Edição 214
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Objetos submarinos não identificados: mistério sob as águas

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01 de Aug de 2014
Objetos submarinos não identificados teriam bases em nossos oceanos, de onde sairiam para suas manifestações
Créditos: RAFAEL AMORIM

A Terra, que um dia o poeta chamou de Planeta Água, tem 71% de sua superfície coberta por água em estado líquido, a maior parte dela nos oceanos. E embora nossos mares sejam tão abundantes, o conhecimento que temos sobre eles é menor do que o que acumulamos sobre o cosmos. Com esse dado em mente e pensando de forma lógica, vamos imaginar que nós não somos daqui, mas que viemos de outro mundo e que, embora queiramos explorar esse planeta azul, não desejamos ser descobertos pelos habitantes locais. Não seriam os oceanos o local óbvio para nos escondermos?

Registros, alguns bem antigos, indicam que os extraterrestres seguiram o mesmo raciocínio que fizemos acima e utilizam há muito tempo as profundezas oceânicas para se manterem longe da curiosidade terrestre. Entretanto, depoimentos sobre OSNIs, os objetos submarinos não identificados, nos chegam desde a Antiguidade, indicando que, por mais discretos que nossos visitantes tentem ser, ocasionalmente são flagrados entrando ou saindo das águas. Com base no trabalho do pesquisador italiano Roberto Pinotti, vamos comentar alguns casos ao longo do texto.

Pesquisas detalhadas

Atuando na Ufologia desde o começo da Era Moderna dos Discos Voadores, Roberto Pinotti tornou-se um especialista em relação aos OSNIs. Seus levantamentos históricos e pesquisas detalhadas sobre registros destas ocorrências em livros de bordo de embarcações, documentos oficiais e notícias divulgadas em jornais antigos nos dão uma visão de como os objetos submarinos não identificados atuam em nosso planeta e quão longa é esta atuação. Pinotti lançou pela Coleção Biblioteca UFO, da Revista UFO, um livro exclusivo sobre o assunto, no qual descreve casos antigos e modernos, faz análises das situações e lança uma série de teorias que poderiam explicar a preferência dos alienígenas pelo ambiente oceânico, falando de bases, ecossistemas e fontes de energia. OSNI: Objetos Submarinos Não Identificados [Código LIV-022. Confira na seção Shopping UFO desta edição e no Portal UFO: ufo.com.br] é uma das poucas obras no mundo que trata deste assunto tão difícil de ser pesquisado, muito mais de que os avistamentos e interações com UFOs em terra firme.

Registros centenários


As pesquisas de Pinotti também levantam a interessante questão da reação das testemunhas ante o fenômeno. Atualmente, com o termo disco voador incorporado ao nosso vocabulário e sob a forte influência de filmes e literatura de ficção, nós lançamos um olhar um tanto condicionado sobre os fenômenos aéreos anômalos. Porém, quando observamos os registros trazidos pelo pesquisador, vemos que a reação das pessoas que nada sabiam sobre discos voadores ou alienígenas era outra, embora o fator espanto sempre estivesse presente nas experiências.

O primeiro registro histórico catalogado sobre avistamentos nos oceanos vem de Cristóvão Colombo que, em setembro e outubro de 1492, assinalou em seu diário de bordo ter visto luzes estranhas no mar. Sua anotação de 11 de outubro dizia que “se viu uma vez ou duas e era como uma vela de cera que subia e descia”. Alguém alegou que Colombo, na verdade, estava vendo uma fogueira em terra e que o movimento de subir e descer se devia à oscilação de seu navio sobre a água. Só que isso não seria possível, pois a nau encontrava-se a 80 km da terra firme mais próxima.

Em junho de 1845, conforme pesquisa realizada pelo já falecido ufólogo espanhol Antonio Ribeira e trazida a nós pelo pesquisador Pinotti, foi noticiado pelo jornal Malta Times que o bergantim Vitória encontrava-se a 1.500 km a leste de Adália, no Oriente Médio, quando sua tripulação viu três corpos luminosos com diâmetro de aproximadamente cinco luas cheias emergirem das ondas e se elevarem no ar, ficando visíveis por cerca de 10 minutos — outras testemunhas observaram o espetáculo na costa da Síria.

Em março de 1870, enquanto navegavam pelas águas equatoriais do Oceano Atlântico, os marinheiros da corveta Lady of the Lake avistaram no céu um objeto parecido com uma nuvem lenticular com uma longa cauda, que curiosamente se movia contra a direção do vento. “O corpo voador permaneceu visível por uma hora”, conforme anotado no livro de bordo pelo capitão F. W. Banner. Em novembro de 1887, o navio Siberian encontrou-se com uma grande bola de fogo que subiu do mar próximo ao Cabo Race, no Canadá, elevando-se a 15 m acima das ondas. O artefato aproximou-se do navio e, após ter ficado visível por cinco minutos, desapareceu no céu. Segundo comentários do capitão Moore, comandante da embarcação, aquela não era a primeira vez que se deparava com tal objeto na mesma região.

Registros modernos


Avançando um pouco no tempo, temos avistamentos impressionantes na atualidade, como um ocorrido em julho de 1965 e testemunhado pelos tripulantes de um navio que viajava no Oceano Atlântico entre Puerto La Cruz, na Venezuela, e Santa Cruz de Tenerife, nas Ilhas Canárias. A tripulação viu uma intensa fogueira azul emergir do mar e dirigir-se para a embarcação. Um dos tripulantes relatou que pôde ver perfeitamente a fuselagem do aparelho, que “tinha forma de charuto, sem asas ou aletas, com uma fileira de janelinhas através da qual se entrevia uma luz amarelo-alaranjada. O objeto era seguido por uma faixa azulada, na qual se notava uma série de esteiras incandescentes”. O fato foi também observado a bordo do petroleiro norueguês Jawesta, igualmente no meio do Atlântico, e anotado no livro de bordo.

Em março de 1975, alguns pescadores argentinos que se encontravam no mar observaram uma luz brilhante que se movia horizontalmente no céu, em velocidade relativamente baixa e vinda dos planaltos da Patagônia. Sob o olhar das testemunhas, a misteriosa luz, caracterizada por uma massa definida e compacta que emitia um zumbido surdo, parou sobre as águas do Oceano Atlântico e baixou lentamente sobre a superfície até mergulhar nas ondas e desaparecer entre elas. A costa da Argentina foi muitas vezes indicada pela população local como sendo um ponto de UFOs e OSNIs.

Fenômeno mais intenso


Os casos continuam se multiplicando por todo o mundo, muito embora haja algumas regiões onde o fenômeno pareça mais intenso, o que leva alguns pesquisadores a afirmarem que nesses pontos existem bases extraterrestres submarinas. Quanto a isso podemos apenas especular, pois nada foi registrado até aqui. Quanto aos avistamentos oficiais feitos pelas embarcações militares do mundo também pouco se sabe, uma vez que esses relatórios quase nunca são desclassificados — a exemplo da Marinha brasileira, que não aderiu à campanha UFOs: Liberdade de Informação Já e nada liberou de seus documentos secretos.

O fato de esses objetos enfrentarem, além das distâncias cósmicas, a grande pressão dos oceanos levanta inúmeras questões relativas ao tipo de tecnologia que utilizam. Há quem diga que são capazes de distorcer ou modificar o espaço à sua volta, formando uma espécie de campo neutro que os protegeria em qualquer situação. Outros supõem que talvez consigam modificar a pressão oceânica, mudando as leis da física por onde passam. Nós não sabemos e até que os alienígenas se apresentem para nos explicar como operam suas máquinas, apenas podemos especular.

Uma infinidade de mundos alienígenas

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