Edição 286
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O Paradoxo de Fermi: afinal, onde estão os extraterrestres?

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18 de Nov de 2021
Com toda sua tecnologia, nossa civilização só alcança 0,1% da Via Láctea, bem menos do que a área branca deste círculo
Créditos: JPL

Todos nós sentimos algo quando, ao estarmos em um lugar aberto, olhamos para cima e nos deparamos com uma linda noite estrelada. Porém, por mais que nos maravilhe o céu noturno, tudo o que conseguimos ver, mesmo em um ambiente livre de luzes artificiais e com a atmosfera limpa, são 2.500 estrelas, o que é praticamente nada quando pensamos que existem bilhões delas em nossa galáxia. Alguns de nós, diante do espetáculo do cosmos, nos atemos ao tradicional, maravilhados pela beleza épica ou fascinados pela escala insana de seu tamanho. Pessoalmente, acabo passando pela antiga experiência de humildade. Mas todos sentem alguma coisa e ninguém passa incólume diante das estrelas. O físico Enrico Fermi também sentiu algo e se perguntou: “Onde está todo mundo?” Ele estava se referindo aos nossos supostos vizinhos cósmicos.

Quando nos confrontamos com o número de estrelas e galáxias existente no universo, uma questão que ocorre à maioria de nós é se há vida inteligente lá fora. Coloquemos alguns números nisso. As muitas estrelas que existem em nossa galáxia, algo entre 100 e 400 bilhões, correspondem mais ou menos ao mesmo número de galáxias existente no universo observável. Assim, para cada estrela em nossa colossal Via Láctea há uma galáxia lá fora.

No universo todo, calculamos que o total de estrelas esteja entre 1022 e 1024, número extraordinário que significa que, para cada grão de areia da Terra, existem 10 mil estrelas lá fora. Mas não há um acordo dentro do mundo científico sobre quantas dessas estrelas são como nosso Sol, ou seja, similares em tamanho, temperatura e luminosidade — as estimativas geralmente variam entre 5% e 20%. Sendo bem conservadores, vamos trabalhar com a estimativa de 5% e com o menor número de estrelas, 1022. Fazendo as contas, chegamos a 500 quintilhões ou 500 bilhões de bilhões de estrelas como o Sol.

Bilhões de estrelas e planetas

Há um debate científico ocorrendo hoje sobre quantas das estrelas similares ao nosso Sol podem ser orbitadas por planetas como a Terra, ou seja, planetas com condições similares de temperatura, que tenham água líquida e suporte potencial para vida. Alguns dizem que chegam a 50%, mas vamos trabalhar com o conservador número de 22%, que saiu em um recente estudo do Proceedings of the National Academy of Science of the United States [Procedimentos da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, PNAS]. O estudo sugere que há um potencial de planetas do tipo da Terra orbitando pelo menos 1% do total de estrelas do universo, ou seja, seriam 100 bilhões de bilhões de planetas similares ao nosso.

Então, haveria 100 planetas similares à Terra para cada grão de areia do nosso mundo. Pense nisso da próxima vez em que estiver na praia. Para seguirmos em frente neste raciocínio, e não temos escolha, vamos precisar ser completamente especulativos. Imaginemos então que, depois de bilhões de anos em existência, 1% desses planetas possam ter desenvolvido vida. Isso sendo verdade, cada grão de areia iria representar um planeta com vida. Agora, imaginemos que em 1% desses planetas a vida alcançou um grau de inteligência similar ao nosso. Isso significaria que há 10 quatrilhões ou 10 milhões de bilhões de civilizações inteligentes no universo observável. Pensando somente em nossa galáxia, e usando sempre os números mais conservadores — 100 bilhões de estrelas na Via Láctea — estimamos que exista um bilhão de planetas similares ao nosso e 100 mil civilizações inteligentes perto de nós.

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