ARTIGO

Novas revelações agitaram Varginha

Por A. J. Gevaerd | Edição 102 | 01 de Agosto de 2004

Dr. Cesário L. Furtado, cardiologista de Varginha que atendeu o policial militar falecido após a captura de um ser alienígena
Créditos: ubirajara rodrigues

Novas revelações agitaram Varginha

um dos fatos mais graves que envolvem a seqüência de ocorrências do Caso Varginha – e dos mais lamentáveis – foi a morte, em 15 de fevereiro de 1996, do cabo Marco Eli Chereze, então com 23 anos. Como se sabe, ele foi um dos policiais do serviço de inteligência da Polícia Militar (P2) que participaram da captura da segunda criatura, ocorrida na noite de 20 de janeiro de 1996. A descoberta de sua morte surgiu logo nos primeiros meses das investigações, a partir de outras fontes, as quais informaram que um policial havia falecido de infecção generalizada após ter tido contato direto com o alienígena. Devido à gravidade da situação, o assunto foi tratado com todo o cuidado pelos pesquisadores envolvidos na investigação, enquanto o advogado e consultor da Revista Ufo – Ubirajara Rodrigues – buscava mais informações.

Rodrigues conseguiu confirmar num cartório do município que um policial havia realmente falecido pouco tempo depois da captura das criaturas. O ufólogo obteve até mesmo uma cópia do registro de óbito e, através das informações nele constantes, pôde localizar a família do rapaz. A mesma testemunha que alertara os investigadores quanto ao falecimento de Chereze relatou também que a criatura, no momento de sua captura, teria esboçado uma leve reação, forçando o policial a tocar sem luvas o seu braço esquerdo. Para alguns de seus companheiros, ele havia sido contaminado de alguma maneira.

A família de Marco Eli Chereze conseguiu abrir um inquérito na delegacia local para apurar eventuais responsabilidades médicas que teriam levado à sua morte. Na época, ele pareceu fadado ao fracasso, mas está em andamento até hoje. Os parentes fizeram isso porque, poucos dias após 20 de janeiro, surgira um pequeno tumor semelhante a um furúnculo numa das axilas de Chereze. O tumor – sabia-se até então – teria sido extraído rapidamente nas dependências do quartel onde servia, pelo médico de plantão. Hoje sabemos que não. Mas o que mais chamou a atenção da família do rapaz foi a falta de informações sobre seu estado de saúde e, depois, sobre sua trágica morte. Mesmo meses depois de enterrado, ninguém sabia exatamente os motivos de seu óbito.

Necrópsia Negada — O próprio delegado de Varginha que presidiu o inquérito, apesar de sua insistência perante à corporação policial em que Chereze servia, não conseguiu ter acesso à necrópsia do soldado. A sonegação de informações sobre tal fato foi simplesmente um desrespeito à família e às leis da Nação. E pior, tal desrespeito estava sendo cometido pela Polícia Militar, em detrimento de seu bom nome. Foi somente quando o Caso Varginha completou um ano, em 20 de janeiro de 1997, tendo o acobertamento dos fatos sido denunciado pública e insistentemente pelos ufólogos e pela imprensa, que as coisas começaram a mudar.

Se analisarmos a maneira como as coisas aconteceram, não encontraremos uma explicação clara para a morte de Marco Eli Cherenze. Será que ele teria adquirido nesse contato [Com o ET] alguma coisa que acabou com sua resistência de forma tão rápida
- Dr. Cesário L. Furtado

Entre os fatos mais alarmantes apontados pelos investigadores estava, justamente, a omissão de informações sobre o falecimento de Chereze – a peça mais importante do quebra-cabeça do Caso Varginha. Assim, em meio a uma reunião com a imprensa, na data do primeiro aniversário do episódio, os pesquisadores fizeram suas denúncias e conseguiram que a família, o delegado e a imprensa tivessem acesso ao laudo da necrópsia. Segundo seu conteúdo, Marco Eli Chereze morreu de uma infecção generalizada. O policial teria chegado em casa numa certa noite, após a captura da criatura, sentindo fortes dores nas costas. Após a extirpação do tumor, ele passaria a apresentar um processo gradativo de paralisia e febre que, agravado, forçou sua ida ao Hospital Bom Pastor – onde ficou internado e praticamente isolado da família, por vários dias.

Os familiares do policial – em especial sua irmã Marta Antônia Tavares, que ia com mais freqüência ao hospital – não conseguiam entrar em contato com ele e tinham dificuldade de encontrar até mesmo o médico responsável pelo tratamento, e muito menos descobrir qual era sua doença. Poucos dias depois de sua internação, o policial foi finalmente transferido para o Hospital Regional do Sul de Minas, também em Varginha, exatamente o mesmo para onde ele próprio teria levado, na noite de 20 de janeiro, a criatura que capturou. Chereze foi transferido diretamente para o Centro de Tratamento Intensivo da instituição e atendido pelo médico que agora vem a público. Lá ele faleceu exatamente às 11h00 de 15 de fevereiro – 26 dias após seu envolvimento com o ser extraterrestre.

“Apesar de terem sido feitos todos os testes e possíveis exames na busca de um diagnóstico, ele não foi conseguido a tempo”, declarou o delegado que presidia o inquérito, em seu relatório ao juiz da Comarca. Simplesmente, descobriu-se na época, os médicos que trataram de Chereze não sabiam sequer como combater a doença que ele tinha. Após a morte do rapaz ter sido divulgada à imprensa presente na reunião de janeiro de 1997, o comando da Polícia Militar de Minas Gerais desmentiu imediatamente os fatos – inclusive que Chereze estivesse de serviço na noite de 20 de janeiro. Ora, para manter uma história sem fundamento, as autoridades criaram outra maior ainda.

A família de Marco Eli Chereze declarou que o policial estava trabalhando naquela noite sim. E não só ele morreu em decorrência de suas atividades profissionais, ao ter entrado em contato com um alienígena, mas a tal criatura que ele capturou também faleceu após o encontro – e bem mais rápido que Chereze. “Parece claro que a morte do policial acabou transformando-se na peça menos controlável e mais perigosa do processo de acobertamento imposto pelos militares da ESA e do Exército brasileiro”, definiu o co-editor de Ufo, Marco Petit, que participou ativamente das investigações.

crédito: Revista Vigília
Policial falecido Marco Eli Chereze
Policial falecido Marco Eli Chereze

Documento Marcante — Hoje, isso tudo se confirma e se agrava. Num esforço fora do comum para um pesquisador de Ufologia, certamente movido pelo desejo incontrolável de ver a verdade ser conhecida de todos, e a um custo pessoal e profissional considerável, o advogado varginhense Ubirajara Rodrigues, que descobriu o Caso Varginha e alertou a imprensa, passando então a chefiar a maior operação civil de investigação ufológica de que se tem notícia, nos apresenta novas e inquietantes revelações. Ele já o fez em nossa edição 100, relatando dados sobre a análise de um dos ETs no Hospital Regional, e agora volta à tona fornecendo com exclusividade à Revista Ufo o resultado da entrevista que fez com ninguém menos que o médico que atendeu Marco Eli Chereze.

O texto a seguir é a íntegra da entrevista que fez nosso consultor com o doutor Cesário Lincoln Furtado, cardiologista e perito judicial. O doutor Furtado atua em Varginha desde 1981 e somente concordou em receber Rodrigues porque nosso enviado foi muito insistente em sua solicitação – mas aceitou fazê-lo com a condição de que nada fosse alterado, evidentemente. Assim, a entrevista está permeada de termos técnicos, que estão mantidos praticamente no mesmo formato que o fornecido pelo entrevistado. Afinal, mais do que um relato, esse material é um documento de extremo significado. O médico disse apreciar a Ufologia, que conhece a Ufo e reconhece sua seriedade, o que ajudou no processo de seu convencimento.

A Ufologia Brasileira tem uma dívida muito grande com Ubirajara Rodrigues, por ter ele sido o grande responsável por quase tudo que se sabe sobre um dos mais extraordinários casos ufológicos de todos os tempos, superior ainda ao festejado Caso Roswell. E tal dívida aumenta a cada dia, com a rotina persistente que o advogado mantém em suas diligências em torno do Caso Varginha.

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Sobre o Autor

A. J. Gevaerd

A. J. Gevaerd nasceu em Maringá (PR), em 1962, e foi professor de química até 1986, quando abandonou a profissão para se dedicar exclusivamente à Ufologia. Em 1983, fundou o Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV), a maior entidade do gênero em todo o mundo, com mais de 3.000 associados. Em 1985, Gevaerd fundou a Revista UFO, única publicação sobre Ufologia no país, com 25 anos de existência, e a mais antiga em circulação em todo o mundo. O editor interessou-se por Ufologia ainda muito jovem, com 11 anos, ouvindo histórias de observação de naves e contatos com seres extraterrestres, e começou suas atividades na Ufologia imediatamente, fazendo suas primeiras investigações e vigílias. Fez sua primeira palestra sobre UFOs no colégio em que estudava, aos 15 anos, e de lá para cá realizou mais de 2.000 em todo o Brasil. A partir de 1989, começou a se apresentar também no exterior, tendo realizado pesquisas e mais de 600 palestras em 54 países. É diretor no país, desde 1986, da Mutual UFO Network (MUFON), e, desde 1991, do Annual International UFO Congress, um dos eventos de Ufologia mais concorridos da atualidade. Foi um dos idealizadores da campanha pioneira UFOs: Liberdade de Informação Já, lançada em 2004 pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual é coordenador. O pesquisador tem participação ativa em praticamente todos os círculos mundiais onde o Fenômeno UFO é tratado com seriedade, participando de eventos, debates, programas, campanhas etc.

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