ARTIGO

Zecharia Sitchin: O pai da teoria sobre os Anunnaki

Por Van Ted | Edição 270 | 23 de Julho de 2019

O pesquisador dos segredos sumérios Zecharia Sitchin, já falecido, cuja obra colocou novos contornos na trajetória do homem sobre a Terra
Créditos: THE NEW YORK TIMES

Zecharia Sitchin: O pai da teoria sobre os Anunnaki

Zecharia Sitchin nasceu na Rússia, no território que hoje é a Ucrânia, filho de Isaac Sitchin e Genia Barsky, que imigraram em 1920 para a Palestina, onde ele cresceu e começou sua jornada para identificar a verdadeira origem dos Nefilim. De imediato foi censurado por seu professor de religião, quando questionou sobre a raiz etimológica da palavra em hebraico, que dava um significado muito diferente daquele conhecido para os misteriosos seres bíblicos, geralmente interpretados como gigantes no famoso versículo 4 do Gênesis: “Naquele tempo viviam gigantes na Terra, como também daí por diante, quando os filhos de Deus se uniram às filhas dos homens e elas geravam filho”.

Estes são os heróis tão afamados dos tempos antigos. Sitchin retrucou, dizendo que Nefilim não significava gigantes, mas “Senhores do Shem”, o que fez seu professor se enfurecer e calá-lo, dizendo que a Bíblia não era para ser discutida, mas aceita pela fé. Isso o levou a estudar a mitologia e a história das civilizações antigas, e também a se interessar pelo estudo das línguas semíticas e europeias arcaicas. De fato, Sitchin tinha um profundo conhecimento do hebraico — mais tarde, se tornou um dos poucos estudiosos no mundo capaz de ler e interpretar o sumério diretamente das tabuletas de argila encontradas no deserto. Ainda quando jovem, participou de escavações arqueológicas na Palestina, que, na época, era controlada pelo Governo Britânico.

Jornalista e editor

Sitchin formou-se em história econômica em 1930, em Londres, e depois voltou para a Palestina, servindo ao Comando Aliado em Jerusalém durante a Segunda Guerra Mundial, e vindo a trabalhar por muitos anos como jornalista e editor no recém-criado Estado de Israel. Mais tarde estabeleceu-se em Nova York e, em seu tempo livre, dedicava-se à sua pesquisa histórica. Ele foi membro da Sociedade de Exploração de Israel, da Sociedade Americana Oriental e da Associação de Estudos do Oriente Médio e da América do Norte.

Foi em 1976, após 30 anos de estudos e intensas pesquisas, que publicou seu primeiro livro, O 12º Planeta [Reedição da Madras, 2017], onde expôs sua teoria sobre os Anunnaki, ou Nefilim, como ele preferencialmente se referia aos seres. A palavra Anunnaki se tornou mais frequente depois, na sequência de seus estudos, em livros posteriores. Ao contrário de outros autores e defensores da Teoria dos Antigos Astronautas, Sitchin não estava apenas levantando questões, mas apresentando uma conjectura completa. E embora hoje em dia, principalmente após sua morte, ele seja constantemente refutado por céticos e perseguido por debunkers [Detratores], em especial o famoso Michael Heiser, que, apesar de não estar de todo errado em seus argumentos contra as interpretações de Sitchin, é fato que seu problema não é apenas com o velho professor, mas com todos que alimentam a Teoria do Paleocontato — que nada mais é do que a investigação do contato extraterrestre na pré-história do mundo.

Mente blindada

O caso é que Heiser é teólogo e parece óbvia sua tendência em refutar veementemente qualquer possibilidade que vá contra os dogmas religiosos sob os quais vive e se dedica, tendo sido professor da Universidade Evangélica Bob Jones, instituição conhecida pelo rigor religioso conservador, nos Estados Unidos. Acusava Sitchin de fugir de debates, mas, na verdade, Sitchin apenas o ignorava. Como debater sobre um assunto tão complexo com alguém de mente blindada contra ataques à fé religiosa? Um de seus argumentos mais risíveis contra as ideias de Sitchin vem justamente da interpretação do selo VA/243, onde se pode ver nitidamente o diagrama do Sistema Solar contendo 12 corpos celestes em volta do Sol.

Heiser dizia que não era o Sol, mas uma estrela. Ora, e o que é o Sol, senão uma estrela? Fora isso, toda a discussão girou em torno do que significa a palavra Anunnaki, que para Sitchin significa “aqueles que do céu vieram para a Terra”, e para Heiser significa “semente do príncipe” ou mesmo “descendentes de Anu”. Na verdade, ambas interpretações estão corretas — Heiser ateve-se à escrita cuneiforme transliterada e Sitchin aprofundou-se na raiz pictográfica da palavra. O relato abaixo se encontra no livro de Sitchin Gênesis Revisitado [Best Seller, 2005] e os mais curiosos podem conferir o episódio, procurando no YouTube a gravação da entrevista que Robert Harrington concedeu à Zecharia Sitchin, corroborando totalmente a teoria proposta por ele:

“Em 16 de janeiro de 1990, o doutor Harrington comunicou à Sociedade Astronômica Americana durante uma reunião em Arlington, Estado da Virgínia, que o Observatório Naval estava concentrando a procura pelo décimo planeta nos céus meridionais e anunciou o envio de uma equipe de astrônomos para o Observatório Astronômico Black Birch, na Nova Zelândia. Dados da sonda Voyager 2 agora estavam levando sua equipe a acreditar que o décimo planeta é cerca de cinco vezes maior do que a Terra e fica três vezes mais distante do Sol do que Netuno ou Plutão.

TODO O CONTEÚDO DESTA EDIÇÃO ESTARÁ DISPONÍVEL NO SITE 60 DIAS APÓS A MESMA SER RECOLHIDA DAS BANCAS

Para continuar lendo este artigo, você deve se cadastrar no Portal UFO. O cadastramento é gratuito e dá acesso a todo o conteúdo do site.

Login

Compartilhe esse artigo:

Sobre o Autor

Van Ted

Autora do livro Anunnaki

Comentários