ARTIGO

O Mistério de Fátima à Luz da Pesquisa Ufológica

Por Carlos Alberto Millan | Edição 263 | 13 de Dezembro de 2018

Com base em evidências históricas os pesquisadores argumentam que o mistério de Fátima é apenas um ocorrência ufológica
Créditos: ALEXANDRE JUBRAN

O Mistério de Fátima à Luz da Pesquisa Ufológica

As aparições marianas, como ficaram conhecidas as visões supostamente da Virgem Maria por uma ou mais pessoas, são um assunto delicado tanto para a Igreja Católica quanto para a Ufologia. A Igreja tem todo um protocolo de registro e pesquisa dessas aparições antes de aceitá-las como verdadeiras, e apenas para que o leitor tenha uma ideia de quão exigente é o processo, das duas mil ocorrências já registradas, apenas 16 foram aceitas como sendo reais. Para a Ufologia, a pesquisa também não é fácil, uma vez que se está lidando diretamente com a fé das pessoas e há de se ter muito cuidado com testemunhas e entrevistados para não se criar atritos. De qualquer forma, como a Ufologia vê essas manifestações por um ângulo totalmente diferente, os pesquisadores nunca são muito bem vistos por aqueles que realmente acreditam ter presenciado uma manifestação da Virgem Maria.

Vamos aqui analisar alguns detalhes da mais famosa das aparições marianas, a ocorrida na cidade de Fátima, em Portugal, onde hoje há um grande santuário que recebe peregrinos de todo o mundo. Muitas pessoas buscam ali curas para doenças graves e não são poucos os milagres atribuídos à Virgem Maria, também conhecida como Senhora de Fátima. A questão é tentar entender o que realmente aconteceu naquele local. Fátima foi cenário de alguns acontecimentos cósmicos que abalaram o mundo no princípio do século passado e que alimentam uma longa polêmica que dura até hoje. Em 13 de outubro de 1917, cerca de 70 mil pessoas presenciaram um fenômeno que foi considerado como sendo uma manifestação do poder de Deus. Naquele dia chovia, mas, de repente, o Sol surgiu no céu. O que pareceu ser um disco achatado, com um contorno nitidamente definido e um brilho mutante, apareceu entre as nuvens e em seguida começou a fazer manobras com crescente velocidade.

O inusitado fenômeno já fizera uma preparação nos anos anteriores, sob a forma de isolados sinais no céu e visitas do que foram considerados anjos. Em todos os casos, três crianças foram o epicentro dos acontecimentos e tiveram um significativo contato com uma entidade cósmica, imediatamente aclamada pelo Vaticano como sendo a Virgem Maria — crença mantida e incentivada até hoje entre seus fiéis. Lúcia de Jesus e os irmãos Francisco e Jacinta Marto, respectivamente com 10, 9 e 7 anos na época, foram protagonistas de contatos com algo sobrenatural em um total de seis encontros, sempre no mesmo dia e hora ao longo de seis meses.

Mensagens à humanidade

De acordo com uma corrente de historiadores católicos, a entidade celeste teria feito revelações aos jovens a respeito de nosso mundo. Seriam mensagens destinadas à toda a humanidade, mas desde o início a Igreja se apoderou delas e as monopolizou, julgando o que deveria ser divulgado ou publicado. E também foi a Igreja a responsável pela sacralização do evento e pela geração da difundida imagem religiosa, transformando o acontecimento em uma manifestação divina a serviço de sua própria crença. Estudiosos reclamam até hoje do procedimento do Vaticano, afirmando que ele não tem o direito de reter as verdadeiras informações sobre o caso para sempre e para si. Alegam que seres ascensos não pertencem a religião alguma e que não operam em função de crenças ou dogmas. Dizem, ainda, que sua manifestação deveria ser mantida isenta e suas mensagens inalteradas.

Apesar da ruidosa contestação sobre como a Igreja manipulou as aparições marianas de Fátima, o fato é que contatos com entidades semelhantes — em outros casos também chamadas de Virgem Maria — continuaram ocorrendo em todas as partes do mundo, repetindo mais ou menos a mesma mensagem passada aos videntes portugueses. Em especial, intensificaram-se durante algum tempo as aparições marianas de Medjugorge, na antiga Iugoslávia, atual Bósnia e Herzegovina. Segundo alguns contatados, como o estigmatizado italiano Giorgio Bongiovanni [Veja box], o teor da terceira e derradeira mensagem de Fátima seria de alerta quanto ao futuro da espécie humana e um incentivo à procura de uma nova caminhada espiritual para o homem.

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Sobre o Autor

Carlos Alberto Millan

Nascido em 1963, em São Paulo, é funcionário do Banco do Brasil. Aos 10 anos começou suas pesquisas coletando informes ufológicos de jornais e revistas. Até 1986 atuou na chamada Ufologia Científica, passando depois a interessar-se também pela Esotérica. Hoje defende a união das duas correntes numa “Ufologia Integral”, que utiliza as bases de nossa ciência, mas avança nas questões místicas. Efetuou dezenas de pesquisas e vigílias no litoral e interior do país. Editou o boletim Desafio, manteve coluna no jornal Gazeta do Belém e participou dos grupos Núcleo Tron, de São Paulo, e Associação de Pesquisas Ufológicas (APU), de Limeira. Fez vários cursos em áreas como gnose, astrologia, radiônica, projeciologia, transcomunicação, hipnose regressiva, fotografia profissional e astrofísica. Fundou em 1988 o Tau-Seti Ufologia e Espiritualidade. É articulista e consultor da Revista UFO desde 1994, tendo sua matéria O Elo entre Ufologia e Espiritualidade premiada com o primeiro lugar na eleição das melhores matérias dos 20 anos da publicação, em 2004.

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