Edição 286
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O Relatório do Pentágono: uma decepção total para a comunidade ufológica

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18 de Nov de 2021
O relatório incluiu até mesmo nuvens de formato incomum, mas semelhantes a discos voadores, para desqualificar o fenômeno
Créditos: NATGEO

O Relatório do Pentágono, preliminar, como ficou popularmente conhecido o relatório do governo dos Estados Unidos sobre fenômenos aéreos não identificados, foi entregue ao Escritório do Diretor de Inteligência e divulgado no dia 25 de junho e, embora tenha grande significado para a pesquisa ufológica em vários aspectos, ficou longe de ser um marco no avanço de nossas ideias sobre o fenômeno e nos deixa com mais perguntas do que respostas. Este relatório preliminar foi elaborado pelo escritório do diretor de Inteligência Nacional (ODNI) em resposta ao disposto no Relatório do Senado que acompanha a Lei de Inteligência Autorização (IAA) para o ano fiscal de 2021, onde teria que se apresentar uma avaliação da Inteligência sobre a ameaça representada pelos agora chamados fenômenos aéreos não identificados – do inglês unidentified aerial pheno-mena ou UAP — e o que a Força Tarefa dos Fenômenos Aéreos Não Identificados do Pentágono, também conhecida como UAP Task Force, fez para compreender esta ameaça.

O relatório foi divulgado para fornecer uma visão geral para os formuladores de políticas sobre os desafios associados à potencial ameaça representada pelos UAPs, e ao mesmo tempo fornecer um meio para desenvolver processos, políticas, tecnologias e treinamento para os militares dos Estados Unidos e outros agentes. Os casos, os dados investigados, foram limitados ao período de novembro de 2004 a março de 2021, sendo que, segundo expresso no relatório, outros relatos e dados continuam a ser coletados e analisados.

A abrangência para a elaboração do relatório também chamou a atenção. Foram consultados o FBI, Agência Nacional de Segurança (NSA), Força Aérea, Exército, Marinha, Administração Federal de Aviação (FAA), Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), entre outros. Ainda segundo o relatório, a grande maioria dos vários sensores — radares, infravermelhos, sensores ópticos etc — que registram UAPs estavam operando corretamente, ou seja, não foram encontrados vestígios de falhas mecânicas, eletrônicas ou humanas, capturaram informações que serviram de base para as avaliações preliminares do que ocorreu.

O relatório diz ainda que não há “indícios de que haja uma explicação extraterrestre” para os fenômenos, mas também não descarta essa possibilidade. Mas perguntas-chaves ficaram sem respostas, entre elas: “que tipos de relatórios o Governo realmente examinou?” Foram investigados 144 casos envolvendo, mas o documento não fornece detalhes específicos sobre nenhum desses encontros, apenas conclusões gerais baseadas na análise mais ampla dos dados que a UAP Task-Force coletou e analisou. Mas surgiram alguns padrões importantes nessa avaliação.

Grande variabilidade

Embora tenha tido grande variabilidade nos relatórios e o conjunto de dados seja atualmente muito limitado para permitir uma análise detalhada de tendência ou padrão, houve algum agrupamento de observações de UAPs em relação à forma, tamanho e, particularmente, propulsão. Os avistamentos de UAPs também tendem a se agrupar em torno dos campos de treinamento e teste dos Estados Unidos, o que os investigadores avaliaram que se deve ao fato de haver nesses locais um maior número de sensores de última geração operando, expectativas da unidade e orientação para relatar anomalias. Ou seja, os UAPs podem — e certamente — estar presentes em outros locais militarizados onde não puderam ser identificados.

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