Edição 282
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Teoremas podem explicar os agroglifos

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10 de Jan de 2021
O agroglifo de Pridentópolis de 2016, usado pelo autor na elaboração de sua pesquisa
Créditos: ARQUIVO UFO

No dia 01 de novembro de 2020, o editor da Revista UFO A. J. Gevaerd e a gerente Jacqueline Koppe Diniz se deslocaram de Curitiba até uma localidade situada entre Ipuaçu e Abelardo Luz, no Oeste Catarinense, às margens da estrada SC-479, onde foi descoberto um agroglifo, uma figura geométrica relativamente complexa em uma lavoura de trigo, já em fase de colheita [Veja texto nesta edição].

Como se sabe, a investigação de campo é um importante trabalho realizado por ufólogos com o intuito de gerar conhecimento sobre este fenômeno, que a cada ano intriga mais produtores agrícolas que têm suas plantações afetadas e a opinião pública. Além de tentar entender o motivo do aparecimento desses fenômenos, é preciso empenhar-se em decifrar qual é o objetivo de sua manifestação — os agroglifos, na sua maioria, são figuras geométricas que formam misteriosas composições.

Em meio às investigações, as informações relativas às características físicas de solo e das plantas, bem como os dados de medições de radiações eletromagnéticas da colheita têm total importância para se tentar compreender a razão do aparecimento dessas formas.
Para iniciar uma possível linha de pesquisa na área de interpretação dos agroglifos foi utilizada por este autor uma ferramenta matemática chamada Teorema de Hawkins, desenvolvida sobre os estudos dos agroglifos ingleses das décadas de 80 e 90.

Teorema é uma afirmação que pode ser provada. Ele surgiu com Euclides de Alexandria, professor e matemático platônico, considerado o pai da geometria. Encontra-se o resultado pela solução matemática proposta pela afirmação. Com o teorema está uma sequência de fórmulas e equações que constitui a prova [Veja imagem].

Formações neolíticas

Gerald Stanley Hawkins foi um matemático, físico e radioastrônomo inglês que, nos anos 60, utilizando computadores da época, analisou as formações do conhecido monumento Stonehenge, chegando à conclusão de que as formações neolíticas eram, na realidade, um calendário para observações astronômicas. Desse estudo, publicado na prestigiosa revista Nature, foi editado um livro, Stonehenge Decoded [Stonehenge Decodificado. Doubleday, 1965].

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