ARTIGO

Stephen Hawking, um legado inigualável para a humanidade

Por Renato A. Azevedo | Edição 257 | 01 de Abril de 2018

Stephen Hawking é um dos cientistas por trás da hipótese de que buracos negros espalhados pelo universo serviriam de atalhos entre mundos
Créditos: NASA

Stephen Hawking, um legado inigualável para a humanidade

Stephen Hawking, fã de experimentos simples, realizou um em 12 de junho de 2009. Ele deixou tudo preparado para uma grande festa em um salão da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e aguardou. Precisamente às 12h00 ele voltou sua cadeira de rodas para a porta, mas ninguém veio. “Que lástima”, comentou no segundo episódio da série O universo Segundo Stephen Hawking, do canal a cabo Discovery Channel [2010], explicando que somente após esse horário enviou para vários lugares os convites para a celebração. Conforme disse: “Eu gosto de experiências simples e de champanhe. Então, combinei duas das minhas coisas favoritas para ver se a viagem no tempo do futuro para o passado é possível”.

O famoso astrofísico explicou que esperava que cópias dos convites sobrevivessem por centenas ou milhares de anos, até o desenvolvimento tecnológico permitir a viagem no tempo. Assim, um viajante do tempo poderia encontrar o convite e comparecer à festa, comprovando a possibilidade de tais deslocamentos temporais. No episódio mencionado, dedicado ao tempo, Hawking comenta que a Teoria da Relatividade, de Albert Einstein, permite teoricamente que o espaço-tempo contínuo — o tecido de que a realidade é formada — seja “dobrado” até o ponto de ser possível retornar ao passado. Porém, o gênio britânico afirma que, como nenhum viajante do tempo compareceu à festa, a viagem temporal talvez seja impedida por algum mecanismo ou lei física ainda desconhecida para nós. “No entanto, é provável que tal deformação causasse um raio de radiação que destruísse a nave espacial e talvez o espaço-tempo em si”, comentou.

A história está por toda internet, e agora, talvez, esta revista represente mais uma oportunidade para que o experimento dê certo. Quem sabe, se exemplares desta edição da Revista UFO sobreviverem tempo suficiente, algum futuro viajante do tempo possa ler estas palavras e decidir comparecer à festa de Stephen Hawking. Seria algo interessante de se ver.

Antes do Big Bang


Uma das últimas entrevistas do grande gênio foi concedida ao colega cientista Neil DeGrasse Tyson, no episódio final da quarta temporada do talk show Star Talk, apresentado por este último. Tyson perguntou o que Hawking considerava que pudesse existir antes do Big Bang, o início do universo, há cerca de 13,8 bilhões de anos. Hawking explicou que qualquer coisa que existisse antes desse momento se tornou inacessível para nós, pois nosso espaço-tempo contínuo só passou a existir após o Big Bang. É importante que seja salientado que este conceito nada tem de explosão, como é comumente representado, sendo mais adequadamente explicado como uma súbita expansão. É a Teoria da Inflação Cósmica, que tenta explicar o princípio de nosso universo — suas interpretações mais recentes sugerem que a inflação pode ter acontecido repetidamente, e ainda estar ocorrendo agora mesmo.


“O Prêmio Nobel é dado apenas para trabalho teórico que foi confirmado pela observação. É muito, muito difícil observar as coisas em que trabalhei”

Assim, conforme esta ideia, novos big bangs estariam sempre acontecendo, criando outros universos onde as leis físicas podem ser semelhantes às que conhecemos, ou muito diversas. Stephen Hawking prosseguiu com a explicação, afirmando que eventos anteriores ao Big Bang não nos deixaram evidência observável e podem então ser deixados de fora das teorias científicas. O que pudesse ter existido antes, portanto, não tem a ver com a realidade que conhecemos, e o universo evoluiu sem relação ao que havia anteriormente. Hawking explica: “Conforme a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, o espaço e o tempo formam o espaço-tempo contínuo, que não é plano, mas sim curvo, devido à matéria e energia nele contidos”.

Ele descreve o tempo do início do universo com números imaginários, chamando-o então de “tempo imaginário” e utilizando o enfoque euclidiano e a gravidade quântica. Assim o tempo imaginário seria a quarta dimensão do espaço. Nessa interpretação, a história do universo no tempo imaginário é uma superfície curva com quatro dimensões, similar à superfície da Terra, mas com dimensões adicionais”, afirma Stephen Hawking. Ele explica que retroceder ao Big Bang é como ir ao Polo Sul da Terra — não se pode ir mais ao sul do Polo Sul e não se pode ver nada antes do Big Bang.

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Sobre o Autor

Renato A. Azevedo

Renato A. Azevedo, editor convidado desta edição de UFO Especial, é engenheiro, escritor e jornalista. É autor dos livros virtuais – e-books – Contato em Methárion, Inimigo Interior e Lembranças, todos disponíveis na editora virtual Hotbook [www.hotbook.com.br]. Neles desenvolve uma temática inspirada pelas visitas alienígenas no passado da Terra. É de sua autoria também o conto de ficção Zé da Pinga, publicado na edição 62 da revista Scifi News [www.scifinews.com.br], que pode ser lido na seção Literatura do site.

No mesmo universo em que esta narrativa é ambientada, Azevedo escreveu vários livros ainda inéditos e outros contos, sempre do mesmo gênero e publicados em seu blog [http://escritorcomr.blog.uol.com.br]. Entre essas histórias encontram-se Brasilis 2027, A Rocha Natalina, O Caso Guabiraba, O Dossiê, Irmãos e O Dia em que o Brasil Parou. Diferente dos e-books anteriormente citados, o último texto traz um pano de fundo mais próximo da realidade brasileira, onde freqüentemente são citados a Operação Prato, o Caso Varginha e outros famosos fatos da casuística ufológica nacional.

Azevedo é ainda colunista da Scifi News desde 2001, onde manteve a coluna Espaço Ovni, que em novembro de 2004 cedeu espaço à página Quem Conta um Conto, na qual o autor desenvolve uma série de histórias intitulada A Lista. Faz parte do Conselho Editorial da Revista UFO desde dezembro de 2000, tendo já publicado artigos sobre mapas antigos, as séries Taken, The 4400 e Arquivo-X.

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