Edição 265
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Sondas em um cenário deslumbrante

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07 de Feb de 2019
A Cachoeira do Buracão, na Chapada Diamantina: exuberância da natureza em um ambiente de alta incidência ufológica
Créditos: RICARDO CASTRO

Em junho de 2017, saindo de Morro do Chapéu, onde resido, me dirigi dessa vez à região de Cascavel, localizada no município de Ibicoara, próximo a Mucugê. Esta área também se destaca no campo turístico da Chapada Diamantina por abrigar em seu perímetro duas das mais encantadoras cachoeiras da região, ambas de exuberante beleza. São elas a Cachoeira do Buracão, composta por um imenso cânion emoldurado por pedras folhadas de cerca de 85 m de altura, e a discreta, porém majestosa Cachoeira da Fumacinha, com cerca de 100 m de queda d’água juntos a uma bela e extensa trilha de acesso com cânions de cerca de 280 m de altura.

Lá localizei o senhor Elias Barbosa, hoje com 84 anos, mas plenamente lúcido, morador desde o nascimento da Fazenda Água Fria, há quatro quilômetros do centro de Cascavel. O senhor me assegurou que anos atrás, entre as décadas de 80 e 90, era frequente a vinda de uma luz vermelha como um farol de carro, voando a baixa altitude. A luz costumava margear o pequeno rio que deságua na Lagoa Encantada, que pode ser vista dos fundos da referida fazenda. “Ela vinha balançando sempre nessa direção, da esquerda para a direita, nessa área aqui nos fundos da casa, margeando aquele rio e desaparecia ali por cima da Lagoa Encantada, que fica na Fazenda Campo Alegre, pertencente à família Medrado. Não só eu via com minha família, mas também todos os que aqui moravam. Já era costume, porém de um certo tempo para cá, tudo isso desapareceu”, narrou a testemunha.

Chiado estranho

O incidente mais intenso na área de sua fazenda, no entanto, se deu quando o senhor Barbosa precisou ausentar-se do lar motivado por uma das viagens esporádicas de trabalho que fazia. Naquela noite, sua então esposa, Ziza Barbosa, havia ficado apenas com os netos pequenos quando foi despertada por um chiado estranho vindo da parte de fora da casa. Sem saber do que se tratava, resolveu abrir a janela de trás da moradia, quando se deparou com uma bola de fogo parada, soltando faíscas para todos os lados, a poucos metros dali, nos fundos da casa. Não satisfeita, e apesar de certo receio, abriu a porta e saiu da casa aproximando-se para ver melhor o objeto. Em alguns segundos, no entanto, aquele artefato, agora com chiado similar a um chuveiro elétrico, desapareceu diante de seus olhos. Com isso, a senhora amedrontou-se e retornou para o interior da residência, fechando tudo.

Infelizmente, Ziza faleceu há 11 anos, o que impossibilita obter seu relato direto. Sua história, no entanto, permanece vivamente registrada na memória de seus amigos e familiares, sobretudo de seu filho mais jovem, Elias Barbosa Júnior, hoje com 38 anos e vice-prefeito de Ibicoara, que mais se interessou pelo acontecimento, tendo me auxiliado no resgate deste incidente, junto com os demais familiares.

Mas as experiências vivenciadas pelo patriarca da família não ficaram restritas aos avistamentos das luzes voadoras aos fundos de sua fazenda. Assim, fomos ao local de outra ocorrência, também em Cascavel, para gravar o seu depoimento. Certa feita, o senhor Barbosa Júnior fazia um trabalho na Fazenda Funis, há uns 8 km dali, quando por volta das 19h00, no caminho de retorno para casa, foi surpreendido por um grande objeto voador luminoso.

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