ARTIGO

Nordestino fica amigo de aliens

Por Reginaldo de Athayde | Edição 41 | 01 de Março de 2006

O paraplégico Ferreira viveu emocionantes momentos junto aos seres do espaço. Num dos encontros recebeu uma pistola que emitia raios desintegradores. Até hoje tal objeto não foi encontrado
Créditos: Reginaldo de Athayde

Nordestino fica amigo de aliens

O jovem Antonio Alves Ferreira, que morava no Bairro Anil, em São Luís (MA), viveu há mais de 30 anos uma das mais incríveis aventuras já ocorridas no mundo ufológico. Ele afirma ter sido seqüestrado 11 vezes por três seres que compunham a tripulação de um estranho objeto aéreo, de forma discóide e com aproximadamente 5 m de circunferência. Ferreira tinha 16 anos naquela época, era semi-analfabeto, descendente de uma família humilde e morava de favores num casebre localizado no quintal de um colégio, onde sua mãe, além de lavadeira, exercia a função de zeladora. Após este episódio, o jovem passou a ser alvo de diversos curiosos, jornalistas, psicólogos, médicos, autoridades civis e militares, além, é claro, de ufólogos, como Irene Granchi, Sílvio Lago, Bob Pratt e membros do Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU), de Fortaleza (CE). As ocorrências se deram no dia 04 de janeiro de 1975, justamente quando o CPU encontrava-se em Rosário, uma pequena cidade distante aproximadamente 70 km de São Luís, pesquisando avistamentos de estranhas luzes nos céus daquela comunidade. Naquele dia os investigadores ouviram, numa edição especial da Rádio Difusora do Maranhão, a notícia do seqüestro de um jovem por tripulantes de um disco voador. Imediatamente resolveram seguir para a capital a fim de contatar Ferreira. Chegando ao local dos fatos, já se faziam presentes algumas autoridades e o promotor de Justiça José de Freitas Dutra que, juntamente com um jornalista da região, criaram certa dificuldade para que o CPU acompanhasse o relato do jovem. Como de praxe, os pesquisadores fotografaram o local do avistamento e entrevistaram diversas testemunhas do fato, entre elas o sargento Hermes e Pedro, funcionário de uma farmácia, que confirmaram ter avistado um intrigante objeto rodopiando os céus da região.

Além delas, também se faziam presentes Garibaldi, professor de física da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e a jornalista Marinez Sabóia, que deu sua opinião sobre o fato, dizendo que o mesmo era importantíssimo para a comunidade terrestre. Na ocasião ela também acrescentou que poderia se tratar de algo oriundo dos Estados Unidos, da Rússia ou de outro país. Existiria uma chance, embora remota, de ser de origem extraterrestre. Por sua vez, a Sociedade Maranhense de Astronomia, que também estava investigando o caso, por intermédio do seu presidente, Eliúde Farias, não encontrou justificativa para o que havia acontecido. Farias apenas testemunhou que a casa de Ferreira tinha sido abalroada por algo não identificado, que as árvores do local estavam com as raízes expostas e que cerca de 500 pessoas tinham confirmado o avistamento do estranho objeto voador. Assim como supôs Marinez, Farias também disse que poderia ter sido causado por alienígenas, embora não tenha confirmações e não possua explicações para o fato na visão da astronomia.

Forças desconhecidas — No dia da ocorrência, os bairros Santo Antonio, Santa Cruz, Olho d’Água e Anil saíram da rotina quando um estranho objeto discóide, parecido com dois pratos emborcados, apareceu em São Luís. Ele começou a fazer evoluções no período da tarde sobre a capital, obrigando os moradores a comunicar o fato à polícia, que já havia recebido outras informações de avistamentos do fenômeno nas regiões de Ponta de Areia e Farol, porém na forma de bolas de luz. No entanto, os policiais não puderam tomar qualquer providência para apurar o fato, a não ser anotar as denúncias e aguardar as conseqüências advindas da mesma. As rádios e jornais locais também chegaram a noticiar o estranho fenômeno, não dando, no entanto, a merecida atenção. Segundo algumas testemunhas, no Bairro Anil uma das bolas de luz desceu repentinamente sobre o povoado, deixando notar sua plenitude, que se apresentava como algo redondo e luminoso e que, num de seus rasantes sobre as residências abalroou na cumieira do casebre de Ferreira, derrubando o telhado e queimando algumas cadeiras que se encontravam num pequeno alpendre. Por forças desconhecidas ou um possível impacto, a bola luminosa fez tombar uma árvore existente no local, deixando a raiz exposta cerca de 25 cm. A família de Ferreira, apavorada com o fenômeno, comunicou o fato à Base Aérea, solicitando ajuda ao comando chefiado pelo tenente Natalino José Passos Filho.

As polícias militar e civil também foram notificadas, além da imprensa, que esteve presente para documentar os detalhes do ocorrido. Na manhã seguinte, os jornais locais O Imparcial e Pequeno estamparam em suas manchetes a notícia do avistamento de um UFO sobre a capital maranhense. Na data do evento a família de Ferreira dormiu na delegacia, sendo conduzida na manhã seguinte até a residência danificada para limpar os destroços ocasionados pelo impacto do objeto. Às 08h00, quando os familiares do mesmo saíram para trabalhar, algo intrigante aconteceu ao jovem. Sua mãe, acometida por estranho esquecimento, o deixou sozinho no alpendre da casa, perto de algumas roupas que estavam estendidas no arame. Ferreira, que é paraplégico, teve que se arrastar para apanhar as muletas e chegar até a parte dos fundos da residência, o que fez com que pisasse em alguns espinhos, forçando-o a sentar-se para arrancá-los dos pés. De repente, com a cabeça abaixada, o jovem sentiu um calor forte apoderar-se do seu corpo, que definiu como sendo “um calor acometido por uma intensa quentura”. Ao olhar para os lados a fim de saber de onde provinha aquela sensação, Ferreira viu surgir do alto algo redondo, do tamanho de um veículo Fusca. “O objeto emitia um zumbido estridente, mas ao mesmo tempo suportável”, relatou. Naquele momento, sentiu um calor ainda maior e uma impressão de que seus olhos estavam queimando e saltando das órbitas. Ele tentava se movimentar, mas não conseguia e, embora procurasse gritar, seu grito não emitia som algum.

crédito: Equipe CPU
Pesquisadores do CPU investigam área de suposto avistamento de UFO e discutem as providências que serão tomadas sobre o caso
Pesquisadores do CPU investigam área de suposto avistamento de UFO e discutem as providências que serão tomadas sobre o caso

Contatos telepáticos — Logo após, do objeto abriu-se uma porta e depois uma escada apareceu, da qual desceram dois seres que o agarraram pelos braços e o conduziram para o interior da nave. “Não sei como a tal porta se fechou, pois não era possível notar nenhuma marca nas paredes da pequena sala que eu me encontrava e que me obrigava a permanecer sentado, de tão baixa que era”, contou. Ferreira descreveu os seres usando uma espécie de máscara e disse que o objeto elevou-se como um elevador, que após alguns minutos parou e novamente abriu-se uma porta. Lá dentro, o jovem se viu diante de uma claridade muito grande e esquisita. Em seguida, as criaturas novamente o conduziram a um lugar que chamou de “casa” e que tinha a forma de uma meia esfera branca. “Tudo era muito claro, embora o céu fosse escuro”. Repentinamente, os indivíduos o colocaram diante de um terceiro ser, que ele depois ficou sabendo se chamar Clóris, do planeta Protu, possivelmente o líder. A criatura tentou se comunicar com o garoto, mas vendo que o mesmo não compreendia sua língua, demonstrou-se irritada. Em seguida, colocou o punho em seu peito e só então puderam manter um diálogo. Algumas perguntas foram feitas a Ferreira, sem que ele – pelo fato de ser analfabeto – as pudesse responder, tal como se dá o funcionamento dos nossos aviões, qual o combustível usado pelos mesmos, quais os tipos de carros utilizados, além dos objetivos do povo da Terra.

Diante destes questionamentos, podemos indagar: sendo tais seres possuidores de sofisticadas tecnologias, desconheceriam coisas tão banais como essas? Em seguida, o estranho Clóris ergueu uma das mãos e deu um leve toque no peito de Ferreira, fazendo com que ali se formasse um círculo vermelho. Informaram-lhe que sempre que quisessem contatá-lo aquele círculo se acentuaria, ele ouviria um zumbido nos ouvidos e telepaticamente receberia instruções para ir ao local predeterminado por eles. Após o contato, o rapaz foi deixado no quintal de sua casa. No decorrer dos dias seguintes, começou a perceber que havia adquirido poderes incomuns, pois sempre que dirigia seu olhar para metais, como colheres, garfos, facas, além de pás de ventiladores, os objetos derretiam ou envergavam, tomando formas impossíveis de serem feitas pelo homem, mesmo com ferramentas especiais.

O jovem também recebeu alguns presentes das criaturas, entre eles uma pistola que emitia raios desintegradores de matéria – cuja demonstração foi feita pelos visitantes com uma mangueira em seu quintal –, uma estatueta com um busto, além de duas medalhas cunhadas com a imagem de uma criatura, que Ferreira considerou ser possivelmente Clóris. Quando a vizinhança ficou sabendo dos presentes que o garoto recebeu, passou a persuadir seus pais dizendo que aqueles objetos eram “coisas do diabo” e alegando que deveriam ser devolvidos urgentemente, evitando assim a posse das almas de todos pelo terrível satanás. Acreditando naquilo que as pessoas diziam, Ferreira devolveu tudo o que ganhara dos seres.

Cicatriz antiga — Diante desse fato, pergunta-se: como criaturas evoluídas entregariam uma arma tão potente a uma criança irresponsável? Noutra ocasião, quando o jovem retornou ao planeta Protu, os seres Telione e Riaus lhe mostraram o único animal existente no local: o “atitolilai”, muito parecido com nossos cães. Eles pediram ao garoto para que conseguisse alguns animais terrestres para que experiências fossem realizadas com os mesmos. Ferreira então “seqüestrou” da vizinhança um gato, um papagaio e um cachorro, os quais criaram um grande conflito ao serem libertados no interior do UFO. Em seguida, o jovem foi informado de que passaria mais de três dias em companhia dos seres e que para não sentirem a sua falta na Terra, enviariam um sósia a sua casa. Colocaram-no então numa redoma transparente, fixaram em seus braços, pernas, tórax e abdômen fios ligados a algo que emitia luzes rotatórias. A seguir, ao seu lado, em outra redoma, foi se formando uma réplica do seu corpo, que, depois de totalmente pronta, desapareceu. Por uma grande tela o jovem viu a chegada do clone a sua casa. “Ele apareceu sentado à mesa e aos poucos foi inclinando a cabeça e dormiu”, explicou. Seu pai – acreditando ser o filho – foi apanhá-lo para levá-lo até uma rede, quando sentiu que o garoto estava muito pesado. Comunicou o fato à esposa, que percebendo o excesso de peso do garoto, mostrou-se preocupada. Quando finalmente conseguiram deitá-lo, a mãe de Ferreira notou que faltava uma cicatriz antiga e saliente no seu pé esquerdo.

Comentou o fato com o marido, alegando que aquele não era seu filho. Decidiram então comunicar às autoridades competentes e aos médicos da cidade sobre a intrigante alteração física do menino, mas infelizmente ninguém conseguiu esclarecer o que tinha acontecido. Antonio Ferreira ficou três dias sendo observado pela família, quando de repente começou a apresentar um comportamento esquisito. Não falava, nem se alimentava e dormia muito. Até que no quarto dia apareceu em frente a sua casa, enquanto o clone desaparecia, como que por encanto. Ele guardou este segredo para si, comentando o fato com os pais apenas alguns meses depois. Noutro episódio em que Ferreira esteve com os alienígenas, afirma que as criaturas o obrigaram a engolir uma pílula branca, que ele acredita ser a responsável pelos poderes paranormais que passou a manifestar após o primeiro contato. Certa vez, ao segurar uma tesoura, viu a mesma misteriosamente quebrar-se em suas mãos. A partir daí, começou a entortar facas, garfos, derreter panelas de alumínio e falhar motores de carros, além de curar dores de cabeça e de origem muscular em várias pessoas.

Objetos metálicos — Na época em que esteve no Rio de Janeiro, em companhia dos pesquisadores Ernesto Bono, Silvio Lago e Irene Granchi [Presidente de Honra da Revista UFO], mesmo distante Ferreira interferia nos objetos metálicos que estava em mesas, escrivaninhas, gavetas ou outros locais. No ano de 1984, quando levado pelo CPU até a cidade de Fortaleza, amoleceu uma moeda e envergou-a com uma simples pressão com os dedos – um fenômeno telecinésico extraordinário e comprovado. Em outra oportunidade, num simpósio realizado pelo Movimento Ufológico da Serra da Ibiapaba (MUSI), em Tinguá (CE), apenas usando o olhar ele conseguiu entortar garfos e colheres na presença de várias pessoas. Conforme informações obtidas pelo próprio paranormal, no auge dos acontecimentos ufológicos em São Luís, o Exército encarregou um tenente conhecido como Pantoja e um sargento a contatarem Antonio para interrogá-lo sobre as ocorrências que vinham lhe acontecendo. “O tenente abriu uma pasta e começou a mostrar alguns desenhos estranhos. No meio deles havia várias naves e ele queria que eu dissesse qual delas se parecia com a que eu vinha observando”, relatou. Naquela ocasião, Pantoja não permitiu que alguns acadêmicos da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), interessados em pesquisar o fato, se aproximassem do contatado, sob a alegação de que o caso estava sob a responsabilidade do Exército.

Investigação do fenômeno — Terminada a investigação que estavam realizando, os militares liberaram Ferreira sem mesmo se importarem com seu estado físico ou financeiro. Após alguns dias, o jovem seguiu para Belo Horizonte, onde foi convidado pelos contatados Hermínio e Bianca [O casal passou por uma experiência ímpar de contato com alienígenas, contada com impressionante riqueza de detalhes. Veja UFO 39] para participar de um congresso no Rio de Janeiro. Chegando à cidade, o jovem ficou conhecendo o professor Mário de Amaral Machado, presidente do Instituto de Parapsicologia do Rio de Janeiro (IPRJ) e da Federação Brasileira de Parapsicologia (Febrap), que também o convidou para realizar algumas experiências.

“Aceitei devido às propostas e mordomias que me eram oferecidas. Tudo aquilo era novidade. Talvez devido a essas empolgações tenham se aproveitado de mim”, desabafou. Após um período sendo analisado pelos membros do instituto, Ferreira começou a perceber que estava sendo considerado um objeto. “Eles me tratavam como sua propriedade e não se preocupavam com meus sentimentos, com minhas vontades. E muito menos com meus pais, isolados no Maranhão. No entanto, sentia-me na obrigação de colaborar com os pesquisadores. Fazia tudo em troca de alguns passeios e de comida”, disse o jovem, num misto de indignação e frustração. Durante o período em que conviveu com o professor Machado e sua esposa Glória, fatos incríveis aconteceram com Ferreira e puderam ser presenciados por todos.

“Uma vez, passamos o dia no IPRJ e só voltamos para casa às 19h00. Nesta ocasião, eu estava muito cansado e queria ir logo para o quarto descansar. Como geralmente só o Machado tinha a chave da porta, permaneci à sua espera. Foi quando, de repente, caí misteriosamente no interior do quarto, como se a porta não existisse. Mas ela estava lá!” Segundo ele, quando o professor voltou e o chamou, ele disse que já estava lá dentro. O mesmo ficou perplexo e não sabia como Ferreira tinha entrado com a porta trancada. “Em seguida, se colocou à frente da máquina de escrever, passando a registrar aquele fato até tarde da noite”. Decorridos alguns meses, Machado comunicou Ferreira que ele seria levado para o Centro Tecnológico do Exército (CTEx), em Pedra de Guaratiba (RJ), em companhia do tenente Rogério da Cunha. Em sua estadia naquele local o jovem diz ter se sujeitado a todo tipo de exigência por parte dos militares. “Eles me tratavam como cobaia. Obrigavam-me a atravessar pântanos e a realizar perseguições, juntamente com homens armados. Tudo isso para que, excitado, eu viesse a apresentar alguma reação paranormal, digna de mais estudos”. Segundo o contatado, os treinamentos eram efetuados numa floresta, onde existia um prédio em forma de pirâmide e no qual eram realizadas pesquisas de cunho psicológico. “Neste local, ao chegarmos em companhia do coronel Cunha, fomos apresentados a mais três oficiais, o tenente Mário, o major Nicelo e o coronel Real, que me interrogaram por mais de duas horas, registrando tudo o que eu dizia em gravadores e blocos de anotações”.

Nós, pioneiros da Ufologia, estamos fazendo uma história que atormenta governos, cala cientistas e derruba princípios da física. No futuro próximo, alguns donos da verdade de hoje dirão: ‘Não é que os ufólogos tinham razão?’
— Reginaldo de Athayde

Idioma indecifrável — Essas declarações levaram o CPU à conclusão de que tais fatos realmente aconteceram, ou Antonio Alves Ferreira, mesmo sendo semi-analfabeto na época, é um grande ficcionista. Desde 1975 o CPU vem acompanhando o caso de Antonio, contatando-o a cada dois meses, fazendo anotações sobre o seu relato e fotografando o local das ocorrências, sempre em companhia do promotor de Justiça José de Freitas Dutra – hoje aposentado – e de ufólogos pertencentes ao Centro de Pesquisas Ufológicas do Maranhão (CPUM), entre eles o pesquisador uruguaio Serafim Fernandez Loyola. Em todas as ocasiões, o CPU solicita do contatado que repita sua história, mostrando os pontos mais destacáveis e importantes. No entanto, um detalhe que vem intrigando os pesquisadores há tempos é o fato de Ferreira, após o contato, ter começado a desenvolver seu lado artístico. Depois de ter sido persuadido pelos seres alienígenas a deglutir algo que ele chamou de “pílula”, o jovem começou a usar lápis e pincéis com uma agilidade incrível, principalmente na construção de desenhos arquitetônicos. Outro aspecto importante é ter passado a escrever e pronunciar palavras num idioma indecifrável por lingüistas. Ferreira também possui fitas com gravações das falas dos seres Riaus e Telione, sendo que uma cópia encontra-se em poder do CPU. As originais ainda estão com o promotor Dutra e com o professor Garibaldi, que cederam a Ferreira um gravador para registrar os diálogos que vinha mantendo com seus amigos extraplanetários. Em uma das fitas pode-se ouvir o zumbido resultante do que se supõe que seja a rotação do UFO, além do ladrar de cães e cantos de galos, o que prova não haver sido a gravação uma montagem feita em laboratório, pois se assim o fosse, a mesma não teria a interferência de animais. Além disso, naquela época os gravadores eram de rolos pequenos e não existiam melhores condições técnicas para o aprimoramento de gravações, principalmente no Maranhão.

Visando esclarecer este fato, o CPU solicitou o estudo das gravações por alguns lingüistas, que embora não tenham conseguido traduzir o que estava sendo dito, afirmaram tratar-se de um diálogo organizado com perguntas e respostas. Outro detalhe importante é que na época das ocorrências Ferreira era semi-analfabeto e tinha apenas 16 anos, o que impossibilitou a condução das falas de modo adequado. Ele apenas indagava sobre a fisionomia dos seus interlocutores. Segundo um dos relatos do jovem as criaturas estariam em missão de paz na Terra “e apenas interessadas em colaborar com a evolução espiritual dos seres humanos e com o desenvolvimento equilibrado do planeta”. Atualmente, Ferreira contribui com o Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM), da Universidade de Brasília (UnB), onde já realizou uma série de palestras sobre a origem de sua paranormalidade. Até hoje, todas as testemunhas das ocorrências vividas pelo contatado confirmam os fenômenos que o envolveram, sem contradições. Baseado nisso, os pesquisadores do CPU concluíram que seria muito improvável que o caso seja falso ou meramente uma invenção de um simples garoto, que na época não tinha condições de criar uma história tão intrigante, rica em detalhes e que até hoje a sustenta com todas as forças.

UFO persegue moradores na Paraíba

por Equipe CPU

No dia 17 de julho de 1980, a moradora Socorro Maia teve uma experiência insólita quando viajava de Campina Grande para Catolé do Rocha (PB), onde residia, em companhia de suas irmãs e sobrinhos, Tânia Maia Pimenta, Lúcia Lima, Júnior e Paulo. Tudo corria normalmente, quando eles verificaram ao longe que uma “outra Lua” piscava incessantemente, aumentando e diminuindo de tamanho, aproximando e se afastando do Corcel em que viajavam. Curiosos, diminuíram a aceleração do carro e passaram a observar a estranha “bola de fogo” que fazia evoluções no céu estrelado. Tânia, que dirigia o veículo, já pensava em parar a fim de apreciar o fenômeno quando, repentinamente, o objeto em uma velocidade incrível desceu em direção ao automóvel e passou a acompanhá-los a mais ou menos 100 m de altura.

Foi quando o artefato jogou um jato de luz no carro, que começou a trepidar e acelerar sem obedecer aos comandos da motorista, que a esta altura, gritava pedindo a Deus para escapar daquela “assombração”. As testemunhas relataram que o veículo também balançava como se estivesse suspenso no ar. O pânico tomou conta dos cinco ocupantes do Corcel, que viam o objeto passar de um lado para outro da estrada, sempre com uma luz ofuscante clareando tudo em volta. Ao longe verificaram que outro carro se aproximava em sentido contrário fazendo com que o UFO, em forma de disco, com janelas redondas, luzes multicoloridas e totalmente silencioso, desaparecesse entre pequenas serras à direita da estrada. Sentindo que estavam livres do estranho objeto, Tânia freou bruscamente, fazendo sinal de luz para o caminhão que passou velozmente desaparecendo nas curvas da estrada. Nervosos, aos prantos, resolveram seguir viagem. Decorridos alguns minutos, notaram novamente o UFO que, por trás, aproximava-se lentamente, emitindo um forte clarão. Ele passou à frente do Corcel, que voltou a trepidar. Tânia perdeu o comando da direção e parou no acostamento. Todos os passageiros estavam desnorteados.

Estranha alergia — Após o susto resolveram seguir viagem, já que logo à frente podiam avistar uma casa semelhante a um posto de gasolina. Apesar de aparentar estar abandonada, havia uma luz acesa e era possível ouvir música e algumas pessoas conversando. Ninguém notou que havia um carro parado à beira da estrada. Tânia tentou ligar o motor a fim de chegar até a casa, a 300 m de onde estavam, mas percebeu que ele havia pifado. O objeto agora estava parado um pouco à frente, ainda sobre a estrada, flutuando a uns 6 m do solo. Ele emitia um jato de luz no chão e suas luzes coloridas piscavam aceleradamente. Descendo rapidamente do automóvel, Tânia e Socorro tentaram tirar os garotos do carro. Foi quando perceberam que Lúcia saía pela porta esquerda e dirigia-se lentamente para o objeto, como se estivesse hipnotizada. Ela não olhava para trás, apesar dos gritos alucinantes das pessoas que pediam para voltar. Apavoradas, correram para pedir socorro aos atônitos moradores do casebre que, sem entender nada, olhavam apáticos para os recém-chegados visitantes. Somente depois de alguns minutos de intensa explicação resolveram segui-las até onde o UFO estava parado. Mas ao chegar ao local não viram nada, a não ser Lúcia em pé, com o olhar fixo nos três homens baixos que haviam saído do objeto e tocado seu ombro.

Chorando muito, contrastando com Lúcia que estava incrivelmente calma, Tânia e Socorro pediram aos caboclos que conseguissem água ou algo para beber, sentando-se depois no chão sem nenhuma condição de continuarem viagem. Algumas horas depois, mais tranqüilas, resolveram prosseguir. Ao chegarem a Catolé do Rocha, levaram Lúcia para um hospital, uma vez que estava com náuseas, tonta, febril e com pequenas manchas no corpo, as quais foram diagnosticadas pelos médicos – que não tomaram conhecimento do ocorrido – como “alergia”. As protagonistas deste contato de terceiro grau não fizeram declarações à polícia ou à imprensa, por temerem ridicularização. Somente nos concederam entrevista devido a grande amizade com pessoas ligadas aos familiares do CPU e a promessa de substituirmos seus nomes.

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Sobre o Autor

Reginaldo de Athayde

Reginaldo de Athayde nasceu em Fortaleza, Ceará, é jornalista, escritor, poeta e cientista, desde cedo é fascinado pelos fenômenos ufológicos, tendo se dedicado intensivamente à pesquisa de diversos casos, aliando seu interesse por este tema à experiência adquirida como locutor de rádio e repórter. É um dos principais pioneiros brasileiros no estudo das visitas de seres extraterrestres à Terra, tendo fundado há 50 anos o Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU), do qual é presidente. É também um dos diretores regionais da Associação Nacional de Ufólogos do Brasil (ANUB) e diretor estadual da Mutual UFO Network (MUFON), dos Estados Unidos. É dele também o livro Muito Além da Imaginação, com uma proposta inovadora na abordagem do Fenômeno UFO. Nele, 20 acontecimentos ufológicos são descritos intencionalmente em formato de contos, com o objetivo de despertar emoções no leitor. Agora, Athayde tem seu segundo livro lançado, ETs, Santos e Demônios na Terra do Sol, através da Biblioteca UFO. O autor também é requisitado conferencista em conclaves onde se discute Ufologia, tendo especial destaque no Fórum Mundial de Ufologia, realizado em Brasília (1997). Profissionalmente, é farmacêutico e representante comercial em sua cidade, onde goza de largo prestígio e reputação. Incansável pesquisador de aspectos contundentes do Fenômeno UFO, vem realizando notável trabalho em defesa de suas polêmicas teses – entre elas a de que certa parcela de nossos visitantes seriam na verdade hostis aos humanos. Athayde atua igualmente como jornalista, possuindo em seu currículo quase 400 trabalhos publicados – a maioria sobre Ufologia. É co-editor da Revista UFO e um de seus mais assíduos colaboradores, além de atuar como correspondente da revista francesa Lumières Dans La Nuit.

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