ARTIGO

Um metal extraterrestre?

Por Andrea Simondini | Edição 267 | 09 de Abril de 2019

O Caso Ubatuba, dos anos 50, nos abre uma porta para o futuro
Créditos: RAFAEL AMORIM, EXCLUSIVO PARA A REVISTA UFO

Um metal extraterrestre?

No ano de 2005 foi inaugurado, na cidade de Victoria, província de Entre Ríos, na Argentina, o Museu OVNI, com o propósito de expor peças que são produto das investigações que a pesquisadora Sílvia Pérez Simondini empreende há décadas nessa localidade, conhecida no país vizinho como “Mesopotâmia Argentina”. Mais tarde, outras peças, estas produto de investigações mais recentes da equipe do grupo de pesquisas Vision OVNI, vindas de diferentes províncias do país, começaram a ser anexadas à coleção. Esta autora é filha de Sílvia e ambas estão à frente do Vision OVNI, hoje a mais ativa entidade ufológica da Argentina.

A propaganda boca a boca fez com que o Museu OVNI fosse conhecido pelo público, reunindo materiais como livros, revistas, artigos de jornais, fotografias, vídeos e itens ligados a discos voadores. Dessa forma chegou ao museu, proveniente da localidade de Casilda, na província de Santa Fé, até mesmo um pedaço da estação espacial russa Salyut, uma esfera ou tanque de hidrazina — combustível espacial —, que caiu por várias regiões da Argentina em 07 de fevereiro de 1991. Esta e todas as demais peças podem ser apreciadas pelo público que visita as instalações.

No final de novembro de 2005, um dos pesquisadores ícones da Ufologia Argentina, Nicolás Ojeda, aposentou-se da investigação ufológica e decidiu doar uma grande parte de seu material para o Museu OVNI, dando origem ao Centro de Pesquisa Nicolás Ojeda, onde as peças começam a ocupar seu preponderante lugar. Nunca pensamos que esse espaço teria tal nível de conhecimento nacional e internacional. O local é um dos onze museus dedicados à Ufologia que se podem encontrar no mundo, e o único na Argentina.

Pedaço de um disco voador

Quando começamos a catalogar o material com Ojeda, em uma noite como muitas outras, no Cerro de la Matanza, local de observação das famosas luzes não identificadas de Victoria, ele tirou do bolso um objeto embrulhado em um lenço — era uma peça de aparência metálica, de uma cor branco-acinzentada e brilhante, e colocou-a na mão de Sílvia. Ojeda comentou que talvez estivesse dando a ela um artefato que comprovaria a origem extraterrestre dos discos voadores. Sílvia ficou perplexa com o material e ainda mais com o comentário. Ele explicou em detalhes que aquela peça havia sido recebida da mão de seu amigo pessoal, o pesquisador brasileiro doutor Olavo Fontes, em 1965, aproveitando sua participação na Segunda Convenção de Astronomia no Brasil. Fontes, como se sabe, foi um dos grandes pioneiros da Ufologia Brasileira, que atuou nos anos 50 em importantes investigações.

Ele confessou a Ojeda que os restos do material desconhecido eram de um UFO que caíra no Brasil há cerca de 40 anos, em uma praia da cidade de Ubatuba, no litoral norte do estado de São Paulo. Segundo o que consta em sua declaração feita à revista Así Era, de outubro de 1967, um grupo de pessoas estava pescando na praia quando, de repente, viram com grande surpresa um disco voador que se aproximava a uma velocidade extraordinária. Segundo a publicação, “a princípio todos acreditaram, vendo que perdia altura, que o objeto ia afundar nas águas, mas, de repente, movido por algum fantástico impulso, subiu rapidamente. Todos assistiram ao incrível e incomum espetáculo que tinham diante de seus olhos, até que viram o objeto explodir e arder em chamas, desmoronando em pedaços que, de acordo com o que diziam, pareciam fogos de artifício”.

Sobre como havia conseguido aquele fragmento do suposto disco voador, Fontes contou que quase todos os fragmentos caíram no mar, mas alguns foram para a praia, onde muito desse material foi coletado. Disse Fontes: “O tempo passou e o assunto pareceu não dar em nada. Mas não foi assim. Para aqueles que estudam e investigam esses fenômenos, esse foi um caso de grande importância”. O doutor Olavo Fontes esgotou todos os recursos para que esses relatos e os pedaços do objeto voador não identificado chegassem às suas mãos. E conseguiu. Uma vez em seu poder, ele se propôs a tarefa de obter uma análise completa do material coletado. E essa surpreendente peça é agora parte do acervo do Museu OVNI, mas não é a única.

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Sobre o Autor

Andrea Simondini

É uma das fundadoras do grupo Visión OVNI e correspondente internacional da Revista UFO

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