ARTIGO

Os muitos mistérios e encantamentos dos Andes Bolivianos

Por Maureen Martini Braz | Edição 256 | 01 de Março de 2018

Curahuara de Carangas, em Oruro, sul da Bolívia, de pouco mais de 4.000 habitantes. O local guardava uma surpresa para o pesquisador
Créditos: BOLÍVIA MÍSTICA

Os muitos mistérios e encantamentos dos Andes Bolivianos

Terra de beleza, mistérios e encantos, os Andes abrigaram ao longo dos milênios civilizações com alto grau de desenvolvimento. Hoje pouco sabemos sobre os diversos povos que habitaram a região ou sobre as razões que levaram ao declínio de suas sociedades, mas analisando as lendas e histórias orais que chegaram até nossos dias, a impressão que temos é a de que nos Andes, assim como em vários outros lugares do planeta, houve a interferência e a ajuda de extraterrestres ou de deuses vindos dos céus.

Grande conhecedor desse assunto, o escritor e contatado boliviano Antonio Portugal Alvizuri narra em seus livros muito do que se passou na área, quando as hoje desaparecidas civilizações vicejavam. Por meio das lições que ele diz ter recebido de seus mestres de Sírius e também por meio de suas próprias experiências tanto no campo físico quanto astral, Portugal Alvizuri nos conta sobre a existência de cidades, túneis, passagens e pirâmides, todos subterrâneos, parte deles ainda habitada, parte já abandonada.

Reptilianos na igreja

Em seu livro Pakari, El Gigante Andino [Pakari, o Gigante Andino. Edição do Autor, 2013], ele nos fala, entre outras coisas, sobre a existência de seres reptilianos, seu papel na história humana e, também, sobre suas ocorrências em cidades subterrâneas nas quais vivem tais seres. O interessante é que, para realizar seu trabalho de pesquisa, o autor mudou-se para a pequena comunidade de Curahuara de Carangas, em Oruro, sul da Bolívia.

A comunidade, de pouco mais de 4.000 habitantes, guardava uma surpresa — ao visitar a pequena igreja do lugar, o pesquisador encontrou em suas paredes cobertas de desenhos um afresco de autor desconhecido, feito no ano de 1608, mostrando a presença de seres reptilianos e de cidades intraterrestres, tudo aquilo sobre o que fala seu citado livro. E, claro, no século XVII não havia Ufologia e nem “contaminação cultural”, expressão tão utilizada nos dias atuais.

Se pensarmos que nos anos 1600 a colonização espanhola percorria o país impondo suas crenças cristãs sobre os nativos, e que a Inquisição ainda era forte na Europa, a pintura adquire uma conotação ainda mais impressionante, pois escapou da destruição e da acusação de ser obra do demônio, mesmo tendo sido feita em uma igreja católica.

“Quando vi os afrescos, fiquei paralisado. Naquele momento saí da igreja e lágrimas de emoção encheram meus olhos. Eu tinha acabado de publicar um livro, no qual explicava aquilo e aquelas pinturas estavam ali, desde 1608, corroborando tudo o que eu havia vivido”, declarou Portugal Alvizuri a um jornal boliviano. É de se estranhar que tais imagens não tenham sido divulgadas anteriormente.

Sobre os reptilianos — espécie alienígena bem conhecida dentro da Ufologia, a respeito da qual sobram controvérsias e faltam certezas —, o pesquisador explica que eles “são uma espécie proveniente do acasalamento de extraterrestres com seres aquáticos de todo o planeta, e que vivem em cidades subterrâneas, às quais acedi por permissão de seres de luz. Esses seres me deixam repartir parte de minhas experiências com os outros. Por isso escrevo”, declarou ao mesmo jornal.

Lemúria e Mururata

A Lemúria, um suposto continente que teria existido há centenas de milhares de anos e cujos detalhes de localização variam de acordo com a fonte consultada, teria submergido ou sido destruído por violentas mudanças geológicas ocorridas também na Antiguidade — o continente perdido seria o berço da terceira raça raiz, segundo dizem os místicos, e uma terra de grande civilidade e desenvolvimento, anterior ao surgimento da Atlântida.

Estudiosos afirmam que a Lemúria ou Terra de Mu, como também é conhecida, jamais existiu e que teorias que pregam o afundamento de áreas engolidas por oceanos não têm sustentação científica, mas essa não é a opinião de Portugal Alvizuri, que nos conta uma história bem diferente em seu livro Ciudades Secretas en Los Andes [Cidades Secretas dos Andes. Edição do Autor, 2008].

No livro, o autor nos explica que “a Lemúria conseguira salvar seus conhecimentos e tentou amparar muitos de seus habitantes. Eles fizeram um esforço desesperado, com a ajuda dos ‘guardiões astrais’, para transferir seus cidadãos para que pudessem cuidar de todas as riquezas, conhecimentos e tecnologias que os lemurianos estavam deixando para o futuro. Um desses locais é o Monte Mururata, na Bolívia”.

O pesquisador também nos diz que, “quando a humanidade descobrir os segredos que estão guardados ali, ficará deslumbrada, pois também verá os corpos de grandes mestres mantidos em suspensão, de seres gigantes se comparados a nós, com mais de três metros de altura. Eles tinham apenas um olho, localizado no centro da testa, como ciclopes. Seus corpos estão muito bem preservados e não apenas em Mururata, mas também em Tiahuanaco e nas selvas de Bení, na Bolívia”.

Mas estaria a humanidade preparada para conhecer a verdade sobre fatos tão antigos e zelosamente guardados? Portugal Alvizuri nos garante que sim. Segundo ele, “as profecias falam que após o processo de mudança virá a Era da Luz, pelo que não devemos temer, mas devemos despertar dentro de nós o senso de responsabilidade. Creio que estamos no meio de uma mudança evolutiva tão grande que temos dificuldade de imaginá-la. Oxalá muito em breve todos também possam experimentar o que vivi e compreendam que não estamos sós”.

 


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Maureen Martini Braz

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