ARTIGO

Vida e obra de um dos maiores defensores das abduções, John Mack

Por Ralph Blumenthal | Edição 265 | 07 de Fevereiro de 2019

Mack graduou-se com honras na Harvard Medical School e, ainda residente, fundou um dos primeiros hospitais com ambulatório do país.
Créditos: HARVARD UNIVERSITY

Vida e obra de um dos maiores defensores das abduções, John Mack

A Ufologia vem sendo construída, passo a passo, por meio de dois pilares principais: relatos de testemunhas e evidências físicas. Às vezes é possível juntar essas duas fontes de informação e a pesquisa se adianta, mas como sabe a maioria dos investigadores, nem sempre é assim. E quando o assunto são as abduções, é muito mais comum ter-se testemunhos do que evidências físicas, embora elas existam.

Um trabalho construído apenas com base em testemunhos é muito mais difícil de permanecer em pé ao longo do tempo, principalmente porque as pessoas mentem e quando as mentiras aparecem, acabam por contaminar toda a pesquisa, ainda que a maior parte dela seja verdadeira. Porém, quando o trabalho é feito com honestidade, por alguém com credenciais elevadas e verdadeiro espírito científico, ele não apenas permanece em pé, mas frutifica.

O trabalho de pesquisa com abduzidos, entretanto, vai muito além da compilação de dados e da comparação de testemunhos, muitos deles obtidos sob hipnose regressiva. Trabalhar com abduzidos requer paciência, dedicação e uma boa compreensão da psiquê humana. Além disso, o pesquisador precisa ter ciência de que essas pessoas, na maioria das vezes estão fragilizadas, se perguntando porque aquilo está lhes acontecendo.

Pensando nisso, e também na importância de reunir em um mesmo espaço pessoas que tenham passado pela experiência de abdução, muitos pesquisadores acabam eles mesmos formando grupos de apoio ou participando deles a convite de administradores. Uma dessas reuniões acontece em um elegante hotel em Narragansett Bay, em Rhode Island, nos Estados Unidos. O hotel vitoriano que já foi chamado de “o mais elegantemente decorado de Newport”, pertence atualmente a Anne Ramsey Cuvelier. Projetado em 1869, em parceria com um primo de Ralph Waldo Emerson, o estabelecimento está com a família Cuvelier desde 1895, quando o tataravô comprou a propriedade para ser seu refúgio de verão, uma vez que já tinha uma casa para o inverno algumas quadras adiante.

Anne reúne as pessoas para partilharem experiências. Os contatados, termo que preferem a usar abduzidos, estão ali para uma socialização entre semelhantes, longe do habitual estigma. Anne, uma mulher eloquente e elegante na casa dos 70, não faz parte do clube. Mas lembra-se de que, quando adolescente, nos anos 40, ouvia o pai, o almirante Donald James Ramsey, herói da Segunda Guerra, falar sobre um estranho objeto voador que pairou no céu e depois disparou em incrível velocidade. E ela tornou-se uma ávida ufóloga desde então. “Eu queria trazer à tona informações para que as pessoas não tivessem que sofrer. Ninguém acredita nessas pessoas. Elas passam por experiências assustadoras, depois ainda passam por ridículo”.

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Ralph Blumenthal

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