ARTIGO

O que sabemos, afinal, sobre os autores dos ataques e as razões de seus atos?

Por Bob Pratt | Edição 30 | 01 de Novembro de 2004


Créditos: Julian Burk

O que sabemos, afinal, sobre os autores dos ataques e as razões de seus atos?

Os UFOs podem estar entre nós há centenas ou milhares de anos. Certamente estão aqui desde a Segunda Guerra Mundial. Isso significa que a maioria das pessoas no mundo cresceu ouvindo falar sobre UFOs. Somente 5% a 10% de todas elas, porém, aprenderam algo sobre eles em primeira mão. O restante só sabe o que leu em livros e o que ouviu daqueles que tiveram contatos imediatos. Às vezes, é surpreendente como tantas pessoas que sabem tão pouco sobre os UFOs acreditam neles. A explicação mais freqüentemente dada é que seria egoísmo pensar que nós somos os únicos seres vivos no universo. Como se essas pessoas jamais tivessem pensado seriamente sobre o que significa ter criaturas de outros mundos em nosso meio, indo e vindo como bem entendem, fazendo o que querem.

Os tripulantes dos UFOs são criaturas vivas e, como tais, precisam evoluir em seus mundos, como nós fazemos no nosso. Não vivemos num mundo de magia onde eles são a realidade e nós somos irreais. Somos todos membros de uma família universal, vivendo e morrendo. Ninguém deve cair na ilusão de que os UFOs são feitos pelo homem. Se fossem, haveria ferros-velhos de discos voadores espalhados pelo planeta. Pressupomos que os mesmos são capazes de qualquer coisa, ir aonde quiserem, fazer o que desejarem. Mas há limites para os que eles podem efetivamente fazer. Os alienígenas operando esses objetos aparentemente podem ver no escuro, mas às vezes não são capazes de encontrar pessoas que se escondem deles.

Eles têm tecnologia que os tornaria quase invencíveis em batalha – paralisar pessoas, levitá-las, atingí-las com raios à distância, pairar silenciosamente, mover-se em velocidades incríveis e aparecer e desaparecer com um piscar de olhos – mas jamais fizeram uma tentativa de conquistar quem quer que fosse. Lagartixas e formigas vivem em meu pátio, e ambas espécies me fascinam por motivos diferentes. As lagartixas são criaturas competitivas, que correm para tentar abocanhar tudo quanto for inseto em seu caminho. As formigas obviamente devem comer também, mas nunca as vi fazendo isso. Em vez disso, estão sempre ocupadas, correndo de um lado para outro, trabalhando em conjunto, como se seguissem algum grande plano. Eu converso com as lagartixas, garantindo-lhes que não pretendo lhes fazer mal, mas a maioria se esconde no meio das plantas sempre que vou ao pátio. As formigas me ignoram, talvez porque a visão delas seja tão fraca que não conseguem me ver.

As ações dos ufonautas

Infelizmente, anos de observação de lagartixas e formigas não me deram a menor pista sobre “o que passa em seus minúsculos cérebros”. Assim como os alienígenas, como mostram as histórias contadas pelas pessoas que os encontraram, nada revelam sobre o que estão pensando. Quando foi a última vez que você perguntou a uma formiga: “Leve-me ao seu líder?” O principal problema em tentar compreender ou interpretar as ações e os motivos dos ufonautas é que só conseguimos ver a questão do ponto de vista humano. Não podemos pensar como formigas ou lagartixas, tampouco como alienígenas. Não é diferente de “tentar decifrar os processos de pensamento de qualquer um dos milhões de diferentes micróbios que dividem o planeta conosco”.

Tentar determinar as intenções dos alienígenas pode ser uma perda de tempo. Sejam quais forem seus objetivos, eles podem ser totalmente incompreensíveis do ponto de vista humano. Ao mesmo tempo, não podemos esperar que os alienígenas pensem como seres humanos. Embora sejam capazes de falar conosco e nos contar todos os tipos de histórias, não significa que estejam nos dizendo a verdade ou alguma coisa útil. É possível que eles não estejam seriamente interessados em nós. Algumas pessoas acreditam que os alienígenas sejam seres superiores. É possível, mas não há motivos para nos considerarmos primitivos. Somos primitivos apenas em nossa própria mente. A humanidade não é estúpida. Apesar de todas as coisas ruins que fazemos uns aos outros no decorrer dos séculos, somos criaturas surpreendentes que, apesar das aparências, nos importamos uns com os outros e com nosso planeta e estamos começando a alcançar outros mundos.

Alguns pesquisadores acreditam que os avistamentos de UFOs sejam um fenômeno psíquico internamente gerado, que as testemunhas simplesmente criam visões em suas mentes. Os céticos dizem que os avistamentos são resultado de bebedeira, alucinações, farsas ou erros de interpretação de fenômenos normais – nada do que explicaria os ferimentos, as mortes, as marcas físicas, sinais em radares e avistamentos em massa. A maioria das pessoas acredita que os alienígenas são criaturas benevolentes que se preocupam conosco e vêm aqui para nos ajudar. Alguns pesquisadores e testemunhas acham que os alienígenas visam o nosso bem, mas talvez eles saibam tão pouco de nós quanto nós deles. E o nosso bem pode não significar nada para eles.

crédito: Biblioteca UFO
O livro de Bob Pratt, Perigo Alienígena no Brasil, lançado pela coleção Biblioteca Ufo, apresenta dezenas de casos de agressão de ETs a humanos, em especial nas regiões Norte e Nordeste
O livro de Bob Pratt, Perigo Alienígena no Brasil, lançado pela coleção Biblioteca Ufo, apresenta dezenas de casos de agressão de ETs a humanos, em especial nas regiões Norte e Nordeste

Sistema de controle?

Outros ufólogos estão convencidos de que um contato público com os alienígenas é iminente, assim que nós estivermos prontos para lidar com isso. A teoria é que cada avistamento e contato fazem parte de algum plano dos extraterrestres que evolui lentamente, cujo objetivo é aproximar nossos mundos no interesse da harmonia cósmica. Entretanto, as vítimas brasileiras de seres extraterrestres certamente concordam que eles promoveriam harmonia se ficassem em seus mundos. Outras pessoas acreditam que os UFOs são um sistema de controle, lentamente nos condicionando a aceitar não só sua presença, mas também nossa admissão na comunidade cósmica.

Se o fenômeno for um sistema de controle, talvez estejamos sendo condicionados para metas que não são boas ou benéficas, como esperaríamos. A raça humana se tornou mais assassina que nunca – só no século 20, as guerras mataram mais de 100 milhões de pessoas – e hoje somos capazes de destruir o mundo. Os alienígenas podem ser tão loucos como alguns de nós. O fato de que eles podem chegar até aqui de ‘lá’ não significa que sejam particularmente sábios ou brilhantes. A vasta maioria do povo terrestre é inteligente, e não há motivo para crer que os extraterrestres sejam mais do que nós. Talvez eles simplesmente existam há mais tempo. O que seremos capazes de fazer daqui a cem ou mil anos? Pense em um milhão de anos.

Há um grande número de teorias sobre o que são os UFOs, de onde vêm e o que estão fazendo aqui. A maioria das pessoas crê que eles sejam de outros planetas ou estrelas. Entretanto, os cientistas nos afirmam que as estrelas mais próximas com possibilidade de possuir planetas habitáveis estão longe demais para serem alcançadas, a menos que nos movamos à velocidade da luz. Isso equivale a cerca de 300 mil km por segundo e, mesmo nessa velocidade, uma viagem levaria anos.

Alguns acreditam que os UFOs sejam viajantes do tempo, vindo aqui do futuro ou do passado, e uma quantidade cada vez maior de pesquisadores crê que os UFOs vêm de outras dimensões. Eu estou nesse grupo, embora prefira o termo que muitos cientistas usam – universos paralelos. A maioria dos físicos acredita que podem existir tais universos paralelos e outros confiam piamente nisso. Tais universos coexistiriam com o nosso, talvez em números infinitos. Caso realmente existam outros universos, eles devem ter estrelas, planetas e vida, assim como tudo isso existe no nosso. E se as pessoas se acostumarem com a idéia de múltiplos universos, você logo as ouvirá dizendo que seria muito egoísta achar que o nosso universo é o único com vida. Se outros universos existem, então é possível que os habitantes de um ou mais desses universos tenham aprendido a viajar entre um universo e outro.

Usam naves que podem resistir à nossa gravidade, permitindo-lhes pairar silenciosamente e sem se mover, para logo partir velozmente e sumir em segundos. Também podem aparecer e desaparecer de nosso universo à vontade, talvez fazendo o mesmo em vários outros universos. Isso explicaria porquê as pessoas vêem UFOs aparecer e desaparecer subitamente. Também explicaria aonde os UFOs vão quando terminam de aborrecer as pessoas, pois parece que eles simplesmente somem, em vez de estacionar num campo. Os alienígenas podem simplesmente estar atravessando ou passando para algum outro universo, e talvez existam muitas civilizações diferentes viajando pelo espaço, o tempo todo.

Já temos dificuldades suficientes tratando uns com os outros neste nosso mundo, e certamente não precisamos de mais problemas de seres de fora, independente de onde sejam. Mas eles estão aqui, ou vêm aqui de tempos em tempos, e não temos escolha senão lidar com eles. As pessoas deste mundo têm o direito de saber que há intrusos em nosso meio e que alguns deles são nocivos. Os UFOs não tiveram um efeito sério na vida geral das pessoas neste mundo. As testemunhas geralmente estão distantes umas das outras e não costumam ser membros influentes de suas comunidades ou nações. Não acredito que sejam “escolhidas” pelo fenômeno, mas simplesmente foram infelizes de estar no local onde e quando os UFOs apareceram.

Um fenômeno aleatório?

Acredito que o Fenômeno UFO seja aleatório. Embora centenas de milhares e possivelmente milhões de pessoas tiveram avistamentos e contatos com UFOs, poucas experimentaram mudanças profundas, provocadas pela experiência. Sempre há a possibilidade de que o fenômeno permaneça um mistério por milhares de anos, para provocar, incomodar e aterrorizar as futuras gerações. Ou talvez desapareça amanhã, sem ser resolvido. Entretanto, não há sinal de que tenha acabado ou sequer diminuído. Os avistamentos continuam. Os viajantes do espaço talvez fiquem aqui para sempre.

Mesmo que os UFOs venham de universos paralelos, isso não explica por que os alienígenas fazem tanto alvoroço no Brasil e em praticamente nenhum outro lugar. Nenhuma das várias entrevistas que fiz com vítimas brasileiras me forneceu pista alguma. Houve um momento em que pensei que o que estava acontecendo podia ser comparado à selvageria, à violência desmedida que se apoderou dos Estados Unidos e outros países em anos recentes. Selvageria é um termo usado para descrever o que uma gangue de jovens faz quando espanca brutalmente uma pessoa, simplesmente por diversão. Porém, esse comportamento é deliberado, e não há indicações de que os ufonautas estejam deliberadamente ferindo e matando pessoas.

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Sobre o Autor

Bob Pratt

Bob Pratt foi jornalista e trabalhou como repórter e editor de jornais diários e revistas por 48 anos. Foi ufólogo desde 1975, quando foi enviado para investigar a aterrissagem de um UFO na região norte dos Estados Unidos. Até aquela época, sempre fora cético, mas em uma semana entrevistou mais de 60 pessoas que tinham tido avistamentos ou contatos imediatos, passando a estudioso do assunto. O testemunho dessas pessoas o convenceu de que os UFOs são reais. Nos seis anos e meio que se seguiram ele se especializou em pesquisa ufológica para sua revista, a National Enquirer, viajando pelos Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Japão, México, Peru e Porto Rico. Desde 1975, entrevistou cerca de duas mil pessoas que tiveram experiências ufológicas. Só ao Brasil veio nada menos do que 13 ocasiões para examinar casos, sobretudo no Nordeste. Pratt ficou profundamente interessado nos casos de contatos com UFOs no Brasil após a Enquirer tê-lo enviado aqui quatro vezes, nas décadas de 70 e 80. Diferente do que tinha observado em outros países, no Brasil os UFOs ferem muitas pessoas e podem até ter matado algumas. Esses incidentes o intrigaram tanto que, após sair da revista, em 1981, voltou imediatamente ao país para continuar suas pesquisas por conta própria. Em 1999, tentou descobrir por que acontecem tantos contatos no Brasil, em número bem superior ao registrado em outros países. Bob Pratt escreveu numerosos artigos sobre UFOs e foi editor do UFO Journal, órgão oficial da entidade norte-americana Mutual UFO Network (MUFON), a maior do mundo.

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