ARTIGO

Mistério na Argentina - o estranho sumiço de uma família rural inteira

Por Gustavo Fernandez | Edição 259 | 10 de Julho de 2018

NÃO HÁ
Créditos: RAFAEL AMORIM

Mistério na Argentina - o estranho sumiço de uma família rural inteira

A cada ano, centenas de milhares de pessoas desaparecem em todo o planeta sem qualquer explicação. Todos sabemos que a grande maioria dos casos envolve tráfico humano, assassinatos e outras barbaridades, mas há alguns acontecimentos muito particulares e cercados por circunstâncias tão estranhas que nos fazem pensar que algo além da ganância, doença ou barbárie tenha sido responsável por eles. O evento que vamos analisar neste artigo é um desses episódios, não só por causa da sua natureza, mas porque levanta suspeitas quanto à participação de forças estranhas na manipulação jornalística da informação.

Na verdade, é pelo menos sugestivo que, apesar de se tratar de um episódio particularmente incomum com implicações talvez macabras, a imprensa nacional argentina não lhe tenha dado quase nenhuma cobertura. Sem menosprezarmos as outras tragédias cotidianas, cada vez mais presentes na mídia, o chamado Caso Gill merece, mas dificilmente tem, espaço na grande imprensa, mal sendo conhecido em Buenos Aires, a capital do país. Há nele ingredientes de mistério que justificariam o envio de jornalistas ao local, o rastreamento de testemunhas e até a utilização das eticamente discutíveis câmeras ocultas.

Elementos cinematográficos

Seis pessoas desaparecem da noite para o dia, mas seus pertences pessoais, dinheiro e documentos estão intactos em uma casa sem sinais de violência — a mesa estava servida para um jantar que nunca aconteceu. Além disso, há suspeitas de adultério, rumores de distribuição de drogas e de medicação ilegal, corrupção policial e, se abrirmos o leque das possibilidades, tudo ocorreu em uma área de frequentes avistamentos de UFOs, onde há vários registros de fenômenos estranhos. Temos aqui argumentos para vários filmes. Assim, vamos colocar todas as informações em ordem, sem nos esquecermos de que há muita controvérsia sobre a razão dos desaparecimentos e que é muito difícil de se ter acesso aos depoimentos, em um caso no qual as pessoas têm medo de falar.

Para a preparação desta matéria — que tem muito de preliminar e circunstancial — este autor foi para a cidade de Nogoyá, onde a causa está judicialmente fundamentada. Lá, pude conversar com parentes mais distantes e com os que estão diretamente envolvidos no caso, e li cópias de algumas páginas da investigação. Infelizmente, é preciso acrescentar que muitos dos informantes solicitaram expressamente que não fossem mencionados, de modo que as diferentes hipóteses aventadas, correm o risco de terem sido construídas sobre as de terceiros não verificáveis, o que não necessariamente as torna improváveis.

Como tudo começou

 Em 14 de janeiro de 2002, a família composta por José Rubén Gill, de 56 anos, apelidado de “Mencho”, sua esposa Norma Margarita Gallego, 26, e seus filhos María Ofélia, 12, Osvaldo José, 9, Carlos Daniel, 6, e Sofía Margarita, 4, foi para o velório de um conhecido na cidade de Viale, província de Entre Rios. Viale se situa a algumas poucas dezenas de quilômetros do local de residência da família, conhecido como Crucesita Sétimo, no departamento de Nogoyá. Próximo dali ocorrera, há algum tempo, um famoso caso ufológico argentino.

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Sobre o Autor

Gustavo Fernandez

É diretor da revista digital Al Filo de la Realidad

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