ARTIGO

O mistério das luzes de Hessdalen segue sem solução

Por Thiago Luiz Ticchetti | Edição 258 | 01 de Junho de 2018

Algumas das impressionantes imagens das luzes não identificadas que surgem em Hessdalen há décadas. As explicações, ou tentativas, vão desde fenômenos atmos
Créditos: FOTOS PROJETO HESSDALEN

O mistério das luzes de Hessdalen segue sem solução

Hessdalen é o nome de um pequeno vale localizado a 40 km da cidade de Roros, na Noruega. Tem 15 km de extensão e é cercado pelas montanhas Ratvollfjellet, Rognefjell e Stordalshogda, que estão entre 900 e 1.000 m acima do nível do mar. Existem dois lagos ao sul de Hessdalen, Hersjoen e Oyungen, e a maioria de seus cerca de 200 habitantes vivem próximos à rodovia que passa pela região.

A localidade norueguesa não seria nada além de uma bucólica vila na área dos fiordes do país se não fosse um impressionante fenômeno que há décadas vem se manifestando intensamente ali, atraindo a atenção de estudiosos de todo o mundo — incluindo cientistas — e a curiosidade de todos nos países escandinavos. O curioso fato teve início em dezembro de 1981, quando moradores do vilarejo começaram a assistir estranhas luzes manobrando frequentemente no vale à frente, chegando a aparecer entre 20 e 30 vezes por semana.

Projeto Hessdalen

Este número de avistamentos durou até o verão de 1984, dando origem ao programa científico Projeto Hessdalen, que existiu naquele e no seguinte, restando hoje apenas pequenas ações isoladas de pesquisas de seus antigos membros. Atualmente, o número de ocorrências é bem reduzido, chegando a 20 por ano, e são monitoradas pela Estação de Medição Automática de Hessdalen [Hessdalen Automatic Measurement Station, HAMS]. Embora a maioria dos avistamentos se deem no vale, algumas cidades vizinhas também registraram o estranho fenômeno.

As luzes aparecem em todos os lugares — algumas vezes são vistas rentes aos telhados das casas, sobre o chão ou suspensas no ar. Entretanto, geralmente são relatadas próximas dos cumes das montanhas ao redor e ninguém jamais conseguiu explicar o que seriam, pois suas cores e comportamento são muito diferentes entre si. Tanto que foram classificadas em três grupos, de acordo com suas características.

Expedições e constatações


No grupo um estão os flashes brancos e azuis, pequenos e fortes, que aparecem em qualquer lugar do céu. Já o grupo dois é o de luzes brancas ou amarelas com diferentes formas, variando entre circulares, ovais e cilíndricas — os fenômenos deste grupo são frequentemente vistos no vale, podendo ficar parados no mesmo lugar por quase uma hora e movimentar-se lentamente, acelerando repentinamente.

No grupo três foram colocadas manifestações envolvendo várias luzes vistas ao mesmo tempo, com distância fixa entre elas — parecem pertencer a um mesmo objeto e na maioria das vezes são dois focos amarelos, um branco e um vermelho à frente. Muitas pessoas chamam estas luzes de “objetos” e elas se movem lentamente sobre as montanhas, sendo mais vistas durante o outono, inverno e a primavera.

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Sobre o Autor

Thiago Luiz Ticchetti

Thiago Luiz Ticchetti nasceu no Rio de Janeiro. Filho de um oficial aviador da Aeronáutica, morou em Natal, Santa Maria e na capital carioca. Após o falecimento de seus pais, viveu pelo período de seis meses na cidade de Addlestone, na Inglaterra. Ao retornar ao Brasil, mudou-se para Brasília onde vive até hoje. Em 1997 assistiu ao I Fórum Mundial de Ufologia, realizado pela Revista UFO na Capital Federal, e foi convidado pelo pioneiro ufólogo Roberto Affonso Beck, ali presente, a ingressar na Entidade Brasileira de Estudos Extraterrestres (EBE-ET). Por mais de 10 anos participou ativamente do grupo, chegando a ser vice-presidente da entidade. É articulista da Revista UFO desde 1997, exercendo hoje a função de coeditor, após ter iniciado na publicação como seu tradutor e depois passado a consultor e atuado também como coordenador internacional. É responsável pela coluna mensal Mundo Ufológico e já escreveu dezenas de artigos para o veículo. Em especial, entrevistou para a revista inúmeros ufólogos nacionais e internacionais, alguns deles os maiores pesquisadores da Casuística Ufológica Mundial, como Phillip Mantle, David Jacobs, Kevin Randle, Nick Redfern, Steven Bassett, Carlos Ferguson, Stanton Friedman, Nick Pope, Jerome Clark, Graham Birdsall e Wendelle Stevens, para citar alguns. É autor dos livros Quedas de UFOs: Casos Confirmados de Acidentes com Discos Voadores e Resgates de Seus Tripulantes em Todo o Mundo[Coleção Biblioteca UFO, 2002], Guia da Tipologia Extraterrestre [Coleção Biblioteca UFO, 2014], Quedas de UFOs II [Coleção Biblioteca UFO, 2015] Guia da Tipologia dos UFOs [Coleção Biblioteca UFO, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume I, 2ª edição, Editora Conhecimento, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume II, 2ª edição, Editora Conhecimento, 2017], Arquivos UFO: casos ufológicos – Volume III, 1ª edição, Editora Conhecimento, 2018], Universo Insólito: Livro de Bordo, Parte 1 [Clube de Autores, 2015] e Universo Insólito: Livro de Bordo, Parte 2 [Clube de Autores, 2015]. É o único pesquisador brasileiro a ter artigos publicados pela revista inglesa UFO Matrix e foi pioneiro na publicação de um artigo sobre contatos de pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) com UFOs, ocorrido na revista inglesa UFO Truth Magazine, da qual também é colunista. Ticchetti é coordenador da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), assistente do diretor nacional da MUFON no Brasil e pesquisador de campo certificado pela MUFON. Formado em administração de empresas pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF), Thiago Luiz Ticchetti é casado e pai de um casal de filhos. .

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