Edição 282
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Serpentes e dragões nos céus do passado: animais míticos ou UFOs?

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10 de Jan de 2021
Uma releitura dos registros históricos de variadas culturas terrestres mostram que seus monstros alados eram sofisticados e poderosos aparelhos voadores
Créditos: HISPERIA IMAGES

Estreitamente relacionadas com os deuses de nossos antepassados, as serpentes têm ocupado em diversos mitos e lendas lugar de destaque como símbolos cósmicos. Porém, além do esperado e compreensível, elas nunca foram veneradas precisamente por se arrastarem no solo ou por suas características répteis — mas sim por voar pelos céus! Como símbolos da imortalidade, da sabedoria e do universo, essas divindades aparecem como denominador comum em diferentes e distantes culturas, que as representavam persistentemente sulcando o espaço aéreo com extraordinário resplendor. Mas o que seriam, na verdade, as serpentes voadoras da Antiguidade? Vamos conhecer algumas lendas e compreender o mistério.

A começar pelas histórias dos aborígenes da terra de Arnhem, na Austrália, que cantam em seus rituais: “É a idade da serpente, da serpente que foi antes do homem, da serpente que foi homem, da serpente que voa no céu”. Que tipo de serpente era essa que podia voar e converter-se em homem? Talvez a mesma que, em 1200 a.C., o historiador fenício Sanchoniaton descreveu como “uma coisa luminosa que vaga nas nuvens, retumbante e rápida como o relâmpago”. Ele agregou à sua descrição, sobre a força de impulso e movimento no ar dessa rara espécie, que “os fenícios e os egípcios já divinizaram os dragões e as serpentes como animais cuja respiração é mais forte do que de todos os outros, dizendo que ela pertence à matéria ígnea e que tem uma velocidade que não pode ser superada por nada”. Custa imaginar que os herpetólogos [Que estudam os répteis] possam responder a que gênero, família, ordem etc corresponderia essa espécie de serpente, que voava e pertencia à matéria ígnea...

Alguns arqueólogos tentaram explicar a razão de as serpentes serem vistas como objetos de profunda veneração alegando que as antigas lendas apenas refletiam o temor que nossos antepassados sentiam de ser atacados pelas espécies venenosas — e que, além disso, simbolizavam a imortalidade com cada mudança de pele, representando um renascimento com vigor cada vez mais renovado. Todavia, essa resposta está longe de explicar certas questões tão simples e notórias a seu respeito, como o fato de que as serpentes descritas nas lendas não rastejavam, mas voavam. A isso os arqueólogos não fazem menção. E, com mudança de pele ou não, as serpentes também morrem — o que não se vê nos registros históricos considerados, nos quais elas são eternas.

Cobras ou artefatos voadores?

Disso se conclui, naturalmente, que qualquer que seja a explicação que se pretenda dar sobre o destacado lugar que as serpentes tinham no mundo antigo, essa deveria considerar que nossos antepassados não estavam falando de qualquer espécie de répteis, mas de algo diferente, algo que voava e lhes causava perplexidade. Porém, o que impulsionou as antigas civilizações a ver serpentes nos céus? E como se encaixam essas descrições com outras, igualmente históricas, em que tais alegados seres são vistos como entidades civilizadoras, benfeitoras, que vinham de fora da Terra, ou seja, do cosmos. Essas lendas também são numerosas e significativas na Antiguidade [Veja a série de DVDs Extraterrestres no Passado, anunciada na contracapa dianteira dessa edição].

Certamente, não estamos falando de qualquer animal. Especulando que a Terra tenha sido visitada no passado remoto por exploradores de outros mundos — tese hoje inquestionável —, a verdadeira identidade de tais astronautas pode muito bem ter sido confundida por nossos antepassados com a de poderosos deuses, tal como aconteceu na Nova Guiné durante a Segunda Guerra Mundial, quando os soldados norte-americanos que lá chegaram foram entronizados como mensageiros do céu. Outra hipótese viável é a de que tais misteriosas serpentes voadoras que abundam nos antigos mitos não eram outra coisa senão artefatos de avançada tecnologia que cortavam os céus de antigamente, mostrando uma peculiar forma aerodinâmica que o homem pré-histórico ou medieval só podia interpretar fazendo analogia com algo que conhecessem, do mesmo modo que os índios dos Estados Unidos chamaram de “cavalos de ferro” as primeiras locomotivas que viram.

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