ARTIGO

Novas evidências confirmam abdução no interior da Bahia

Por Alberto Romero | Edição 46 | 01 de Outubro de 1996

Alberto Romero, presidente do Grupo de Pesquisas Aeroespaciais Zênite (GPAZ)
Créditos: Arquivo UFO

Novas evidências confirmam abdução no interior da Bahia

Concomitantemente à série de aparições de luzes na região de Conceição do Almeida (BA), a 161 km de Salvador, conforme matéria publicada em UFO 44, existe a possibilidade de termos descoberto uma provável abdução. Quando visitamos essa cidade pela primeira vez, o doutor Damião – morador que viu luzes na estrada – contounos que um paciente seu havialhe confidenciado que estava preocupado por causa de uma aparente desaparição de tempo em sua memória. Isso aconteceu após ter sido seguido por algo semelhante a uma estrela na estrada.

Na manhã do dia seguinte, fomos à residência do senhor M. N. (as iniciais foram substituídas a pedido da testemunha). Este senhor contounos que ele e sua esposa foram seguidos ostensivamente por uma luz que foi descrita como a Estrela Dalva, quando regressavam à cidade, vindos da fazenda à noite. A luz os acompanhou por vários quilômetros e, segundo seu testemunho, parava e se movia de acordo com o movimento do seu carro. O senhor M. N. ficou muito curioso em relação àquela “companhia” inusitada. Tanto que, quando se aproximava da cidade, perto de uma estação rodoviária desativada, decidiu estacionar para observar melhor a luz que, naquele momento, parecia pairar sobre uma fazenda localizada a menos de 500 metros.

Como sua esposa se negou a ficar no estacionamento da rodoviária, o senhor M. N. levou a à sua casa, que fica a menos de um quilômetro daquele local, e retornou logo em seguida. Quando chegou, constatou que a estrela tinha se deslocado um pouco mais adiante e parecia que havia pousado em um terreno. M. N. saltou do carro mas sentiu medo e retornou ao veículo imediatamente. Ao perguntarlhe quanto tempo permanecera fora de casa, dissenos que “não mais que dez minutos”. Porém, acrescentou “...mas minha esposa diz que foi mais de uma hora e meia”. Alegando que a esposa havia provado a ele o que afirmara, disse que, após deixála em casa, ela olhou as crianças que estavam dormindo, bebeu água, tomou banho, trocou de roupa e se deitou. “Quando eu voltei, já fazia um bom tempo que ela estava dormindo”, completa.

MARCA EM CORPO DE TESTEMUNHA COMPROVA FATO

Para não ser tão direto, perguntamos a ele se alguém de sua família já sofrera de sangramento noturno no nariz, ou se tinha aparecido uma marca recente de vacina. Foi então que M. N. ficou sem conseguir se controlar e nos mostrou uma marca estranha pouco acima do mamilo direito. Ao repuxar a pele próxima à marca, pudemos notar claramente um círculo de aproximadamente 2,5 cm de diâmetro, ostentando visíveis marcas como picadas de agulhas em volta do círculo. Em cada picada havia uma erupção como se tivessem pequenos grãos de arroz sob a pele. Embora a especialidade do doutor Damião não seja dermatologia, ele não tem explicação para essas marcas.

crédito: Arquivo UFO
Marca no peito do senhor M. N., em Conceição do Almeida (BA), após experiência com o Fenômeno UFO, ainda sob investigação
Marca no peito do senhor M. N., em Conceição do Almeida (BA), após experiência com o Fenômeno UFO, ainda sob investigação

No dia 8 de junho de 1996, regressamos a Conceição do Almeida com o intuito de nos aprofundarmos ainda mais sobre os detalhes da provável abdução. O doutor Damião nos contou um fato que ocorreu com o senhor M. N. e que pode ter muita relação com o caso de abdução. Numa certa noite, M. N. teve um sonho estranho em que revia o acontecimento vivido por ele. Dessa vez, descreveu a estrela como sendo um objeto de forma cônica, muito brilhante e semelhante a aço, porém não sabe de onde provinha seu brilho, já que não tinha visto luzes. Disse que parecia uma espécie de chapéu de festa. Segundo M. N., “ao chegar perto daquilo, pude perceber que o mesmo era pequeno como um chapéu”.

Esse objeto moviase lentamente, flutuando à sua frente. M. N. seguiuo até alcançálo e o colocou em sua cabeça, dizendo: “Agora vou poder entender o enigma”. A descrição de uma espécie de chapéu ou capacete existe em outros relatos de abdução ou encontros próximos. O caso mais significativo é, sem dúvida, o de Bianca sobre sua experiência a bordo da nave Karran. O tal capacete teria a função de tradutor – o que parece corresponder à frase de M. N. quando diz “... vou poder entender o enigma”. O fato de existir uma correspondência entre diversos casos com objetos afins, embora com ligeiras variações, pode demonstrar que os mesmos fazem parte de uma peça importante para o diálogo entre esses seres e nós.

“(...) Alguém disse que eles estavam na minha imaginação. Tinha gente que imaginava coisas impossíveis e outras imaginavam coisas que podem se concretizar. Quando eu quiser contatálos, deverei usar a imaginação”, continuou o senhor M. N. Isso seria um tipo de afirmação simplista para vidência, percepção extrasensorial, desdobramento, ou como queiram descrever o fato. Em nível consciente ou inconsciente, o senhor M. N. não pôde vêlos – ou não permitiram que os olhasse –, assim como em outros casos de abdução. Talvez tenha recebido uma ordem hipnótica para não lembrar esses detalhes.

Quando perguntamos a M. N. como era o dono da voz que explicoulhe isso, mudou de assunto. Para ele, seria muito mais simples dizer que não os tinha visto e que não sabia de onde vinha a voz. Talvez a explicação para tudo isso seja apenas telepatia, ou nada além de sonho. Em todo caso, uma batalha está sendo travada para tentarmos convencêlo a fazer uma regressão. Seja como for, em breve teremos a resposta. Enquanto isso, fatos ufológicos continuam ocorrendo por toda a Bahia e interior do Nordeste. Parece que essas são áreas de grande interesse para nossos visitantes, especialmente Mucugê.

Em decorrência dos acontecimentos nessa cidade, em 1994, declaramos ao repórter José Raimundo, da Rede Globo, que aqueles fatos estavam parecendo o início de uma grande onda de UFOs que, coincidentemente, parecia firmar as teses de seu aparecimento nas épocas em que o planeta Marte se aproxima mais da Terra. Essa proximidade máxima aconteceu em fevereiro de 1995. Os fatos de Conceição do Almeida, portanto, não são isolados, assim como o de várias outras localidades baianas, constantemente assediadas por UFOs, sondas e até extraterrestres.

As estatísticas nos falam de 500 casos no ano passado e, aproximadamente, 700 apenas no primeiro semestre de 1996. Segundo o Editorial da revista UFO Especial 13, “... o número de ocorrências ufológicas, somente nos últimos 12 meses, aumentou em 250%”. Em janeiro de 1995, deparamonos com um caso extremamente curioso, acontecido em Feira de Santana, a 120 km de Salvador [Editor: esse caso foi publicado na Revista UFO, edição 39]. Revisto à luz dos recentes acontecimentos de Varginha, pode passar a fazer sentido, muito além do que imaginamos na ocasião, assim como os episódios aparentemente isolados de Conceição do Almeida, em fevereiro deste ano.

ATIVIDADE UFOLÓGICA ALÉM DOS LIMITES DE NOSSO TERRITÓRIO

Temos uma informação de que os Estados Unidos teriam detectado o UFO que provavelmente caiu em Varginha, através de seus satélites espiões, tendo dado o alarme e colocado as autoridades brasileiras de prontidão. Este fato propiciou a rápida movimentação das tropas e dos esquemas de segurança, que “quase” conseguiram o êxito absoluto da operação. Nosso informante de Feira de Santana começou, às 8h da manhã, a telefonar para os jornalistas querendo saber quanto ganharia pela notícia da queda de um suposto UFO na região. Oras, qualquer helicóptero da Base Aérea de Salvador poderia chegar lá em menos de 35 minutos e, após tomar conta da situação, limpar a área.

Enquanto os serviços de segurança silenciavam ou coagiam as testemunhas com ameaças, também armavam a arapuca para os ufólogos. Isso aconteceu antes do meiodia, quando conseguimos, finalmente, falar ao telefone com o senhor M. N. De repente, as coisas começaram a se encaixar e o sentido de se tratar, efetivamente, de uma arapuca – que não funcionou – parecia ser mais coerente. Obviamente, os satélites americanos estão aqui nos controlando há muito tempo. Também neste caso, poderiam ter detectado (ou abatido) um UFO, sabendo exatamente onde ele caiu.

No livro Don Quixote de la Mancha, Cervantes coloca na boca de sua personagem uma frase que poderia se adaptar perfeitamente à atual conjuntura: “Os cachorros latem, Sancho. Sinal de que existimos...” Graças a Deus, além de existirem, os ufólogos estão mais atentos do que nunca e dispostos a não retroceder aos tempos das trevas, ante qualquer tipo de ameaças ou pressões. No caso de Conceição do Almeida, quando foi filmado um UFO visto por dezenas de testemunhas, o Observatório Astronômico de Feira de Santana, consultado sobre as imagens gravadas, menosprezou as mesmas, sugerindo que se tratava de Vênus, balão meteorológico ou a estação orbital russa Mir...

Acontece que as imagens são categóricas. A universidade disse que nenhuma dessas três justificativas se encaixa, porque simplesmente seria impossível que as pessoas mantivessem seus olhos e a câmera no mesmo ponto do céu por horas a fio (o horário registrado no vídeo comprova isso). Por fim, uma das tomadas mostra o objeto e cinco luzes pequenas que cruzam o campo da tela velozmente, como se fossem aviões em formação de patrulha ou combate. Antes, tínhamos visto no monitor da TV Bahia apenas duas luzes que coincidiam com a presença de dois aviões F5 da FAB, que ficaram na Base Aérea de Salvador por mais de 15 dias. Quando assistimos às imagens em outro televisor de tela maior, percebemos que eram cinco objetos, ou talvez mais.

Se os satélites americanos exercem uma vigilância cerrada sobre o nosso território, é porque alguma coisa mais séria está acontecendo – e eles sabem melhor do que nós. Além disso, seria coincidência que, tanto em Feira de Santana quanto em Varginha, os UFOs tenham caído e a rapidez das comunicações para a missão de resgate tenha sido espetacular?

Para entender a casuística ufológica baiana

• Em 25 de fevereiro de 1996, em Conceição do Almeida, o Dr. Damião Domingos Conrado Abílio foi seguido por várias luzes durante uma viagem. Damião filmou os UFOs e levou a fita para análise, onde pesquisadores puderam descartar as hipóteses de se tratar de Vênus, estação Mir etc. As luzes misteriosas foram vistas durante vários dias por milhares de pessoas, sempre no mesmo horário (às 20h00 e de madrugada) e praticamente no mesmo local. Renderam vários programas de TV.

• Na madrugada do dia 11 de janeiro de 1995, em Feira de Santana, um senhor viu um objeto luminoso do tamanho de um Fusca boiar na lagoa de sua fazenda. De dentro do UFO saíram duas criaturas estranhas, uma humanóide outra coberta de pêlos negros, com garras enormes. A humanóide já estaria morta ao ser resgatada. De acordo com seu relato, o objeto era de material parecido com metal, porém mais leve. Não se têm notícias dos corpos, a testemunha resolveu
negar tudo.

• Em Mucugê, diversas pessoas testemunharam aparecimento de UFOs durante o ano de 1995. Entre elas, está o senhor Agnaldo Leite dos Santos que presenciou por três vezes UFOs nos céus da cidade. O engenheiro Marcelo Landim viu um UFO no topo de uma serra; o objeto parou de repente, aumentou a intensidade de sua luz e saiu em alta velocidade. O engenheiro testemunhou mais duas vezes UFOs com as mesmas características do primeiro.

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Sobre o Autor

Alberto Romero

Alberto Romero é argentino radicado no Brasil desde 1963, há 40 anos residindo na Bahia. Publicitário, artista plástico e jornalista, dedicou 58 anos de sua vida ao estudo e pesquisa da Ufologia. Colaborou durante vários anos com a revista argentina 4ª Dimensión, publicando diversos artigos sobre pesquisas realizadas por ele e sua equipe. Em 1970, fundou o Grupo de Pesquisas Aeroespaciais Zênite (G-PAZ). De 1968 a 1978 escreveu uma página semanal aos domingos no Jornal da Bahia, onde publicou diversas séries de matérias sobre Ufologia, inclusive denunciando a farsa da Universidade de Colorado e da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos sobre a corrida espacial. Editou, através do mesmo jornal, um caderno especial histórico na data em que o homem pisou na Lua pela primeira vez, com um retrospecto completo desde o Sputnik até a Apollo XI e Segredos de Baikonur na Rússia. Em 1972, criou um programa de TV sobre Ufologia na emissora Itapoã, de Salvador, com o nome Vamos Analisar?, que contava com a presença de pesquisadores locais e convidados, entre os quais Húlvio Brant Aleixo, Walter Karl Bühler e Guilherme Wirtz. No ano de 1979, foi convidado pelo general Alfredo Moacyr Uchôa a palestrar no 1° Congresso Internacional de Ufologia (CIUFO) em Brasília. Em 1995, fez palestra para o Centro de Estudos sobre a Natureza dos Extraterrestres (Cisne), no Rio de Janeiro, a convite da renomada ufóloga Irene Granchi. Em 1997, participou do 16° Congresso Internacional de Curitiba (5° Conferência Internacional de Ufologia), do 1° Congresso de São Lourenço, em Minas Gerais. Sua maior participação naquele ano culminou com o 1° Fórum Internacional de Ufologia, em Brasília. Foi integrante do Conselho Editorial da Revista UFO, onde, além de escrever matérias, ilustrou diversas capas e publicou quatro histórias em quadrinhos sobre Ufologia.

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