais History, National Geographic e Discovery, e ainda tem atuação na pesquisa de locais com potencial para o Ufoturismo.

Campanha Temos o Direito de Saber é lançada com sucesso

Recentemente Leal participou de uma viagem de pesquisa com o editor da UFO A. J. Gevaerd por algumas cidades do sul de Minas Gerais, concentrando-se em Três Corações e Varginha. Ali entrevistaram testemunhas e realizaram uma série de contatos com o fim de preparar a realização do I Congresso Internacional sobre o Caso Varginha na cidade palco de nosso principal caso, de 19 a 22 julho. O episódio, a maior ocorrência ufológica já registrada no Brasil, teve seu início em 20 de janeiro de 1996 e sua documentação ainda não foi liberada pelo Governo Brasileiro e pelo Exército — a Arma diretamente envolvida nos acontecimentos. Em vista disso, a UFO e a CBU iniciaram em março uma nova fase da campanha UFOs: Liberdade de Informação Já, intitulada Temos o Direito de Saber, para obter os arquivos que descrevem o que, afinal, aconteceu em Varginha [Veja mais
nesta edição].

Sistema com dois sóis

FONTE: NASA


O Oumuamua continua surpreendendo os cientistas

O Oumuamua tornou-se uma das maiores surpresas astronômicas de todos os tempos quando foi descoberto, em 2017. Graças à sua órbita hiperbólica, os cientistas determinaram que ele não estava gravitacionalmente ligado ao Sol, comprovando que se tratava do primeiro “visitante interstelar” chegando ao Sistema Solar. Descoberto pela equipe do Telescópio de Varredura Panorâmica e Sistema de Rápida Resposta (STARRS), situado na ilha de Maui, seu nome na língua nativa significa “mensageiro que vem de longe pela primeira vez”. Embora desde dezembro esteja fora do alcance até mesmo de nossos melhores telescópios, as informações coletadas têm se mostrado surpreendentes. Em artigo publicado no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society em meados de março cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá, demonstram como nosso próprio sistema expulsa cometas com muito mais facilidade do que asteroides.

Interações gravitacionais do Oumuamua sendo pesquisadas

Para os pesquisadores, que além disso realizaram várias simulações em computador, o fato de Oumuamua ser um asteroide e outras informações apontam para a possibilidade de o objeto ter como origem um sistema com duas estrelas — pelo menos uma delas sendo grande e quente. Tais interações gravitacionais no período de formação do sistema natal do asteroide podem tê-lo empurrado para fora há bilhões de anos, iniciando a longa viagem interestelar que o trouxe para as cercanias do Sistema Solar. Tais sistemas binários têm mais possibilidade de possuir corpos rochosos e não de gelo em regiões propícias à expulsão de artefatos, e estrelas binárias compõem mais da metade da população de nossa galáxia, a Via Láctea.

Objeto segue espantando os pesquisadores

FONTE: NATGEO

O telescópio espacial Kepler, com seu combustível no final, logo deixará de rastrear e confirmar exoplanetas

Contudo, Oumuamua ainda reserva muitas surpresas, conforme outro estudo também publicado na Monthly Notices. Sua composição indica que ele se formou nas proximidades de sua estrela original, ou estrelas originais. Entretanto, a possibilidade de um objeto nessa região ser ejetado de seu sistema é muito baixa, descobriram os astrônomos. Estudos sobre as informações colhidas durante a rápida passagem do objeto pelo Sistema Solar interior estão auxiliando os pesquisadores a refinar as teorias de formação dos planetesimais, pequenos corpos rochosos que se formam, colidem e se unem para formar corpos maiores, até o ponto em que a gravidade os une para criar planetas, no início da formação de sistemas estelares.

O desafio de entender a formação do asteroide

Conforme os modelos atuais de formação planetária, corpos com gelo, como cometas, se formam distantes das estrelas, ao passo que artefatos rochosos se formam mais próximo de seus sóis. Pelos modelos atuais, Oumuamua deveria ter muito gelo em sua composição, o que não é o caso. Assim, torna-se difícil explicar como o objeto foi ejetado.

Telescópio Kepler está com pouco combustível

Conforme estimativas que a Agência Espacial Norte-Americana (NASA) divulgou em meados de março, o prolífico telescópio espacial Kepler irá esgotar o combustível de seus motores de manobra em algum momento nos próximos meses. Como o instrumento está posicionado em um dos Pontos Lagrange, a mais de um milhão de quilômetros da Terra, os cientistas esperam utilizar cada gota do propelente para colher o máximo possível de informações e transmiti-las à Terra.

 


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