Edição 188

Por que eles nos monitoram?

01 de Maio de 2012

EM FOCO

Polêmicas da Ufologia

por A. J. Gevaerd

Ora, direis ouvir estrelas...

Uma questão tem sido motivo de intenso debate no meio ufológico mundial: afinal, para que servem projetos como o SETI, o programa de busca por inteligências extraterrestres, que se valem de radiotelescópios e dispõem de verbas consideráveis para ouvir longínquas estrelas à procura por sinais de alguma civilização alienígena lá fora, se aqui dentro, em nossa própria atmosfera e muitas vezes até em nossos próprios quintais, muitas formas de vida inteligente se fazem presentes de maneira inequívoca e desafiadora, com seus discos voadores e sondas sobrevoando cidades, pousando onde querem e abduzindo nossos amigos?

A indagação, muitas vezes apresentada pelos ufólogos com uma pitada de indignação, tem razão de ser. Embora tendo sofrido cortes orçamentários brutais, o SETI e programas assemelhados já estão há décadas tentando ouvir sinais de alguma outra espécie cósmica, mas nunca tiveram o menor êxito e seus protocolos nem sequer garantem que, se um dia recebidos, tais sinais serão entendidos. E dadas as distâncias cósmicas e a arcaica tecnologia empregada, um simples “oi” entre nós e alguma outra civilização extraterrestre pode demorar 60, 100, 300 ou 2.000 anos para ocorrer. Enquanto isso, aqui na Terra, continuaremos a ter milhares de avistamentos de UFOs e centenas de abduções anuais — e, quem sabe até, o tão esperado contato final com eles também ocorra.

Se não existir alguma forma de vida fora da Terra, então o universo é um grande desperdício de espaço
— Carl Sagan