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O teletransporte pode ser a causa de estranhos sumiços

Por Javier Sierra | Edição 259 | 10 de Julho de 2018

NÃO HÁ
Créditos: PAULO BACH

O teletransporte pode ser a causa de estranhos sumiços

Este é o espantoso relato da experiência vivida por Asunción Sarmento em meados de junho de 1990, na Espanha: “Levei as crianças ao colégio e, ao voltar, na curva de La Garita, vi uma névoa muito espessa na frente do carro. Foi algo tão imprevisto que não me deu tempo de frear, e acabei penetrando nela em cheio. Não me lem­bro de mais nada, até que apareci aqui em Caldera de Los Marteles, quando notei que o automóvel estava estacionado metade na estrada e metade fora dela”. Asunción descreveu uma sequência de acontecimentos que supe­ram o inimaginável. Então com 33 anos, a mulher de olhos vivos descreveu um dos mais espetaculares casos de teletransporte de que se tem notícia nos últimos anos.

Poderíamos até duvidar da honestidade, sanidade mental ou senso de realidade de Asunción se já não tivéssemos encontrado várias outras testemunhas, em diferentes pontos do mundo, que relataram praticamente o mesmo tipo de acontecimento. No Caso de La Garita, como ficou conhecido, a protago­nista conduzia um veículo Renault-5 pela Rodovia do Sul das Ilhas Canárias, já saindo da capital, Las Palmas. Na altura do desvio de La Garita, Asunción parou em um posto de gasolina da estrada principal da cidade para reabastecer. Em seguida, topou com aquela névoa densa, em um local onde nunca algo do tipo havia sido visto — de repente, sentiu como se alguém golpeasse a janela do veículo e logo em seguida estava a estrada e a relva. Pensou que tivesse sofrido um acidente, mas não soube explicar como fora parar em Caldera de Los Marteles, a tantos quilômetros de distância.

Sem gastar um tostão

Outro detalhe que intrigou a protagonista desta experiência — e os pesquisadores — é o fato de que, quando entrou na névoa, tinha menos de um quarto de tanque de combustível no carro, recém-abastecido. Mas ao reaparecer muitos quilômetros adiante, o veículo contava com mais de meio tanque. Ao recuperar os sentidos, sua primeira atitude foi tentar chegar em casa, e somente lá Asunción se acalmou. Mais tarde, já refeita, ela foi aos três postos de combustível existentes entre La Garita e La Caldera de Los Marteles para perguntar aos frentistas se porventura se recordavam dela ou a tinham visto abastecer. Mas ninguém soube dizer se Asunción estivera naquela estrada. O que mais a preocupou foi que, além de tudo, não havia gastado nem um tostão do dinheiro que levava consigo no bolso. Como pôde abastecer? Quatro meses depois do fato, na madrugada de 14 de outubro, duas jovens viveram uma experiência semelhante quando percorriam de carro a Estrada N-340 entre Tarragona e Valencia, na Espanha.

Em determinado momento, próximo da Central Nuclear de Vandellos, a motorista caiu em um estranho estado de torpor e suas pálpebras foram ficando cada vez mais pesadas, até que perdeu o controle do veículo. Quando conseguiu abrir os olhos novamente, ambas estavam saindo de uma fraca neblina quase sobre uma ponte que cruza o Rio Ebro, na mesma estrada — simplesmente, mais de 30 km foram percorridos aparentemente em uma fração de segundo. A acompanhante foi afetada de igual modo neste inusitado acontecimento e também não se recorda de nada.

Decorridas três semanas do fato, consegui localizar a motorista, Ana Charo, que ainda estava perturbada com sua experiência. Ela não se opôs a relatar sua experiência em uma entrevista: “Não sei o que aconteceu, mas o certo é que ninguém pode dirigir por tantos quilômetros em estado sonambúlico. Ademais, naquela noite chegamos a Valencia uma hora depois do habitual. Há que se considerar que íamos praticamente sozinhas pela estrada”. O que teria ocorrido a Ana e sua acompanhante?

Sensação de tempo perdido

De onde vêm estas estranhas névoas? Como ocorrem os lapsos de tempo que descrevem as testemunhas? Estes são apenas dois casos extraordinários envolvendo teletransporte, mas há muitos mais — e quase todos têm óbvios pontos em comum. Em geral, a pessoa está dirigindo por uma estrada ou rodovia quando, em um piscar de olhos, se vê a muitos quilômetros de distância de onde estava. Às vezes reaparece até em uma estrada diferente. A sensação de tempo perdido, no caso de Ana, era o que mais a desconcertava. E que mais desafia os estudiosos deste mistério.

FONTE: HERNÁN QUARESMA

A Central Nuclear de Vandellós, próxima à cidade Valencia, e o Rio Ebro, ambos na Espanha, foram palco de um caso de teletransporte

Para pesquisar tais fatos, voltei a procurar Asunción recentemente, a protagonista do Caso de La Garita. O reencontro com ela meses depois serviu para dirimir algumas dúvidas. Asunción insistia que havia entre sua entrada na névoa em La Garita e o reaparecimento em La Caldera de los Marteles um espaço de tempo de que não podia se recordar. Além disso, acrescentou um dado instigante. Disse que meses depois de sua experiência, enquanto dava plantão em um hospital, teve uma súbita queda de pressão e de frequência cardíaca. “Desmaiei e me vi no desvio daquela rodovia, entrando na névoa. Dentro dela havia um foco luminoso, como aqueles canhões de luz dos palcos de teatro, que iluminou meu carro por cima. De­pois, meus colegas me reani­maram no hospital e então despertei”.

Na madrugada de 20 de abril de 1981, Jorge Souza Ramos conduzia seu veículo Passat pela BR-101 em direção ao norte, a 20 km da cidade de Li­nhares, no Espírito Santo, quando também sofreu um teletransporte. Sua intenção era se encontrar com um cliente na cidade de Cór­rego D’Água para demonstrar pro­dutos da companhia farmacêutica para a qual trabalhava. Subitamente, na metade da viagem, seu carro foi iluminado por um poderoso raio de luz que o deixou paralisado. Como no caso de Asunción, ele se recorda apenas de que, instantes depois, se viu em outro lugar que não conhecia. Indagando às pessoas que encontrou sobre que lugar era aquele, descobriu que estava em Goiânia, a 980 km de onde desaparecera, sendo que cinco dias já tinham se passado desde que saiu de casa. Sua esposa, Noêmia Brandão, comunicou seu desaparecimento à polícia dias antes.

Zonas geográficas definidas

O Caso Souza Ramos é outro igualmente fascinante que, somado aos anteriores, oferece algumas conclusões preliminares. Uma delas é a de que o teletransporte parece se limitar a zonas geográficas bem definidas — e Goiânia seria uma delas. Pelo menos dois casos de teletransporte pesquisados pelo veterano inglês Gordon Creighton, fundador da revista inglesa Flying Saucer Review e falecido em 2003, também tiveram como palco aquela cidade goiana. O primeiro ocorreu 12 anos antes do Caso Souza Ramos. Na madrugada de 20 de abril de 1969, Adelino Roque, um sitiante de 25 anos, saiu da Vila de Itacu para visitar um tio. Enquanto cavalgava pelas pedreiras da região, um forte raio de luz o hipnotizou, deixando-o inconsciente por várias horas. Quando acordou, se viu sobre uma rocha, perto do Rio Paranaíba, a 250 km de onde se encontrava. A vida de Adelino mu­dou radicalmente a partir de então — seus familiares acompanharam a rápida degeneração de seu estado físico e mental, até que no dia 12 de junho veio a falecer.

O segundo caso foi registrado em 1974 na cidade de Colatina, também no Espírito Santo, a 110 km de Linhares, para onde o então vendedor de livros Onílson Patero foi transladado em circunstâncias que ele nunca soube precisar. Pátero havia saído da cidade de Catanduva, interior de São Paulo, a 920 km de distância do ponto onde reapareceu. Seu caso se tornou conhecido mundialmente como um dos mais fantásticos episódios de abdução de que se tem notícia — e pelo menos desta vez, felizmente, não houve perdas humanas no processo de teletransporte. Mas seriam Patero e Ramos vítimas da ação de seres extraterrestres? Teria o teletransporte sido causado por algo alienígena? Provavelmente.

O astrofísico e ufólogo francês Jacques Vallée analisou em sua obra Confrontos [Editora Best Seller, 1994] casos similares ao de Roque, em que pessoas faleceram depois de terem sido atingidas por mortíferos raios de luz provenientes de objetos voadores não identificados. O pesquisador norte-americano Charles Fort, pioneiro na catalogação de anomalias de todo tipo, incluiu alguns casos de teletransporte em seu O Livro dos Danados [Editora Hemus, 2002], escrito em 1919, entendendo-os como fenômenos pelos quais pessoas e objetos desaparecem em um lugar para reaparecerem em outro, distante da posição original. Embora os relatos do gênero mais surpreendentes são os que fazem referência a teletransporte de pessoas, não são raros os de objetos. Talvez o mais fantástico seja o do escritor William Peter Blatty, autor da obra que deu origem ao famoso filme O Exorcista [1973]. Quando sua mãe faleceu, ela foi enterrada com uma valiosa medalha no pescoço. Porém, vários meses depois do funeral, aquela joia apareceu no pescoço do próprio Blatty.

Espantosa experiência marítima

Apesar de dezenas de casos de teletransporte terem sido registrado ao longo dos séculos, poucos estudiosos os levavam a sério até recentemente. Um fato que ajudou a mudar esta mentalidade foi a aventura vivida por um grupo de espanhóis em 27 de janeiro de 1982, em pleno Oceano Atlântico. No final de 1981, sete marinheiros catalães embarcaram em um pequeno veleiro com a intenção de darem a volta ao mundo. Depois de programarem minuciosamente escalas em diversos países costeiros, lançaram-se ao mar saindo do Porto de Sitges. Quase dois meses depois de zarpar, os sete homens chegaram a Cabo Verde, onde coisas estranhas começaram a acontecer.

Apesar de dezenas de casos de teletransporte terem sido registrados ao longo dos séculos, poucos estudiosos os levavam a sério até recentemente, quando fato que ajudou a mudar esta mentalidade foi a aventura vivida por um grupo de espanhóis

Localizei um dos membros daquela expedição e tive a chance de entrevistá-lo em 1990. Jesus Jofre era diretor de uma empresa imobiliária em Barcelona e ainda se recordava perfeitamente dos fatos vividos na aventura marítima. Ele contou que seu grupo havia saído de Cabo Verde rumo a Martinica levando a bordo um pequeno computador ja­ponês, que realizava instantaneamente todos os cálculos de posição do barco. Um erro da máquina, no entanto, os arrastou para fora da Corrente do Golfo e os jogou em uma área de tormentas, onde violentas tempestades envolveram a embarcação durante 36 horas. Quando o tempo melhorou, os marinheiros se desesperaram ao saber que se encontravam nas imediações do temível Mar dos Sargaços. O pavor tomou conta da tripulação — a falta de alimentos, a escassez de água potá­vel e combustível e o fato de se encontrarem rodeados de espessas algas, que dificultava o avanço do barco, prenunciavam uma tragédia.

Em seu depoimento, Jofre esclareceu que ele e seus companheiros tiveram a impressão de que a embarcação havia feito um giro, de modo que o Sol, que antes estava à esquerda do navio, passara à direita. Perguntaram ao timoneiro por que havia manobrado daquele jeito, mas ele lhes garantiu que mantivera o rumo exato. Relata Jofre: “No instante seguinte, levantamo-nos e vimos que as algas ao redor do barco tinham desaparecido. Algo havia mudado instantaneamente. Fizemos leituras de posição e acabamos por descobrir que estávamos a quase 500 km da costa mais próxima. Isso significava uma diferença de 1.100 km em relação ao ponto anterior, algo totalmente inconcebível”.

Fenômeno psíquico

No transcurso das investigações de casos de teletransporte, a questão da sensação de tempo perdido se tornou uma peça fundamental em sua avaliação, já que a maioria dos episódios do gênero trazia esse componente bem nítido. Talvez resida neste item peculiar a chave do mistério. Como que prevendo uma inquietação do pesquisador a respeito disso, Je­sus Jofre se adiantou: “Só uma coisa mais: em relação aos nossos relógios, nenhum mudou de hora. Mas, em compensação, pareceu que havíamos passado da manhã ao entardecer em um átimo de segundo. Fez-se noite muito rapidamente. Por isso, quando desembarcamos no dia seguinte na Ilha de Montserrat, tivemos que acertar os relógios”.

Como se vê, no caso dos marinheiros catalães foram várias horas perdidas sem qualquer explicação. Para onde vai esse período de tempo? Ao que parece, somente um caso de teletransporte, dentre centenas já constatados, parece fornecer uma pista razoável da resposta a esta indagação. Na noite de 06 de julho de 1978, o senhor Francisco Núñes, então com 66 anos, dirigia em companhia de seu filho um velho automóvel Chrysler por uma rodovia entre as cidades de Luján de Cuyo e Mendoza, na Argentina. Em mais este caso, vemos os acontecimentos se repetirem dentro de um padrão já conhecido. Na metade da viagem, uma poderosa luz envolveu o veículo dos argentinos, que começou a levitar — ambos passaram a sentir um frio terrível, enquanto a luz que os rodeava se tornava mais intensa, indo de uma tonalidade alaranjada para uma completamente branca e leitosa. Alguns minutos se passaram nesta situação sem que pudessem precisar exatamente quantos.

Os passageiros do Chrysler viram surgir, então, uma estranha “ci­dade” totalmente iluminada e com fortíssimas cores, entre as quais sobressaíam o vermelho e o amarelo. Ambos asseguraram ter visto edifícios e grandes avenidas completamente vazias, enquanto seu carro seguia flutuando pelo ar. O formidável espetáculo finalmente cessou e o carro desceu ao chão, mas a uns bons 10 km do lugar de onde foi elevado ao ar. O sucedido com o senhor Nuñes e seu filho levantou uma série de polêmicas. O doutor Carlos F. Wittenstein, especialista argentino em geriatria e enfermida­des cardiovasculares, submeteu as testemunhas a vários testes, entre eles uma análise de personalidade, concluindo que ambos falavam a verdade em seu depoimento.

Triângulo das Bermudas

Na busca por uma explicação para este enigma, vários autores apresentaram todos os tipos de hipóteses. A mais contundente é a que fez o ufólogo e parapsicólogo norte-americano Scott Rogo, falecido em 1990, que relacionou as desaparições misteriosas com o teletransporte. Para desespero de muitos, Rogo levantou a possibilidade de que um teletransportado pu­desse reaparecer no meio do oceano ou nas profundezas de uma selva inacessível, passando seu caso a figurar como mais um dos inexplicáveis desaparecimentos totais, desses em que a vítima nunca mais é vista. Ele também admitiu a existência de determinadas zonas geográficas especialmente propensas a este tipo de acontecimento, com destaque para os famosos “triângulos da morte”, entre os quais está o Triângulo das Bermudas.

FONTE: ARQUIVO UFO

O paulista Onílson Patero passou por uma impressionante experiência de teletransporte

O parapsicólogo húngaro Nando Fodor, uma das maiores autoridades mundiais no fenômeno poltergeist, lançou outra hipótese. Ele assinalou que os protagonistas dos casos de teletransporte — tais como os de poltergeist — são em geral jovens no conturbado período da puberdade, sendo este o fator psíquico desencadeador dessas vi­vências inusitadas. Na mesma linha, Stanistaw Grof, autor do clássico estudo Psicologia Transpessoal [Editora Kairós, 1988], situa os acontecimentos que rompem a barreira do tempo e do espaço dentro do que denomina “fenômenos transpessoais”, que estariam muito próximos da percepção extrassensorial (PES). Assim, ao que parece, estamos diante de um fenômeno psíquico extraordinariamente poderoso. Fort já havia percebido isso, tanto que em 1931 escreveu: “Parece-me que o teletrans­porte existe e que por vezes são os seres humanos que o provocam, e na maior parte das vezes inconscientemente”.

Atividade idiomática

Não resta dúvida de que o fenômeno do teletransporte é real e significativo para a maioria das pessoas que o vivem, já que, com frequência, suas vidas passam por reformulações posteriores e podem se preencher com outros tipos de condicionamentos próximos da chamada visão remota, que favorece as viagens espontâneas. É muito importante constatar também que são poucos os casos registrados em que pessoas foram levadas a outros países, de idiomas diferentes dos seus. Na quase totalidade dos relatos catalogados, as fases do teletransporte — o sumiço e posterior reaparecimento — são produzidas em áreas geográficas ou países com a mesma afinidade idiomática.

Vejamos alguns exemplos históricos. No dia 25 de outubro de 1593, um soldado espanhol da Guarnição de Manila, nas Filipinas, onde boa parte da população fala castelhano, sumiu para reaparecer instantes depois na Praça Maior, na Cidade do México. Apesar de ter sido rigorosamente interrogado pelo Tribunal da Santa Inquisição, jamais se soube como aquele soldado percorreu 15.000 km em alguns segundos. Em 1631, a mesma Santa Inquisição mantinha detida em seu cárcere a freira Maria Je­sus de Agreda, que afirmava haver feito mais de 550 viagens ao Novo Mundo para evangelizar os pagãos. Entretanto, pelo que se apurou, a freira jamais havia saído do convento nos 11 anos em que lá permanecia enclausurada.

São poucos os casos registrados em que pessoas foram levadas a outros países, de idiomas diferentes dos seus. Na quase totalidade dos relatos, as fases do teletransporte são produzidas em áreas geográficas ou países com a mesma afinidade idiomática

Quando missionários católicos chegaram na tribo dos índios jumaros, do Novo Mé­xico, nos Estados Unidos, para cristianizá-los, ficaram surpresos ao constatarem que estes já conheciam a fé católica. A Alonso de Benavides, um dos exploradores, os índios con­fessaram que havia sido uma freira quem os tinha catequizado, e a descrição dela coincidia com a de Maria Je­sus. Assim que a Santa Inquisição descobriu que o cálice que os nativos utili­zavam em suas celebrações pertencia ao convento em que a freira vivia, ela foi imediatamente libertada.

Bem mais recentemente, em 1970, o pesquisador Gene Duplantier investigou um caso em que um casal de idosos ingleses, enquanto dirigia tranquilamente por uma estrada na Grã-Bretanha, apareceu de repente no centro do estado do Wyoming, nos Estados Unidos. Enfim, relatos modernos ou antigos como esses nos fazem pensar em uma relação causal entre o espaço, o idioma e a duração das experiências. Ou, pelo menos, fica demonstrado que lidamos com algo mais do que simples lendas. E como sustentava Rogo, não devemos apresentar nossas teorias a respeito sem antes pensar em um modo de comprová-las.

 

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Javier Sierra

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