ARTIGO

Geoglifos, mais um dos incontáveis mistérios da Amazônia

Por Laura Maria Elias | Edição 232 | 01 de Março de 2016

Alguns dos muitos geoglifos acreanos, que também se espalham por outros territórios, até hoje sem uma explicação científica convincente
Créditos: ALCEO RANZI

Geoglifos, mais um dos incontáveis mistérios da Amazônia

Em 1977, pesquisadores descobriram em uma área desmatada no extremo oeste da Amazônia Brasileira um conjunto de formas geométricas perfeitamente escavadas no solo, os famosos geoglifos. As figuras, que são círculos, quadrados, retângulos e octógonos de proporções colossais, foram cuidadosamente feitas, segundo os pesquisadores e arqueólogos, pelos índios aruaques, que habitaram a região séculos atrás. Ainda não se sabe que instrumentos usaram, nem como fizeram as medições e, menos ainda, para que servem.

Os desenhos chamam a atenção pela precisão matemática, pela quantidade — já são mais de 400 figuras descobertas — e pela idade. Muitos deles datam de antes da Era Cristã, embora a maioria tenha sido feita entre o século I e o século X de nossa era. As gigantescas figuras têm larguras variando entre 100 m e 300 m e se espalham por uma área aproximada de 200 km, que inclui partes dos estados do Amazonas, Acre e Rondônia, além de uma área em Território Boliviano. Mas, segundo os pesquisadores, pode haver mais figuras e a área de incidência pode ser bem maior.

As questões que a descoberta feita em 1977 pelo pesquisador Ondemar Dias, do Instituto de Arqueologia Brasileira do Rio de Janeiro, levanta são, assim como as figuras, extraordinárias. A primeira delas diz respeito à longevidade da permanência do povo que construiu os geoglifos naquele território. Se pensarmos que as primeiras figuras datam de antes de Cristo e as últimas do século X, temos aí, por baixo, 1200 anos de ocupação da região por um povo com conhecimentos matemáticos avançados e sobre o qual pouco se sabe. E há de se perguntar, também, como uma tribo que vivia da pesca e da coleta na floresta conseguiu alcançar o conhecimento matemático necessário para a elaboração das imagens.

Os mistérios se avolumam

Também intriga o fato de que os desenhos só tenham sido descobertos porque a floresta começou a ser derrubada para dar lugar a pastos para a criação de gado. Mas há 2.000 anos não havia florestas na região? E se havia, como os construtores conseguiram criar as figuras? Os pesquisadores supõem que os desenhos tenham sido feitos durante longos períodos de seca na região, o que não é uma explicação convincente, pois teríamos que acreditar que, no mínimo por 1.200 anos, não choveu por ali e a floresta não existia.

Somado a isso tem-se o fato de que, após saírem daquela área, por volta do século XII ou século XIII, os aruaques não deixaram rastros atrás de si — pelo menos até o ano de 2015, pouco havia sido encontrado nas escavações da região, além de cacos de cerâmica e restos de milho. Não há, ainda, uma explicação científica para a razão de as figuras terem sido feitas e, como conhecemos de nossa própria história, quando não se sabe para o que serve, imagina-se que fossem destinadas a rituais e adorações.

A verdade é que os geoglifos da Amazônia despertam questões incômodas e difíceis de serem respondidas pela ciência, que não incluiu em suas hipóteses o fato de que o conhecimento antigo possa ter tido uma origem não convencional ou evolutiva, talvez até mesmo extraterrestre. Seja como for, eles estão lá e não param de ser descobertos, trazendo muito mais perguntas do que respostas.

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Sobre o Autor

Laura Maria Elias

É economista, estudiosa da interpretação sociológica da Ufologia e atua como consultora da UFO.

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