Edição 189
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Uma conversa com Murilo Rosa sobre sua atuação em Área Q

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01 de Jun de 2012
Rosa é João Batista em Área Q
Créditos: California films

O ator brasileiro Murilo Rosa foi um dos personagens centrais dessa que está sendo considerada uma das mais bem sucedidas obras de ficção científica de temática ufológica. Rosa fez três personagens diferentes em Área Q, o que ele garante que lhe deu muita satisfação. Primeiro ele é João Batista, logo no início do filme, uma pessoa pura, íntegra e evoluída. Três décadas depois, é filho dele em uma cena rápida. E, mais à frente no filme, ainda faz o papel mais esperado da trama, mas sobre o qual não comenta. “Assistam o filme”, diz rindo. Está aí o convite!

O que o atraiu para participar de Área Q? Falar sobre a evolução e a proteção do nosso planeta são temas essenciais para mim. Além do que, a oportunidade de fazer três personagens em um filme e ainda falar inglês era um desafio interessante. Assim como trabalhar com o Gerson Sanginitto também era uma curiosidade — e graças a ele se transformou em um grande prazer.

Quais foram suas primeiras impressões ao tomar conhecimento do roteiro?
Adorei o texto, achei muito bem escrito, inteligente, mas quase não deu tempo de cristalizar certas ideias, pois foi pensado, produzido e filmado em uma velocidade que eu nunca vi no cinema brasileiro.

Fale um pouco sobre o seu personagem, que de acordo com trailers e releases divulgados é fundamental para a trama. Faço o João Batista no início do filme, uma pessoa boa, pura, íntegra, ou seja, uma pessoa evoluída — e que por isso é escolhida. Trinta anos depois sou o filho dele, em uma cena rápida e divertida que adorei fazer. Depois ainda faço o mais esperado momento do filme — mas daí para frente não conto mais, tem que ir vê-lo [Risos].

Você já havia ouvido falar da grande casuística ufológica daquela região onde a produção aconteceu? Não, mas quando cheguei lá fiquei sabendo e me interessei muito. Eu também já vi um objeto voador não identificado, de que me lembro até hoje. Não sei bem o que era, mas era diferente, era uma luz forte que ia em todas as direções. Eu me interesso muito pelo assunto e acredito que existe vida em algum outro lugar desde universo. Isso é o mais provável.

Área Q tende mais para o lado da ciência ou do espiritualismo? Acho que da ciência, mas cada espectador terá a sua opinião. Esse é o barato!


Um filme de ficção científica, como Área Q, é absoluta raridade no cinema nacional. Você acredita que o sucesso dele possa incentivar outras produtoras a explorar esse filão? Esse é um motivo maravilhoso para assisti-lo, e acho que a maneira eficiente como o filme foi feito é um exemplo a ser seguido — todos foram organizados e corajosos.

Como foi trabalhar com Isaiah Washington e Tania Khalill? Foi muito bom. O Isaiah faz um ótimo trabalho, é minimalista, e acho que se envolveu a fundo com o projeto. Com a Tania eu já tinha trabalhado antes e a adoro. Mas não podemos deixar de falar do Ricardo, que fez um belo trabalho, assim como todos os atores locais [Ricardo Conti, que vive Eliosvaldo, é o divertido personagem que guia Thomas Matthews pela Área Q].

Você estaria disposto a participar de novas produções do gênero? Claro, se o roteiro for bom, será um prazer. Tenho feito vários tipos de filmes, e isso tem sido estimulante. O cinema está sendo generoso comigo.

Qual é sua opinião sobre o assunto do filme, ou seja, vida extraterrestre e a possibilidade de outras espécies cósmicas estarem chegando aqui? Elas existem, com certeza, e se não cuidarmos bem do nosso planeta, alguém vai cuidar pela gente. Espero que Área Q ajude a conscientizar a todos que, se formos pessoas evoluídas, teremos o nosso lugar. Nosso planeta é mais importante do que a nossa ganância. Área Q é um filme diferente e único, e espero que todos gostem e saíam do cinema com alguma mensagem — com certeza eu saí mais feliz e evoluído por fazer este filme.

No antigo continente, uma espantosa casuística

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Jun de 2012

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