ARTIGO

O cataclismo que apagou a história humana

Por Brien Foerster | Edição 253 | 01 de Dezembro de 2017

NÃO HÁ
Créditos: RAFAEL AMORIM, EXCLUSIVO PARA A REVISTA UFO

O cataclismo que apagou a história humana

O mito sobre uma grande inundação motivada por um dilúvio longo e contínuo existe em culturas do mundo inteiro. E mesmo quem não segue uma religião que tenha o Velho Testamento como base conhece a história bíblica de Noé e sua arca, que narra como ele e seus familiares foram os únicos humanos que escaparam da fúria aniquiladora de Deus. A história bíblica é cheia de furos e de perguntas não respondidas e, muito provavelmente, derivada de um conto sumério bem mais antigo. Porém, não é a única a contar uma história de destruição e recomeço de nossa civilização.

O mesmo mito existe em várias culturas, sempre como uma narrativa simbólica na qual um grande dilúvio é enviado por uma divindade, ou divindades, para destruir a civilização em um ato de vingança divina. Paralelos são sempre traçados entre as águas do dilúvio citadas nesses mitos e as águas primitivas encontradas em alguns contos sobre a criação da Terra, porque as do dilúvio são descritas como uma medida necessária para a “limpeza” da humanidade em sua preparação para o renascimento. A maioria das histórias sobre o dilúvio também tem um herói que luta para garantir o recomeço de seu povo. Na verdade, o início das histórias sobre inundações catastróficas aparece nos Puranas, um conjunto de antigos textos hindus, assim como no mito grego de Deucalião, nas coletâneas dos povos quiché e maia, da América Central, e também na cultura do povo muísca, da Colômbia. Além disso, há histórias orais sobre o dilúvio entre os povos da Suméria, Babilônia, Alemanha, Irlanda, Finlândia etc, inclusive entre os massais africanos. Enfim, por todas as partes que olharmos vamos encontrar contos sobre o dilúvio, o desaparecimento e ressurgimento da espécie humana.

Catastrofismo e Uniformitarismo

O que nos interessa, na verdade, é que todos esses povos e histórias narram um evento repentino e de grandes proporções, que ao se abater sobre o planeta não apenas destruiu as civilizações de então, como varreu quase completamente todos os vestígios de sua existência. Porém, algo desse porte não ocorreria sem que se encontrem os rastros de sua passagem, desde que se saiba onde e como procurar. Em meu livro Cataclismo, A Tragédia que Apagou a História Humana [Biblioteca UFO, 2017] exploro as várias evidências que existem em todo o globo de que antes de nós houve uma civilização muito avançada sobre a qual nada sabemos.

Extinções em massa não são exatamente uma novidade em nosso planeta, que já se deparou com pelo menos cinco grandes eventos que quase dizimaram toda a vida da Terra. Entre essas ocorrências de âmbito planetário houve outras, de menores proporções, que atingiram regiões determinadas — e cujas causas variaram desde eventos cósmicos até grandes terremotos seguidos de violentos tsunamis. Um exemplo lendário bem conhecido de uma ocorrência desse tipo é o desaparecimento da Atlântida de Platão, que, segundo a história, sumiu em uma noite e um dia.

Crédito: DESIRING GOD

Em muitos lugares da terra ainda hoje encontramos sinais de atividade de seu esfriamento e acomodação, como em áreas de vulcanismo

Quando procuramos pelos registros geológicos e buscamos entender porque há tanta resistência da ciência em analisar as evidências necessárias para confirmar ou não a existência de um grande cataclismo diluviano há cerca de 12.000 anos, nos deparamos com a divisão de pensamento da geologia entre duas correntes principais. A primeira, chamada de Uniformitarismo, diz que a configuração atual do planeta é exatamente a mesma do passado e que, se estudarmos o que há hoje, saberemos o que havia antes. A outra, o Catastrofismo, diz que nosso planeta vem sendo modificado por grandes eventos geológicos desde sempre e que continuará assim até o final, porque essa é sua dinâmica.

O interessante é que o Uniformitarismo, proposto pelo inglês James Hutton, nasceu para contestar o Catastrofismo, proposto pelo naturalista francês Georges Curvier. E isso porque, ao formular sua teoria, Curvier deixou de lado qualquer influência divina ou aspectos criacionistas para explicar as razões que tornam possível, por exemplo, encontrarmos fósseis de conchas e moluscos em montanhas distantes do mar.

Clima intelectual

Mas é preciso entender que Curvier era francês e vivia a influência do Iluminismo e do clima intelectual da Revolução Francesa, e que suas conclusões eram baseadas somente em evidências científicas, desprezando as interpretações bíblicas — seu objetivo era explicar os padrões das extinções e a sucessão de mudanças na fauna que ele e outros colegas observavam nos registros fósseis. Enquanto Curvier especulava que a catástrofe responsável pelas extinções mais recentes na Eurásia poderia ser o resultado da invasão do mar nas áreas mais baixas, devido ao derretimento do gelo no final da última Idade Glacial, jamais fez qualquer referência ao dilúvio de Noé. E nem qualquer referência à criação divina como sendo o mecanismo pelo qual o repovoamento ocorreu após o evento de extinção.

Mas na Inglaterra o clima era outro. Por lá imperava o Naturalismo Teológico, ou seja, não se contrariava o que estava na Bíblia, mas se tentava ajustar as evidências encontradas quanto ao que dizia o texto sagrado. Explicações uniformitaristas para a formação das rochas sedimentares e para o entendimento da longa extensão do tempo geológico ou tempo profundo, como o conceito passou a ser conhecido, foram encontradas nos escritos de James Hutton, pesquisador que às vezes é chamado de “pai da geologia”, já no fim do século XVIII.

Todos os povos da Terra e histórias do passado narram um evento repentino e de grandes proporções, que ao se abater sobre o planeta não apenas destruiu as civilizações de então, como varreu quase completamente todos os vestígios de sua existência

Já o geólogo Charles Lyell usou as ideias de Hutton para construir sua teoria durante a primeira metade do século XIX, adicionando a elas observações para apoiar a teoria do Uniformitarismo, assegurando que as características da Terra foram construídas pelo mesmo processo geológico que podia ser observado no presente, agindo gradualmente em um período imenso de tempo. Lyell apresentou suas ideias na edição da influente obra Princípios da Geologia, publicada em três volumes entre os anos de 1830 e 1833, na qual desafiava as teorias sobre cataclismos mundiais propostas pelos catastrofistas.

Mas por que isso é importante para nós? É importante porque, entre 1850 e 1980, a maioria dos geólogos endossou o Uniformitarismo, que defende que o presente é a chave para o passado, e também o Gradualismo, que advoga que mudanças geológicas ocorrem lentamente em um longo período de tempo. E assim se rejeitou a ideia de que eventos catastróficos tiveram qualquer papel significante na formação da superfície da Terra — em vez disso, eles acreditavam que a superfície do planeta havia sido moldada pela ação de longo termo de forças como o vulcanismo, terremotos, sedimentação e erosão, as quais podiam ser observadas em ação ainda hoje. Em nosso livro o leitor poderá conhecer toda essa história de forma detalhada.

O misterioso Tiamat

Sabemos que a ciência muda suas explicações com muita lentidão, e não sem antes ter provas extremamente fortes, contundentes e inequívocas de que a explicação anterior estava errada. Portanto, se esse tipo de pensamento imperou até 1980, o leitor já pode imaginar o quão difícil foi convencer os cientistas a olharem para determinadas evidências com a mente um pouco mais aberta. E o fato é que há evidências, e não são poucas, de que algo muito poderoso atingiu nosso planeta há aproximadamente 12.000 anos.

Na década de 50, o psiquiatra Immanuel Velikovsky propôs a hipótese catastrofista em vários livros controversos que se tornaram muito populares, sendo o mais famoso deles a obra Worlds in Collision [Mundos em Colisão. Mcmillan, 1950]. Velikovsky postulava que o planeta Vênus é, na verdade, um antigo cometa que foi ejetado por Júpiter e que subsequentemente, há 3.500 anos, teve duas catastróficas passagens próximas à Terra, com 52 anos de intervalo entre elas. Mais tarde, Vênus teria interagido com Marte, que, por isso, colidiu várias vezes com a Terra até o ano 687 a.C., quando então todos teriam se assentado em suas órbitas atuais. O autor usou essas teorias para explicar as pragas do Egito, as referências bíblicas ao fato de o Sol ter ficado parado no céu por um dia inteiro, como diz o livro bíblico de Josué, e até o afundamento de Atlântida. Claro que os cientistas rejeitaram veementemente as teorias de Velikovsky.

Quase 50 anos depois, os cientistas e autores D. S. Allan e J. B. Delair publicaram o livro Cataclysm! [Cataclismo! Bear & Company, 1997]. Utilizando-se de ferramentas analíticas mais contundentes, os autores reexaminaram as teses de Velikovsky e propuseram sua própria teoria. Como o psiquiatra, eles acreditavam que as lendas e os mitos eram, na verdade, relatos de testemunhas oculares de eventos celestes — e além de citarem os mesmos exemplos que o autor anterior, acrescentaram mais alguns que Velikovsky desconhecia.

Constelação de Vela

A partir da pesquisa que fizeram, os autores concluíram que um fragmento advindo da explosão de uma supernova na Constelação de Vela entrou em nosso Sistema Solar por volta de 9500 a.C. O fragmento, chamado pelos autores de Phaeton Marduk, teria colidido com uma das luas de Netuno, dando origem a Plutão. Em seguida, o fragmento teria empurrado uma das luas de Saturno, Quíron, para longe, tornando-a o menor planeta de nosso Sistema Solar. Em seguida, Phaeton Marduk teria causado a fragmentação do planeta Tiamat.

Segundo os autores, fragmentos de Tiamat formaram o cinturão de asteroides que existe entre Júpiter e Marte, e uma de suas luas, Kingu, teria passado a orbitar o fragmento da supernova. Phaeton Marduk, então, se aproximou da Terra, perturbando a rotação de nosso planeta, porém nosso campo gravitacional teria despedaçado Kingu e seus pedaços caíram sobre a Terra. Todos esses distúrbios combinados teriam ocasionado o Grande Dilúvio. Phaeton Marduk também teria causado perturbações sobre Vênus, virando-o de cabeça para baixo e mudando a direção de sua rotação. Em seguida, o fragmento finalmente caiu no Sol.

Em seu livro, os autores apresentam informações que descrevem grandes extratos geológicos compostos por fragmentos de ossos e de plantas misturados, lagos cujos leitos lembram crateras que teriam se formado pelo impacto de grandes meteoritos, além de outras anomalias geológicas. Segundo Allan e Delair, “muitas pessoas viram grandes edifícios antediluvianos, navios e arcas, sistemas de irrigação, cerâmicas, utensílios metálicos e armamentos que foram mencionados nas tradições de vários povos que diziam que nada havia sido desenhado por eles”. E os autores, que datam o desastre do Phaeton em 11500 a.C., propõem a seguinte questão: “Há evidências sólidas de que essas criações existiam antes do desastre?” Sim, há várias.

Catástrofes seguidas

Para aqueles que apontam o final da Idade do Gelo como a causa dos cataclismos, a ideia de se levar em conta os repetidos impactos cósmicos e as resultantes convulsões causadas no planeta é imperativo. Assim como a provável deformação da superfície da Terra e a mudança dos continentes e oceanos por causa dos efeitos do dilúvio — a consequência foi a alteração na inclinação do eixo terrestre desencadeada pela passagem do Phaeton. Já os detratores destas ideias, céticos, não levam em conta a probabilidade de que as pessoas remanescentes das catástrofes, vindas de culturas desconhecidas, ajudaram na subsequente recuperação da sociedade humana para a elaboração de suas críticas.

Em Timeu, um de seus famosos Diálogos, Platão registra uma discussão entre o estadista grego Sólon e um sacerdote do Egito a respeito deste debate. Diz o registro: “Vocês, gregos, não têm crenças enraizadas na velha tradição e nem um conhecimento amadurecido pela idade. E a razão é essa. Houve, e ainda haverá, muitas calamidades diferentes para destruir a humanidade, as maiores delas por fogo ou água e as menores por vários outros meios. Vocês se lembram de apenas um dilúvio, quando na verdade foram muitos”.

Crédito: UNIVERSITY OF ARIZONA

Há imensas crateras em nosso planeta, resultado de colisões de corpos celestes. Foi assim que a Terra teve seu cataclismo ancestral,
acabando a vida

Quais poderiam ser as calamidades às quais o sacerdote egípcio se referia? Há muitas evidências vindas de várias disciplinas científicas demonstrando que um massivo objeto cósmico, provavelmente oriundo de uma supernova, passou nas proximidades da Terra no ano de 9500 a.C. Esse evento teria causado um cataclismo mundial de imensas proporções, incluindo uma dramática mudança na superfície do planeta, poderosas atividades vulcânicas, megatsunamis, submersão de massas de terra em algumas regiões e a extinção massiva de animais e de seres humanos.

Aproximadamente 2.000 anos depois, por volta de 7640 a.C., um cometa entrou na órbita terrestre. Dessa vez, entretanto, de modo diferente do que havia acontecido quando da passagem do artefato celeste de 9500 a.C., o cometa entrou em nossa atmosfera, partiu-se em sete pedaços e impactou nossos oceanos. Mitos antigos, vindos de várias partes da Europa e do Oriente, falam sobre esse evento tratando de uma nova e brilhante estrela que caiu na Terra na forma de sete “montanhas flamejantes”, elevando o nível dos oceanos com imensas ondas que engolfaram as terras. Depois disso, o verão se foi e chegou um longo, frio e escuro inverno, que durou por vários anos.

Dizimação humana mundial

Em apoio a esses contos mitológicos, é importante mencionar que muitas das altas montanhas da Inglaterra, Escócia e Irlanda estão cheias de bancos de areia e cascalho fino, contendo conchas marítimas depositadas ali em um passado recente. A geologia também nos oferece irrefutáveis evidências de que, por duas vezes no passado — uma em 7640 a.C. e outra em 3100 a.C. —, houve uma reversão completa dos polos magnéticos do planeta, ambas causadas por uma influência externa, muito provavelmente por um cometa.

As estimativas da dizimação humana mundial ocasionada por esses dois eventos alcançam as taxas de 50% a 60%, provavelmente porque a maioria das pessoas da época vivia em áreas costeiras quando ocorreram os primeiros impactos. Portanto, a dizimação humana proveniente da combinação da passagem de um objeto cósmico em 9500 a.C. e do impacto de um cometa em 7640 a.C. teria diminuído significantemente a população humana pelos próximos 4.000 anos. Esse é um dado crucial a se considerar, pois explica porque os arqueólogos há muito tempo se sentem surpresos pela escassez de restos humanos no período compreendido e entre aquelas datas — e, mais importante ainda, pelo súbito aparecimento das civilizações altamente desenvolvidas da Europa Megalítica e do Egito Dinástico, por volta de 3100 a.C.

Há muitas evidências vindas de várias disciplinas científicas demonstrando que um massivo objeto cósmico, provavelmente oriundo de uma supernova, passou nas proximidades da Terra no ano de 9500 a.C . Esse evento teria causado um cataclismo mundial

Exatamente o que aconteceu ainda não está claro, mas esse foi o evento que precipitou o que Kenneth Tankersley, professor assistente de antropologia da Universidade de Cincinnati, chama de o “último suspiro da Idade do Gelo”. Diz Tankersley: “Imagine viver em uma época na qual, ao olhar para fora de casa, você vê elefantes caminhando pela cidade. Mais tarde, quando você já está mais velho, todos os elefantes desapareceram. Isso aconteceu durante a duração de uma vida. Foi tudo muito rápido”.

O cientista explicou que, embora o impacto cósmico tenha produzido um efeito mortal e imediato, os efeitos de longo prazo foram ainda mais devastadores. Na esteira do cataclismo, gases tóxicos envenenaram o ar e nublaram o céu, fazendo as temperaturas caírem. A instabilidade climática foi um desafio para plantas e animais, e apenas aqueles que conseguiram se adaptar às novas condições climáticas sobreviveram. “O que quer que tenha sido o evento catastrófico que atingiu o planeta, não foi ele quem causou a grande extinção. Mas desencadeou as mudanças climáticas que causaram as extinções”, disse o pesquisador.

A estrela azul e o Olho de Rá

O físico Paul LaViolette escreveu um admirável livro chamado Earth Under Fire: Humanity’s Survival of the Ice Age [A Terra Sob Ataque: A Sobrevivência da Humanidade da Idade do Gelo. Bear & Company, 2005], que demonstra como mitos e lendas ancestrais preservaram o registro acurado de uma era perdida da história humana e como as antigas histórias não são, de forma alguma, fantasias das culturas passadas.

Movido pela descrição de um alerta ancestral escondido na história das constelações zodiacais, LaViolette trabalhou com informações vindas de várias fontes científicas, incluindo observações astronômicas, medições de núcleos de camadas de gelo e outros dados geológicos, para confirmar que o núcleo de nossa galáxia explodiu, liberando uma avalanche de raios cósmicos que chegaram até a Terra no final da Idade do Gelo. Essa avalanche envolveu o Sistema Solar em uma espécie de neblina — o que levou a grandes períodos de escuridão, frio congelante, tempestades solares severas, calor lancinante e inundações colossais, que amaldiçoaram a humanidade por diversas gerações.

Crédito: HUBBLE OBSERVATORY

Praticamente todas as teorias sobre uma catástrofe ancestral em nosso planeta têm como elemento central a colisão
da Terra com corpos celestes

Unindo seus achados científicos a detalhes preservados em mitos e monumentos da Antiguidade, LaViolette demonstrou como as civilizações passadas registraram com precisão a causa desses eventos apocalípticos, baseando-se em sua tese de doutorado, de 1983, sobre ondas galácticas. De acordo com o autor, as explosões nos núcleos galácticos ocorrem a cada 13.000 a 26.000 anos, quando se tratam de grandes explosões, e em períodos menores para eventos menos massivos. Observações astronômicas e dados geológicos revelam que uma superonda proveniente da explosão do núcleo da Via Láctea impactou nosso Sistema Solar entre 16.000 e 11.000 anos atrás. Dados recentes e mais acurados dizem que superondas intensas provavelmente ocorrem a cada 12.900 anos, o que é a metade dos 25.800 anos do ciclo de precessão da Terra.

Outra premissa fundamental do livro de LaViolette é a de que essas grandes ondas galácticas já foram registradas e, ao menos parcialmente, entendidas como agentes de destruição. Em tais ocasiões, o centro na Vila Láctea teria se acendido como uma grande estrela azul suficientemente brilhante para ser vista à luz do dia — e poderia ter levado a nomes como, por exemplo, a Estrela Azul Kachina, da etnia Hopi ou ao Olho de Rá, no Egito. Em meu livro Cataclismo, já citado, exploro e explico minuciosamente essas e outras teorias e estudos.

Peru e Bolívia

As civilizações do Peru e da Bolívia surgiram mais tarde do que aquelas do Egito e Oriente Médio. A Cultura Tiwanaku, por exemplo, que habitou uma área de mesmo nome na margem sul do Lago Titicaca, foi a maior e mais famosa civilização da Bolívia. A área parece ter sido habitada desde 1500 a.C., mas apenas por volta do ano 400 de nossa era uma nação começou a se desenvolver na bacia no lago. Uma capital foi construída em Tiwanaku, local que atualmente é um sítio arqueológico aguardando futuras escavações. As primeiras estimativas calcularam que a cidade cobria uma área de 6,5 km2, com uma população entre 15 e 30 mil pessoas.

Imagens de satélite obtidas desde o final do século XX, entretanto, têm forçado os pesquisadores a aumentarem dramaticamente suas estimativas em relação à população da cidade — eles descobriram que os extensos sulcos agrícolas existentes na área, chamados de suka kollos, tinham tamanho suficiente para suprir uma população de 285 mil a 1,4 milhão de pessoas. Tiwanaku continuou a crescer absorvendo outras culturas até o ano de 950, quando houve uma grande mudança no clima, o que é típico naquela região, forçando a população a partir.

No Peru, apesar de ter havido muitos povos com relativa sofisticação, nenhum chegou perto da fama e do nível de desenvolvimento da Cultura Inca. Antes de os incas existirem como uma civilização coesa — e há quem diga que eram descendentes do povo de Tiwanaku —, havia os wari, um povo muito organizado que vivia nos Andes e nas costas do Peru. Eles floresceram entre os anos 600 a 1000 de nossa era, centralizados em uma cidade também chamada Wari próxima à atual Ayacucho. Foram eles que criaram novos campos de cultivo utilizando a tecnologia de terraços feitos nas montanhas e investiram na construção de uma imensa rede de estradas. Séculos mais tarde, quando os incas começaram a expandir seus domínios, eles utilizaram ambas as inovações.

O núcleo da galáxia explodiu liberando uma avalanche de raios cósmicos que chegaram até a Terra no final da Idade do Gelo. Essa avalanche envolveu o Sistema Solar em uma espécie de neblina — o que levou a grandes períodos de escuridão, frio e tempestades solares severas

Quando viajamos pelo interior do Peru e da Bolívia, encontramos muitos sítios arqueológicos não explorados e desconhecidos pelos turistas. São ruínas e restos de construções fabulosas megalíticas, cuja aparência original só podemos imaginar, que possuem tamanhos absolutamente impressionantes. Por todo o Peru, um país essencialmente carregado de história, existem ruínas que nos fazem pensar que um grande cataclismo varreu aquelas terras, destruindo e revirando toneladas de rochas.

Ainda é possível encontrarmos muitos dos espetaculares trabalhos feitos em pedra em Tiwanaku e em Coricancha, erguidos sem o uso de qualquer tipo de argamassa ou liga — eles foram construídos apenas com pedras que se encaixam com uma precisão impressionante. No jogo de ferramentas dos incas, conforme nos informam os registros arqueológicos, foram encontrados cinzéis de cobre e bronze, instrumentos de medição feitos em madeira e martelos com pontas de pedra. Arqueólogos afirmam que essas ferramentas foram as responsáveis pelo refinado trabalho artesanal visto em Cusco e em outras áreas. Entretanto, os tipos de pedra usados — andesito, granito e basalto — são mais duros do que as ferramentas e, portanto, não poderiam ser responsáveis pelo trabalho.

Blocos megalíticos gigantes

O mesmo se aplica a Tiwanaku e ao sítio de Puma Punku. Blocos megalíticos gigantes, feitos em arenito e com superfícies esculpidas, são encontrados em ambos os locais. Mas o verdadeiro enigma são os cortes e moldagens feitos no andesito e no basalto, ambos muito mais duros do que o arenito, com uma precisão tão perfeita que deixa pasmos os especialistas que dizem que tal trabalho não poderia ser realizado sem a tecnologia do século XX.

Em Cataclismo há dezenas de exemplos e de fotos ilustrativas, mas aqui gostaria de destacar uma evidência que arqueólogos e outros acadêmicos se recusam a aceitar, e que é óbvia mesmo para o mais distraído dos observadores. Como dissemos antes, quanto mais antigas as construções, mas perfeitas elas são. Estamos falando do centro do mundo inca, Coricancha — que significa Quintal dos Deuses —, cidade que foi convertida em uma igreja católica assim que os espanhóis chegaram a Cusco.

Ali nós vemos evidências de uma técnica muito avançada de construção em pedra, claramente muito além da capacidade dos incas. A maior parte do trabalho de Coricancha, talvez a mais fina e sofisticada demonstração desse tipo de operação em todas as Américas, foi feita em blocos de basalto que vieram de uma pedreira a 50 km do local — em alguns trechos, o muro tem um metro de espessura e o contato entre as pedras não apresenta falhas desde a parte interna até a externa, coisa que, segundo especialistas, é quase impossível de se conseguir sem uma moderna tecnologia.

Crédito: INKA TOURS

A Porta do Sol, em Tiwanaku, é um exuberante exemplo de arquitetura com pedras trabalhadas de forma desconhecida

É óbvio que os incas não podiam ter feito algo assim com ferramentas de cobre. Além disso, o primeiro mapa topográfico de Cusco, elaborado logo após a invasão espanhola à cidade, mostra as construções incas indicadas por uma linha fina, enquanto as construções megalíticas ganharam linhas mais grossas. O que o mapa aponta, na opinião deste autor, é que os incas não encontraram Coricancha em boas condições, mas como uma estrutura demolida e que parecia ter sido atingida por um cataclismo, e aproveitaram as ruínas, tentando repará-las como puderam.

Visitando os inúmeros monumentos do Peru, salta aos olhos que os incas, por mais capazes e empreendedores que fossem, não tinham o conhecimento necessário para fazer trabalhos com a sofisticação que encontramos em sítios arqueológicos como Machu Picchu. Os próprios incas explicaram aos espanhóis que não tinham sido eles os construtores de muitos dos monumentos, mas por alguma razão os historiadores e arqueólogos preferem ignorar essa informação.

As areias do Egito

Creio que os incas encontraram as ruínas e decidiram aproveitá-las como base, construindo seus monumentos ao lado ou dando continuidade àquilo que já estava lá. Não é difícil de se ver isso, bastando comparar a qualidade da construção inca com a qualidade da construção em pedras — a diferença é brutal. E não apenas no Peru e na Bolívia. Encontramos o mesmo padrão do outro lado do mundo, no Egito e no Líbano.

A mais famosa civilização antiga estudada até hoje deve ser a egípcia, que começou a se aglutinar por volta de 3150 a.C. com a união do Alto e Baixo Reinos sob a coordenação de um mesmo faraó. A história do Antigo Egito inclui uma série de reinos estáveis separados por períodos de instabilidade, conhecidos como Períodos Intermediários — Antigo Reino, na Idade do Bronze Arcaica; Reino Médio, na Idade do Bronze Média; e o Novo Reino, na Idade do Bronze Recente.

Visitando os inúmeros monumentos do Peru, salta aos olhos que os incas, por mais capazes e empreendedores que fossem, não tinham o conhecimento necessário para fazer trabalhos com a sofisticação que encontramos em locais como Machu Picchu

É importante observar que foi durante esses três famosos reinos, todos pertencentes à Idade do Bronze, que a maioria dos estudiosos acredita que as pirâmides e a Esfinge foram feitas. Mais especificamente, teoriza-se que essas grandes obras foram erguidas durante o Antigo Reino, que durou entre 2686 a.C. e 2181 a.C. Entretanto, embora a própria Esfinge — e boa parte das pirâmides de Gizé — sejam feitas de calcário, granito rosa e outras rochas mais duras foram usadas em suas partes internas e em alguns casos, para revestir os degraus. Isso significa que a cultura do Antigo Egito, assim como aconteceu no Peru e na Bolívia, fosse capaz de trabalhar, com precisão, rochas de grande dureza como o granito, o basalto e o diorito, antes da Idade do Ferro.

Durante o Novo Reino e no Terceiro Período Intermediário praticamente não houve produção local de ferro no Egito. Porém, por volta de 700 a.C., os jônios começaram a se instalar na região do delta do Rio Nilo e aparentemente levaram consigo a técnica para trabalhar o ferro. As cidades de Náucrates e Defenneh se tornaram os grandes centros produtores de ferramentas de ferro do Egito. O que isso nos diz é que o ferro, o aço e os materiais ainda mais resistentes que usamos atualmente para cortar e moldar o granito, não eram de uso comum no país até pelo menos 1.500 anos após a construção das pirâmides e da Esfinge — e tanto no Peru quanto na Bolívia o ferro e o aço não eram sequer conhecidos até a chegada dos espanhóis, no século XVI.

Ferramentas mais elaboradas

O mais impressionante é que se o leitor souber onde procurar, vai descobrir que existem evidências de que ferramentas muito mais elaboradas foram usadas na construção dos monumentos, mas como isso não se encaixa nos paradigmas das teorias científicas atuais, as evidências são ignoradas. Tivemos, em quatro ocasiões, a oportunidade de ver amplas evidências da existência de marcas feitas por ferramentas complexas em superfícies de granito, basalto e de outras pedras mais macias, na área de Gizé e em outros sítios menos conhecidos. As ferramentas mais óbvias que foram usadas e deixaram marcas são as serras circulares e as brocas, embora furadeiras e outras formas de tecnologia de corte possam ter sido também utilizadas.

E não são apenas as pirâmides, a Esfinge e os templos que assombram por sua perfeição: os museus egípcios também estão repletos de peças que visivelmente excedem a capacidade técnica de seus supostos autores. Logo na entrada do Museu Egípcio de Antiguidades vemos duas grandes caixas de granito grandes o suficiente para conterem vários sarcófagos de madeira, provenientes de diferentes épocas. A menor delas pertence ao Período Dinástico, como mostram as inscrições antigas que existem nos lados interno e externo da peça; e a caixa maior, de muito melhor qualidade, está rotulada como sendo pré-dinástica. Não há nela, ou em sua tampa, quaisquer inscrições que possam identificar sua origem, mas salta aos olhos que quem quer que a tenha feito, era melhor no ofício do que os trabalhadores dinásticos.

Eram extraterrestres?

No primeiro piso do museu, em uma sala de canto, há uma caixa não terminada também do Período Dinástico, na qual alguém tentou cortar uma grande laje no fundo, provavelmente para servir como tampa daquela. As serras que foram usadas para fazer o corte parecem ter saído de curso, fazendo metade da laje se romper. Podemos ver claramente que duas serras circulares foram usadas no trabalho, uma vinda de cima e outra de baixo — elas não estavam perfeitamente alinhadas, mas cortaram o granito com muita eficiência. Como a Dinastia Egípcia teve na maior parte de sua existência apenas ferramentas de bronze, e não há qualquer evidência de que dispusessem de serras circulares, os egípcios simplesmente não podiam ter feito o que vimos na caixa de granito. No entanto, a caixa existe e está exposta para quem quiser ver.

Crédito: RAFAEL AMORIM

Figuras de grandes estaturas, conhecidas como anunnaki, estão na mitologia suméria e outras. O termo significa “aquele que dos céus vieram à Terra”

Provavelmente o mais estranho — e inexplicável — artefato em exposição no museu é aquele que ficou conhecido como “disco de xisto”, um objeto circular de pedra com três lóbulos, cuja etiqueta no museu diz que poderia ser um “vaso para flores de lótus”. Entretanto, qualquer pessoa que tenha um mínimo de senso de engenharia e funcionalidade descarta essa ideia. A peça parece muito mais ser parte de algum dispositivo giratório. O artefato foi desenterrado em 1936 em um platô no limite norte de Saqqara, a aproximadamente 1,7 km da pirâmide de degraus de Djoser.

A descoberta do misterioso disco, que muitos consideram ser algum tipo de mecanismo, foi feita na chamada Mastaba de Sabu, datada entre 3100 a.C. e 3000 a.C. pelo famoso egiptólogo britânico Walter Bryan Emery. Sabu era filho do faraó Aneddzhiba, quinto governante da Primeira Dinastia e um alto oficial ou administrador de uma cidade ou província possivelmente chamada “Estrela da Família de Horus”. A câmara mortuária de Sabu não tinha escadas e sua superestrutura estava completamente preenchida com areia e vasos de pedra, facas de sílex, flechas, algumas ferramentas de cobre e uma bacia de xisto quebrada. O número de vasos chega à casa dos 10 mil e há quem avalie em mais de 40 mil artefatos, alguns deles parecendo ter sido feitos em tornos. Mas como?

Maquinário muito avançado

Há ainda inúmeras peças e espalhadas pelo museu que, por óbvio, não foram feitos pelos antigos egípcios, a não ser que eles dispusessem de eletricidade e maquinário muito avançado, o que não era o caso. Mais uma vez batemos na mesma tecla: a de que alguém com muito mais conhecimento e muito tempo antes dos egípcios, peruanos e bolivianos antigos construiu uma sociedade extremamente avançada em nosso planeta. Mas isso antes ou depois do cataclismo que destruiu a história humana?

Muitos pesquisadores acreditam que todos esses indícios mostram que extraterrestres estiveram em nosso planeta e que foram eles os responsáveis por trazerem tecnologias avançadas, muito acima daquelas conhecidas e usadas pelos humanos de então. Isso é possível, claro, e o Egito, como mostramos em Cataclismo, está repleto de exemplos de estátuas e construções extremamente sofisticadas que fogem muito daquilo que se poderia esperar para o período.

Acredita-se que nosso planeta viu uma cultura global ou várias regionais que foram, em muitos aspectos, superiores a nós — não apenas em termos de uso de tecnologias e maquinários, mas em engenharia e conhecimentos geológicos. Um exemplo disso são os muros feitos de pedra que vemos no Peru, Bolívia e também no Egito, cujo estranho encaixe dos blocos os manteve em pé mesmo após tantos milênios e terremotos. Nós não sabemos como fazer isso, nós não entendemos o planeta da mesma forma.

Extraterrestres teriam tal tecnologia e podem, é claro, ter ajudado a criar essas avançadas culturas. Se pensarmos que os indivíduos que sobreviveram ao cataclismo foram aqueles que ajudaram a refazer a civilização, é de se esperar que tenham passado adiante sua cultura, suas crenças, visão de mundo e princípios. É possível até que as pessoas remanescentes tenham tido contato com povos das estrelas e que todas as histórias que conhecemos sobre deuses descendo dos céus para ensinar aos humanos tenham sua origem antes do grande cataclismo.

Ir além do estabelecido

É claro que nada disso é aceito pela arqueologia ou pela história, mas para descobrirmos a verdade muitas vezes é preciso ir além do estabelecido e consultar outras fontes. E nesse sentido temos muitos mitos e lendas vindos da Índia, narrando como, após salvar os habitantes de sua cidade, os deuses deixaram a Terra por causa de uma grande inundação que destruiu suas cidades. O interessante, além das histórias em si, é a época à qual elas se referem. Segundo os estudiosos dos textos sagrados hindus, o grande cataclismo e a partida dos deuses teriam acontecido há cerca de 12.000 anos, coincidindo com os estudos científicos e outras lendas espalhadas pelo mundo. Exatamente o que aconteceu, ninguém sabe explicar, mas as histórias deixam claro que foi algo próximo a um apocalipse.

Por todos os lados onde procurarmos veremos um trabalho sofisticado em rochas de proporções gigantescas, muito além da capacidade de fabricação de seus supostos autores. Ao olharmos para as lajes de Baalbeck, não há como não pensarmos em gigantes

Histórias vindas da Suméria também falam sobre os deuses partindo devido a uma catástrofe global, mas retornando logo que o perigo se foi. Para alguns estudiosos, os textos sumérios afirmam que a grande inundação foi uma tentativa dos deuses anunnaki de riscar do mapa a civilização terrestre, uma vez que eles aparentemente não resistiam aos apelos carnais dos humanos. Então, por esse ângulo, a destruição do planeta foi mesmo um castigo dos deuses. Outro ponto significativo e que chama muito a atenção quando nos dedicamos a olhar para as evidências existentes diz respeito ao tamanho das construções — todas elas são enormes.

Monumento no Líbano

Talvez o mais impressionante exemplo da grandiosidade das construções ancestrais esteja em um sítio arqueológico situado no Líbano, em uma cidade atualmente conhecida pelo nome de Baalbeck. O local tem algumas das mais bem preservadas ruínas romanas do país, incluindo um dos maiores templos do império. Os deuses adorados ali — Júpiter, Vênus e Baco — eram equivalentes às divindades cananeias de Hadad, Atargatis e de um outro jovem deus da fertilidade. Influências locais podem ser vistas no planejamento e na aparência dos templos, que diferem um pouco do desenho romano clássico.

A região é um invejável pedaço de terra fértil e bem irrigada nas proximidades da rota que ligava a cidade fenícia de Tiro, no Líbano, à cidade de Palmira, na Síria, e tudo isso deve ter feito do local uma área próspera nos tempos antigos. Após a conquista da Pérsia por Alexandre, o Grande, em 330 a.C., Baalbeck, sob seu nome helênico de Heliópolis, passou a fazer parte do Reino dos Diadocos do Egito e Síria, mais tarde anexado pelos romanos em suas guerras orientais.

Nessa região repleta de história se encontram os maiores blocos de calcário já usados em uma construção. Eles fazem parte de algumas das fundações dos prédios romanos e seu peso, em estimativa conservadora, varia entre 800 e 1.200 toneladas. Porém, a ideia de que os romanos escolheram fazer construções nessa escala apenas para impressionar os habitantes locais é absolutamente ridícula. Em nenhum outro lugar do mundo romano há evidências de blocos colossais como os de Baalbeck, e podemos concluir que já estivessem lá quando os romanos chegaram e eles os usaram como fundação.

O grupo das três gigantescas pedras horizontais que fazem parte do pódio do Templo de Júpiter é chamado de Triliton. Cada uma daquelas pedras tem 21,3 m de comprimento, 4,2 m de altura, 3,2 m de espessura e pesa 800 toneladas — são os maiores blocos de construção já usados pela humanidade em todos os tempos e em qualquer lugar do mundo. A camada de rochas que dá suporte aos blocos é formada por uma série de pedras que pesam 350 toneladas cada e têm 10,6 m de largura.

Desafio às explicações oficiais

Como já se disse, é claro que os romanos não cortaram e moveram aquelas lajes colossais apenas para servirem de fundação para um templo. Mas o fato é que alguém as moveu. As pedras não nasceram ali, elas vieram de uma pedreira a 1,5 km do templo, onde, por sinal, existem outras duas imensas lajes de uma tonelada cada, que por alguma razão permaneceram na pedreira.

Mais uma vez vemos um trabalho sofisticado em rochas de proporções gigantescas, muito além da capacidade de fabricação de seus supostos autores. Ao olharmos para as lajes de Baalbeck, não há como não pensarmos em gigantes. E ao fazermos isso nos corre a figura dos anunnaki. Teriam sido eles os responsáveis por tal proeza arquitetônica? Há uma teoria que afirma que aquelas imensas pranchas de pedra teriam servido, em passado remotíssimo, como local de pouso e decolagem para pequenas naves, por isso são tão grandes e espessas.

Há ainda muitos outros exemplos que desafiam todas as explicações oficiais sobre como se deu a evolução de Há ainda muitos outros exemplos que desafiam todas as explicações oficiais sobre como se deu a evolução de nossa civilização. Nossa intenção é levantar a possibilidade de que outros seres, muito mais evoluídos e tecnológicos do que somos atualmente, já tenham habitado a Terra, e que tudo o que conhecemos é apenas uma parte da história real. Quem foram essas pessoas e como era seu mundo, só podemos adivinhar pelo pouco que sobrou dele, mas talvez consigamos descobrir outras evidências se não fecharmos nossas mentes.


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Brien Foerster

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