Edição 74
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Regressão hipnótica a vidas passadas

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01 de Oct de 2000
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Nos últimos anos, a utilização da regressão de memória a vidas passadas tornou-se freqüente. Mas a aplicação despreparada dessa técnica, por supostos terapeutas, tem deixando seqüelas emocionais muitas vezes graves nas pessoas atendidas. A regressão de memória é um processo em que a pessoa entra num estado alterado e ampliado de consciência. Os conteúdos emocionais de seu passado próximo ou remoto, armazenados na mente inconsciente, são acessados através do relaxamento, mantendo-se a pessoa consciente num estado próximo ao das ondas alfa, que caracteriza o estado hipnótico. Isso facilita o afloramento de conteúdos emocionais à consciência, permitindo que sejam acessadas, dessa forma, reminiscências traumáticas do paciente desde o período intrauterino até outras etapas da vida – e não só necessariamente supostas vidas passadas.

Em nosso trabalho psicoterápico desenvolvemos um procedimento que inclui uma anamnese [Entrevista] longa e detalhada antes da regressão, com diversas perguntas espalhadas em sete sessões de duas horas cada. Posteriormente, o paciente é submetido à outra análise psicoterapêutica, que auxiliará na elaboração e integração das vivências regressivas, assim como na preparação da sessão de alta ao final do tratamento. Há muitas contra-indicações para esta técnica. Por exemplo, jamais deve ser feita uma regressão por mera curiosidade, pois apenas os conteúdos traumáticos são trabalhados e não se pode saber a que vivência a pessoa irá regredir. A regressão também não deve ser aplicada em gestantes, pois os traumas vivenciados podem causar danos psíquicos ao feto.

Pessoas com cardiopatia, hipertensão e processos infecciosos também estão sujeitas a conseqüências agravantes durante a vivência de um trauma. Daí a importância de uma anamnese séria e minuciosa, feita sempre por alguém realmente habilitado a lidar com tal técnica. As regressões coletivas também não são recomendadas, tendo em vista que as pessoas envolvidas podem reviver situações traumáticas das quais não conseguem sair sem o respaldo de um terapeuta experiente – entrando, às vezes, em episódios psicóticos. Além disso, desarmonias espirituais, psicoses e pré-psicoses, estado de sonolência, deficiências físicas e mentais prejudicam a relação entre paciente e terapeuta, dificultando a realização de um bom trabalho. Por outro lado, o emprego de procedimentos de regressão em estado pós-prandial [Após as refeições], por exemplo, pode causar transtornos gastrintestinais durante a sessão. Estes são apenas alguns dos inúmeros cuidados que se precisa ter quando se considera o uso de regressão hipnótica a vidas passadas.

Risco Terapêutico — Além disso tudo, é muito importante que também se comprove a experiência do terapeuta. Muitas vezes, é um risco submeter-se à técnica com pessoas não especializadas e mal treinadas, o que pode, inclusive, agravar um problema já existente na vida do paciente. Confusões psíquicas como angústias, ansiedades, fobias, transtornos obsessivos compulsivos, perturbações psicossomáticas e problemas de relacionamento interpessoal, etc., são alguns dos casos em que são indicadas as psicoterapias. Muitos destes distúrbios estão vinculados a traumas de supostas vidas passadas ou à vida atual, impedindo ou dificultando o relacionamento com familiares e o convívio social. Muitas pessoas entram em estados alterados de consciência de maneira espontânea, devido a um estímulo desencadeante, algumas vezes traumático. Nessa abordagem, são trabalhados os conteúdos emocionais aflorados do inconsciente, sua elaboração e integração à consciência, independente do que sejam. O importante é que esta pessoa seja ajudada a compreendê-los e solucioná-los, se tornando no presente mais viva, livre e saudável. É uma atividade científica, eficaz e séria, na qual vários profissionais altamente competentes desenvolvem um ótimo trabalho, mesmo que, em alguns casos, não possuam esta crença.

Abduções também em outras vidas

Um dos aspectos mais fascinantes da pesquisa das abduções é a constatação de que os seqüestros por alienígenas, em geral, são múltiplos. Ou seja: quando uma pessoa é selecionada por ETs para ser abduzida, isso implica em que venha a ser levada para naves várias vezes durante o curso de sua vida. Técnicas hipnóticas também indicam que uma pessoa que tenha se descoberto um abduzido hoje pode, na verdade, além de ser levado várias outras vezes no futuro, já ter passado por tais experiências também no passado. Isso significaria, por conclusão, que os seqüestros seriam uma espécie de experimento que ETs conduzem em humanos que lhes são especiais durante todas as suas vidas terrenas.

Documentando tais conclusões, muitos estudiosos teorizam que nossos raptores, na verdade, estão interessados em algo além do conhecimento meramente de nossos corpos físicos. Eles estariam tentando também avaliar nossas dimensões espirituais. Esta seria uma das causas das abduções serem múltiplas: a possibilidade dos ETs conhecerem todo o trajeto da vida de seus escolhidos. Se é assim, então pode-se supor que os raptos aconteçam também em vidas pregressas dos abduzidos – o que se tenta descobrir através da hipnose a vidas passadas. Os resultados de tal técnica ainda são tímidos, mas, se confirmados, prometem revolucionar a Ufologia.

Os círculos continuam desafiando a Ciência

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Oct de 2000

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