Edição 84
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O que são, afinal, os ?registros akáshicos? do Projeto Portal?

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01 de Feb de 2003
A placa de resgistros akáshicos, que Urandir distribui a mando de ETs: pedra comum com desenhos sem significado
Créditos: foto veiculada livremente na internet

Os esotéricos acreditam que o ser humano tenha um corpo etérico, que consistiria de um conjunto definido de linhas de força sobre o qual se modelaria o corpo físico. Isto significaria que as estruturas e formas que compõem fisicamente um determinado corpo existiriam no plano material a partir do campo vital do próprio corpo etérico. Alguns observadores chegam a afirmar que o corpo etérico apresenta colorações que variam do azul-claro ao cinzento, e estudiosos garantem que todos os órgãos do corpo físico mostram-se também nestas colorações, assim como todos os chamados chakras.

Os registros akáshicos seriam, segundo essa definição, o conjunto de todas as energias assimiladas e armazenadas por nosso corpo etérico, em todos os estágios de nossa existência atual e nas demais existências que tivemos anteriormente, através de sucessivas reencarnações. É como uma espécie de memória universal da alma individual de cada pessoa, de tudo o que ela já passou, em qualquer de seus formatos e níveis dimensionais, neste e noutros planetas. Algumas correntes espiritualísticas chamam esse corpo etérico de perispírito, também atribuindo a ele a capacidade de gravar e armazenar todas as vivências de uma pessoa, nesta e em outras vidas, compondo assim nosso registro akáshico. Aplicar estes conceitos quase universalmente adotados nos meios esotéricos é a engenhosa e rentável capacidade de Urandir Fernandes de Oliveira. Ele garante a seu séquito, atraído à fazenda do Projeto Portal com a promessa de revelações extraordinárias, que os seres alienígenas teriam lhe dado o poder de selecionar pessoas que pudessem receber a graça de encontrar sua placa individual de registros akáshicos, feita só para elas com a intervenção dos poderes impostos ao guru.

Misturar isso com Ufologia é temeroso, mas não para quem já se utiliza, há tantos anos, de um repertório inesgotavelmente criativo. Certo de que não será questionado pelos seguidores, o ex-pedreiro distribui as placas que previamente coloca na caverna de sua propriedade. São pedras toscas com rabiscos representando o que Urandir garante ser os tais registros, escritos no idioma dos extraterrestres. E há quem acredite e pague para ver. Os selecionados por ele para receber as pedras são ainda levados a crer que constituem um grupo de pessoas especiais na Terra, os chamados “plaquistas”, escolhidos por ETs para conhecerem todos os imensuráveis segredos da existência.

O perigo do culto aos ETs

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Feb de 2003

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