ARTIGO

O mistério da Ilha do Meio

Por Vitório Peret | Edição 204 | 01 de Outubro de 2013

Os moradores da Ilha do Meio relatam avistamentos de UFOs ora metálicos, ora luminosos durante a temporada em que a estranha mulher passou no local
Créditos: RAFAEL AMORIM

O mistério da Ilha do Meio

Falar de mistérios da Amazônia é algo muito difícil, porque a região é detentora de uma quantidade espantosa de fatos que não se explicam, que se misturam com lendas e crendices populares, muitas vezes surgidos da observação direta de fenômenos aéreos não terrestres, mas incompreendidos pela população. É assim por todas as localidades onde se procura, em qualquer ponto da imensa floresta tropical. Isso não é novidade para ninguém, mas, entre os inúmeros fenômenos ocorridos durante os anos 70 na região de Colares, existe um de características singulares.

O fato em questão ficou conhecido como o Caso Ilha do Meio e chamou a atenção dos militares comandados pelo então capitão Uyrangê Hollanda, que chefiava a Operação Prato. O episódio foi repetidamente investigado pelas Polícias Civil e Federal e contou até mesmo com o envolvimento da Interpol, organização internacional de cooperação entre as polícias de diferentes países. A história teve início em Urumajó — atual Augusto Corrêa —, no estado do Pará, onde pescadores e moradores da zona ribeirinha passaram a relatar pequenos objetos luminosos voando a baixa altitude.

A manifestação das luzes, que passaram a ser popularmente conhecidas como “pequenas luas”, coincidia com as ocasiões em que uma misteriosa mulher estava presente na Ilha do Meio, uma formação oceânica situada na foz do Rio Urumajó. De acordo com investigações oficiais, a estranha apresentava um passaporte de cidadania inglesa com a identidade de Elizabeth Queminet Berger. Segundo relatos dos habitantes locais, além de UFOs, durante a permanência da estrangeira na localidade era comum o desaparecimento inexplicável de pessoas.

Detenções e desaparecimento

A identidade da mulher, sua aquisição de um terreno na ilha e os inquéritos policiais foram fartamente documentados. A ocorrência é também sustentada por inúmeros testemunhos de moradores que, entre outras histórias, contam que a inglesa costumava comprar grandes quantidades de peixes. No contexto daquela época, meados da década de 70, o fato levou muitos a suspeitar que o local estivesse sendo utilizado para abrigar um número desconhecido de pessoas — possivelmente guerrilheiros em treinamento. A partir dessas especulações o caso ganhou notoriedade e chamou a atenção da polícia, que passou a investigar Elizabeth.

A mulher foi detida três vezes. Na primeira, em 1975, foi levada pela Polícia Federal do Pará, sendo em seguida liberada por falta de provas. Em outra ocasião, foi levada para Brasília e novamente liberada. Foi na terceira captura, porém, que algo inusitado ocorreu: ao ser conduzida até o porto de Belém, a estrangeira pediu para usar o banheiro público no Mercado do Ver-o-Peso. E de lá, mesmo cercada por agentes, a inglesa desapareceu sem deixar vestígios — de modo idêntico, após seu sumiço cessaram todos os eventos com luzes incomuns na região que se estendia da então Urumajó até Bragança. Os moradores contam que durante seu tempo de permanência na área Elizabeth foi vista acompanhada de homens de aparência incomum e falando um idioma incompreensível que ela também dominava. A mulher os apresentava como cientistas, mas eles desapareciam poucas horas ou dias depois de terem chegado — alguns dizem tê-la visto se banhando nua nas praias e até mesmo andando sobre as águas.

Questões continuam abertas

Depois de seu desaparecimento, a estrangeira teria sido flagrada socorrendo vítimas do terremoto que abalou São Francisco, nos Estados Unidos, em 1989, um desastre que causou grande destruição. Soube-se que, enquanto as vítimas eram socorridas nas ruas, uma jovem identificada como Elizabeth Queminet Berger foi fotografada e sua imagem foi parar em um jornal local. A Interpol foi avisada, mas não conseguiu encontrá-la. Outro fato relevante é que o passaporte por ela apresentado não era verdadeiramente seu. Na verdade, uma cuidadosa investigação policial revelou que o documento inglês pertencera a uma polonesa falecida no ano de 1939.

Quem seria, então, aquela misteriosa mulher surgida no Pará em meados da década de 70, justamente na febre do fenômeno chupa-chupa? O que seriam as luzes avistadas com tanta frequência durante sua estada na Ilha do Meio? Quem seriam seus acompanhantes e que idioma era aquele que compartilhavam? Para onde foram todos eles? E, principalmente, como esse episódio se encaixa no contexto dos fenômenos investigados pela Operação Prato? Essas questões continuarão abertas até que novas investigações tragam as respostas a respeito do Caso Ilha do Meio.

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Vitório Peret

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