ARTIGO

Seria o Oumuamua uma nave alienígena?

Por Oded Carmeli | Edição 266 | 15 de Março de 2019

Oumuamua é o primeiro objeto espacial a passar pelo Sistema Solar e ser taxativamente identificado como originário de fora dele
Créditos: RAFAEL AMORIM, EXCLUSIVO PARA A REVISTA UFO

Seria o Oumuamua uma nave alienígena?

No final de outubro de 2017, astrônomos detectaram um objeto anômalo no Sistema Solar, cuja origem, comportamento e características eram diferentes de tudo o que havíamos visto até então. Dentro daquilo que conhecemos, o artefato — durante muito tempo apenas um asteroide de formato exótico — mostrou um comportamento inédito porque passou, em dado momento, a acelerar sua trajetória sem que houvesse nada que pudesse justificar a
mudança na velocidade.

Outra anomalia, se é que cabe a palavra, foi o fato de o artefato começar a girar sobre o próprio eixo, algo que também nós nunca havíamos visto em um corpo celeste de qualquer espécie. Porém, e este dado é muito importante, nossa tecnologia ainda é muito insipiente para localizar e estudar determinados tipos de corpos espaciais. Obviamente a ciência progride, e conforme novos equipamentos surgem, novas descobertas são feitas.

Assim, aquilo que hoje se mostra diferente e extraordinário em nossa visão, pode se transformar em algo corriqueiro conforme a tecnologia vai se desenvolvendo. Algo parecido aconteceu com as chamadas supernovas, que maravilharam os cientistas quando começaram a ser detectadas, mas que depois acabaram se enquadrando como algo que não era não raro assim e que acontece universo afora. Mas e se o objeto anômalo não fosse apenas um asteroide, e sim uma espécie de nave ou sonda espacial extraterrestre, lançada por alguma civilização altamente desenvolvida há muitos milhares de anos para prospectar o universo?

Asteroide ou nave alienígena?

Embora essa possa parecer uma ideia um tanto excêntrica para ser científica, foi justamente isso que afirmou um dos mais respeitados astrônomos dos Estados Unidos, gerando manchetes bombásticas na imprensa de todo o planeta — e muitas críticas de seus pares. “Eu não ligo para o que as pessoas dizem”, afirma o doutor Abraham “Avi” Loeb, diretor do Departamento de Astronomia da prestigiosa Universidade de Harvard, nos Estados Unidos|, e autor do artigo científico mais controverso de 2018. E, claro, um dos mais populares na mídia em geral. “Para mim não importa. Eu digo o que penso e se o público se interessa por aquilo que digo, isso é um resultado bem-vindo, um resultado indireto. A ciência não é como política, não é baseada em pesquisas de popularidade”, afirma o cientista.

O professor Loeb, de 56 anos, nasceu em Beit Hanan, um moshav [Povoado ou assentamento rural israelense] no centro de Israel e estudou física na Universidade Hebraica de Jerusalém como parte do Programa Talpiot, das Forças de Defesa Israelenses para recrutas que demonstram excelente habilidade acadêmica. Há anos, como grande avanço em sua carreira, o físico teórico Freeman Dyson e o falecido astrofísico John Bahcall admitiram Loeb no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton, cujos membros no passado incluem Albert Einstein e J. Robert Oppenheimer.

Em 2012, a revista Time nomeou Loeb uma das 25 pessoas mais influentes no campo dos estudos do espaço. Ele ganhou prêmios, escreveu livros e publicou cerca de 700 artigos nos principais periódicos científicos do mundo. Em outubro de 2018, Loeb e seu estudante de pós-doutorado Shmuel Bialy, também israelense, publicaram um artigo na revista científica The Astrophysical Journal Letters [Cartas do Diário da Astrofísica] em que levantou, de forma séria, a possibilidade de que uma espécie alienígena inteligente tivesse enviado uma espaçonave à Terra.

TODO O CONTEÚDO DESTA EDIÇÃO ESTARÁ DISPONÍVEL NO SITE 60 DIAS APÓS A MESMA SER RECOLHIDA DAS BANCAS

Para continuar lendo este artigo, você deve se cadastrar no Portal UFO. O cadastramento é gratuito e dá acesso a todo o conteúdo do site.

Login

Compartilhe esse artigo:

Sobre o Autor

Oded Carmeli

GJNDGNJDGMHNG

Comentários