Edição 95
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Memórias da Ufologia: Advogado paulista viaja num disco voador

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01 de Jan de 2004
São Sebastião, no litoral do Estado de São Paulo, onde o advogado Guimarães viveu sua espetacular aventura
Créditos: secretaria de turismo

Um dos casos mais extraordinários da Ufologia Brasileira é o ocorrido ao professor João de Freitas Guimarães, advogado em São Paulo, que viveu a estranha aventura de ter viajado numa nave extraterrestre. Entrevistado em 1957 pelo pioneiro ufólogo Walter Karl Bühler, da Sociedade Brasileira de Estudos sobre Discos Voadores (SBEDV), Guimarães, confirmou sua história, que havia descrito também, de forma inédita no país, num programa de tevê no Rio de Janeiro. Nele o advogado garantiu: “Estive a bordo de um disco voador”.

Hospedado num hotel em São Sebastião, litoral de São Paulo, o professor Guimarães resolveu dar uma volta pela praia após o jantar, por volta das 19h00. Subitamente, ao caminhar, viu subir do mar um jato d’água, que julgou vir de uma baleia. Logo, porém, um aparelho bojudo veio à tona e moveu-se até a praia, onde projetou um trem de aterrissagem munido de esferas. O objeto pousou e, por uma abertura, saíram dois homens de aparência e estatura normais, louros e de olhos claros, trajando uma espécie de macacão verde.

O advogado tentou perguntar-lhes se precisavam de alguma coisa, sem obter resposta. Pensou então que pudessem ser estrangeiros, e arriscou a mesma pergunta em inglês, espanhol, francês e latim, sem sucesso. Sem conseguir comunicação verbal, Guimarães teve a sensação de que o estavam convidando a entrar no aparelho. Julgou ser uma comunicação telepática. Sentindo uma vontade irresistível de ver a nave por dentro, ele seguiu um dos homens, enquanto o outro veio logo atrás – dentro da nave havia um terceiro homem. A abertura por onde passaram se fechou e ele teve a impressão de que estavam decolando. Guimarães sentiu um ligeiro mal-estar e notou, ao mesmo tempo, que havia água do lado de fora das janelas arredondadas da nave. Ele perguntou aos seres extraterrestres, então, se estava chovendo. Foi-lhe respondido telepaticamente que não era chuva, e que a água era proveniente da rotação em sentido contrário dos componentes da nave.

Durante todo o tempo que esteve a bordo do UFO, o advogado notou que ninguém saiu do mesmo compartimento em que estava, mas percebeu que havia outros - tudo era profusamente iluminado. Guimarães perguntou várias vezes de onde eles eram, mas os homens não responderam. Após passar por áreas do céu cravejadas de estrelas, alternadas com áreas escuras e uma camada violeta – que fez a nave estremecer um pouco –, os ETs regressaram à praia de São Sebastião, deixando o advogado onde o tinham abordado. Ele notou que seu relógio parara, mas calculou que a viagem tinha levado no máximo 40 minutos.

Sempre por telepatia, os seres alienígenas combinaram de se encontrar com ele novamente no dia 12 de agosto de 1957, no mesmo local e hora. Nessa data, porém, Guimarães não compareceu. Ele revelou ao pesquisador da SBEDV que tinha sido procurado por um tal coronel Coqueiro, da Força Aérea Brasileira (FAB), que o “alertou” para que não se dirigisse ao local do encontro. “Estaremos estariam esperando o UFO lá no local, com dois esquadrões de caça a jato para recepcioná-lo”, disse-lhe o coronel. Posteriormente, num programa jornalístico da extinta TV Tupi, de São Paulo, testemunhas afirmaram ter visto, no dia marcado para o encontro, um disco voador surgir por trás de Ilha Bela e sobrevoar São Sebastião, seguindo na direção da região e Barraqueçaba.

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Jan de 2004

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