ARTIGO

Os agroglifos estão de volta, e agora com uma novidade

Por A. J. Gevaerd | Edição 228 | 01 de Novembro de 2015


Créditos: CORTESIA NOVELO FILMES

Os agroglifos estão de volta, e agora com uma novidade

Desde 2008 o Brasil entrou de vez na rota dos agroglifos, as impressionantes figuras que surgem de uma hora para outra em plantações de grãos, em geral trigo. Só na Europa o fenômeno já tem quase quatro décadas. Desde novembro daquele ano, já são mais de 60 imagens registradas no país, que vêm adquirindo aspectos cada vez mais complexos, evidenciando uma evolução no processo de sua produção. E neste ano não foi diferente: já temos nosso primeiro agroglifo da temporada de 2015. Mas com duas significativas mudanças em seu padrão. A primeira é a data em que esta primeira formação surgiu, da noite de segunda-feira, 05 de outubro, para terça-feira, 06 de outubro. Em geral, os fenômenos ocorrem mais no final deste mês e podem se manifestar até o final da primeira quinzena de novembro.

A outra alteração nas características dos agroglifos brasileiros é mais relevante: ao passo em que todos os sete anos anteriores eles ocorreram única e exclusivamente no entorno da cidade de Ipuaçu, no oeste catarinense, desta vez uma figura espetacular foi encontrada na Chácara Santini, bem à beira da estrada que liga a BR-277 a Prudentópolis, e a não mais do que um quilômetro da cidade, de onde pode ser visto com clareza. Basta isso para que se possa dizer que seria literalmente impossível alguém ou um grupo de pessoas fazer a figura sem ser visto. Mas esta não é a única razão para a imagem ser dada como autêntica, como se verá. O agroglifo estava em uma plantação de trigo ainda verde e muito viçoso, nesta fase imprópria para colheita.

A figura foi descoberta na tarde de terça-feira, 06 de outubro, e filmada naquela mesma noite, mas sem clareza. Na manhã seguinte, foi filmada novamente por Tito Santini, um dos proprietários da localidade, que enviou fotos e vídeo à rede de televisão RPC, da Rede Globo, levando ao conhecimento do fato pela Revista UFO. O próprio Santini ficou impressionado em ter visto aquilo na chácara da família, que está com ela há décadas. Disse que ali nunca ocorreu nada de anormal. De fato, mesmo a casuística ufológica local é considerada relativamente fraca se comparada com a do resto do país.

Tempo, fator crucial

A Revista UFO recebeu as imagens às 13h00 de quarta-feira, 07 de outubro, e partiu imediatamente para Prudentópolis, lá chegando às 16h00. A cidade fica a cerca de 200 km de Curitiba, ao contrário de Ipuaçu, que está a cerca de 400 km, facilitando o trabalho de levantamento dos dados — e, como se sabe, tempo é fator crucial na investigação de ocorrências ufológicas. Como o agroglifo estava bem na entrada do município, podendo ser visto a partir da estrada, não foi difícil localizá-lo. Uma pequena multidão comparecia ao local, mas evitando destruir as evidências do mais recente fenômeno. Um exame inicial na imagem levou à constatação de que a figura tem exatamente os mesmos padrões de todas as que foram examinadas antes, ocorridas tanto no Brasil quanto no exterior. Mas o seu formato era imperceptível a partir do solo, por ser muito grande.

crédito: ARQUIVO UFO

Com a ajuda de um drone modelo Spider equipado com câmara de altíssima resolução, pilotado por produtor de eventos Cauê Quadros, contratado pela Novelo Filmes para um documentário sobre os agroglifos para o History Channel, do qual a Revista UFO é parceira, foi finalmente possível ter uma ideia da gigantesca e maravilhosa manifestação. O drone sobrevoou detidamente a imensa figura, comprovando sua autenticidade a partir da perfeita simetria de seus elementos. Foi somente a partir de 150 m de altura que, enfim, se pôde ver seu formato e suas enormes medidas. O aparelho esteve ativo por mais de uma hora e registrou as imagens de vários ângulos.

Enquanto o drone capturava imagens em alta resolução, que confirmam a impossibilidade de sua origem ser terrestre ou humana, jovens estudiosos do Grupo Rama, de Guarapuava, que ali compareceu, tomavam as medidas dos elementos da gigantesca figura sob minha orientação. Tudo foi medido e remedido com rigor para se compor uma imagem do agroglifo. Entre os pesquisadores guarapuavanos, o advogado João Gabriel de Oliveira providenciou um croqui inicial, que depois foi usado como base para a elaboração do croqui oficial, pelo perito criminal e conselheiro especial da Revista UFO Toni Inajar Kurowski [Veja imagem].

Dobradas mas não quebradas

A figura, já destruída dias depois, continha dois anéis de diferentes tamanhos, mas com cerca de 50 m cada, que se interseccionam em cerca de 35% de sua área, dentro de qual espaço havia um círculo central de aproximadamente 20 m de diâmetro. Tanto os anéis quanto o círculo central tinham as plantas dobradas, mas não quebradas, em sentido anti-horário, o que se verificou também em quatro círculos menores, mas de tamanhos diferentes, encontrados a leste, na extremidade do anel à direita — seus tamanhos aumentam gradativamente, o que é algo interessante.

Havia chovido nos dias anteriores à descoberta do agroglifo, o que fez com que parte do trigo dobrado, tendo abaixo de si o solo molhado, tendesse a voltar à posição normal, mas isso se verificou com a minoria das plantas. Não foram notados danos extensivos à lavoura e ao agroglifo por pisoteio de curiosos até o final da tarde de quarta-feira, 07 de outubro, o que ocorreu nos dias seguintes, como era de se esperar. “É simplesmente impossível conter a população de Prudentópolis, que quer vir até aqui e ver a figura”, disse Santini. De fato, em se tratando de uma “obra” produzida com mãos não terrestres, não seria justo que a população onde surgiu a manifestação não tivesse o direito de conhecê-la.

Uma busca intensa por sinais de passos ou pegadas de eventuais perpetradores de uma suposta farsa resultou em nada. A ausência destas evidências, assim verificada, igualmente contribuiu para o estabelecimento da autenticidade da figura. Também deve ser notado que a plantação, naturalmente, estava entrecortada por rastros de pneus de trator usado para fumigação e outros manejos da lavoura, o que foi algo inicialmente observado na pesquisa e também resultou não ser de relevância — estes rastros são absolutamente comuns em cenários de agroglifos.

Falta de energia elétrica

Outro fato digno de nota é que várias testemunhas relataram terem visto luzes sobre a propriedade tanto da noite de segunda-feira, 05 de outubro, para terça-feira, 06 de outubro, quanto por volta de 22h30 daquela mesma terça-feira. Seus depoimentos estão nos arquivos da Revista UFO. Moradores de Prudentópolis também relataram a falta de energia elétrica em toda a cidade no meio da madrugada que precedeu aquela terça-feira. Não se sabe se estes fatores estão interligados ao agroglifo, mas todas as hipóteses devem ser testadas.

crédito: TONI INAJAR KUROWSKI

De fato, pode-se dizer muitas coisas sobre o impressionante sinal que abriu a temporada de 2015 — embora, até o fechamento desta edição, em 14 de outubro, nenhum outro fenômeno tenha sido registrado —, como o de que certamente se tratou de uma figura produzida artificialmente por uma inteligência com o propósito de ter sua “obra” conhecida. Por não terem sido encontrados quaisquer vestígios de ação humana em sua composição, a conclusão óbvia é de que estas inteligências não têm origem em nosso planeta, sendo, por definição, extraterrestres.

Acompanhando a pesquisa e a divulgação do novo agroglifo pela Revista UFO, como em todos os anos anteriores, claro, também surgiram os críticos e detratores do fenômeno, querendo desqualificá-lo. Mas, ao contrário de anos prévios, estes se perderam em acusações tolas, levianas e sem qualquer embasamento lógico ou, menos ainda, científico, tendo suas manifestações imediatamente rechaçadas pela Comunidade Ufológica Brasileira, cada dia mais consciente de que este fenômeno chegou ao país para ficar. Aqueles que ainda não se dobraram às evidências, terão os próximos anos para também reconhecerem esta realidade.

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Sobre o Autor

A. J. Gevaerd

A. J. Gevaerd nasceu em Maringá (PR), em 1962, e foi professor de química até 1986, quando abandonou a profissão para se dedicar exclusivamente à Ufologia. Em 1983, fundou o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), a maior entidade do gênero em todo o mundo, com mais de 3.000 associados. Em 1985, Gevaerd fundou a Revista UFO, única publicação sobre Ufologia no país, com 25 anos de existência, e a mais antiga em circulação em todo o mundo. O editor interessou-se por Ufologia ainda muito jovem, com 11 anos, ouvindo histórias de observação de naves e contatos com seres extraterrestres, e começou suas atividades na Ufologia imediatamente, fazendo suas primeiras investigações e vigílias. Fez sua primeira palestra sobre UFOs no colégio em que estudava, aos 15 anos, e de lá para cá realizou mais de 2.000 em todo o Brasil. A partir de 1989, começou a se apresentar também no exterior, tendo realizado pesquisas e mais de 600 palestras em 54 países. É diretor no país, desde 1986, da Mutual UFO Network (MUFON), e, desde 1991, do Annual International UFO Congress, um dos eventos de Ufologia mais concorridos da atualidade. Foi um dos idealizadores da campanha pioneira UFOs: Liberdade de Informação Já, lançada em 2004 pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual é coordenador. O pesquisador tem participação ativa em praticamente todos os círculos mundiais onde o Fenômeno UFO é tratado com seriedade, participando de eventos, debates, programas, campanhas etc.

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