Edição 75
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Os reais desafios da pesquisa ufológica

Por
01 de Dec de 2013
Créditos: Rafael Amorim, exclusivo para a Revista UFO

Estão certos aqueles que pensam que a Ufologia é uma atividade fascinante e enriquecedora. Pois, afinal, o pesquisador do Fenômeno UFO lida com circunstâncias e ocorrências provocadas por seres que provêm de outras partes do universo, e nada poderia ser mais instigante e apaixonante do que algo dessa natureza. Entretanto, enganam-se redondamente aqueles que imaginam que a Ufologia seja algo fácil de ser praticado, que requer pouco sacrifício e que mais oferece de diversão do que saca de esforço de quem se lança nesta aventura. Sim, nada poderia estar mais distante da verdade quando falamos em praticar a verdadeira Ufologia, aquela que, partindo de uma posição isenta, busca entender sem preconceitos o Fenômeno UFO em suas mais variadas vertentes.


Mas se as dificuldades são inerentes ao tema, correm em paralelo a elas o potencial de satisfação que seus resultados proporcionam ao praticante. A investigação de um caso ufológico, especialmente aqueles chamados de graus elevados, quando envolvem pouso, avistamento de tripulantes ou até mesmo contato com eles, é algo extremamente prazeroso e pode se revelar um elemento de transformação mesmo para os ufólogos mais experientes — porque mesmo a estes a emoção da aventura de se penetrar em um universo desconhecido se mostra inescapável. Entretanto, eis aí um segundo risco para a verdade dos fatos, que é ter o investigador imiscuído com o fato investigado, perdendo, assim, a imparcialidade e o pragmatismo tão necessários a sua tarefa.


Os tais casos de graus elevados, aliás, são justamente os mais complexos e espinhosos de serem levantados e analisados, porque reúnem um número imensamente maior de variáveis do que as ocorrências ufológicas mais corriqueiras, como as de meras observações de naves em voo a curta ou a grande distância. Neste aspecto, a regra é clara: quanto mais profundo é o contato do Fenômeno UFO com o cenário terrestre, aqui significando tanto o meio ambiente quanto testemunhas e eventualmente abduzidos e contatados, mais energia investigativa deve ser dispendida em seu approach investigativo.

Um dos fatores que torna tais eventos ufológicos bastante complicados de serem examinados e entendidos está no próprio comportamento do fenômeno e, em escala ainda maior, das inteligências por trás dele. Não são poucos os estudiosos da Ufologia, a exemplo do franco-americano Jacques Vallée, referência no assunto, que nos alertam para o fato de que o Fenômeno UFO tenta ocultar a si mesmo ou, não raro, se manifesta dissimulado aos seus observadores. Ou seja, muitas vezes o desenrolar de um contato de grau elevado é bem diverso daquele que a testemunha recorda e relata, o que torna necessário o emprego de métodos mais incisivos de investigação — e seu tratamento nos níveis psicológico e antropológico não está descartado.

São poucos, hoje, os ufólogos em todo o mundo que dispõem de preparo para lidar com ocorrências de contato direto com ETs, pelas razões apresentadas acima. Mas, mesmo assim, o resultado de seu trabalho tem, ao longo de décadas, nos mostrado que o encontro frente a frente com seres provenientes de outros pontos do universo é uma realidade inegável — que não pode permanecer na obscuridade, mesmo que o tema ainda requeira aperfeiçoamentos.

Quando o limite entre realidade e a fantasia é tênue

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Dec de 2013

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