ARTIGO

Militares descrevem ocorrências envolvendo a Base Aérea de Santos

Por Wallacy Albino | Edição 264 | 08 de Janeiro de 2019

A Base Aérea de Santos, que, apesar do nome, fica na cidade vizinha, tem elevado índice de manifestações ufológicas
Créditos: FORÇA AÉREA BRASILEIRA (FAB)

Militares descrevem ocorrências envolvendo a Base Aérea de Santos

Unidade da Força Aérea Brasileira (FAB) que faz referência à cidade litorânea paulista, na verdade a Base Aérea de Santos (BAST) tem sua localização no distrito de Vicente de Carvalho, não muito longe de Santos, pertencente ao município de Guarujá, no litoral de São Paulo. A base foi fundada em 1922 e foi considerada de 1941 até 2007 um dos principais locais para treinamento de pilotos militares. A unidade tem uma pista pavimentada para pousos e decolagens com um comprimento aproximado de 1,4 km — era o local de operação do 1º Esquadrão do 11º Grupo de Aviação, o Esquadrão Gavião, que depois foi transferido para Natal. Localizada em um ponto estratégico para ação militar, a BAST tem uma área de 2.800 milhões de m² às margens do Canal do Estuário, próximo ao porto de Santos.

Recentemente a base virou uma unidade de desdobramento que apoia outras do Brasil em deslocamentos ou treinamentos. Apesar de o número de militares atuando no local ter diminuído de 700 para 300 indivíduos, a movimentação de aeronaves continua constante. No entanto, o pouco que se sabe sobre a instalação militar é que, durante várias décadas, ela esteve diretamente envolvida com casos de UFOs ocorridos no litoral de São Paulo — uma vasta área que apresenta intensa atividade ufológica, tendo sido apontada pelo canal History como um dos principais hot spots de discos voadores da América Latina em episódio da série Contatos Extraterrestres [2013], com participação deste autor.

Emergindo do mar

Um dos primeiros registros ufológicos envolvendo a Base Aérea de Santos (BAST) deu-se em 1958 com a manifestação de um objeto submarino não identificado (OSNI) não muito longe dela. O caso ocorreu em 10 de janeiro daquele ano, quando o capitão Chrysólogo Rocha se encontrava sentado com sua esposa no alpendre de uma casa, em uma vila militar em frente à Praia de Pitangueiras, no Guarujá. O casal se surpreendeu ao observar uma estranha “ilha” desconhecida que não existia antes naquele lugar. Rocha então pegou seu binóculo para observar melhor aquele artefato e descobriu que estava aumentando de tamanho e emergindo do mar. A dupla chamou outras pessoas que estavam no interior da residência para que também testemunhassem o estranho fenômeno, e um total de 10 indivíduos observaram o que estava ocorrendo.

Após alguns minutos as testemunhas notaram que a tal “ilha” se tratava, na verdade, de um objeto formado por duas metades, como dois pratos sobrepostos, com a parte de baixo flutuando no mar. Em um curto espaço de tempo o artefato submergiu e logo em seguida um barco a vapor cruzou o local. Passados mais 15 minutos, com a embarcação já distante, o misterioso aparelho voltou a aparecer — desta vez os observadores viram que a parte superior do OSNI estava ligada à inferior por meio de diversas hastes brilhantes, as quais continham pequenos objetos coloridos que se moviam desordenadamente, como se fossem contas em um colar.

O aparelho ficou visível por uma boa quantidade de tempo, permanecendo na superfície do mar por vários minutos. Depois, as duas partes se juntaram e o OSNI afundou até desaparecer definitivamente nas profundezas do Oceano Atlântico. Uma das testemunhas presentes no local, esposa de outro oficial do Exército, chegou a telefonar para o Forte dos Andradas, outra unidade militar ali perto, que, por sua vez, alertou a BAST. Foi então enviado um avião para sobrevoar o local da ocorrência, mas sem sucesso, pois não encontrou o estranho objeto submarino não identificado.

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Sobre o Autor

Wallacy Albino

Wallacy Albino nasceu na cidade de Santos (SP). Seu interesse por Ufologia começou com dois avistamentos no início da década de 80. Em 1985, fundou o Grupo de Estudos Ufológicos de Santos (GEUFOS), que manteve intensas pesquisas no litoral paulista e no Vale do Paraíba. Em 1994, foi diretor-geral do Grupo Ufológico do Guarujá (GUG), exercendo o cargo até 1999. Dois anos depois, participou das investigações do Caso Varginha, no sul de Minas Gerais, ocorrido em 1996 e considerado uma das principais ocorrências ufológicas do Brasil. Em 1997, realizou diversas pesquisas no Caribe, considerado um local de intensa atividade ufológica. Em seguida, foi o principal pesquisador dos casos relacionados com os ataques do Chupacabras no litoral paulista. Foi também o primeiro ufólogo brasileiro a pesquisar a intensa casuística no arquipélago de Fernando de Noronha (PE). Já em 1999, integrou o Instituto Nacional de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais (INFA), exercendo o cargo de diretor de pesquisas. Wallacy faz parte do grupo de consultores da Revista UFO e é presidente do Grupo de Estudos Ufológicos da Baixada Santista (GEUBS), fundado em 2000, hoje uma das entidades do gênero mais atuantes no Brasil. Desde 1998, é o diretor regional da entidade norte-americana Mutual UFO Network (MUFON) em toda a extensão do litoral do Estado de São Paulo. Wallacy desenvolve um importante trabalho sobre o misterioso fenômeno dos círculos ingleses, tema escolhido para este livro e para as palestras que vem ministrando em diversos congressos brasileiros.

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