Edição 279
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Por dentro das manobras de pesquisas ufológicas do Pentágono

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18 de Sep de 2020
Jornal The New York Times trouxe à tona o envolvimento direto do Pentágono e da Inteligência dos Estados Unidos no estudo de avistamentos de UFO
Créditos: RAFAEL AMORIM, EXCLUSIVO PARA A REVISTA UFO

Há algumas semanas, a revista Popular Mechanics publicou um longo e bem fundamentado artigo sobre as idas e vindas do Pentágono em relação à pesquisa oficial sobre UFOs. Até onde todos sabemos, ou sabíamos até a matéria da revista, o Pentágono agora nega tudo o que já foi dito antes. Por outro lado, a Marinha dos Estados Unidos e o Departamento de Defesa (DoD) afirmam que houve sim um departamento encarregado de estudar fenômenos aéreos não identificados (UAPs), uma designação alternativa para os UFOs.

O que vamos conhecer a seguir é a matéria que foi publicada pela Popular Mechanics explicando como o Pentágono e a Inteligência dos Estados Unidos tentaram, por meio de contratos com empresas privadas, se livrar da Lei de Liberdade de Informação (FOIA) e manter seus segredos bem guardados. Também vamos conhecer melhor Luis Elizondo, o nome e o rosto à frente do programa de estudo de UFOs do Pentágono, uma figura enigmática e às vezes dúbia, como cabe a todo bom agente de espionagem.

Embora tudo possa parecer uma trama de romance com pitadas de ficção científica, é muito real. O encontro dos pilotos, o envolvimento do governo, as pesquisas de naves de outros planetas, o estudo de manifestações paranormais, um bilionário excêntrico e até um rancho mal-assombrado, tudo isso se embaralhara em um jogo complexo de segredos e meias verdades. Recentemente, o mesmo jornalista que fez a matéria da Popular Mechanics disse em um podcast que há casos recentes aguardando para ser divulgados. Vejamos o que mais ele diz.

Vejamos como tudo começou. Em 16 de dezembro de 2017, o jornal The New York Times revelou que o Pentágono havia secretamente financiado uma pesquisa sobre UFOs por meio de um departamento chamado Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais (AATIP). E como se o governo dos Estados Unidos investigasse esse assunto silenciosamente não fosse o suficiente, pela primeira vez o público também teve a chance de assistir a três vídeos, gravados pela Marinha do país, mostrando o que foi chamado de fenômeno aéreo não identificado (UAP).

Assim, de uma hora para outra, os UFOs não estavam mais relegados aos ufólogos e aos céticos negacionistas da sociedade, e pela primeira vez em décadas as pessoas voltaram a olhar para os céus com alguma expectativa. Mas, quase na mesma velocidade em que a existência de um orçamento obscuro para programas de pesquisa de UFOs veio à tona, também vieram ondas de crítica, confusão e controvérsia.

Para começar, as pessoas queriam saber se segundo “A” em AATIP se referia a aeroespaciais ou aéreas — aeroespaciais se provou a opção correta — e nem bem isso foi esclarecido, e um outro projeto conjunto, inteiramente diferente, emergiu: o Programa de Aplicação de Sistemas de Armamentos Aeroespaciais Avançados (AAWSAP). Por mais de dois anos, ninguém foi capaz de adequadamente explicar se o AAWSAP e o AATIP eram dois programas separados ou o mesmo com dois nomes diferentes.

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Segredos ufológicos nos corredores do Pentágono

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