Edição 277
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O que está por trás de Tom DeLonge e a sua Academia?

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22 de Feb de 2020
Tom DeLonge e alguns membros da sua Academia em recente apresentação pública nos Estados Unidos
Créditos: TTSA

Em dezembro de 2017, o jornal The New York Times publicou uma matéria mostrando que o governo dos Estados Unidos, mais propriamente o Pentágono, estava já há alguns anos investigando relatos militares de avistamentos de UFOs. Como era de se esperar, a matéria teve imensa repercussão, correu o mundo, levantou muitos questionamentos e dúvidas e acabou por desmontar com a histórica postura da Força Aérea Norte-Americana (USAF) sobre não haver nada para ser investigado sobre esse assunto.

A matéria também trouxe à luz a figura de Luis Elizondo, o oficial do Pentágono que geria o departamento encarregado de investigar os relatos, o Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais (AATIP), que acabou por pedir demissão e se lançar em um voo solo. Elizondo, entretanto, permanece contratado do governo norte-americano e preso a sigilos oficiais, embora não esteja muito claro que tipo de trabalho oficial ele ainda exerça. O que sabemos é que ele ainda está preso a acordos de silêncio, como ficou claro em uma de suas entrevistas.

Quando perguntado se alguma vez houve contato com os ocupantes dos objetos não identificados que chamamos de UFO, a resposta de Elizondo foi imediata, concisa e perturbadora: “Claro, mas isso é informação sigilosa. Houve tais contatos nos Estados Unidos e, para o Pentágono, eles constituem material confidencial”, disse sem meios termos. Que tipo de contato e como ele ocorreu, não foi explicado.

Os UFOs e o punk rock

A saída do Elizondo e sua apresentação pública jogou luzes sobre outra figura, essa mais conhecida do público, principalmente dos mais jovens. O músico Tomas Matthew DeLonge ou Tom DeLonge, como é conhecido o cofundador e guitarrista do grupo de punk rock Blink-182. Apaixonado por assuntos considerados alternativos, acentuadamente por Ufologia, DeLonge é o fundador da To The Star Academy of Arts and Science [Academia de Artes de Ciências Para as Estrelas, TTSA], à qual, hoje, Elizondo também pertence.

Montada com um processo que faria inveja a qualquer escritor de suspense e espionagem — e por um personagem que não parece dispor do tipo necessário para isso —, a TTSA é uma organização que se impõe uma tarefa aparentemente inverossímil e decididamente titânica: promover o desacobertamento ufológico. Diante de tal afirmação, duas questões se impõem: o que é realmente a TTSA e qual é a qualidade de seu desacobertamento.

Em um artigo publicado na revista Newsweek em 2019, com o título Tom DeLonge: A América Estuda os UFOs Há Anos. É Hora de Todos Nós Recuperarmos o Atraso, o próprio DeLonge conta que sempre foi apaixonado por UFO e extraterrestres, mas que considerava o assunto apenas como ficção científica. Sua visão mudou, porém, com a leitura do livro Above Top Secret [Acima do Super Secreto. Sidgwick & Jackson, 1987], de Timothy Good. A partir do livro, o músico começou a perceber que devia haver algo de concreto por trás dessas questões.

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