Edição 44
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Saiba mais sobre as Anomalias Lunares

Por
01 de Jun de 2006
Reconstrução das três gigantescas estruturas alongadas observadas em novembro de 1970 pelo astrófilo Fred Steckling e seu filho, com um telescópio refletor de 12,5 pollux, no interior da cratera Archimedes, de diâmetro calculado em 80 km
Créditos: Roberto Pinotti

001 26 de novembro de 1540, 05h00. Região de Calippus. Um brilho, de aparência estelar, foi notado na zona escura dessa cratera lunar de 30 km de diâmetro (Worms).

002 05 de março de 1587. Zona de sombra. Uma “estrela” é observada sobre o corpo da Lua no início do mês, com a compreensível admiração de muitas pessoas. O cenário permanece inalterado entre 05h00 e 06h00 (fonte anônima).

003 Ano de 1650. Aristarchus [Cratera de 40 km de diâmetro descoberta por um astrônomo grego]. É observada uma colina vermelha próxima ao Mons Porphyrites (Hévélius).

004 26 de novembro de 1668. Zona de sombra. Um ponto brilhante, similar a uma estrela, é visto por vários observadores na Inglaterra.

005 12 de outubro de 1671. Pitatus [Cratera localizada a sudoeste da Lua]. Observação anômala.

006 12 de novembro de 1671. Pitatus. É observada uma nuvem esbranquiçada sobre a região (Cassini).

007 03 de fevereiro de 1672. Mar Crisium [Região lunar, também chamada de Mar das Crises, que é facilmente detectada pela distinta forma oval]. Algo com aspecto nebuloso foi observado (Cassini).

008 18 de outubro de 1673. Pitatus. Uma marca branca é avistada (Cassini).

009 10 de dezembro de 1685, 22h28. Platô [Cratera localizada na região noroeste da Lua, com 10 km de diâmetro]. Estria no fundo de uma cratera é vista durante um eclipse.

010 12 de maio de 1706. Zona não precisada. Três marcas cintilantes são observadas.

crédito: Roberto Pinotti
Destaque de uma fotografia da Lua feita pela Apollo 16, mostrando, no inferior da foto, uma cratera de forma quadrangular. Esta ilustração também sugere uma formação de origem artificial
Destaque de uma fotografia da Lua feita pela Apollo 16, mostrando, na parte inferior central da foto, uma cratera de forma quadrangular. Esta ilustração também sugere uma formação de origem artificial

011 03 de maio de 1715, 09h30. Local não precisado. É visto um raio sobre a face da Lua, que Louville chamou de “uma tempestade sobre o satélite” (Louville).

012 16 de agosto de 1725. Platô. Na cratera sombreada se manifesta um traço de luz vermelha, como um raio passando pelo centro da superfície obscura (Bianchini).

013 04 de agosto de 1738, 16h31. Zona não precisada. Durante um eclipse parcial do Sol, raios foram vistos sobre a face da Lua (um amigo de Weider).

014 22 de abril de 1751. Platô. Uma estria de amarela luz atravessa o fundo da cratera sombreada (Short, Stephens e Harris).

015 11 de outubro de 1772, 17h13. Zona não precisada. Durante um eclipse total da Lua, uma mancha brilhante surge sobre o disco selenita (netos de Beccaria).

016 25 de julho de 1774. Mar Crisium. Quatro manchas brilhantes, de aspecto particular, foram vistas sobre a linha limitadora da região (Eysenhard).

017 24 de junho de 1778, 15h38. Observação de um minuto e meio. Mancha brilhante, semelhante ao Sol, é observada próxima à extremidade lunar, durante um eclipse solar (Ulloa).

018 18 de março ou 10 de setembro de 1783. Zona não precisada. Um clarão durante o eclipse da Lua se desloca para as proximidades do centro do disco lunar (Messier).

019 Março de 1783. Nos arredores de Aristarchus. Um ponto brilhante é acompanhado durante observação de uma ocultação estelar (W. Herschel).

020 04 de maio de 1783. Nas proximidades de Aristarchus. Mancha vermelha, com magnitude 4 e 3 de diâmetro, é avistada (W. Herschel e Lind).

021 Ano de 1784. Aristarchus. Mancha de luz brilhante e nebulosa (Schroeter).

022 Ano de 1785. Aristarchus. Marca de luz brilhante e nebulosa, semelhante ao fenômeno ocorrido no ano anterior (Schroeter).

023 24 de dezembro de 1786. Aristarchus. Brilhos luzidios extraordinários (Schroeter).

024 Março de 1787. Face sombreada. Três manchas brilhantes observadas (W. Herschel).

025 19 de abril de 1787. Face sombreada. Três “vulcões” foram descobertos, sendo que o mais brilhante estava em 3’57,3” (extremidade norte), e os outros, mais próximos do centro do disco (W. Herschel).

026 20 de abril de 1787. Face sombreada. O principal vulcão encontra-se, neste dia, ainda mais brilhante e com pelo menos 4.827 km de diâmetro (W. Herschel).

027 Dias 19 e 20 de abril de 1787. Aristachus. Brilhos luzidios extraordinários apareceram sobre essa estrutura.

028 22 de maio de 1787. Helicon [Pequena cratera lunar gerada do impacto do contato com outro objeto] (Villeneuve).

029 11 de janeiro de 1788. Proximidades de Platô. Mancha brilhante sobre a face escura (Mannheim).

030 Dias 09 e 10 de março de 1788. Face sombreada. Mancha brilhante. (Schroeter).

031 13 de março de 1788. Riccioli [Localizada na parte sudoeste da superfície lunar]. Uma mancha brilhante é avistada (Schroeter).

032 13 de março de 1788. Helicon. Vulcão lunar análogo a uma estrela de magnitude seis (Nouet).

033 09 de abril de 1788, 01h00. Aristarchus. Mancha brilhante em 26” norte, na borda de uma cratera (Schroeter, Bode).

034 09 de abril de 1788. Aristachus. Brilhos luzidios (Bode).

035 08 de maio de 1788. Zona não precisada. Uma mancha brilhante é observada (Mechain).

036 Dias 08 e 09 de maio de 1788. Zona não precisada. Mancha brilhante é flagrada por pesquisador (Bode).

037 27 de agosto de 1788. Zona não precisada. Uma mancha brilhante é visualizada, porém não foram descritos os detalhes desse fenômeno (Schroeter).

038 26 de setembro de 1788, 04h25. Margem norte do Mar Crisium. Pequena mancha brilhante e nebulosa é objeto de observação e estudo (Schroeter).

039 26 de setembro de 1788. Um fenômeno é observado por pelo menos 15 minutos a 1’18”, ao sudeste de Platô. Essa mancha brilhante e esbranquiçada se modificou rapidamente, adquirindo aspecto nebuloso, com quatro a cinco polegadas de diâmetro e de magnitude cinco, ao sudeste do Platô. O fato aconteceu na região montanhosa brilhante que costeia o Mar Pluvium (Schroeter).

040 26 de setembro de 1788. Fenômeno observado durante 30 minutos nas proximidades de Aristarchus. Uma mancha brilhante localizada a 26” norte da cratera principal (Schroeter).

041 02 de dezembro de 1788, 05h35. Aristarchus. Brilho luzidio extraordinário e semelhante a uma estrela (Schroeter).

042 11 de dezembro de 1788. Platô. Área brilhante com um sutil fragmento de nuvem (Schroeter).

043 Ano de 1788. Aristarchus. Mancha brilhante (Bode).

044 10 de janeiro de 1789. Zona não precisada. Vulcão lunar é flagrado pelo pesquisador (Seyffer).

045 Dias 29 e 30 de março de 1789. Grimaldi [Está localizada na região de Earthshine. É opaca e sem características visíveis no disco] e vizinhanças de Riccioli. Três manchas oscilantes foram visualizadas sobre a borda leste de Grimaldi. No mesmo momento, uma marca extremamente brilhante também foi vista nas vizinhanças de Riccioli, sobre a face escura da Lua (Schroeter).

046 De 29 a 31 de março de 1789. Aristarchus. Área brilhante e nebulosa (Schroeter).

047 Março de 1789. Nas proximidades de Aristarchus. Um clarão brilhante e manchas luminosas foram observados sobre a face sombreada (Bode).

048 Abril de 1789. Nos arredores de Aristarchus. Clarões brilhantes e manchas luminosas sobre a face sombreada são registrados (Bode).

049 Maio de 1789. Nas proximidades de Aristarchus. Marcas brilhantes e manchas luminosas são avistadas novamente sobre a face sombreada (Bode).

050 26 de setembro de 1789. Um fenômeno é observado durante 15 minutos no Monte Branco. Pequena mancha de luz no pé da montanha, como uma estrela de magnitude cinco (Schroeter).

051 17 de janeiro de 1790. Região de Aristarchus. Mancha de luz anormal é avistada (Schroeter).

052 De 15 a 18 de fevereiro de 1790. Região de Aristarchus. Pequena mancha de luz de aparência nebulosa foi flagrada (Schroeter).

053 19 de março de 1790. Região de Aristarchus. Pequeno sinal de luz de aparência nebulosa é observada (Schroeter).

054 22 de outubro de 1790. Zonas diversas. Durante o ápice de um eclipse total, às 00h41 do dia 23 de outubro, Herschel observa mais de 150 pequenas manchas redondas, brilhantes e vermelhas.

055 24 de fevereiro de 1792. Zona não precisada. Nas bordas da Lua surgem aparentes sinais de presença atmosférica (Schroeter).

056 No ano de 1792. Aristarchus. A cratera manifesta um “aspecto especial” (Bode).

057 No ano de 1792. Face sombreada. Manchas brilhantes são registradas (Schroeter).

058 07 de março de 1794. Fenômeno observado durante 15 minutos. Face sombreada. Luz de aparência estelar vista sobre a parte sombreada da Lua (Wilkins e Stretton).

059 02 de março de 1797. Nas proximidades de Promotorium Heraclides [Região lunar que recebeu o nome do primeiro astrônomo que afirmou que Mercúrio e Vênus giravam em torno do Sol]. Observação de um vulcão na Lua (Caroché).

060 02 de julho de 1797. Mar Vaporum [Localizado na região central da Lua, também é conhecido como Mar dos Vapores]. Grande quantidade de vapor foi notada (Schroeter e Olbers).

crédito: Roberto Pinotti
Nota-se sobre a borda interna inferior do lado esquerdo uma formação de três pontos luminosos dispostos em triângulo
Visão panorâmica da cratera Archimedes. Nota-se sobre a borda interna inferior do lado esquerdo uma formação de três pontos luminosos dispostos em triângulo

061 Ano de 1799. Face sombreada. Mancha brilhante observada durante cinco lunações.

062 17 de outubro de 1820. Ao sul do Sinus Iridum [Planície de basalto, considerada umas das mais bonitas da Lua e uma das favoritas entre os observadores]. Algumas manchas brilhantes são observadas no Mar Pluvium, ao sul de Sinus Iridum (Luthmer).

063 Dias 05 e 06 de fevereiro de 1821. Nas proximidades de Aristarchus, uma manifestação luminosa sobre a face sombreada, com magnitude de seis a sete e de diâmetro de três a quatro polegadas (Kater, Olbers e Browne).

064 07 de abril de 1821. Posidonius [Cratera lunar criada a partir do impacto com outro objeto]. Ausência de sombra (Gruithuisen).

065 De 04 a 06 de maio de 1821. Nas proximidades de Aristarchus. Manchas brilhantes sobre a face sombreada, menos de 1’ de diâmetro (Ward, Baily).

066 25 de julho de 1821. Face sombreada. Clarões brilhantes (Gruithuisen).

067 28 de novembro de 1821, 20h00. Face sombreada. Mancha brilhante e variável, como uma estrela de magnitude seis (Fallows).

068 27 de janeiro de 1822. Nas proximidades de Aristarchus. Mancha brilhante como uma estrela de magnitude oito (F. G. W. Struve).

069 Dias 22 e 23 de junho de 1822. Aristarchus. Vulcão lunar (Ruppell).

070 Ano de 1822. Zona não precisada. Vulcão sobre a Lua observado diversas vezes (Flaugergues).

071 Ano de 1822. Zona não precisada. Vulcão lunar (Zach).

072 01 de maio de 1824. Nas proximidades de Aristarchus. Luz intermitente, de magnitude entre nove e 10, na face sombreada (Gobel).

073 18 de outubro de 1824. Nos arredores de Aristarchus. Pequenas manchas coloridas localizadas a oeste e noroeste de Aristarchus (Gruithuisen).

074 18 de outubro de 1824, 05h00. Mar Nubium [Região sombreada com 254.000 km²]. Uma superfície brilhante de 100 x 20 km (Gruithuisen).

075 09 de dezembro de 1824. Platô. Mancha brilhante a sudeste de uma cratera (Gruithuisen).

076 08 de abril de 1835. Platô. O lado oeste da Lua aparece mais brilhante do que o leste (Gruithuisen).

077 22 de abril de 1825. Aristarchus e entorno. Iluminação periódica (Argerlander e Gobel).

078 01 de dezembro de 1825, 23h45. Ptolomaeus [Cratera formada pelo impacto com outros objetos, localizada quase no centro da Lua]. Mancha brilhante (Schwabe).

079 13 de abril de 1826, 20h00. Mar Crisium. Névoa enegrecida em movimento no decorrer de uma hora (Emmett).

080 22 de abril de 1826, 20h00. Mar Crisium. Nuvem enegrecida mais intensa em movimento (Emmett).

081 04 de julho de 1832. Mar Crisium. Um grupo de pequenas manchas e estrias de luz foram observadas (T. W. Webb).

082 25 de dezembro de 1832. No entorno de Aristarchus. Mancha brilhante (C. P. Smyth).

083 22 de dezembro de 1835, 18h30. Próximo de Aristarchus. Uma mancha brilhante, de magnitude entre nove e 10 (C. P. Smyth).

084 13 de fevereiro de 1836. Messier [Cratera relativamente nova, que surgiu no impacto com outros corpos]. Duas linhas retas de luz e um feixe coberto de pontos luminosos são avistados na Lua (Gruithuisen).

085 24 de junho de 1839. Grimaldi. Neblina vaporosa cinzenta foi avistada (Gruithuisen).

086 07 de julho de 1839. Pólo Sul. Crepúsculo analisado (Gruithuisen).

087 19 de julho de 1839. Vale de Schroeter. Neblina escura forma-se sobre esta superfície (Gruithuisen).

088 08 de julho de 1842, 07h02. Durante um eclipse solar o disco lunar é ocasionalmente atravessado por estria de luz brilhante.

089 04 de julho de 1843. Pico sul dos Alpes. Sobre a linha limitadora há uma mancha excepcionalmente brilhante, semelhante a uma estrela fixa.

090 25 de abril de 1844. Sudoeste de Pico. Estrias fracas de luz, com coloração azulada. Parte delas aparece no lado escuro do disco lunar (J. Schmidt).

091 Dias 18 e 19 de março de 1847. Face sombreada. Grandes manchas brilhantes foram verificadas (Rankin e Chevalier).

092 11 de dezembro de 1847, 18h00. Monte Tenerife, na face sombreada. Aparição de uma marca brilhante, de tamanho similar a um quarto do diâmetro de Saturno, variando de intensidade rapidamente, como uma luz intermitente, mas permanecendo sempre visível (Hodgson).

093 19 de março de 1848, 21h12. Durante um eclipse, alterações rápidas de luz vermelha foram detectadas (Gorjan).

094 11 de fevereiro de 1849. Posidonius. Ausência do sombreado normalmente encontrado nessa região (J. Schmidt).

095 27 de dezembro de 1854, aproximadamente 05h00. Monte Tenerife, próximo a Platô. Duas manchas brilhantes sobre o lado iluminado. “Uma aparência que jamais havia visto sobre a superfície lunar, levando em conta que já a observo há uns 40 anos. Depois, o clarão luminoso e o contraste de cor pareceram dois vulcões em atividade” (Hart).

096 20 de junho de 1855. Observados resíduos crepusculares. Webb dá pouco valor à observação, pois para analisar o fenômeno com mais precisão seriam necessários instrumentos qualificados (Webb).

097 12 de junho de 1862, 06h19. Durante um eclipse lunar, o lado leste da Lua fica com uma tonalidade avermelhada. Na metade do eclipse, no lado sul, um pequenino traço aparece na cor da Lua não eclipsada.

098 15 de maio de 1864. Mar Crisium, ao leste de Piccard. Uma nuvem brilhante foi documentada (Ingall).

099 16 de outubro de 1864. Mar Crisium, a leste de Piccard. Nuvem brilhante (Ingall).

100 Ano de 1864. Local não precisado. Uma marca brilhante foi flagrada (Birt).

101 01 de janeiro de 1865. Fenômeno observado durante 30 minutos ao sudeste de Platô. Marca brilhante, como uma estrela de magnitude quatro, ligeiramente desfocada. O clarão permaneceu estático por 30 segundos e com luz regular (Grover).

102 10 de abril de 1865. Mar Crisium, ao leste de Piccard. Ponto de luz do tipo estelar. O mar Crisium, em sua totalidade, é atravessado por veias brilhantes, misturadas com manchas de luzes reluzentes, que foram detectadas quatro horas antes da Lua cheia (Ingall).

103 05 de setembro de 1865. Mar Crisium, ao leste de Piccard. Foi avistado um ponto de luz estelar com nevoeiro (Ingall).

104 24 de novembro de 1865. Carlini. Durante uma hora e meia, marcas brilhantes apareceram sobre a face escura da Lua, semelhante a uma estrela de magnitude oito.

105 Ano de 1865. Mar Crisium. Aparecem nessa região pontos e estrias de luzes (Slack e Ingall).

106 04 de maio de 1866. Linneo. O fundo da cratera troca de cor, do cinza ao branco, e no centro, apresenta marcas brilhantes.

107 10 de junho de 1866. Aristarchus. Luz estelar paira sobre a superfície (Tempel).

108 De 14 a 16 de junho de 1866. Nas vizinhanças de Aristarchus, uma coloração amarelo-avermelhada é avistada (Tempel).

109 Ano de 1866. Face sombreada. Marcas brilhantes são observadas (Hodgson).

110 09 de abril de 1867, das 19h30 às 21h00. Próximo a Aristarchus. Manchas brilhantes de magnitude sete estão na face sombreada. Tornaram-se mais fraca depois das 20h15 (Elger).

crédito: Fotos cortesia NASA
Esta imagem mostra a cratera lunar Triesnecker com largura de 28 km e com as rachaduras circundando-a. Exibe nitidamente as rachaduras que estão à direita da cratera. No local de encontro de cinco delas há um grupo de três pontos de luzes anormais dispostas em triângulo
Esta imagem mostra a cratera lunar Triesnecker com largura de 28 km e com as rachaduras circundando-a. A foto exibe nitidamente as rachaduras que estão à direita da cratera. No local de encontro de cinco delas há um grupo de três pontos de luzes anormais dispostas em triângulo

111 12 de abril de 1867, das 07h30 às 08h30. Próximo à Aristarchus. Mancha brilhante de magnitude sete sobre a face sombreada da superfície (Elger).

112 Dias 06 e 07 de maio de 1867, várias horas durante a noite. Aristarchus. Aparece um ponto luminoso muito brilhante e similar a um vulcão, no lado esquerdo da cratera (Flammarion).

113 07 de maio de 1867. Próximo a Aristarchus. Luz amarelo-avermelhada, como um farol, foi flagrada sobre a cratera (Tempel).

114 10 de junho de 1867. Sulpicius Gallus. Três marcas enegrecidas foram avistadas (Dawes).

115 Ano de 1867. Face sombreada. Várias marcas brilhantes apareceram sobre a superfície lunar (W. O. Williams).

116 13 de maio de 1870. Platô. Sinais brilhantes, em grande quantidade, foram percebidas nessa região (Pratt e Elger).

117 Ano de 1870. Local não precisado. Marcas brancas sobre a Lua e diversos relâmpagos foram documentados (Birt).

118 Ano de 1870. Godin. Bruma de cor púrpura que ilumina o solo da cratera, inclusive a parte sombreada (Trouvelot).

119 Ano de 1871. Platô. Estria de luz, localizada na parte sombreada, atravessa o fundo da cratera (Elger).

120 Ano de 1871. A oeste de Platô. Neblina ou bruma aparece sobre essa região (Elger e Nelson).

121 16 de julho de 1872. Platô. Neblina superficial na seção nordeste da superfície lunar (Pratt).

122 04 de janeiro de 1873. Kant. Sobre essa região, vapores luminosos de cor púrpura (Trouvelot).

123 10 de abril de 1873. Platô. Duas nuvens fracas, na parte oeste da cratera, muito iluminadas pelo Sol (Schmidt).

124 01 de novembro de 1873. Platô. Aparência insólita paira nessa região lunar (Pratt).

125 01 de janeiro de 1874. Platô. Aparência insólita, semelhante à flagrada no ano anterior (Pratt).

126 24 de abril de 1874. Corpos brilhantes se dispersam no espaço do disco lunar.

127 12 de julho de 1875. Feixe luminoso, proveniente da borda superior da Lua, se projeta no espaço.

128 20 de fevereiro de 1877, das 09h30 às 10h30. Eudoxus. Linha fina de luz, como uma corda luminosa, atravessa a cratera de oeste para leste (Trouvelot).

129 27 de fevereiro de 1877, 19h19. Local não precisado. Durante um eclipse lunar, uma luz fraca aparece sobre a superfície da Lua (Dorna).

130 17 de março de 1877, 06h45. Local não precisado. As foices lunares mostram traços de atmosfera. Lua velha de 54 horas (Dennett).

131 21 de março de 1877. Proclus. Excesso de iluminação pôde ser observado na região (Barrett).

132 15 de maio de 1877, 20h30. Ao leste de Picard. Mancha brilhante localizada na cratera.

133 29 de maio de 1877, 00h35. Ao leste de Picard. Outra mancha brilhante pôde ser estudada.

134 17 de junho de 1877, 22h30. Bessel. Minúsculo ponto de luz é visto com um refletor de 2,75 pollux (Dennett).

135 29 de julho de 1877. Platô. Estrias brilhantes, ao sul do centro da cratera, desaparecem às 02h30 (Gray).

136 Dias 23 e 24 de junho de 1877, 23h00. Local não precisado. Ocorre um eclipse lunar com espectro insólito e com impregnação intensa. Simultâneamente, aparecem duas marcas de luz carmim de curta duração (Capron e Pratt).

137 23 de novembro de 1877. Platô. Fonte de luz, com forma triangular aparece sobre o fundo da cratera, na qual se convergem pontos luminosos vindos das regiões circundantes.

138 02 de fevereiro de 1878, 08h16. Lembo. Mudança no espectro, durante o eclipse solar, sugerindo a existência de atmosfera na Lua (observação em Melbourne, Austrália).

139 10 de março de 1878, 19h20. Mar Crisium. Marca branca e mal definida situada ao leste de Picard (Noble).

140 05 de outubro de 1878, 21h40. Platô. Marca pouco brilhante, semelhante a uma nuvem branca sutil (Klein).

141 21 de outubro de 1878, 03h00. Local não precisado. A metade do limitador é mascarada (Hirst).

142 01 de novembro de 1878. Messier. Escurecimento dessa cratera (Klein).

143 09 de novembro de 1878, 21h00. Platô. Nuvem branca, nunca vista antes, é documentada (Klein).

144 04 de dezembro de 1878. Agrippa, objeto de Klein e marca oval próxima. Vapor adquire formas bizarras (Capron).

145 Ano de 1878. Leste de Piccard. Marca branca é flagrada na região (Birt).

146 Ano de 1878. Interior de Tycho. Aparência nebulosa sobre essa superfície (Birt).

147 18 de janeiro de 1880. Todo o Mar de Nettare. Uma nebulosidade que se estende até o interior da cratera Fracastoro é avistada, porém Gruithuisen diz que a observação não é satisfatória (Gaudibert).

148 03 de fevereiro de 1881, 19h00. Aristarchus. Uma “gama” muito brilhante de magnitude em torno de oito, com pulsações, pôde ser analisada por pesquisadores.

149 04 de julho de 1881, 12h30. Duas protuberâncias luminosas, em forma de pirâmides, aparecem na extremidade lunar. Estes pontos estão mais na sombra do que o resto da superfície lunar e vão se apagando lentamente (diversos observadores).

150 De 06 a 08 de julho de 1881. Região de Aristarchus. Aparece uma luz violeta, como se estivesse coberta por neblina, sobre a região que se estende entre Aristarchus, Herodotus e a parte sul do Grande Crepaccio (Klein).

151 05 de dezembro de 1881, 17h09. Aristarchus. Durante um eclipse lunar, Aristarchus apareceu como uma marca branca sobre o disco de cor cobre, permanecendo nessa disposição (S. J. Johnson).

152 29 de janeiro de 1882, das 17h00 às 17h30. Eudoxus. Sombra insólita é observada sobre essa região.

153 27 de fevereiro de 1882, das 18h30 às 19h30 e das 20h30 às 20h45. Eudoxus. Sombra insólita, semelhante ao fenômeno narrado anteriormente.

154 27 de março de 1882, 18h45. Platô. Uma brilhante luz branca aparece no fundo dessa região lunar (A. S. Williams).

155 24 de abril de 1882. Nas vizinhanças de Godin e Agrippa. Vários fenômenos foram registrados, como, por exemplo, sombras variadas e oscilantes, sombras estáveis em Aristóteles, com intervalos de cerca de 10 minutos entre os escurecimentos (Ridd).

156 19 de maio de 1882. Exatamente ao leste do Mar Crisium, defronte ao promontório Agarum, uma nuvem com mais de 161 x 64 km desaparece (J. G. Jackson).

157 17 de julho de 1882. Exatamente ao leste do Mar Crisium, defronte ao promontório Agarum, ligeira bruma ou neblina aparece e desaparece rapidamente (J. G. Jackson).

158 07 de novembro de 1882, 09h00. Face sombreada. Linha luminosa em torno da extremidade escura, atribuída a uma atmosfera, bem observada e que brilhava em todas as latitudes. Idade da Lua: 26,5 dias (Hopkins).

159 12 de março de 1883, 20h00. Face sombreada. Linha luminosa já vista em 07 de novembro de 1882. O objeto foi observado nitidamente (Hopkins).

160 12 de março de 1883. Tarantius e zonas limítrofes. Aspectos particulares variáveis e com indiscutíveis variações, na intensidade da sombra, com plano circular (Davies).

crédito: Roberto Pinotti
Rima Hyginus, uma das mais insólitas regiões lunares. Nesta área, a presença periódica de vapores sugere muitas anomalias
Rima Hyginus, uma das mais insólitas regiões lunares. Nesta área, a presença periódica de vapores sugere muitas anomalias

161 Maio de 1883. Na margem do Mar Crisium. Bruma ou neblina luminosa é documentada (J. G. Jackson).

162 05 de fevereiro de 1884. Kleperus. Pôde ser flagrada uma iluminação na cratera (Morales).

163 05 de novembro de 1883, 18h00. Aristarchus. Pontos extremamente brilhantes com magnitude de sete a oito (R).

164 04 de outubro de 1884, 22h03. Tycho. Marcas brilhantes, como uma estrela de magnitude dois, foram registradas durante um eclipse lunar (Parsehian).

165 29 de novembro de 1884, das 19h00 às 21h00. Aristarchus. Nebulosidades no centro e por fora da cratera, sinais bem definidos (Hislop).

166 19 de fevereiro de 1885. Pequena cratera, nas proximidades de Hércules. A região era vermelha e com notável contraste (Gray).

167 21 de fevereiro de 1885. Cassini. Sinais vermelhos foram registrados (Knopp).

168 10 de junho de 1885. Aristarchus. Aparece uma luz estelar sobre a cratera (Tempel).

169 06 de setembro de 1886. Platô. Estria luminosa observada na parte sombreada de uma cratera (Vaderama).

170 01 de fevereiro de 1887, 17h00. Platô. Aparição de uma luz na cratera (Kruger).

171 02 de fevereiro de 1887. Lahire. Uma estria de cor amarela intensa fez sombra sobre os objetos próximos (Klein).

172 15 de julho de 1888. Face sul dos Alpes, na parte sombreada da Lua. Vulcão lunar de magnitude um. Na ocasião, uma luz amarela e vermelha de espectro secundário também é analisada (Holden).

173 23 de novembro de 1888, 07h17. Marcas de luzes triangulares detectadas por um refrator de 3,5 pollux são observadas durante 45 minutos (Von Speissen).

174 30 de março de 1889. Copernicus. Marca preta aparece sobre essa região (Gaudibert).

175 11 de maio de 1889. Gassendi. Marca preta na borda da cratera.

176 06 de junho de 1889. Platô B e D (designação de Schmidt). Duas marcas extremamente brilhantes são observadas com um refrator de 8 pollux (Evon Lade).

177 12 de julho de 1889, 20h52. Aristarchus. Durante o eclipse lunar, o brilho dessa cratera pôde ser notado em meio à escuridão do ambiente (Kruger).

178 03 de setembro de 1889, durante 30 minutos um fenômeno foi observado no solo lunar. Alpetragius. O pico central, a sua sombra e todo o solo no entorno parecem envolvidos por uma neblina (Barnard).

179 13 de setembro de 1889. Plinius. Foi vista uma marca branca no pico central da superfície (Thury).

180 Dias 03 e 04 de outubro de 1889. Alpetragius. Uma nebulosidade pairou nessa região e pôde ser estudada (Barnard).

181 03 de outubro de 1890, 22h00. Posidonius. Sombra insólita (Meller).

182 23 de maio de 1891, 18h20. Região de Aristarchus. Durante um eclipse lunar, meia hora antes da fase total, Aristarchus e a região imediatamente ao norte se iluminam e se tornam visíveis (W. E. Jackson).

183 16 de setembro de 1891. Vale de Schroeter. Algumas nuvens de vapor denso se erguem aparentemente do solo da muralha a sudeste, em direção à Herootus (W. H. Pickering).

184 Dias 17 e 18 de setembro de 1891. Vale de Schroeter. Fenômeno semelhante à atividade vulcânica (W. H. Pickering).

185 23 de setembro de 1891. Vale de Schroeter. Aparente atividade vulcânica (W. H. Pickering).

186 25 de setembro de 1891. Vale de Schroeter. Aparente atividade vulcânica, semelhante ao fenômeno narrado anteriormente (W. H. Pickering).

187 14 de outubro de 1891. Vale de Schroeter. Novamente, aparente atividade vulcânica nessa mesma região lunar (W. H. Pickering).

188 07 de novembro de 1891. Aristarchus. Ponto luminoso limpo aparece em destaque nessa cratera (D’Adjuda).

189 31 de março de 1892. Thales. Neblina luminosa na cor branca (Barnard).


190 10 de maio de 1892. Vale de Schroeter. Sobre a região, aparente atividade vulcânica (W. H. Pickering).

191 11 de maio de 1892, 22h53. Durante um eclipse lunar parcial, uma extensão de sombra da Terra, além da zona eclipsada, é analisada.

192 30 de janeiro de 1893. Vale de Schroeter. Fenômeno semelhante à atividade vulcânica novamente é flagrado sobre a região (W. H. Pickering).

193 01 de abril de 1893. Zona não precisada. Seta luminosa pôde ser observada (Morales).

194 23 de fevereiro de 1894. Henke e parede norte de Posidonius. Coloração muito escura em Henke e na parede norte de Posidonius (Krieger).

195 11 de março de 1895, 03h42. Durante o eclipse lunar, surpreendente coloração no quadrante sudeste foi descoberta (Foulken).

196 02 de maio de 1895, 20h45 e 23h30 (duração de 12 a 14 minutos) Platô. Estria de luz, no primeiro caso, (Brenner) e bandas paralelas brilhantes ao centro, no segundo (Fauth).

197 25 de setembro de 1896. Zona não precisada. Uma seta luminosa foi avistada (Gaboreau).

198 Ano de 1896. Macrobius. Margem de penumbra na zona sombreada (Goodacre).

199 14 de junho de 1897. Vale de Schroeter. Aparente atividade vulcânica mais uma vez flagrada sobre essa superfície (W. H. Pickering).

200 21 de setembro de 1897, 21h00. Aristarchus. Estria de luz pôde ser vista por pesquisador (Molesworth).

201 08 de outubro de 1897. Vale de Schroeter. Aparente atividade vulcânica (W. H. Pickering).

202 10 de outubro de 1897. Vale de Schroeter. Fenômeno semelhante ao descrito anteriormente (W. H. Pickering).

203 13 de outubro de 1897. Vale de Schroeter. Novamente, aparente atividade vulcânica sobre essa superfície lunar (W. H. Pickering).

204 15 de outubro de 1897. Vale de Schroeter. Fenômeno semelhante à atividade vulcânica (W. H. Pickering).

205 09 de dezembro de 1897. Humboldt. Linha luminosa, de coloração marrom, projetou uma sombra sobre a parede leste da crosta lunar (Goodacre).

206 08 de janeiro de 1898, 12h30. Região de Tycho. Na metade do eclipse uma sombra extremamente densa apareceu, cobrindo os detalhes da superfície, fazendo desaparecer as estrias, exceto uma que se estendia do sul ao sudoeste de Tycho (Chévremont).

207 De 06 a 08 de abril de 1898. Vale de Schroeter. Fenômeno semelhante a uma atividade vulcânica (W. H. Pickering).

208 03 de julho de 1898, 21h47. Proclus. Meia hora depois da metade do eclipse lunar, a cratera sombreada brilhou e emitiu uma luz avermelhada (Moye).

209 27 de dezembro de 1898, 23h38. Aristarchus. Brilhos em Aristarchus durante todo o eclipse lunar (Stuyveart).

210 25 de outubro de 1901. Marius. Numerosas linhas luminosas se manifestaram no fundo da cratera. Em condições normais, nenhum fenômeno tinha sido observado antes (Boltom).

crédito: Roberto Pinotti
A cratera Goclenius, com um reticulado das rachaduras surpreendentemente geométrico
A cratera Goclenius, com um reticulado das rachaduras surpreendentemente geométrico

211 13 de agosto de 1902, 12h50. Nas proximidades de Lambert. Diversos fenômenos foram observados, como pontos brilhantes similares a uma estrela. Na mesma ocasião, uma superfície brilhante completamente redonda apareceu no lado escuro do limitador de magnitude três ou quatro (Jones).

212 16 de outubro de 1902. Theaetetus. Nuvem ao redor dessa região (Charbonneaux).

213 01 de março de 1903. Aristarchus. Luz intermitente, semelhante a uma pequena estrela (Rey).

214 03 de março de 1903. Aristarchus. Luz brilhante semelhante a uma pequena estrela foi observada (Gheury).

215 31 de julho de 1904. Platô. Objeto nebuloso brilhante de 2” de diâmetro sobre o fundo da cratera (Pickering).

216 02 de outubro de 1904, 13h00 às 16h00. Platô. Obscurecimento total ou parcial do fundo da cratera (Elger, Klein, Hodge e Goodacre).

217 19 de fevereiro de 1905, 19h03. Aristarchus. Uma marca brilhante apareceu durante o eclipse lunar que acontecia nesse dia. Na ocasião, uma marca brilhante apareceu na escuridão do espaço, igual a uma pequena estrela (Moye).

218 15 de agosto de 1905, 02h39. Tycho. A cratera aparece visível e brilhante durante um eclipse (Rey).

219 04 de agosto de 1906, 12h58. Aristarchus. A cratera brilha plenamente durante um eclipse lunar (Ward).

220 Ano de 1906. Mar Humorum (Flammarion).

221 Ano de 1906. Mar Serenitais (Flammarion).

222 Ano de 1906. Lichtenberg (Flammarion).

223 Ano de 1906. Alphonsus (Flammarion).

224 22 de janeiro de 1907. Platô. Clarão avistado sobre uma pequena parte do Platô (Faulh).

225 Ano de 1909. Tycho. Falsa alvorada foi descoberta por estudioso (Mellish).

226 Ano de 1909. Mersenne. Zona palidamente iluminada a oeste da sombra (Merlin).

227 01 de abril de 1912, 22h15. Tycho. Visível como uma marca brilhante na sombra cinza-ardósia escura. Assim estava Tycho durante um eclipse lunar (Le Roy).

228 19 de maio de 1912. Face sombreada. Pequeno clarão vermelho e luzidio cortou a escuridão dessa região lunar (Valier).

229 20 de maio de 1912. Monte Leibnitz. Linha de luz vívida na face escura da Lua (Franks).

230 25 de setembro de 1912. Pico B. Nebulosidade se estende da extremidade oeste da cratera (Pickering).

231 22 de março de 1913, 11h57. Durante a totalidade de um eclipse lunar, ocorrido nessa data, um ponto luminoso maior que Marte foi visto na direção noroeste do planeta (Jackson).

232 15 de junho de 1913. South. Pequena marca vermelha distinta foi avistada (Maw).

233 31 de janeiro de 1915. Lithrow. Sete marcas brancas dispostas no formato de uma letra grega gama foram observadas (Burgess).

234 21 de abril de 1915. Ao sul de Posidonius. Aspecto especial na zona sul do grande círculo de Posidonius, como se fosse vapor d’água (Houdard).

235 23 de abril de 1915. Clavius. Raio estreito e retilíneo de luz partindo da cratera A para a cratera B (Cook).

236 11 de dezembro de 1915. Mar Crisium. Marca particularmente brilhante, como uma estrela, aparece na borda norte da Lua (Thomas).

237 10 de outubro de 1916. Platô. A cratera 59 de Pickering está imersa em sombra avermelhada e desaparece por um tempo (Maggini).

238 08 de janeiro de 1917, 07h45. Dionysius. Um ponto na borda da cratera brilha como uma pequena estrela, pouco depois de entrar na zona de sombra do eclipse lunar (W. F. A. Ellison).

239 12 de fevereiro de 1919. Lexall. Aparecimento de uma linha reta longa e escura.

240 07 de novembro de 1919, 23h45. Nas vizinhanças de Tycho. Longa linha em direção de Longomontanus permanece visível, reluzindo uma fraca luz cinza-verde durante o eclipse total da Lua. A observação foi feita na passagem das nuvens (Fock).

241 No ano de 1920. Nas proximidades de Vitruvius. A luminosidade de alguns picos varia consideravelmente (Franks).

242 23 de novembro de 1920. Funerius. Grande estria luminosa retilínea aparece na superfície lunar.

243 28 de novembro de 1922, fenômeno acompanhado durante 20 minutos. Lahire. Sombra atravessou e formou uma linha branca sobre a Lua (H. P. Wilkins).

244 12 de maio de 1927. Pierce A (o Graham de Wilkins). Escurecimento total da cratera (H. P. Wilkins).

245 23 de dezembro de 1927, 22h00. Pierce A. Toda a zona fica invisível durante algum tempo (H. P. Wilkins).

246 Ano de 1930. Eratosthenes. Foi possível observar a mudança na coloração da superfície e uma sombra móvel na cratera por diversas vezes (Pickering).

247 22 de fevereiro de 1931. Aristarchus. É documentada uma luz amarelo-avermelhada (Joulla).

248 27 de março de 1931. Tycho. O pico central dessa região fica cinza, enquanto o interior da cratera aparece totalmente na sombra (Barker).

249 Ano de 1931. Aristarchus. Luz azulada cintilante pôde ser vista (Goodacre e Molesworth).

250 15 de abril de 1932, 06h57. Platô. Aparição inesperada de uma marca branca similar a uma nuvem (Goodacre com um amigo).

251 30 de março de 1933. Região de Aristarchus. Uma luz branca aparece na região (Douillet).

252 01 de setembro de 1933. Nas vizinhanças do Pico e do Pico B. Uma nebulosidade é observada (Rawstron).

253 01 de outubro de 1933. Nas vizinhanças do Pico e do Pico B. Certa nebulosidade é observada novamente (Rawstron)

254 04 de maio de 1936. Eratosthenes. São vistas pequenas marcas brilhantes no fundo da cratera (Martz).

255 04 de outubro de 1936. Eratosthenes. Pequenas marcas observadas no fundo da cratera, iguais as de Martz, que foram desenhadas por Johnson nas partes laterais brilhantes (Haas).

256 25 de outubro de 1936. Eratosthenes. Sinais brilhantes no fundo da cratera (Haas).

257 14 de fevereiro de 1937. Cassini. Uma marca brilhante é registrada (Andrenko).

258 17 de setembro de 1937. Aristarchus. Linha brilhante é avistada nessa região (H. M. Johnson).

259 Dias 28 e 29 de setembro de 1937. Riccioli. A zona sombreada se torna púrpura e escura. Na noite seguinte, a mesma região assume uma cor viva (Haas).

260 26 de outubro de 1937. Alphonsus, Herschel e Ptolomaeus. O solo dessas crateras adquire uma tonalidade branca (Alter).

crédito: Roberto Pinotti
Uma foto da cratera Gassendi, tirada nos Estados Unidos com o telescópio de 100 pollux do Observatório de Monte Wilson. Abaixo, desenho de H. Percy Wilkins da cratera Eratosthenes. As zonas tracejadas correspondem às estranhas marcas escuras. Nota-se o surpreendente conjunto reticulado no fundo da cratera e a singular zona montanhosa central caracterizada por um planalto de geometria curiosa, com o formato da letra “E” estilizado
Uma foto da cratera Gassendi, tirada nos Estados Unidos com o telescópio de 100 pollux do Observatório de Monte Wilson. Nota-se o surpreendente conjunto reticulado no fundo da cratera e a singular zona montanhosa central caracterizada por um planalto de geometria curiosa, com o formato da letra “E” estilizado

261 12 de dezembro de 1937. Platô. Linha marrom-alaranjada acentuada foi registrada sobre a parede leste (Barker).

262 Dias 16 e 17 de janeiro de 1938. Platô. Uma superfície de cor irregular com veias marrom-dourados, se estende sobre o fundo liso da cratera (Barker).

263 14 de fevereiro de 1938. Platô. Marca marrom-dourada, extremamente límpida, aparece sobre a parede leste com um brilho amarelado, sem limites bem definidos, e se estende sobre o fundo da cratera (Fox).

264 23 de fevereiro de 1939. Aristarchus. Marca brilhante foi registrada nessa cratera (Andrenko).

265 29 de março de 1939, 19h00, fenômeno observado durante 15 minutos. Copernicus. O grupo de montanhas centrais é visto distintamente como uma marca luminosa difusa. O surgimento do Sol sobre os picos não começa antes das 22h00 (Wilkins).

266 02 de agosto de 1939, 00h10. Schickard. Uma neblina densa foi registrada (Moore).

267 19 de outubro de 1939. Macrobius. Fundo da cratera marrom-avermelhado, embora normalmente seja incolor (Barcroft).

268 27 de dezembro de 1939. Aristarchus. Ligeira coloração azulada na parede oeste ainda brilhante (Barcroft).

269 20 de maio de 1940, 20h00. Schickard. Escurecimento menos denso do que aquele do dia 02 de agosto de 1939 (Moore).

270 14 de junho de 1940. Platô. Duas linhas nebulosas de meia intensidade, porém de muitos detalhes complexos (Haas).

271 De 19 a 22 de outubro de 1940. Região de Lichtenberg. Coloração levemente marrom-avermelhada aparece ao redor de toda a zona. A luz reapareceu de forma menos acentuada na noite seguinte e fraca, quase imperceptível, no dia 22 (Barcroft).

272 29 de outubro de 1940. Croissant. Prolongamento de 15 graus da foice norte (Vaughan).

273 02 de dezembro de 1940. Aristarchus. A cratera é vista no hemisfério escuro como uma marca brilhante (Vaughan).

274 09 de dezembro de 1940. Tycho. Traço luminoso na ponta externa da borda no lado oeste da cratera (Barcroft).

275 25 de dezembro de 1940. Croissant. As foices aparecem prolongadas por cerca de 10 graus (Haas).

276 06 de janeiro de 1941. Arzachel. Sombra anormal é documentada (Barcroft).

277 06 de fevereiro de 1941. Conon. Marca brilhante com contornos não definidos é observada no leito da cratera (Vaughan).

278 06 de março de 1941. Croissant. Prolongamento presumível da cratera (Barcroft).

279 31 de março de 1941. Aristarchus. A cratera é imersa por uma luz acinzentada que Haas conservava insolitamente brilhante (Barcroft).

280 01 de julho de 1941. Gassendi e nas proximidades de Hansteen. Uma marca luminosa se movimentou em direção à Hansteen de diâmetro estimado 0,1” e magnitude 8. “Seria esse fenômeno um meteoro lunar?” (Haas).

281 02 de fevereiro de 1942, de 18h20 às 19h15. Ao oeste de Kepplerus. Uma luz esbranquiçada, próximo à extremidade terrestre, foi avistada (Y. W. I. Fisher).

282 26 de agosto de 1942. Atlas. Áreas escuras aparecem na cratera (Haas).

283 04 de abril de 1944. Hyginus Norte (Klein Norte). Sombra mais intensa foi flagrada durante esse período (Wilkins).

284 12 de agosto de 1944, 23h00. Platô. Obscuridade excepcional do leito da cratera e três marcas de luz foram observadas aos pés da parede leste, porém nenhuma estria luminosa foi notada. Ao mesmo tempo, na proximidade central da cratera, há uma grande marca límpida. Wilkins sugere que uma nuvem ou vapor escuro temporário tenha recoberto o solo até o nível perimetral da zona (Wilkins).

285 31 de agosto de 1944. Schickard. Uma neblina foi avistada no leito da cratera (Wilkins).

286 19 de outubro de 1945, 11h23. Platô. Clarão brilhante aparece no leito da cratera, através da parede leste (Thornton).

287 19 de outubro de 1945. Darwin. Três pontos de luz brilhantes sobre a parede (Moore).

288 30 de janeiro de 1947. Eratosthenes. Ausência da sombra normal (H. Hill).

289 28 de agosto de 1947. Ao sudeste de Langrenus. Grande quantidade de coloração azulada foi flagrada sobre a extremidade lunar (Baum).

290 30 de novembro de 1947. Aristarchus. Marcas brilhantes sobre as partes internas da parede oeste (Favarger).

291 17 de fevereiro de 1948. Dawes. Pico central invisível, com sombra fragmentada do cume sudoeste para o leste (Thornton).

292 14 de abril de 1948. Prolongamento da foice sul (Wilkins).

293 15 de abril de 1948. Grimaldi. Uma marca brilhante sobre a extremidade oeste, a trinta graus ao norte de Grimaldi, semelhante a uma estrela de magnitude três (Vince).

294 20 de maio de 1948, duração de 15 minutos. Ao nordeste de Philolaus. Clarão vermelho foi visto por pesquisador (Baum).

295 Dias 21 e 22 de julho de 1948, durante várias horas. Mar Crisium. Anomalias variadas sinalizadas sem detalhes, excluindo aquelas em Picard e Pierce (Moore).

296 27 de julho de 1948. Capo Heráclides. Uma nebulosidade foi registrada na superfície dessa região (Moore e Dogherty).

297 08 de agosto de 1948. Face sombreada. Pequeno clarão brilhante e acinzentado (Woodward).

298 16 de agosto de 1948, durante várias horas esse fenômeno foi observado. Picard. Duas zonas, na região leste de Picard aparecem sem detalhes (Moore).

299 08 de outubro de 1948. Quadrilátero de Barker. Aparece um sinal branco luminoso ao longo do Quadrilátero (Moore).

300 19 de outubro de 1948. Promontório Heráclides. Uma nebulosidade foi avistada (Dogherty).

301 07 de fevereiro de 1949. Kepplerus. Clarão branco nas proximidades de Kepplerus (Y. W. I. Fisher).

302 07 de fevereiro de 1949. Quadrilátero de Barker. O quadrilátero aparece invisível, como se estivesse coberto por neblina (Moore).

303 10 de fevereiro de 1949. Vale de Schroeter, próximo a Testa de Cobra. Zona difusa por fumaça sutil ou vapor, inundando através da planta do lado oeste do Vale de Schroeter, at&ea

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Jun de 2006

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