Edição 30
DESTAQUE

Manipulação de humanos por ETs

Por
01 de Nov de 2004
Somos meras cobaias de nossos visitantes extraterrestres? Rotulados para fácil localização, caso as experiências conosco se prolonguem? Essas são questões que angustiam estudiosos atentos ao fato de que muitos ETs são violentos
Créditos: ZAP

Um dos casos mais impressionantes de raptos por seres extraterrestres de que se tem conhecimento é, sem dúvidas, o ocorrido com a senhora Becker. O mais interessante é que suspeita-se que deverão aflorar ainda muitas outras recordações na mente desta mulher, apesar da vida atribulada que ela e seu esposo têm, especialmente em momentos de crise econômica mais séria. No caso do casal em questão, ambos estavam desempregados na época dos fatos e, além disso, tiveram que se mudar da cidade onde moravam para outra mais distante. Mesmo assim, a experiência pela qual a senhora Becker passou traz grandes revelações.

A jovem senhora escreveu uma carta em 1995 dizendo que tinha obtido o meu endereço através de um colega de trabalho e que gostaria muito de poder conversar sobre UFOs, já que os havia visto algumas vezes e queria saber mais sobre o assunto. A carta, não sei como, foi cair atrás de uma gaveta do arquivo e lá ficou até inícios de 1997, quando finalmente a encontrei. Respondi pedindo desculpas por ter passado tanto tempo e agradecendo suas palavras. Uma semana depois ela telefonou dizendo que estava em Salvador (BA). Então, marcamos um encontro no meu escritório. A princípio, não surgiu nada que chamasse minha atenção. E nas generalidades, ela explicou que nunca tinha lido nada sobre o tema – recusando algumas edições da Revista UFO que lhe ofereci –, alegando que não gostaria de ser influenciada com as coisas que lhe aconteciam e que estava voltada ao cuidado dos filhos e à procura de novo emprego.

Mancha escura com filamentos

A mulher comentou ainda que andava preocupada com as coisas que haviam lhe ocorrido em 1994, quando viu algumas luzes estranhas em seu quarto. Ela conta que, na hora de dormir, teve a impressão que mal acabara de se deitar e o dia já estava amanhecendo, sentindo ainda como se alguém apertasse seu braço. Ao abrir os olhos, já bem acordada, percebeu que nem havia desligado o rádio antes de ir para a cama e sentia muita angústia e desconforto. Durante esse primeiro contato, narrou como tinha visto as luzes em companhia de uma amiga e sonhado várias vezes com alguém que nunca conseguia identificar, mas que lhe mostrava naves imensas passando pelo céu e outra pousada num terreno abandonado. No segundo encontro, já em companhia do marido, a jovem contou que estava se sentindo um pouco fraca devido a um aborto repentino, e que de tão confusa havia jogado tudo fora. Ela expelira uma espécie de ovo, com aproximadamente 9 cm de comprimento por 4 cm de largura e com uma mancha escura no centro, da qual saíam alguns filamentos, conforme desenho que fez na hora com material que lhe forneci.

Segundo Becker, que perdera bastante sangue durante a expulsão, o ovo era totalmente mole. Nesse momento, senti disparar o sinal de alarme. Em janeiro de 1997, meses antes do fato, a esposa de um vaqueiro, em Riachão de Jacuípe (BA), que trabalha numa fazenda onde acontecem inúmeros eventos ufológicos, sofreu dois abortos naturais ao 3° ou 4° mês de gravidez. Isso ocorreu dois anos depois de ter feito ligamento das trompas, o que não deixa de ser um dado bastante curioso.

O médico que a atendeu na ocasião da segunda gravidez disse que o que ela havia abortado era uma criança de cabeça muito grande e membros finos, totalmente deformada. Jamais pudemos saber o nome do médico em questão, nem chegamos a ver os exames realizados por ele, os quais acreditamos que tenham sido jogados fora. Apenas nos foi dito que o mesmo atende também na capital, Salvador. As coincidências eram muito grandes, já que a senhora Becker também havia ligado as trompas bem antes do seu novo relacionamento. Por causa disso, começamos a sondar pessoas que poderiam nos ajudar nesse caso através de uma regressão. Na medida em que conversávamos, começaram a surgir outras evidências que sinalizavam uma provável abdução. Certo dia Becker comentou que tinha visto, em sonhos, um tipo estranho de aparelho de laboratório ou uma grande indústria super moderna, na qual observara imagens coloridas em 3ª dimensão do seu corpo e órgãos internos. Ao mesmo tempo, alguém lhe explicava que iriam curá-la de um problema. Chegaram até a recomendar um tratamento, dando nome de um medicamento que ela teve algumas dificuldades em conseguir, embora seu esposo fosse representante de laboratório farmacêutico.

Gravidez psicológica

Temos que ressaltar que, antes dos abortos, seus seios tinham crescido significativamente e apresentavam uma grande quantidade de leite, que às vezes a molhava a roupa. Chegou-se até a sugerir, pelas evidências e por ter feito laqueadura, que poderia ter acontecido uma gravidez psicológica. Seu ventre também começou a crescer substancialmente, cessando todos esses sintomas após a expulsão do ovo. Através da indicação de um amigo, contatamos um psicoterapeuta, que se prontificou a nos auxiliar neste caso. Durante a primeira sessão, conversamos durante algum tempo para testar sua resposta à indução e discutir sobre seu histórico médico. Foi quando marcamos uma segunda consulta.

A vítima andava preocupada com as coisas que haviam lhe ocorrido em 1994, quando viu algumas luzes estranhas em seu quarto. Na hora de dormir, tinha a impressão que mal acabara de se deitar e o dia já estava amanhecendo, sentindo ainda como se alguém apertasse seu braço. Tinha muita angústia e desconforto

Em 03 de julho de 1997, às 15h00, foi dado início à regressão. Após atingir um estágio bastante aprofundado, a senhora Becker foi convidada a retornar à data do fato que tanto a perturbara. Nessa ocasião, não como protagonista, mas como espectadora dos fatos e comodamente reclinada numa poltrona, assistia a tudo que seria projetado na “tela do cinema”. Ela mostrava-se um pouco insegura, principalmente porque duas pessoas amigas, que a mesma havia convidado para assistir a sessão, não puderam comparecer. Na sala, apenas o médico, ela e eu fomos autorizados a entrar. Para não estender demasiadamente o relato, salientaremos apenas o que ela descreve, com algumas participações nossas em alguns trechos para explicar melhor suas declarações.

“Estou deitada, prestando atenção no rádio que está ligado, só vendo a luzinha vermelha do dial. Meus irmãos dormem. De repente, aparecem dentro do quarto quatro indivíduos altos. Não sei como entraram. Parece que usaram a porta ou passaram através dela. O quarto se ilumina com uma luz azulada que sai das suas roupas. Elas parecem não possuir costuras. É como se estivessem coladas ao corpo e são de cor azul, sem botões ou fechos. Todas iguais”. Os seres se aproximam dela em sua cama e começam a colocar instrumentos de aparência metálica, como alumínio, em seu corpo. “Um desses aparelhos está em cima da minha cabeça e em meus ouvidos. Parece choque elétrico, mas não dói. Examinam meus ouvidos”. No corpo da senhora Becker, as regiões do ventre, tórax, braços e até tiques no rosto dão idéia de tremores. Talvez fosse o choque elétrico que ela descreveu durante o exame.

A mulher continua a relatar os fatos: “Eles não falam, parecem se entender apenas pelo olhar. Eu sinto que repetem para eu ficar calma”. Quando pedi à ela que tentasse descrever a fisionomia das criaturas, qualquer detalhe, sugeri que a câmera desse um close dos mesmos para que ela pudesse observá-los melhor. “Parece mentira, mas não consigo ver seus rostos. Eles me atraem com as vistas e não é possível ver direito o resto. Têm olhos puxados e grandes. O nariz não consigo enxergar. A boca parece fina e igualmente grande. E as mãos têm dedos deformados. Não consigo mais”. Ela descreveu os seres como possuindo braços e corpos finos, muito compridos. A mulher estava coberta por uma espécie de lençol prateado e continuaram a analisá-la com esses aparelhos por cima do corpo. “Agora suspendem minhas pernas e prosseguem me examinando”.

Pareceu ser uma atividade igual a um exame ginecológico. “Agora me colocam um desses aparelhos finos, prateados, com a ponta preta. Parece que essa ponta tem uma linha ou fio muito fino. Quando retiram o aparelho, o fio não está mais”. Perguntei se sentia alguma espécie de toque dentro dela, ao que ela respondeu que seu corpo estava anestesiado. “Só vejo as figuras em volta de mim. Agora terminaram. Minhas pernas descem e eu saio da mesa. Me levam por um corredor de luz vermelha. E lá estou na minha cama”. Quando ela atravessou o corredor, não deu para ver nada, a não ser a luz. Um deles a segura pelo braço. “Estamos descendo de uma grande nave em cima da casa. Não sei como descemos, mas parece que voamos. Agora estou dentro do meu quarto e na cama. Sinto-me toda gelada e já está clareando o dia”.

Quando o médico terapeuta se recusou a continuar o trabalho, dizendo que não teria mais tempo para isso, a senhora Becker se sentiu rejeitada, confusa, pensando que fizera o médico perder tempo com suas maluquices. Mas essas duas sessões ajudaram a fazer com que uma grande parcela das recordações aflorasse em sua mente dias depois. Como não havia esperanças de poder continuar o trabalho de regressão tão cedo, decidi conversar largamente com ela para tentar esclarecer alguns detalhes que acabariam complementando o seu relato. Muito assustada, a jovem procurou-me na semana seguinte para me contar que tinha se lembrado de outras coisas que agora tentava inutilmente esquecer, devido ao medo. A bordo da nave, também tinha visto sua mãe e irmãos, sendo que um deles contara depois que tivera um sonho com toda a família dentro de um UFO.

Base alienígena na Terra

Com respeito a estas observações, ela continuou a ver os UFOs tanto acordada como em sonhos. E a estranha pessoa que nunca conseguia determinar quem era lhe disse que as naves que via eram da frota que estava chegando para estabelecer uma base aqui na Terra, e que apenas algumas pessoas escolhidas podiam vê-los, pois vibravam numa freqüência diferente da dos humanos. Depois de quase um ano sem ter notícias da senhora Becker, a não ser breves e esparsos telefonemas sociais, há pouco tempo me chegaram algumas informações por intermédio de um conhecido, dizendo que haviam surgido novos fatos sobre este caso que eu ainda não sabia, e que era necessário que eu me encontrasse com ela e seu marido. Durante uma ligação, a jovem perguntou-me se eu tinha recebido uma carta, na qual me contava uma porção de novidades a respeito do que lhe acontecera. Como nenhuma correspondência havia chegado à minha caixa postal, Becker ficou receosa de tornar a escrevê-la ou falar pessoalmente comigo.

Sintomas de abdução são sutis e surgem gradativamente, indicados por padrões que se assemelham em quase todos os casos do gênero. As lembranças do rapto vão nascendo e de repente afloram na mente dos abduzidos, quando se dão conta de que o que viveram são experiências muito reais e que tiveram tremendo impacto em suas vidas

O Caso Taí e Prima

Com essas duas pessoas, de uns três anos para cá foram aparecendo detalhes sutis de um indicativo de abdução, que estaria acontecendo desde a época em que ainda não se falava em seqüestros por seres extraterrestres, caracterizando um desses casos em que as vítimas são monitoradas desde a infância. O que vamos relatar a seguir vem surgindo em episódios lembrados espontaneamente ou através de sonhos, de cunho realista, que pressupõem outras coisas muito além de serem apenas sonhos. As lembranças que vão nascendo e de repente afloram na mente dos abduzidos – quando estes começam a recordar coisas que podem ser, como já dissemos, muito mais que sonhos – remontam a vários casos acontecidos anos atrás com eles ou seus familiares.

Na verdade, poderíamos nos referir a acontecimentos na vida do pai de Taí na época da sua juventude e logo após o matrimônio, tais como lembranças de grandes olhos escuros lhe observando desde a porta da casa, globos luminosos que circulavam no quarto do casal antes do nascimento do primogênito, e ainda quando criança também vira dois grandes olhos escuros num rosto iluminado que parecia flutuar dentro da humilde casa. Mas vamos começar bem mais adiante.

Taí e sua irmã Rosa se interessavam por UFOs desde 1975 e passavam muito tempo conversando sobre o assunto. Uma noite Rosa sonhou que, assistindo tevê, de repente a energia faltou e uma intensa luminosidade azul começou a entrar pela janela do último andar do prédio onde moravam. Fato esse que fez com que corresse até o lugar para saber do que se tratava. Lá fora, Rosa avistou vários UFOs pairando acima do condomínio e sentiu como se estivesse sendo sugada pela luz que eles emitiam. Foi quando Taí apareceu e a abraçou, impedindo que ela fosse puxada pelos objetos. No dia seguinte a menina ficou acordada até mais tarde para assistir a um filme na televisão, quando, igual ao seu sonho, faltou energia, e ela viu um reflexo azulado invadir o ambiente onde estava. Absolutamente desesperada e com medo, correu para o quarto, e nesse momento a energia voltou.

Dias depois, dormindo na casa da sua madrinha, no mesmo prédio onde morava, Rosa teve outro sonho. Desta vez viu três pessoas se aproximando da cama. Quando gritou, ou pensava estar fazendo-o, o que parecia ser o chefe desse grupo a repreendeu dizendo: “Por que você grita? Está sempre querendo nos ver e agora fica assim?” A respeito dos gritos, parece que eles incomodam ou afetam de alguma forma os alienígenas, já que em vários casos, como o de Antônio Vilas Boas, Whitley Strieber, Rosa – a moça desse caso –, e outros, os aliens reagem perguntando “Por que está gritando?” ou “O que podemos fazer para você parar de gritar?”

Ou ainda, como no caso de Vilas Boas, eles paravam e ficavam olhando enquanto o rapaz gritava. Será que o som estridente emitido pelos humanos cria alguma vibração diferente no campo em que tais seres se movimentam? O sonho de Rosa acontecia em sua casa e não na da madrinha, onde ela se encontrava passando a noite. Enquanto isso, os outros dois indivíduos encostavam na nuca dos seus pais e de seu irmão algo parecido com tubos de ensaio, que se enchiam de sangue. Os três eram magros, tinham aproximadamente 1,60 m, cabelo escuro puxado para trás. O chefe ostentava um ridículo bigodinho fino, como os homens de antigamente costumavam usar. Ao acordar na manhã seguinte, para seu espanto, Rosa estava toda suja de sangue (cabelo, travesseiro, lençóis e dedo indicador) já coagulado.

crédito: Ilustração de Alberto Romero
Nossos visitantes têm padrões relativamente bem definidos de operação com abduzidos. Acima, eis a representação da abdução da senhora Becker, que teve uma espécie de ovo expelido num aborto espontâneo, após sua traumática experiência
Nossos visitantes têm padrões relativamente bem definidos de operação com abduzidos. Acima, eis a representação da abdução da senhora Becker, que teve uma espécie de ovo expelido num aborto espontâneo, após sua traumática experiência

Hipóteses e conjecturas

Quando o companheiro Valmir de Souza, vizinho e amigo dessas pessoas desde a infância, me confidenciou o relato acima, solicitando conselhos sobre o que fazer e pedindo todo o sigilo possível sobre os fatos ocorridos, nós nem sequer imaginávamos que fosse um caso de abdução. Levantamos inclusive diversas hipóteses e conjecturas a respeito do fato de Rosa ter acordado toda ensangüentada. Até que sua própria madrinha nos confirmou que não havia possibilidade de uma eventual menstruação, já que a jovem tinha um ciclo muito regular, e isso havia acontecido 12 dias depois da regra. Além do mais, sua roupa de baixo estava completamente limpa naquela noite, o que fazia o mistério ser maior.

No ano de 1981, Prima, esposa de Taí, estava dormindo na casa dos seus pais, deitada de costas, acordando repentinamente com uma luz de cor azulada que penetrava pelo telhado. Ela, no entanto, não conseguiu ver exatamente de onde a claridade emanava, notando apenas que incidia sobre o seu ventre durante alguns instantes. Enquanto se questionava sobre o que poderia ser aquilo, a luz se deslocou, subindo lentamente pelo seu abdôme e estacionando entre os seus seios. De repente, Prima puxou o lençol apavorada, cobrindo-se até a cabeça e virando de lado. Minutos depois, ao tomar coragem para observar o que estava acontecendo, a luz tinha desaparecido.

Eis agora alguns sonhos de Taí, o primeiro ocorrido em 25 de agosto de 1991, num domingo de madrugada. “Sonhei que estava em Santo Antônio de Jesus, caminhando pela rua principal, e havia um cortejo parecido com uma procissão religiosa. Era noite e, mesmo com a fraca iluminação, dava para ver a rua onde morei, bastante enlameada. O detalhe era que eu não via os rostos das pessoas que seguiam o cortejo, rumo à igreja local”. Outro sonho ocorreu em 26 de agosto do mesmo ano, uma segunda-feira de madrugada. “Novamente eu estava na minha cidade e também era noite. De repente, pessoas de aproximadamente 1,50 m de altura, vestindo roupas colantes pretas, me seguraram e tentavam levar-me à força, pois estava reagindo violentamente à atitude de meus supostos captores – dos quais não via seus rostos, assim como os das pessoas do sonho anterior”.

A vítima descreveu que estava num carro parecido com um opala preto, com sua esposa e mais três ou quatro mulheres que não conhecia, além do motorista. “Seguimos por uma avenida da cidade baixa, em Salvador, vindo não sei de onde. Em seguida, uma grande forma preta, que parecia de algo gigantesco, igual a uma garrafa ou jarra, com asas de morcego, vinha baixando sobre o carro, me assustando. Então gritei para o motorista: ‘pisa fundo que eles vão nos agarrar’, porém o carro parou e os mesmos indivíduos baixinhos foram surgindo em volta do mesmo”. Também apareceu para a testemunha uma mulher pequena e magra, de rosto comprido e nariz afiado, cabelos castanhos, longos e lisos, vestindo uma roupa colante de cor cinza escuro ou azul marinho.

crédito: Ilustração de Alberto Romero
Os instrumentos médicos utilizados durante a abdução de Taí. O objeto A parecia-se com uma sonda, que era inserida em seu corpo delicadamente, conforme era manipulada pelos abdutores, em B. Tinha cerca de 30 cm de comprimento e diâmetro de cerca de 2,5 cm
Os instrumentos médicos utilizados durante a abdução de Taí. O primeiro objeto parecia-se com uma sonda, que era inserida em seu corpo delicadamente, conforme era manipulada pelos abdutores, segundo objeto. Tinha cerca de 30 cm de comprimento e diâmetro de cerca de 2,5 cm

Impulso repentino

“A tal mulher me acalmava e dizia que não nos fariam mal. Senti-me realmente tranqüilo e confiante, o suficiente para tentar conversar com ela. Explicou-me que o objetivo daqueles seres naquele momento era nos descontaminar, principalmente as mulheres que estavam grávidas e cujos fetos eram de real interesse para eles. A partir deste momento, passei a lhe perguntar tudo que era de meu interesse sobre UFOs, e ela me respondeu algumas coisas, chegando a falar sobre um velho pescador que conhecia e que em outra oportunidade me diria mais a seu respeito”.

O abduzido acordou tonto e sem entender nada, sentindo suas lembranças se apagando rapidamente. Tomado de um repentino impulso, pulou da cama e foi até o pátio dos fundos, onde ouviu um barulho, mas não se lembra se foi antes ou depois do sonho. “Quando olhei o relógio eram 02h30. Voltei a deitar, mas não consegui mais dormir, pois uma sensação esquisita me dominava e tinha medo de pegar no sono”. Nesse momento da narrativa interferi no relato para dizer que fiz questão de transcrever exatamente o que Taí contou. Acho que se tentasse fazer um copidesque das suas palavras as mesmas perderiam muito da emoção sincera do rapaz.

13 de junho de 1994. “Nesta madrugada Prima teve um sonho que a deixou muito impressionada, por ser o mesmo incomum e principalmente porque ela nunca consegue se lembrar do que sonha. E quando o faz, é tão pouca coisa o que consegue descrever que não dá para entender. Ela contou que se encontrava numa sala cujas paredes tinham aparência metálica e na qual via várias pessoas aos pares, homem com mulher, homem com homem, mulher com mulher e até alguns adultos com crianças. Eles estavam sobre uma espécie de esteira rolante e deslocavam-se para outro compartimento, onde seriam selecionados e formados os casais. Os pares masculinos seriam analisados por um computador, sendo que o de maior tendência feminina sofreria uma cirurgia que o transformaria em mulher, acontecendo o inverso com estas últimas”.

Aceleração do metabolismo

Sua experiência ia gradativamente se ampliando em complexidade. A vítima descreveu que as crianças seriam banhadas num líquido que aceleraria o seu metabolismo, fazendo com que se tornassem adultas em pouco tempo, e que logo após seriam submetidas também a uma cirurgia como as anteriormente mencionadas, se necessário. Foi também mostrada à Prima a sala de cirurgias onde as transformações aconteciam, além de um homem com seus genitais extraídos, num corte perfeito para a devida transformação do macho em fêmea. O órgão retirado serviria para alguma fêmea que fosse virar macho. “Os seres que dirigiam essas atividades tinham aparência humana, eram brancos e loiros, tendo alguns deles cabelos da cor castanha, compridos até os ombros, usavam roupas branco-acinzentadas e colantes. Minha esposa observou ainda que durante as cirurgias não havia sinal de aplicação de qualquer tipo de anestesia nas vítimas, pelo menos aparentemente”, disse o abduzido.

Impressionante? No ano de 1997, Prima teve outro desses sonhos, afirmando que desta vez estava sendo levada por um helicóptero junto a um grande número de pessoas. De repente, o mesmo mergulhava no mar, transformando-se numa espécie de submarino. Poderia ser mais um sonho, é claro, mas um sobrinho dela – que também estava no helicóptero junto com alguns dos seus filhos –, sem conhecer a narrativa de Prima, dias mais tarde veio visitá-la e contou-lhe que havia sonhado exatamente a mesma coisa que a tia.

O mais interessante é que, segundo Taí, Prima estava em sua companhia e ambos ficaram extremamente assustados quando mergulharam no mar. Mas seus sonhos também não o deixavam em paz. Vejamos o que a testemunha sonhou numa noite de fevereiro de 1998: “Eu estava em Santo Antônio, na casa dos meus sogros, e dormia no chão, pois Prima e nossos três filhos se apoderavam da única cama do quarto de hóspedes. Nesta noite, sonhei estar mantendo relações sexuais com uma mulher muito bonita, segurando-a pelas ancas, como se ela se apoiasse numa mesa ou coisa semelhante, colocada à sua frente. No auge do prazer, percebi que tinha alguma coisa sendo retirada de mim. Ao me virar, vi um tubo sendo puxado por uma mão comprida. Só enxergava a metade do braço para frente”.

crédito: Joseph Knerr
A abduzida descreveu um processo genético realizado pelos raptores: crianças eram banhadas num líquido que aceleraria o seu metabolismo, fazendo com que se tornassem adultas em pouco tempo
A abduzida descreveu um processo genético realizado pelos raptores: crianças eram banhadas num líquido que aceleraria o seu metabolismo, fazendo com que se tornassem adultas em pouco tempo

Dá para imaginar o trauma sofrido por este abduzido, já que o esforço realizado para conseguir nos contar sua história foi deveras enorme, só conseguindo fazê-lo pela amizade e confiança depositadas em Valmir de Souza, seu amigo de infância, que, através das suas palavras de apoio, após relutar bastante, aceitou falar também comigo. Depois desta explicação, bastante necessária, vamos prosseguir. A descrição do aparelho é a seguinte: objeto com aproximadamente 30 cm de comprimento e grossura de um dedo, começando mais fino na ponta e aumentando ligeiramente do lado oposto.

Parecia uma espécie de vidro aluminizado, sendo sua estrutura como que ondulada ou com uma espécie de gomos. A ponta parecia oca, e na altura em que era segurado pela mão que o puxava – de cor cinza claro e com quatro dedos, aparentemente muito finos e compridos – havia uma espécie de trava com a forma aproximada de duas calçadeiras de metal, com o mesmo tipo de curvamento, porém com dois buracos. A parte traseira da mão aparentava ser uma empunhadura, da qual saíam três fios ou antenas. Surpreso ao ver aquilo – e não sabendo como nem em que momento tinha penetrado –, Taí voltou seu olhar para a mulher com a qual teria copulado, tomando mais um choque. Ela era um arremedo de corpo feminino dos quadris para cima. Para baixo não passava de uma máquina. Ao retirar o membro, percebeu que tinha estado dentro de um tubo forrado, aparentemente com algo semelhante a uma borracha úmida e macia.

Corpo feminino e pele alva

Da parte inferior desse aparelho saíam vários tubos e mangueiras ligados a um receptáculo de cor branca. Taí despertou muito assustado e enojado, humilhado, ainda sentindo prazer e uma enorme vontade de urinar. Depois de muito tempo acordado, pensando sobre o acontecido e profundamente revoltado, o cansaço o dominou, conseguindo o mesmo dormir já com o dia amanhecendo. A partir desta data, um sentimento de ódio e revolta se apoderou de Taí, que se sentia violentado de corpo e alma. Ele se tornou uma pessoa agressiva com todos e por tudo, tendo longas noites de insônia, apatia sexual e perdendo até a vontade de viver. Algum tempo depois – quase dois meses de padecimento –, após violenta crise de choro, Taí conseguiu falar sobre o acontecido com sua esposa. Foi quando tomou outro choque, embora ela o escutasse e o confortasse com todo carinho. Prima lhe disse, simplesmente: “Não é uma surpresa para mim, já que sempre percebia ou sentia presenças estranhas no quarto”. Por outro lado, o apoio dela foi fundamental para a recuperação do marido.

Três meses depois, já quase refeito desse trauma, Taí sonhou que estava, desta vez, num compartimento pequeno, parecendo um elevador. Não sabe onde, mas encontrava-se na companhia da mesma mulher, que agora, aparentemente, possuía corpo feminino, pele alva, rosto comprido e cabelos lisos repartidos ao meio até os ombros. Antes que ele pudesse dizer ou fazer algo, a fêmea se abaixou e fez sexo oral nele, que ficou mais uma vez chocado e constrangido por estar traindo sua esposa. Ao finalizar o que queria, a mulher disse então que Taí não estava traindo Prima, já que ela também tinha um companheiro, e completou: “Faço isso porque é minha função aqui”. Nesse momento, Taí percebeu que aquele recinto abrigava também dois indivíduos que não pôde visualizar em detalhes.

Inconvenientes raptores

Recentemente surgiu um novo elemento nas investigações. Aparentemente, Taí continua sendo abduzido com os mesmos propósitos de coleta seminal. Nada adiantou para ele se refugiar em uma fazenda no interior do Estado, pois no final de 1998 foi novamente levado por tais seres. Segundo seu relato desta nova experiência, encontrou-se certa noite dentro de uma sala onde estranhamente também estavam seus pais e uma tia. Seus misteriosos e inconvenientes raptores – que nunca consegue ver – lhe ordenaram para que tirasse suas roupas e deitasse numa cama junto com seus familiares.

Taí reclamou daquela imposição, como que querendo uma explicação para o que estava acontecendo e acrescentando que sabia o que eles queriam. Em seguida, caminhou até uma grande janela na parede oposta e viu uma rua da sua cidade com vários indivíduos que saltavam de um veículo e se dirigiam para casa. Neste momento, alguém lhe disse que tinha que fazer isso porque era assim que devia ser, e acrescentou ainda que, se não obedecesse, sua tia iria ficar muito zangada. Esta sempre evitava fitá-lo de frente, virando o rosto cada vez que Taí buscava seu olhar. Quando ele começou a ficar mais irritado, seu pai, deitado e coberto até o peito por um lençol, disse: “Eu sei exatamente o que você está pensando”, e calou-se. Por fim, se encontrou deitado, sem saber como, em situação igual aos outros. E, espantado, percebeu seu estado de excitação. A seguir, uma figura feminina bastante gorda se aproximou dele.

Quando acordou no meio da noite, estressado, sentindo-se completamente exaurido, com uma enorme pressão na altura da bexiga e tendo lampejos do acontecido, correu para o sanitário, confirmando o que tinha ocorrido, embora suas roupas de baixo não estivessem sujas. Chegou a comentar o fato com a esposa, que simplesmente disse: “Faz tempo que eu sei o que está acontecendo. Eu sinto alguma presença aqui sempre que isso acontece com você”. Ainda em choque, Taí saiu para o quintal, olhou para o céu, conforme seu costume, como que se questionando sobre o acontecido. De repente sofreu um sobressalto. Uma voz parecia ecoar na sua cabeça, dizendo claramente: “Há um chip inserido no seu hipotálamo que, quando ativado, você sai de seu corpo naturalmente e vai até lá, sem necessidade de que venham lhe buscar”. Assombrado, Taí correu para o interior da casa e começou a procurar, freneticamente, livros e revistas para tentar descobrir até que ponto o que tinha ouvido poderia ser verdade ou pelo menos lógico. Descobriu, já ao amanhecer, alguns artigos que explicavam que o hipotálamo tem relação com a hipófise e a glândula pineal.

crédito: Arquivo UFO
Os aliens atuam geralmente em lugares ermos, mas também podem agir em regiões urbanas e densamente populosasOs ataques com propósitos de abdução acontecem quase sempre à noite, estando a vítima sozinha ou com poucos companheiros. Elas são paralisadas e levadas por horas ou mesmo dias
Os aliens atuam geralmente em lugares ermos, mas também podem agir em regiões urbanas e densamente populosas

Hipófise e glândula pineal

Esse ponto do cérebro comanda o controle das emoções e da sexualidade, e provavelmente a pineal também é responsável pelo desdobramento ou viagem astral. Coincidência? Taí nada conhecia de medicina nem das funções do cérebro e muito menos sobre viagens astrais. Ele só descobriu essas informações através da busca em diversos livros, enciclopédias e revistas, como já dissemos. A esse respeito, Valmir foi procurar uma médica, amiga da família e ex-participante do Grupo de Pesquisas Aeroespaciais Zenith (G-PAZ), que confirmou os dados com referência às glândulas mencionadas. Disse também que era muito provável que a pineal, entre outras coisas, tivesse alguma relação com o desdobramento. Porém, sobre a possibilidade de se fazer uma tomografia computadorizada com Taí, foi taxativa: “O Sistema Único de Saúde (SUS) não cobriria os custos do exame”. E ainda ponderou que se tivesse sido implantado um biochip em seu cérebro, utilizando tecidos do próprio indivíduo para envolvê-lo, tal exame nada revelaria.

Mais um impasse. Porém, uma tênue luz no fim do túnel. Esta informação, seja lá qual for a fonte, faz bastante sentido e ainda abre uma brecha que pode se transformar numa trilha a qual não podemos nem devemos ignorar, já que é um dado novo para as pesquisas sobre abdução. Os profissionais de saúde da área mental que utilizam a hipnose com abduzidos podem aprofundar seus estudos contando com uma nova pista que, corretamente estudada e analisada, pode nos levar a puxar mais um fio dessa emaranhada meada. O que podemos acrescentar a isso? E como tal fato pode ajudar Taí na sua angústia? Não é fácil convencer a ele e Prima de que o que ambos vêm passando também acontece com milhares de outras pessoas. Outro importante elemento que analisamos nesta série de relatos é o fato de que a coleta seminal – e provavelmente ovular, no caso de Prima – ter relação com algum fator especial reprodutivo. Dá a impressão de que os seres alienígenas sabem exatamente o momento em que suas cobaias atingem o ponto certo para a abdução e as abordam neste preciso ponto de suas vidas, sem chances de erros.

O fator que nos leva a essa dedução é o que surgiu através das nossas conversas com Taí. Cada vez que acontece um desses casos, quando ele sente que lhe foi retirada grande quantidade de sêmen, lhe sobrevém um grande período de apatia sexual, o que também acontece com sua esposa. Isso poderia significar um controle bastante rigoroso de seus desejos, para não desperdiçar a matéria-prima que, aparentemente, lhes é necessária.

Isso nos faz voltar às primeiras considerações, no que diz respeito a um provável implante ou biochip no hipotálamo, o qual, por seu intermédio, controlaria as emoções e desejos sexuais das vítimas. Sabemos que existem alguns abduzidos com prováveis implantes no pênis, testículos e junto da vagina ou no seu interior, que poderiam muito bem controlar, entre outras coisas, a quantidade de líquido seminal acumulado, temperatura dos órgãos sexuais, reações biológicas durante o ato, batimentos cardíacos, pressão sangüínea etc. É descabida esta conclusão? Por enquanto só nos resta esperar outros acontecimentos do mesmo tipo e ver se conseguimos novas pistas que nos levem a deduzir, com maior clareza, o que está acontecendo e por quê os seres que nos raptam tão insistentemente agem dessa maneira.

O incrível Caso M. N.

Quando visitamos pela primeira vez a cidade de Conceição do Almeida (BA) – a 161 km de Salvador – para investigar uma filmagem comprovadamente autêntica realizada por um conceituado médico do local, o doutor Damião Domingues, o mesmo nos colocou frente a frente com um fazendeiro da região que tinha sido vítima de abdução. Este senhor, seu paciente, lhe confidenciou que estava preocupado por causa de um aparente lapso de tempo em sua memória. Isso aconteceu depois de ter sido seguido por uma estrela, tarde da noite na estrada. Cientes dos cuidados que devemos ter com as pessoas que vivem pendentes dos passos dados por nós durante o tempo em que investigamos o caso, e para preservar a identidade das mesmas, fomos até a residência da testemunha numa manhã, e após um pouco de resistência, o senhor M. N. nos contou o que segue abaixo.

crédito: Ilustração de Alberto Romero
A representação das estranhas marcas encontradas no peito do senhor M. N. Casos como esse não são comuns, mas existem e precisam ser conhecidos e entendidos
A representação das estranhas marcas encontradas no peito do senhor M. N. Casos como esse não são comuns, mas existem e precisam ser conhecidos e entendidos

Na noite do fato, ele e sua esposa foram seguidos ostensivamente por uma luz que o mesmo descreve como a Estrela D’Alva, quando regressavam de uma fazenda para sua residência. A luminosidade os acompanhou por vários quilômetros, e, segundo seu testemunho, parava e se movia de acordo com o andar do carro. M. N. ficou muito curioso por causa dessa companhia inusitada, tanto que, quando se aproximavam da cidade, perto de uma estação rodoviária desativada, decidiu estacionar para observar melhor a luz que naquele momento parecia pairar a menos de 500 m de distância.

Como sua esposa se negou a ficar nesse local solitário, M. N. a levou para casa, a menos de 1 km de distância, e voltou ao local do incidente na mesma hora. Quando chegou, percebeu que a estrela estava um pouco mais na frente e parecia pousada num terreno. Ele então saltou do carro, sentindo um temor inexplicável, e resolveu retornar ao veículo imediatamente. Quando lhe perguntamos quanto tempo permaneceu fora de casa, M. N. respondeu que não mais que 10 minutos. Porém acrescentou: “Minha mulher diz que foi mais de 01h30”, alegando que a mesma tinha provado o que afirmava, dizendo que, após deixá-la em casa, olhou as crianças que estavam dormindo, bebeu água, tomou banho, trocou de roupa e se deitou. “Quando eu voltei, já fazia um bom tempo que ela estava dormindo”, relatou.

Para não ser tão direto, perguntamos a ele se alguém na família já sofreu sangramento noturno no nariz ou se tinha aparecido uma marca recente em alguma parte do corpo, como de vacina. Foi então que M. N. ficou visivelmente nervoso, e após certificar-se de que não possuía mais ninguém por perto, fechou com chave a porta do seu gabinete e, desabotoando a camisa, nos mostrou uma marca estranha pouco acima do mamilo direito. Ao repuxar a pele próxima ao sinal, pudemos notar claramente um círculo de aproximadamente 2,5 cm de diâmetro, ostentando visíveis sinais, como picadas de agulha em volta do mesmo. Em cada picada havia uma saliência como se tivesse pequenos grãos de arroz sob a pele. Embora a especialidade do doutor Damião não seja a dermatologia, ele não tem explicação para o que sejam essas marcas.

Dias depois, o senhor M. N. teve um sonho que pode ter muito a ver com o caso de abdução. Nele, revia o acontecimento vivido, desta vez descrevendo a estrela como sendo um objeto de formato cônico, muito brilhante e semelhante ao aço, porém não sabe de onde provinha o brilho, já que não possuía luzes. Disse que parecia uma espécie de chapeuzinho de festas. “Ao chegar perto daquilo, pude perceber que o mesmo era pequeno como um chapéu”, relatou. O objeto se movia lentamente, flutuando à sua frente. M. N. o seguiu até alcançá-lo e o colocou na cabeça dizendo: “Agora vou poder entender o enigma”.

Objeto de formato cônico

A descrição de uma espécie de chapéu ou capacete existe em outros casos de abdução ou encontros próximos. O acontecimento mais significativo talvez seja o de Bianca, sobre sua experiência a bordo da nave de Karran. O tal capacete tinha a função de tradutor, o que parece corresponder à frase de M. N. quando diz “...vou poder entender o enigma”. O fato de existir uma correspondência entre diversos casos com objetos afins, embora com ligeiras variações, pode demonstrar que os mesmos fazem parte de uma peça importante para o diálogo entre esses seres e nós. “Alguém disse que eles estavam na minha imaginação. Tinha gente que inventava coisas impossíveis e outras que podem se concretizar. Quando eu quiser contatá-los, deverei usar a imaginação”, completou o senhor M. N. Em nível consciente ou inconsciente, ele não pôde vê-los – ou não permitiram que os olhasse –, assim como em outros casos de abdução. Talvez tenha recebido uma ordem hipnótica para não lembrar os detalhes do que lhe acontecia. Quando perguntamos a M. N. como era o dono da voz que lhe explicou isso, rapidamente ele tratou de mudar de assunto. Para ele seria muito mais simples dizer que não os tinha visto ou que não sabia de onde vinha a tal voz. Talvez a explicação para tudo isso seja apenas telepatia ou nada além de um sonho. Um sonho que deixa marcas físicas parecendo a estilização de um sol.

crédito: Mike Rogers
Os ataques com propósitos de abdução acontecem quase sempre à noite, estando a vítima sozinha ou com poucos companheiros. Elas são paralisadas e levadas por horas ou mesmo dias
Os ataques com propósitos de abdução acontecem quase sempre à noite, estando a vítima sozinha ou com poucos companheiros. Elas são paralisadas e levadas por horas ou mesmo dias

Casos de abdução surpreendem na Bahia

por Equipe UFO

O trabalho ufológico de mais de quatro décadas de Alberto Romero resultou no livro Verdades que Incomodam, publicado pela coleção Biblioteca Ufo em 1999. Com quase 400 páginas e esgotada em menos de um ano, a obra revela detalhes da atividade ufológica na Bahia, segundo episódios investigados pelo autor. Romero explica que, na maioria dos casos de abdução – ou na sua totalidade –, se encontram muitas informações sobre as lembranças que afloraram nos abduzidos através de sonhos ou pesadelos que também deixam marcas. Para ele, não se deve descartar em absoluto esses dados, já que, segundo alguns estudos, de cada 15 sonhos narrados como lembranças de casos ufológicos, 5 podem de fato ser lembranças nítidas de uma abdução, deixando nos outros 10 imagens oníricas puras que, embora disfarçadas de contato alienígena, podem na verdade estar deixando aflorar problemas e traumas pessoais que nada têm em comum com o Fenômeno UFO. E das que apresentam nítidos traços de abdução por seres extraterrestres, às vezes podem vir à tona sensações contaminadas com frutos do inconsciente pessoal.

“O enfoque da pesquisa na qual trabalhamos, com elementos quase exclusivamente oníricos – quando não dispomos da colaboração de um psicoterapeuta e a grande ajuda da hipnose regressiva –, deve ser muito cuidadoso, já que temos que nos basear em elementos puramente subjetivos”, declara Romero. E quando não se tem experiências e vivências suficientes, eles podem muito mais prejudicar do que ajudar. Quando afloram essas imagens, mesmo que verdadeiras ou reais, elas podem brotar com algum tipo de contaminação. Mas isso não invalida o trabalho. Por outro lado, as que aparecem como típicas figuras do inconsciente, às vezes escondem por baixo de traços banais problemas de abdução muito complexos. “Quando um sonho deixa vestígios físicos, marcas ou cicatrizes, então devemos levá-lo muito a sério, e sobretudo ter muito respeito. Somente quem vivenciou realmente um drama desses pode saber o que é”. Segundo o experiente ufólogo, existem outros casos de abdução na Bahia, mais ou menos traumáticos, como por exemplo o de um velho pescador já falecido em Barreiras de Jacuruna, zona de altíssima incidência de observações. Mas infelizmente não há evidências tão fortes para este caso como as que Romero apresenta em seu artigo.

Os procedimentos de abdução dos alienígenas

por Alberto Romero

Durante o processo padrão das abduções são retirados das pessoas, por diversos procedimentos, sangue, oócitos (óvulos das fêmeas) e espermatozóides. Através de incontáveis depoimentos de abduzidos, sabemos que também são extraídas amostras de saliva, fluído dos olhos (humor vítreo aquoso), fluído cérebro-espinhal, urina, fezes – através de sondas –, unhas e cabelos, o que nos parece detectar uma preocupação com a coleta ou controle do DNA. A boca, orelhas, olhos e órgãos genitais são os locais que despertam maior interesse aos aliens, assim como o umbigo das fêmeas. Tais seres também costumam retirar pedaços de tecidos das orelhas, olhos, nariz, panturrilha, coxas e quadril. Por causa disso, muitas cicatrizes são descobertas sobre o osso da canela que, segundo especialistas, seria o local de mais fácil acesso às amostras de tecido ósseo e também aspiração de medula.

O doutor Richard Neal Júnior, médico ginecologista pertencente à Mutual UFO Network (MUFON), escreveu num artigo: “Focalizando os procedimentos ginecológicos e reprodutivos que têm sido realizados nos abduzidos, cheguei a acreditar firmemente que há algum tipo de manipulação genética em andamento ocorrendo dentro de várias gerações de famílias. A chave para a manipulação genética situa-se nas moléculas de DNA das células dos seres humanos. Esses genes controlam a reprodução e as funções do dia-a-dia de todas as células. Padrões de mutação os permitiriam rearrumar os códigos genéticos no local certo, específico no cromossomo. Mesmo nosso conhecimento primitivo da medicina permite ver que as operações realizadas nos seqüestrados são cruéis, desnecessárias e ineficazes”.

Um dos grandes pesquisadores das abduções, o professor David M. Jacobs, Ph.D., acha que os traumas decorrentes da abdução podem levar as pessoas a questionar a sua estabilidade mental por causa do que se convencionou chamar de ‘síndrome de pós-abdução’. A doutora Gilda Moura, em seu livro Transformadores de Consciência, diz algo muito apropriado: “Os abduzidos, mais que os contatados, possuem essa forte e evidente angústia e descrevem sintomas como pânico, pesadelos, confusão mental, descontrole emotivo, chegando à hipermotividade. Só que, na maioria das vezes em que são ouvidas, as pessoas só se interessam pela história do contato e por isso não sabem o que estão vivendo”.

E continua: “O que estou querendo ressaltar é que as conseqüências de um trauma são reais, evidentes e agudas, e merecem cuidado especial. É muito agradável e até emocionante ouvir a história de um contatado e não cuidar dessa angústia tão forte e evidente na maioria dos casos. Não creio que exista patologia, mas resultados de um trauma. De qualquer forma, não se deve confundir estes com causas e não se pode, portanto, encarar a pessoa que está vivenciando uma situação dessas como uma com problemas ou fora da realidade. Muitos estudos continuam nessa linha. Devemos ajudá-la, não só tratando as conseqüências, como preparando-a para o processo que está só começando”.

Este curto trecho do seu excelente livro diz, em poucas palavras, o que todos devemos levar em conta a respeito dos abduzidos e contatados. Eles merecem toda a atenção e respeito que possamos proporcionar-lhes, além dos cuidados por parte de profissionais sérios e competentes, como a doutora Gilda e outros. “É muito importante verificar que, seja qual for o plano que os alienígenas estão executando, é transformativo e leva a uma melhoria de nossa raça e conseqüentemente do planeta”, conclui a pesquisadora.

Quanto aos motivos da criação de uma nova raça híbrida e o desconforto que isso provoca, cito as palavras vertidas pelo abduzido Whitley Strieber, autor de Comunhão: “Pode ser que a origem do nosso medo em relação aos visitantes e, me parece que o deles em relação a nós, venha de um conhecimento biológico e instintivo de que nossa reunião possa significar uma terceira forma, maior, que nos suplantará da mesma maneira que os filhos aos pais. A primeira e a segunda maneiras são pessoas lutando na cama. A terceira é, ao mesmo tempo, a união frenética de ambas e a total necessidade de envolvimento com a criação. É a atração mútua, o contato de seus corpos e o filho deles”.

Casos Aterradores: O lado hostil do Fenômeno UFO

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Nov de 2004

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