Edição 74
DESTAQUE

Misteriosa arte cósmica nas plantações da Inglaterra

Por
01 de Oct de 2000
Figura encontrada em Silbury Hill, em 24 de julho de 1999
Créditos: steve alexander

A cada ano o fenômeno dos círculos ingleses se torna mais complexo e extraordinário. Apesar da incessante pesquisa e busca por uma resposta definitiva, sempre nos deparamos com o inexplicável e indecifrável mistério sobre sua origem. Mensagens enviadas por deuses, obras de arte da natureza ou simplesmente uma brincadeira dos ETs? Inúmeras hipóteses surgiram sobre o suposto significado e a autoria desses sinais que, com o passar do tempo, atingiram complexidade impressionante. Uma delas supunha que os desenhos seriam formados por pequenos redemoinhos causados por ventos em condições peculiares. Outra teoria, apresentada por cientistas, se referia a uma energia incomum liberada do interior da Terra que, de forma espiralada, causaria tal efeito nas plantações quando em contato com a atmosfera. Outras suposições, absurdas, alegam ainda que nosso planeta seria um ser vivo e estaria tentando se comunicar conosco, mostrando através desses desenhos que o ser humano precisa urgentemente preservar a natureza. Há ainda os que acreditam que os círculos possam ser provocados por helicópteros voando de cabeça para baixo, erupções subterrâneas de gases e até mesmo que sejam conseqüência do buraco na camada de ozônio ou manifestações do fenômeno Poltergeist. Estas são tentativas de conferir ao assunto um caráter meramente natural e explicável.

Entretanto, com a freqüência do surgimento destes sinais – não somente na Inglaterra, mas também na Alemanha, Holanda, República Tcheca, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão, Rússia, México e Brasil –, comprovou-se que os misteriosos desenhos jamais poderiam ser criados por seres humanos, tamanha a perfeição com que se apresentam. No início do fenômeno, princípio da década de 80, algumas pessoas acreditavam que os círculos poderiam ser marcas de pouso de discos voadores, mas as plantações onde apareciam não ficavam queimadas nem amassadas, coisa muito comum nos chamados ninhos de UFOs [Marcas de aterrissagem de naves]. Alguns desenhos, inclusive, surgiram abaixo de redes elétricas sem que danificassem as fiações, o que certamente prejudicaria o pouso de uma nave...

O que reforçou a hipótese extraterrestre da origem dos desenhos e despertou o interesse da maioria dos ufólogos, no entanto, foi a crescente quantidade de depoimentos de testemunhas sobre a observação de discos voadores nos locais de maior incidência do fenômeno – além de várias fotos e filmagens de sondas ufológicas sobrevoando as plantações – principalmente as de trigo, cevada e cânola [Um tipo de cereal usado para extração de óleo base para a produção de margarina]. As filmagens são feitas geralmente nas noites que antecedem o aparecimento dos estranhos sinais. Isso nos possibilita concluir que se não forem essas sondas que estão de alguma maneira formando aqueles desenhos nas plantações, ao menos estão interessadas neles e cada vez mais se aproximam para observá-los de perto. Sob o ponto de vista místico, alguns acreditam que as figuras geométricas seriam criadas por ondas com freqüências que poderiam ser moduladas e alteradas, além de possuir inteligência. Estariam sendo enviadas à Terra em seqüência, formando uma rede inteligente ao redor do planeta, que seria útil na evolução e conscientização da Humanidade. De acordo com essa corrente de pensamento, os círculos existiriam para impor uma mudança em nossa realidade, nos fazendo sentir ao invés de pensar os acontecimentos.

Os misteriosos círculos puderam ser constatados desde o início da década de 80, e ocorriam principalmente em plantações de cereais no interior da Inglaterra. Essas primeiras formações foram evoluindo gradualmente numa espécie de linguagem cósmica. No início, eram em formato circular, o que, aliado à localização, deu origem ao nome. Mas com o passar do tempo foram sendo aperfeiçoadas por seus misteriosos criadores, podendo-se constatar círculos concêntricos, com esferas e tracejados, além de diversos outros formatos como em espiral, triangulares e quadrados. Numa analogia interessante, é como se os misteriosos artistas cósmicos – talvez seres extraterrestres – estivessem nos enviando uma mensagem seriada, cuja complexidade aumenta a cada dia e nós sequer estamos próximos de decifrá-la. Em alguns casos extremos foram encontrados desenhos compostos por mais de 200 figuras geométricas perfeitamente dispostas, com 300 m de comprimento, aproximadamente. Pesquisadores e ufólogos dedicados ao tema [Chamados de circólogos] estudam tais casos e a cronologia do surgimento das figuras com o objetivo de compreender seu real significado e o que nos dizem, embora até hoje não possam afirmar como, por quê e para quê são feitos.


crédito: steve alexander
Alguns círculos têm formato complexo e impressionante. Ao lado, figura encontrada em Silbury Hill, em 24 de julho de 1999. Acima, em Beckhampton, quatro dias depois
Alguns círculos têm formato complexo e impressionante

Monumentos de Pedra — As regiões sul e sudoeste da Inglaterra ainda são as áreas de maior incidência do fenômeno, principalmente nos condados de Wiltshire, Hampshire e nas regiões próximas a Stonehenge, monumento de pedra disposto em círculo que, segundo arqueólogos, teria sido construído dois mil anos antes do nascimento de Cristo e constituiria expressivo sítio arqueológico da região. Astrônomos atestaram que as pedras lá fincadas funcionam como laboratórios precisos para medição e observação de estrelas. Para muitos ufólogos, seriam sinal de alguma civilização antiga ou extraterrestre, com o objetivo de imortalizar as formações circulares. Já nas plantações da região é possível observar o fenômeno principalmente nos meses de abril a agosto, quando se dá o verão europeu e as enigmáticas figuras se proliferam em todos os cantos, de uma hora para outra e no mais absoluto silêncio. Posteriormente, descobriu-se que algumas foram forjadas com o objetivo de desmoralizar os ufólogos e questionar a seriedade de seu trabalho. Grupos de pessoas chegaram a competir na elaboração dos desenhos mais intrigantes e bonitos, que obviamente não chegaram nem perto da perfeição e complexidade dos verdadeiros.

Na época, década de 80, os fazendeiros da região, revoltados com os prejuízos em suas plantações provocados pelos círculos e por inúmeros curiosos que invadem as fazendas para observá-los, processaram o governo britânico alegando que os misteriosos sinais teriam sido feitos pela Real Força Aérea Inglesa (RAAF), que negou sistematicamente e ofereceu um prêmio em torno de um milhão de libras esterlinas [Aproximadamente 3,3 milhões reais] a quem descobrisse a autoria das figuras. Surgiu, então, uma avalanche de supostos autores tentando produzir aqueles misteriosos círculos, dentre eles a famosa dupla de sexagenários aposentados de Preston Highs, Doug Bower e Dave Chorley, que afirmaram publicamente serem os responsáveis pelos misteriosos círculos. Fizeram algumas demonstrações perante a Imprensa e curiosos, mas conseguiram produzir somente algumas circunferências pequenas, visivelmente toscas e muito singelas. Além deles, suriram outros grupos de prováveis autores, que até hoje ainda não conseguiram provar como teriam feito esses desenhos – e quando tentam fazê-lo, não podem ser comparados em simetria, dimensão e complexidade com os círculos naturais. Estima-se que pelo menos 30% dos círculos encontrados sejam grosseiramente falsificados, muitos, inclusive, deixam visíveis marcas de pegadas e outros vestígios que comprovam sua adulteração. A incidência dos círculos passou a ser tão intensa que os fazendeiros da região foram obrigados a desenvolver técnicas diferenciadas de colheita, pois caso contrário teriam muito prejuízo. “Já não basta essas figuras estarem nos aborrecendo e destruindo nossas plantações? Agora ainda temos que aturar os curiosos que invadem nossas propriedades para vê-las e estragam quase tudo que sobra”, desabafou John MacClutten, dono de uma fazenda que recebe de 10 a 15 círculos todos os anos.

Os círculos podem ser mensagens em código de alguma civilização avançada não terrestre que já conviveu com nossos antepassados e deixou aqui suas marcas. Estariam retornando?

Pedágio de Curiosos — Estudiosos dos fenômeno garantem, no entanto, que ao investigar os novos círculos se esforçam para não destruir as plantas que estão intactas. “Lamentamos a perda dos fazendeiros, mas o fenômeno deve ser investigado custe o que custar”, ressaltou Robin Cole, presidente do grupo Circular Fórum e um dos mais experientes circólogos do mundo. Alguns fazendeiros chegaram a uma solução para o problema cobrando uma espécie de pedágio para que curiosos e estudiosos no assunto entrem em sua propriedade, que pode variar de 1 a 10 reais – dependendo da complexidade da figura e da quantidade de pessoas que deseja vê-la. Com isso, é possível encontrar fazendeiros que ganham mais dinheiro com os misteriosos desenhos em suas propriedades do que com suas atividades habituais, até porque 90% dos círculos autênticos aparecem quase sempre nas mesmas áreas, todos os anos.

Atualmente, surgem cerca de 500 desenhos desta ordem por ano, o que totaliza mais de 10 mil figuras catalogadas desde o início do fenômeno até o presente. Alguns pesquisadores se basearam em fenômenos naturais para desvendar o mistério, e é desnecessário dizer que nenhuma entre todas as alegações explicava completamente o enigma dessas impressionantes figuras, que continuam surgindo e desafiando a mente humana. Os desenhos tornaram-se complexos e enigmáticos e, a cada nova formação, fica mais evidente que realmente existe alguma inteligência por trás do mistério. Um dos fatos mais intrigantes ocorridos nas plantações é que os caules das plantas não são amassados, quebrados e nem queimados. Eles simplesmente são dobrados em suas juntas de dentro para fora, como se estivessem passado por um efeito semelhante ao de microondas. Mesmo depois de inclinados continuam se desenvolvendo normalmente, e suas juntas se apresentam inchadas, como se tivessem sido aquecidas ou submetidas a uma intensa onda de energia. Alguns pesquisadores afirmam que para se dobrar as hastes dos cereais sem danificá-las, exatamente como ficam, essas plantações deveriam ser expostas a ventos fortíssimos durante um longo período de tempo, o que não é o caso, pois tais ventanias não são observadas pelos moradores da região afetada.

crédito: steve alexander
Mensagens indecifráveis impressas nas plantações? Ufólogos ainda se questionam. Acima, pictograma encontrado em Barbury Castle, em julho de 1999. Ao lado, em Liddington Castle, no mesmo mês e ano
Mensagens indecifráveis impressas nas plantações? Ufólogos ainda se questionam. Acima, pictograma encontrado em Barbury Castle, em julho de 1999. Ao lado, em Liddington Castle, no mesmo mês e ano

As hastes, apesar de entortadas, continuam se desenvolvendo e os cereais achatados chegam a formar algumas faixas em sentidos opostos, o que confere a algumas figuras a impressão de um desenho em terceira dimensão, em alto e baixo relevos, principalmente para aqueles que sobrevoam as figuras para registrar e apreciar sua beleza. Os cereais afetados chegam a se desenvolver muito mais rápido no interior dos desenhos do que aqueles dobrados mais próximo das bordas. Análises realizadas nas sementes dos cereais do interior dos círculos mostraram que, apesar de assumirem uma aparência muito enrugada, o que não ocorre com as sementes de fora dos desenhos, sofrem uma espécie de super adubação e chegam a germinar até 40% mais cedo do que as sementes do lado externo das figuras. Uma análise microscópica mostrou que as células das plantas do interior dos desenhos também sofrem significativas alterações, não somente no formato, como também geneticamente. Teríamos aqui alguma relação com os alimentos transgênicos [Modificados geneticamente]? Muitas ficam mais esticadas, distorcidas e espaçadas entre si, o que comprova o aquecimento dessas sementes durante a formação da figura, talvez exposta a algum tipo de radiação. Vários testes também foram efetuados nos caules e sementes de círculos forjados propositadamente, mais nenhuma dessas alterações foi encontrada.

Quase todos os desenhos surgem durante a noite nos campos de cereais, em meio ao silêncio e a escuridão. Muitas vezes, pessoas que acampam nos locais de maior incidência, na expectativa de registrar a formação de uma dessas figuras, acabam se frustrando por passar a noite em claro sem conseguir testemunhar qualquer sinal diferente de luz ou som. Alguns se surpreendem ao ver, com o clarear do dia, que a poucos metros de onde estavam acampados surgira um desenho misteriosamente, como se tivesse sido feito por algum tipo de energia invisível ao olho humano. Diversos pesquisadores buscam exaustivamente interpretações para o significado dessas figuras, alguns relacionando os desenhos a símbolos matemáticos, outros aos sistemas astronômicos, além de compará-los à simbologia de civilizações antigas – como os persas, druidas, romanos, celtas, egípcios, etc. Contudo, somente conseguem encontrar uma pequena quantidade de desenhos e figuras fundamentando sua teoria, o que mostra que uma definição e conclusão para o mistério sobre como e porque são feitos os círculos ainda estão longe de acontecer.

Fenômeno Secular — Os desenhos têm origem bem mais complexa e inusitada do que possamos imaginar. Documentos históricos fazem referências a estranhos fenômenos semelhantes aos sinais encontrados nas plantações há muitos séculos. Alguns estudiosos ingleses encontraram na capa de um tablóide londrino, datado de 22 de agosto de 1678, uma narrativa que faz menção à lenda do Demônio Ceifador, relatando a existência de misteriosos círculos nas plantações inglesas já naquela época. Os fazendeiros da região atribuíam sua autoria a uma entidade que, segundo eles, ceifaria as plantações durante a noite. O resultado desse feito, apresentado nos registros antigos, é muito semelhante aos círculos encontrados na Inglaterra e, atualmente, em outras regiões do mundo.

Alguns fazendeiros ingleses, de tanto amargar prejuízos por causa do surgimento dos círculos em suas plantações, descobriram um meio para compensar as perdas: cobram ingresso de curiosos que desejam entrar em suas propriedades

Apesar do governo inglês não se manifestar sobre o mistério, já investiu recursos em pesquisas para desvendar o fenômeno, embora não tenha divulgado qualquer informação ou chegado a alguma conclusão que tenha se tornado pública. Atualmente, ainda é comum aos moradores locais a observação de helicópteros negros sobrevoando as plantações onde surgem esses desenhos. O príncipe Charles, inclusive, teria pedido ao Departamento de Ciência e Tecnologia britânico para que fosse constantemente informado de todas as descobertas obtidas em pesquisas sobre o assunto. Entretanto, até hoje não foi a público se manifestar a respeito e dizer se o dinheiro investido nas investigações surtiu efeito de alguma forma. Proprietários de terras e interessados no assunto também debatem a possibilidade de que os círculos possam afetar de alguma forma os animais próximos a eles. Em 21 de agosto de 1988, por exemplo, o senhor J. C. Belcher observou que as ovelhas de sua propriedade, localizada no condado de Yorkshire, formavam dois círculos simétricos no meio do pasto. “Parecia que alguma radiação misteriosa estava sendo emanada de cima ou debaixo da pastagem”. Alguns moradores do local também afirmam que seus cães ficam extremamente agitados nas noites em que surgem as figuras nas plantações, além de ter sido constatado que os gansos aparentemente evitam sobrevoar os locais onde existem tais desenhos. No mês de junho de 1990 foi organizada uma expedição de dez dias para procurar círculos entre as localidades de Silbury Hill e Wansdyke. Os integrantes da expedição ouviram uma série de zumbidos, semelhantes ao som de abelhas, que misteriosamente vinham do interior das plantações. No dia 12 de julho de 1990 surgiu um extraordinário pictograma em uma plantação de trigo abaixo de Adams Grave, em Alton Barnes, uma região de altíssima incidência dos círculos, à aproximadamente 150 km de Londres. Essa gigantesca e espetacular figura media 130 m de comprimento, e um morador que reside a menos de um quilômetro do local declarou ter ouvido um estranho zumbido no meio da noite, no mesmo instante em que todos os cães da vila começaram a latir.

crédito: steve alexander
 Enigma Crescente e incômodo. Nem o governo britânico sabe (ou admite) o significado de inusitadas figuras como esta, descoberta na região de Hackpen Hill, no dia 04 de julho de 1999
Enigma Crescente e incômodo. Nem o governo britânico sabe (ou admite) o significado de inusitadas figuras como esta, descoberta na região de Hackpen Hill, no dia 04 de julho de 1999

Em uma madrugada de julho de 1991, a pesquisadora Rita Gold e outros investigadores do fenômeno – durante uma vigília que faziam em um campo próximo a pequena Alton Barnes – puderam observar por volta das 03:00 h uma coluna branca bastante luminosa que desceu lentamente de uma nuvem em direção a uma colina próxima do local. A luminosidade envolveu todo o cume do morro, que tem aproximadamente 240 m de diâmetro, e depois desapareceu repentinamente. O acontecimento não deixou qualquer vestígio que pudesse ser encontrado durante o dia no alto da colina. Outro caso interessante ocorreu na noite de 23 de julho do mesmo ano, após o aparecimento de um estranho pictograma – como também são chamados os círculos. Dias após o aparecimento do desenho, um jovem com um detector de metais encontrou três moedas muito antigas, uma de ouro, outra de prata e uma terceira de bronze, enterradas no interior da figura. O mais estranho é que nessas moedas estava esculpido o mesmo desenho surgido na plantação. A análise das moedas constatou um elevadíssimo grau de pureza nos metais, algo praticamente impossível de se conseguir na época em que haviam sido cunhadas.

Sem Respostas Óbvias —
Belas e intrigantes, essas inexplicáveis figuras também puderam ser encontradas no Brasil nos últimos anos. No dia 03 de dezembro de 1996, por volta das 17:00 h, dois agrimensores que não quiseram se identificar encontraram em um charco, à 100 m da Escola de Especialistas da Aeronáutica, na cidade de Guaratinguetá (SP), uma circunferência simétrica com cinco metros de diâmetro, em uma área pantanosa. A vegetação estava dobrada no sentido horário e os filetes do capim não estavam quebrados. Houve também um crescimento repentino na borda do círculo, formando uma franja de aproximadamente 30 cm ao seu redor. Este caso foi pesquisado pelo ufólogo Walter de Oliveira, do grupo União das Forças Ostensivas de Lorena (UFOL). Duas noites anteriores ao surgimento da figura foram observadas luzes alaranjadas pelos moradores locais, provavelmente sondas ufológicas sobrevoando a região. Em exames preliminares, o professor de Ciências Agrárias Valdinei José Paulino descartou a hipótese de se tratar de uma formação natural. Após o fato, foi construído um muro separando a área militar do aeroclube local, e o charco foi aterrado para a construção de uma estrada, descaracterizando a região onde surgiu a marca.

A freqüência com que os círculos aparecem e sua diversidade nos provam que o enigma sobre sua origem e significado persiste, intrigando especialistas, ufólogos e até mesmo céticos, que igualmente buscam uma resposta para o fenômeno. Talvez no dia em que se comprovar o real envolvimento de seres extraterrestres com essas figuras, elas se tornem mais importantes do que fotos de discos voadores. Estas apenas provam a existência dos UFOs, hoje inquestionável, enquanto os círculos demonstram sua inteligência, habilidade e tentativa de nos enviar mensagens, interagindo conosco. Infelizmente, até o momento, de maneira incompreensível.

Saiba mais sobre o enigma dos círculos

No Brasil, dois vídeos trazem informações completas sobre o mistério dos círculos, seja na Inglaterra ou noutras partes do mundo. Um, já tradicional, é o Enigma dos Círculos Ingleses, uma produção italiana de 50 minutos lançada pela Videoteca UFO e disponível aos interessados através do encarte desta edição (código VD-12). Outro é um documentário que o autor desta matéria, Wallacy Albino, lançou com o também ufólogo Marco Antonio Petit, co-editor da Revista UFO. Trata-se de Círculos Ingleses: O Enigma Continua... e tem 60 minutos. O vídeo traz um panorama geral do mistério e entrevistas com estudiosos do assunto, além de imagens do fenômeno. O documentário pode ser obtido por R$ 25,00, escrevendo-se para: Lílian Benzi Albino, Rua Manoel Fernandes Junior 157, Jardim Ideal, 11410-110 Guarujá (SP). Telefone: (13) 386-4088. E-mail: wallacyalbino @uol.com.br

Os círculos continuam desafiando a Ciência

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Oct de 2000

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