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O que pensa o internauta brasileiro sobre os UFOs - Parte I

Por Fábio Gomes | Edição 157 | 01 de Setembro de 2009


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O que pensa o internauta brasileiro sobre os UFOs - Parte I

Há mais de 60 anos os discos voadores vêm despertando opiniões apaixonadas tanto a favor quanto contra sua existência. De um lado, ufólogos e estudiosos do assunto examinam relatos e evidências do que seria a presença de seres que habitam outros planetas em nosso humilde ponto azul no espaço. De outro lado, aqueles que não acreditam nesses relatos e, no melhor estilo São Tomé, apenas crêem se virem algo de concreto. Mas afinal, essas máquinas descritas como fantásticas existem? Somos realmente visitados por seres de outros planetas? O que pensam os brasileiros sobre este assunto?

Apesar de tamanha polêmica, nunca houve uma pesquisa de opinião pública séria sobre o tema no país – no máximo enquetes. Talvez a explicação para esta lacuna esteja no fato de que realizar uma pesquisa assim, aqui no Brasil, com representatividade de uma população de quase 190 milhões de pessoas, é tarefa que exige recursos enormes. E tanto os apaixonados quanto os reticentes quanto ao assunto parecem não dispor deles para conduzir uma pesquisa desta envergadura. Afinal, somos três por cento da população mundial, o que não é pouco.

Com o advento da internet, no entanto, esta equação tornou-se mais fácil de resolver. Não é necessário tamanho esforço para obter 1.000, 2.000 ou até mais respostas para uma pesquisa. Tendo uma base de internautas para respondê-las, os custos desabam das centenas de milhares de reais para alguns trocados, principalmente se essa estrutura está ao alcance. Pensando nisso, tive a idéia de trabalhar o assunto de forma científica, através de controle de cotas e com uma amostra que não deixa dúvidas do que pensa a população brasileira acerca da possibilidade de vida em outros planetas. Com autorização do Instituto QualiBest, empresa pioneira e líder em pesquisas online no mercado brasileiro, elaborei um questionário que gerou uma rica gama de resultados, que veremos a seguir.

A definição inicialda pesquisa, com base em perguntas diretas sobre a crença do participante em vida extraterrestre e se já teve alguma experiência
A definição inicialda pesquisa, com base em perguntas diretas sobre a crença do participante em vida extraterrestre e se já teve alguma experiência

Este trabalho está dividido em três partes. Na primeira, analisamos o perfil dos internautas que acreditam e os que não acreditam em vida em outros planetas. Na segunda, mostraremos as ocasiões e discutiremos as situações nas quais as pessoas viram objetos voadores não identificados. E, na terceira, abordaremos assuntos específicos, como a opinião dos internautas quanto a casos específicos da Ufologia Brasileira, a exemplo do Caso Varginha, e qual seriam suas reações diante de um contato oficial com outras espécies cósmicas. Na primeira fase da apresentação dos resultados, propositalmente não entraremos em questões mais profundas. Os dados de perfil estão disponíveis, portanto, para a Comunidade Ufológica Brasileira trocar idéias e entender um pouco mais sobre o que esta significativa parcela de nossa sociedade pensa sobre Ufologia.

Metodologia empregada

Realizamos a coleta de dados para esta pesquisa em janeiro de 2008, e 1.960 internautas brasileiros, homens e mulheres com idade acima dos 18 anos, responderam ao questionário. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com intervalo de confiança de 95%. Isso significa que, se repetirmos a mesma pesquisa 100 vezes, em 95 delas os resultados variarão dentro dessa margem de erro. Disponibilizamos o questionário no site do Instituto QualiBest [www.qualibest.com.br], que na época possuía cerca de 80 mil internautas cadastrados em todo o país. Os resultados foram ponderados – corrigidos para representar a população que usa a internet – pelos dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em sua Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD), divulgada em 2006. É o estudo público mais recente que cobre a real distribuição dos usuários da internet no Brasil.

Podemos afirmar, portanto, que o presente estudo representa a legítima opinião dos usuários da rede mundial de computadores residentes no país. Segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CG), no final de 2007 os usuários do sistema já representavam 34% da população. Estamos falando aqui de uma significativa parcela de brasileiros, que correspondem a aproximadamente um por cento da população mundial. Cabe ressaltar, antes de adentrarmos nos resultados, que colocamos a isenção acima de tudo, e as perguntas foram cuidadosamente planejadas para não tenderem a qualquer opinião favorável ou desfavorável ao assunto. Outro fator que colaborou para a imparcialidade que pretendíamos está no fato de que os respondentes acessaram e preencheram a pesquisa na ausência de um entrevistador, o que tende a extinguir eventuais constrangimentos que as perguntas poderiam trazer, dependendo da opinião pessoal que o respondente tenha.

E como os participantes da pesquisa ganham uma pontuação – conhecida como “Q” –, que contribui para o troca por prêmios que são disponibilizados no site do QualiBest, a chance de desistência por não concordar com o assunto também é muito remota, pois há um incentivo que estimula a permanência do participante no processo, ainda que não goste do assunto tratado. Mesmo porque, veremos adiante, as perguntas têm o intuito de serem isentas. Mas o que esses dados apontaram? O que pensam os internautas brasileiros sobre vida inteligente extraterrestre?

Amplo “sim” à vida extraterrestre

Primeiramente, fizemos uma gradação de três perguntas sobre a existência de vida extraterrestre: (a) Você acredita que possa existir vida fora de nosso planeta, mesmo que seja formada apenas por microorganismos? (b) Você acredita que possa existir vida inteligente como a nossa fora de nosso planeta, independente dela poder ou não viajar para outros planetas? (c) Você acredita que nosso planeta esteja sendo visitado por civilizações de outros planetas? Em todos os casos, as respostas possíveis eram sim ou não. Quem respondesse não à primeira pergunta não responderia as duas seguintes, assim como, quem respondesse não à segunda pergunta, não responderia a terceira. O resultado desta primeira pergunta pode ser conferido na Tabela A.

A distribuição dos participantes da pesquisa por sexo, com destaque para mulheres incrédulas que nunca viram
A distribuição dos participantes da pesquisa por sexo, com destaque para mulheres incrédulas que nunca viram

Como se vê, a hipótese que havíamos levantado em relação à primeira pergunta se confirmou. Como cada vez mais órgãos como a NASA divulgam a descoberta de água em outros corpos do Sistema Solar, esperávamos que uma grande quantidade de participantes afirmasse que pode sim existir vida fora de nosso planeta, mesmo que formada apenas por microorganismos – e 88% deles responderam afirmativamente. Mas o que nos surpreendeu foi a terceira afirmação: os participantes que não acreditam que estamos sendo visitados por civilizações de outros planetas são maioria, como esperávamos, mas por uma pequena margem – 42% disseram sim contra 58%, que disseram não acreditar na possibilidade. Aparentemente essa minoria de 42% é mais silenciosa do que podemos pensar, o que é compreensível, dado ao grau de polêmica que o assunto naturalmente traz.

Outra pergunta que fizemos no trabalho foi relativa a um eventual avistamento, por parte dos participantes da pesquisa, de algo que não conseguiram explicar, tal como um caso ufológico. A questão foi objetiva: você já viu algum objeto que não se pareça com nada existente na natureza, nem fabricado pelo homem? No primeiro caso, os objetos naturais poderiam ser, por exemplo, meteoros, planetas, nuvens, estrelas etc. E, no segundo, aviões, helicópteros e satélites artificiais. As respostas possíveis também foram sim ou não, sem que entrássemos em detalhes.

Fraudes e enganos são maioria

É muito importante ressaltar aqui o que afirma o ufólogo Claudeir Covo, co-editor da Revista UFO, que a maior parte dos avistamentos ufológicos tende a ser engano por parte dos observadores ou fraude. É muito comum alguém ver satélites artificiais, planetas, estrelas, aviões, helicópteros, meteoritos etc, e pensar estar diante de algo extraordinário, embora estes eventos não expliquem a totalidade das ocorrências ufológicas. Por isso a pergunta evitou utilizar os termos “UFO”, “disco voador”, “ET” e “alienígena”, para não desviar o foco de uma análise objetiva da situação, sem chamar a atenção para expressões que pudessem ser consideradas mais polêmicas. As perguntas mais diretas em relação a discos voadores e ETs ficaram mais para o final do questionário.

A distribuição dos participantes da pesquisa por idade, com destaque para várias características levantadas
A distribuição dos participantes da pesquisa por idade, com destaque para várias características levantadas

E mesmo com este cuidado, sabíamos que ainda poderia haver confusões relativas aos objetos avistados pelos respondentes, o que nos faz analisar os resultados do ponto de vista da declaração, e nunca do fato propriamente ocorrido. Estamos aqui colhendo dados relativos à crença dos entrevistados em terem ou não visto algo de diferente no céu, e não que algo efetivamente ocorreu. Para chegarmos a este ponto, todas as declarações teriam que ser investigadas caso a caso, o que não é o foco de uma pesquisa quantitativa. Enfim, esta pergunta gerou um resultado de 20% de sim e 80% de não. Ou seja, dois em cada 10 internautas afirmaram ter visto algo de diferente nos céus. Ao observarmos os dados obtidos a partir dessas duas perguntas – Você acredita que estamos sendo visitados por civilizações alienígenas? E você já viu algo de diferente nos céus? –, constatamos quatro segmentos com comportamentos distintos em relação ao assunto, e que nos auxiliarão muito na leitura dos resultados:

Crédulos que já viram
São pessoas que acreditam estarmos sendo visitados por civilizações de outros planetas, e que também afirmaram terem visto um objeto que não conseguiram identificar como de origem humana ou natural correspondem a 13% dos participantes. Chamaremos tais pessoas “crédulos que já viram”.

Crédulos que nunca viram
Chamamos assim as pessoas que crêem estarmos sendo visitados por civilizações de outros planetas, e que afirmaram nunca terem visto um objeto que não seja de origem humana ou natural correspondem a 29% dos participantes.

Incrédulos que já viram
Estes são os que não acreditam que estamos sendo visitados por civilizações de outros planetas, mas que afirmaram terem visto um objeto que não conseguiram identificar como de origem humana ou natural, são 6%.

Incrédulos que nunca viram
Por fim os que não crêem que estamos sendo visitados por civilizações de outros planetas, e que também afirmaram nunca terem visto um objeto que não seja de origem humana ou natural, 52%.

Antes de olharmos o perfil dos participantes, é importante ressaltar que foi utilizado o chamado teste de proporção, que é um método estatístico que indica diferenças significativas considerando a amostra utilizada e a margem de erro entre os quatro segmentos do modelo. Todos os dados grafados com maior ênfase são diferenças estatísticas – há uma maior ou menor propensão a determinada característica em um específico segmento na afirmação de um determinado resultado. Nas tabelas do texto, as marcas em vermelho indicam quando uma determinada característica se destaca dentro do segmento.

O processo de se dar nome a um segmento é uma verdadeira arte numa pesquisa. Daí usarmos as expressões “crédulos que já viram”, “crédulos que nunca viram”, “incrédulos que já viram” e “incrédulos que nunca viram”, na falta de maior criatividade, com a ressalva de que as palavras crédulos ou incrédulos são usadas sem qualquer conotação pejorativa. Por crédulos entenda-se nada mais do que pessoas que acreditam que estamos sendo visitados por civilizações vindas de outros planetas, e por incrédulos, pessoas que não acreditam nesta condição. O interessante, no entanto, é saber qual é o perfil de cada um desses públicos, e quais características são destaques para cada um dos segmentos. Vamos começar pelo sexo dos entrevistados e depois pela idade dos participantes.

Comparativamente ao total da amostra, há mais homens entre os crédulos que já viram e há mais mulheres entre os incrédulos que nunca viram. Igualmente, há uma maior propensão das pessoas entre 40 e 49 anos acreditarem na presença de civilizações de outros planetas, enquanto que pessoas entre 18 e 29 anos tendem a não aceitar esta hipótese. Uma possível razão para isto seria o fato de pessoas de mais idade serem mais crédulas por terem sido expostas a mais informações sobre o assunto, especialmente nos anos 60 e 70 – tanto na divulgação do tema quanto na grande quantidade de relatos descritos, época em que os respondentes desta pesquisa, nesta faixa de idade, eram crianças ou adolescentes –, o que deve ter gerado mais curiosidade. Já a menor exposição do assunto na mídia nos últimos anos, de forma séria, provavelmente contribuiu para um menor interesse entre os mais jovens.

Ver um UFO desperta interesse

Dentre os respondentes da pesquisa, 60% são da região Sudeste, 18% da região Sul, 13% do Nordeste, 7% do Centro-Oeste e 2% da região Norte. Entre os crédulos que nunca viram há uma proporção um pouco maior de pessoas da região Sudeste (65%), e entre os incrédulos que já viram há maior proporção de pessoas do Nordeste (20%). Lembro que esta distribuição por região está em acordo com a distribuição geral dos internautas brasileiros, ou seja, ela é diferente da distribuição do total da população brasileira. E em relação ao grau de escolaridade dos participantes da pesquisa, 5% da amostra têm até o ensino fundamental completo, 59% o segundo grau, 30% ensino superior e 6% têm pós-graduação. Nesta distribuição, é importante ressaltar que, entre os incrédulos que já viram, 44% são graduados.

Há, portanto, maior proporção de pessoas com esse grau de escolaridade entre aqueles que viram algo estranho no céu, mas que não acreditam ser qualquer coisa além do ordinário. Seguimos o Critério Brasil 2008, criado pela Associação Nacional das Empresas de Pesquisa (ANEP) para a classificação da população em classes econômicas – de A a E, sendo esta a mais desfavorecida. Segundo este critério, já foi apurado que 16% dos internautas brasileiros são da classe A, 45% da classe B, 36% da classe C e 4% são pertencentes às classes D e E. Já em nossa pesquisa, entre os crédulos que já viram, 54% são de classe B. Portanto, há uma maior incidência de internautas desta condição econômica entre aqueles que acreditam que estamos sendo visitados por civilizações alienígenas e que, ao mesmo tempo, afirmaram já terem visto algo de extraordinário nos céus. Importante ressaltar que a classe A1 – o topo da pirâmide social e econômica do país –, embora seja composta apenas por 2% do total da população, somam 9% entre os incrédulos que já viram.

Perguntamos aos internautas, também, por quais assuntos eles têm mais interesse. Apresentamos uma lista de 21 assuntos ou atividades e pedimos que decidissem quais mais lhes atraem. Pelo total, em média, foram declarados sete assuntos ou atividades de grande importância, conforme podemos ver na Tabela D. Mas é relevante notar duas constatações. A primeira é a de que crédulos de uma forma geral – e principalmente os que já viram algo extraordinário – se interessam por maior número de assuntos ou atividades do que os incrédulos de uma forma geral. E, em segundo lugar, o fato de acreditar e ter visto algo impacta profundamente o interesse do indivíduo por Ufologia. Dos 21 assuntos listados, Ufologia foi a quarta mais citada entre os crédulos que já viram, ao lado do tema esporte. E, entre os crédulos que nunca viram, Ufologia é o 12o tema mais citado. Já entre os incrédulos que já viram, é o 20o tema, e entre os incrédulos que nunca viram Ufologia ocupa o último lugar entre os assuntos ou atividades citados.

Influência da religião

Constatamos também que, entre os internautas, o fato de pertencerem ou praticarem algumas religiões específicas ajuda a determinar seu posicionamento em relação à Ufologia. Certamente os ufólogos tinham a percepção de que praticantes de certos cultos religiosos têm aversão ao tema, mas agora pudemos quantificar isso estatisticamente, constatando resultados interessantes. Por exemplo, há maior concentração de crédulos em geral entre os espíritas, que são 12% da amostra, mas são 21% entre os crédulos que já viram e 19% entre os crédulos que nunca viram. Outro dado é o de que evangélicos, que são 16% da amostra, são apenas 7% dos crédulos que nunca viram. E há menor concentração de católicos apostólicos romanos que se declaram crédulos que já viram (31%), comparativamente à sua proporção no total na amostra (40%).

É interessante perceber que, quando perguntamos ao participante se ele já vira algum objeto que em sua opinião não se parecia com nada natural nem fabricado pelo homem, entre os 20% das pessoas que declararam ter visto alguma coisa estranha, este número não varia significativamente, independente da religião. Ou seja, respondentes pertencentes às principais religiões dizem ver objetos não identificados com a mesma proporção nos céus, mas o fato de acreditarem ou não no assunto, isso sim varia de acordo com sua orientação religiosa.

Testamos algumas frases para observarmos o interesse dos respondentes quanto a assuntos como ciências exatas e humanas, religião e magia, além de ver o quanto eles acreditam em instituições como os militares e meios de comunicação, e também analisarmos outros aspectos comportamentais da nossa amostra. Avaliamos os resultados através de uma escala de cinco pontos, sendo que a nota 01 corresponde a “discordo totalmente” e a nota 05 a “concordo totalmente”. Entre os que declararam concordo totalmente, temos os seguintes destaques:

Futebol, política e religião
A frase com maior grau de concordância total – independente do segmento – é “está correto o ditado popular que diz que religião, futebol e política não devem ser discutidos”. 31% concordam totalmente com isso, o que nos leva a inferir que, de uma forma geral, os internautas brasileiros não são tão afeitos à polêmica. Acreditando-se ou não em assuntos polêmicos, há preferência em não discuti-los.

Conversar sobre magia
O segmento crédulos que já viram declarou ter total concordância com a frase “gosto de conversar sobre magia”. Foram 25%, contra 14% do total da amostra. É importante ressaltar aqui que não foi mostrado um conceito específico sobre magia, por isso não podemos apontar qual aspecto deste assunto tão
vasto o segmento gosta mais especificamente de conversar.

Mais religião e menos ciência
Crédulos que nunca viram declararam com menor destaque concordar totalmente com a frase “acredito que a religião consegue explicar melhor o universo do que a ciência”. Foram 14%, contra 20% do total da amostra. Lembrando que neste segmento há uma maior proporção de espíritas em relação
ao total da amostra.

Meios de comunicação confiáveis
Embora poucas pessoas concordem totalmente – somente 6% – com a frase “penso que meios de comunicação sempre divulgam a verdade sobe os fatos que ocorrem no Brasil e no mundo”, os incrédulos que já viram tendem a reforçar positivamente um pouco mais esta
opinião. Foram 14%.

Quadro dos segmentos

Após observarmos os perfis dos segmentos da pesquisa, pudemos elaborar um quadro resumo com características demográficas e comportamentais nas quais cada segmento apresenta maior concentração. Enfatizamos que tais características não são exclusivas de cada segmento, mas sim nos quais mais se destacam. Também não há o cruzamento de características, ou seja, onde há “homens” e “entre 40 e 49 anos”, não podemos ler como “são homens de 40 a 49 anos”. As características são, portanto, distintas e não necessariamente se interpolam.

Enfim, acredito que este levantamento possa agora auxiliar os ufólogos de todas as regiões do Brasil a traçarem estratégias no sentido de divulgar seus trabalhos para a população de internautas do país. Futuramente abordaremos as ocasiões nas quais as pessoas viram objetos voadores que não conseguiram identificar – onde estavam, como estavam, com mais quem estavam e o que efetivamente observaram. Tais dados poderão contribuir ainda mais com a pesquisa ufológica nacional.

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Sobre o Autor

Fábio Gomes

É cientista social e gerente de projetos de pesquisa de mercado e opinião em uma grande empresa do gênero no país. Dúvidas sobre esta pesquisa também podem ser tiradas em seu blog http://gomirdes.zip.net, espaço onde o autor disponibiliza tópicos sobre Ufologia.

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