ARTIGO

Fenômeno em Peruíbe: o que o Fantástico não mostrou

Por Paulo E. Pilon | Edição 255 | 01 de Fevereiro de 2018

A estranha pegada encontrada na área da marca, não se sabe de que tipo de animal
Créditos: PAULO PILON

Fenômeno em Peruíbe: o que o Fantástico não mostrou

No começo de outubro de 2017, o surgimento de uma marca ligeiramente triangular em um terreno alagadiço e coberto de taboas da cidade litorânea de Peruíbe, no estado de São Paulo, ganhou bastante destaque nas redes sociais e chegou à TV. No domingo, dia 29 de outubro, o programa Fantástico, da Rede Globo, apresentou o caso em seu quadro Detetive Virtual, mostrando uma análise da questão que foi imediatamente considerada rasa, equivocada e parcial.

Os céticos e detratores do Fenômeno UFO parecem aceitar, sem problemas, quaisquer explicações que se enquadrem no que se ensina nas escolas e universidades, ainda que elas sejam absurdas e implicitamente chamem as testemunhas de mentirosas, ingênuas ou mesmo pior. A explicação oficial é imposta para que não se mude o curso natural das coisas, pois é importante que se mantenha a aparência de que os governos têm tudo sob controle. Assim, por exemplo, luzes noturnas invariavelmente se tornam o planeta Vênus, pouco importando sua cor, tamanho ou que esteja se movimentando rapidamente.

Essa reflexão se faz necessária para que possamos tentar reverter ou, melhor ainda, desconstruir as conclusões apresentadas pelo citado quadro Detetive Virtual. Dada à grande audiência do programa Fantástico, é necessário que apresentemos argumentos vigorosos para rebatermos o que foi mostrado naquela tendenciosa edição. Mesmo que as conclusões exibidas no tal quadro tenham vindo de uma especialista, veremos que a verdade do que ocorreu em Peruíbe é outra.

Detetive Virtual

O episódio do Detetive Virtual levado ao ar dia 29 de outubro contou com a participação da climatologista doutora Ana Maria Heuminski de Ávila, pesquisadora no Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas em Agricultura (Cepagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde também é diretora. A matéria procurou explicar o amassamento das taboas ocorrido naquele terreno baldio, situado no bairro São João Batista, em Peruíbe, na noite de 06 para 07 de outubro de 2017, como um fenômeno meteorologicamente extremo, porém natural. Na brutalidade do poder da mídia, parece que não há problema algum em descartarem-se entrevistas e desqualificarem-se completamente as testemunhas, algumas com curso técnico e boa formação.

Dentre o repertório de eventos exóticos da meteorologia, a doutora Ana Maria elegeu o microburst como responsável pelo amassamento das taboas — evento que gera rajadas de ventos de altíssima velocidade e muito destrutivas, como veremos mais adiante. Mesmo nós, ufólogos, que somos conhecidos por aceitar explicações estranhas com relativa facilidade, tivemos dificuldade de acolher o laudo da pesquisadora, proferido com sorrisos de piedade por ela, e recebido com certo deboche pelo apresentador do Fantástico, Tadeu Schmidt.

FONTE: PAULO PILON

Vista aérea da marca no terreno baldio de Peruíbe, causada pelo acamamento dos pés de taboa por algo que ainda não foi explicado

A Rede Globo enviou a Peruíbe uma equipe que entrevistou as testemunhas de estranhos fenômenos associados ao surgimento da marca no terreno, mas, dando um exemplo de mau jornalismo, não aproveitou seus depoimentos para o programa, simplesmente deixando-os de fora do Detetive Virtual. Claro, usar as entrevistas não convinha para a conclusão a que se queria chegar no programa, que se tornou mais importante do que o fato em si. Verdade seja dita: não é a primeira vez que vemos esse tipo de tratamento à Ufologia por parte da mídia em geral e da Rede Globo em particular — e sabemos que não será a última.

A ocorrência

Estava chovendo e ventando muito na noite do dia 06 de outubro. Como é comum ocorrer em situações como essa, houve queda de energia no bairro onde surgiu a marca. Em tempestades, a fiação de alta tensão fica sujeita a interrupções de fornecimento de energia devido às arvores, balanço dos fios, isoladores elétricos que falham etc. Um casal que possui uma casa de veraneio situada a menos de 15 m do terreno onde houve o amassamento das taboas afirmou que ficou aflito com a inconstância da eletricidade — o marido resolveu dormir no quarto durante o apagão, situado a menos de 20 m do centro da marca, e a esposa ficou acordada, angustiada com o chuveiro que não funcionava e com a luz que acendia e apagava.

De repente, ela escutou um som alto que “parecia um apito de guarda de trânsito assoprado bem perto de meu ouvido”, conforme suas palavras aos pesquisadores. A mulher também viu uma “luz branca e intensa semelhante àquelas produzidas por lâmpadas de LED, mas muito, muito mais forte”, iluminando progressivamente o corredor da casa. A luminosidade começava no quarto do casal, onde o marido dormia, passava pela sala e chegava à rua. Ali a luz adquiriu tons esverdeados e “rodopiou”. O vizinho do lado oposto ao terreno também relatou ter visto a luz e ouvido um estrondo.

FONTE: CLIMATEMPO

Página do laudo da empresa Climatempo, contratada pelo autor para oferecer uma análise meteorológica do fato

Nesse ínterim, o marido, que ainda estava deitado na cama do quarto, mas sem adormecer completamente, viu entrar pelas frestas da veneziana, voltada diretamente para o terreno, um clarão muito forte de cor verde-azulada. Ele também ouviu um estrondo. Sem entender direito o que estava acontecendo, imaginou que fosse “algum estouro de transformador de energia”, conforme declarou. Mas não tendo visto mais nada fora do comum, acabou adormecendo profundamente.

Na manhã do dia seguinte, um vizinho o chamou dizendo que havia acontecido “um negócio meio esquisito no terreno ao lado”, também em suas palavras. O terreno, como já dissemos, é alagadiço e estava totalmente ocupado por taboas. O que eles viram, conforme mostra a imagem que acompanha este texto, é um fenômeno conhecido na agricultura como acamamento, no qual um conjunto de plantas é danificado e se inclina ou se quebra devido a fortes rajadas de vento. A testemunha lembrou-se de que o mesmo fenômeno ocorrera na cidade em 2008. Na semana seguinte, o casal voltou para Peruíbe e, no regresso, o marido se sentiu extremamente cansado, dizendo à esposa que era melhor aguardar ele se sentir melhor, pois ele estava sem condições de dirigir.

Detalhes notáveis

O acamamento normalmente nada tem de ufológico ou inexplicável e ocorre apenas como reação a vendavais — o fenômeno atinge vastas áreas, pois ventanias não são restritas a áreas pequenas, como uma quadra de futebol de salão, por exemplo. Entretanto, o que ocorreu com as taboas do terreno baldio é bem diverso. Com o auxílio de um drone descobriu-se mais duas marcas muito pequenas próximas ao muro da casa oposta à das testemunhas.

Há muitos detalhes notáveis nessa ocorrência. A área do acamamento principal tem um formato aproximadamente triangular, lembrando um leque. A marca maior tem uma área de cerca de 130 m2 e as menores são elípticas e têm cerca de 4 m2 quadrados. Tanto as fotos aéreas quanto aquelas feitas ao nível do solo mostram que ou estão completamente amassadas, como se um grande peso tivesse se descarregado sobre elas, ou estão intactas, e isso no espaço de alguns centímetros, como todos os que estiveram no local puderam testemunhar.

Mesmo nós, ufólogos, que somos conhecidos por aceitar explicações estranhas com facilidade, tivemos dificuldade de acolher o laudo da pesquisadora, proferido com sorrisos e recebido com certo deboche pelo apresentador do Fantástico

Após a explicação da meteorologista do Fantástico, e buscando uma explicação para o que havia ocorrido em Peruíbe, este autor custeou um laudo oficial emitido pela empresa Climatempo. Segundo o estudo, “entre as 23h30 do dia 06 de outubro de 2017 e a 01h30 do dia 07 de outubro de 2017, pelo horário de Brasília, áreas de instabilidade associadas a um sistema de baixa pressão sobre o continente e com a passagem de uma frente fria pelo mar favoreceram a formação de nuvens de tempestade do tipo cúmulos-nimbos sobre a região da ocorrência. Por meio da análise dos dados meteorológicos, pudemos atestar a ocorrência de chuva forte, com a ocorrência de descargas elétricas e rajadas de vento superiores a 72 km/h em superfície”.

Outras explicações

Em nenhum momento é citada no relatório a palavra microburst, mesmo constando dele as fotos do acamamento. Ventos de 72 km/h ou mais não podem nem de longe simular o que ocorreu e da forma que ocorreu. Como o vento poderia dobrar as plantas rente ao chão e outras, muito próximas, ficarem intactas? O microburst é conhecido por diversos outros nomes, tanto em inglês como em português, como rain bomb, ou bomba de chuva, quando vem acompanhado de chuva forte, e windshear, ou tesoura de vento. Para qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento sobre o assunto, incluindo aí os céticos possuidores de bom senso, tentar explicar o que ocorreu usannho ou que esteja se movimentando rapidamente.

Essa reflexão se faz necessária para que possamos tentar reverter ou, melhor ainda, desconstruir as conclusões apresentadas pelo citado quadro Detetive Virtual. Dada à grande audiência do programa Fantástico, é necessário que apresentemos argumentos vigorosos para rebatermos o que foi mostrado naquela tendenciosa edição. Mesmo que as conclusões exibidas no tal quadro tenham vindo de uma especialista, veremos que a verdade do que ocorreu em Peruíbe é outra.

Detetive Virtual

O episódio do Detetive Virtual levado ao ar dia 29 de outubro contou com a participação da climatologista doutora Ana Maria Heuminski de Ávila, pesquisadora no Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas em Agricultura (Cepagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde também é diretora. A matéria procurou explicar o amassamento das taboas ocorrido naquele terreno baldio, situado no bairro São João Batista, em Peruíbe, na noite de 06 para 07 de outubro de 2017, como um fenômeno meteorologicamente extremo, porém natural. Na brutalidade do poder da mídia, parece que não há problema algum em descartarem-se entrevistas e desqualificarem-se completamente as testemunhas, algumas com curso técnico e boa formação.

Dentre o repertório de eventos exóticos da meteorologia, a doutora Ana Maria elegeu o microburst como responsável pelo amassamento das taboas — evento que gera rajadas de ventos de altíssima velocidade e muito destrutivas, como veremos mais adiante. Mesmo nós, ufólogos, que somos conhecidos por aceitar explicações estranhas com relativa facilidade, tivemos dificuldade de acolher o laudo da pesquisadora, proferido com sorrisos de piedade por ela, e recebido com certo deboche pelo apresentador do Fantástico, Tadeu Schmidt.

A Rede Globo enviou a Peruíbe uma equipe que entrevistou as testemunhas de estranhos fenômenos associados ao surgimento da marca no terreno, mas, dando um exemplo de mau jornalismo, não aproveitou seus depoimentos para o programa, simplesmente deixando-os de fora do Detetive Virtual. Claro, usar as entrevistas não convinha para a conclusão a que se queria chegar no programa, que se tornou mais importante do que o fato em si. Verdade seja dita: não é a primeira vez que vemos esse tipo de tratamento à Ufologia por parte da mídia em geral e da Rede Globo em particular — e sabemos que não será a última.

A ocorrência

Estava chovendo e ventando muito na noite do dia 06 de outubro. Como é comum ocorrer em situações como essa, houve queda de energia no bairro onde surgiu a marca. Em tempestades, a fiação de alta tensão fica sujeita a interrupções de fornecimento de energia devido às arvores, balanço dos fios, isoladores elétricos que falham etc. Um casal que possui uma casa de veraneio situada a menos de 15 m do terreno onde houve o amassamento das taboas afirmou que ficou aflito com a inconstância da eletricidade — o marido resolveu dormir no quarto durante o apagão, situado a menos de 20 m do centro da marca, e a esposa ficou acordada, angustiada com o chuveiro que não funcionava e com a luz que acendia e apagava.

De repente, ela escutou um som alto que “parecia um apito de guarda de trânsito assoprado bem perto de meu ouvido”, conforme suas palavras aos pesquisadores. A mulher também viu uma “luz branca e intensa semelhante àquelas produzidas por lâmpadas de LED, mas muito, muito mais forte”, iluminando progressivamente o corredor da casa. A luminosidade começava no quarto do casal, onde o marido dormia, passava pela sala e chegava à rua. Ali a luz adquiriu tons esverdeados e “rodopiou”. O vizinho do lado oposto ao terreno também relatou ter visto a luz e ouvido um estrondo.

FONTE: WEATHER CHANNEL

Este sim é um verdadeiro microburst, registrado nos Estados Unidos, muito maior e mais expressivo que o que causou a marca em Peruíbe

Nesse ínterim, o marido, que ainda estava deitado na cama do quarto, mas sem adormecer completamente, viu entrar pelas frestas da veneziana, voltada diretamente para o terreno, um clarão muito forte de cor verde-azulada. Ele também ouviu um estrondo. Sem entender direito o que estava acontecendo, imaginou que fosse “algum estouro de transformador de energia”, conforme declarou. Mas não tendo visto mais nada fora do comum, acabou adormecendo profundamente.

Na manhã do dia seguinte, um vizinho o chamou dizendo que havia acontecido “um negócio meio esquisito no terreno ao lado”, também em suas palavras. O terreno, como já dissemos, é alagadiço e estava totalmente ocupado por taboas. O que eles viram, conforme mostra a imagem que acompanha este texto, é um fenômeno conhecido na agricultura como acamamento, no qual um conjunto de plantas é danificado e se inclina ou se quebra devido a fortes rajadas de vento. A testemunha lembrou-se de que o mesmo fenômeno ocorrera na cidade em 2008. Na semana seguinte, o casal voltou para Peruíbe e, no regresso, o marido se sentiu extremamente cansado, dizendo à esposa que era melhor aguardar ele se sentir melhor, pois ele estava sem condições de dirigir.

Detalhes notáveis

O acamamento normalmente nada tem de ufológico ou inexplicável e ocorre apenas como reação a vendavais — o fenômeno atinge vastas áreas, pois ventanias não são restritas a áreas pequenas, como uma quadra de futebol de salão, por exemplo. Entretanto, o que ocorreu com as taboas do terreno baldio é bem diverso. Com o auxílio de um drone descobriu-se mais duas marcas muito pequenas próximas ao muro da casa oposta à das testemunhas.

Há muitos detalhes notáveis nessa ocorrência. A área do acamamento principal tem um formato aproximadamente triangular, lembrando um leque. A marca maior tem uma área de cerca de 130 m2 e as menores são elípticas e têm cerca de 4 m2 quadrados. Tanto as fotos aéreas quanto aquelas feitas ao nível do solo mostram que ou estão completamente amassadas, como se um grande peso tivesse se descarregado sobre elas, ou estão intactas, e isso no espaço de alguns centímetros, como todos os que estiveram no local puderam testemunhar.

Após a explicação da meteorologista do Fantástico, e buscando uma explicação para o que havia ocorrido em Peruíbe, este autor custeou um laudo oficial emitido pela empresa Climatempo. Segundo o estudo, “entre as 23h30 do dia 06 de outubro de 2017 e a 01h30 do dia 07 de outubro de 2017, pelo horário de Brasília, áreas de instabilidade associadas a um sistema de baixa pressão sobre o continente e com a passagem de uma frente fria pelo mar favoreceram a formação de nuvens de tempestade do tipo cúmulos-nimbos sobre a região da ocorrência. Por meio da análise dos dados meteorológicos, pudemos atestar a ocorrência de chuva forte, com a ocorrência de descargas elétricas e rajadas de vento superiores a 72 km/h em superfície”.

Outras explicações

Em nenhum momento é citada no relatório a palavra microburst, mesmo constando dele as fotos do acamamento. Ventos de 72 km/h ou mais não podem nem de longe simular o que ocorreu e da forma que ocorreu. Como o vento poderia dobrar as plantas rente ao chão e outras, muito próximas, ficarem intactas? O microburst é conhecido por diversos outros nomes, tanto em inglês como em português, como rain bomb, ou bomba de chuva, quando vem acompanhado de chuva forte, e windshear, ou tesoura de vento. Para qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento sobre o assunto, incluindo aí os céticos possuidores de bom senso, tentar explicar o que ocorreu usanas taboas haviam sido deitadas pela terceira vez. A probabilidade de isso ocorrer em um intervalo de três meses é de 10-9, ou seja, uma em um bilhão, com o agravante de não ter danificado as residências em volta e ter sempre ocorrido em áreas alagadas, onde existem taboas.

Em 18 de outubro de 2008, sábado, exatamente dois meses após o aparecimento da primeira marca de Peruíbe, este autor voltou a Peruíbe para ver como estava a recuperação da vegetação. Mas, para total surpresa, havia novas marcas a apenas 5 m da primeira. Em que dia ocorreram exatamente, não foi possível determinar. Foi então que se recorreu a um voo de ultraleve.

A Rede Globo enviou a Peruíbe uma equipe que entrevistou as testemunhas de fenômenos associados ao surgimento da marca, mas, dando um exemplo de mau jornalismo, não aproveitou seus depoimentos, deixando-os de fora do Detetive Virtual

Em 22 de outubro de 2008, ao iniciar o sobrevoo, notamos que havia um novo conjunto de marcas distribuídas pelo quarteirão inteiro. Entre elas havia duas de formato circular com cerca de 3 m de diâmetro. Uma delas estava bem no meio do quarteirão e a outra na borda. Ainda mais surpreendente é que o segundo conjunto de marcas foi sobreposto por um terceiro, ocorrido entre 19 e 22 de outubro. É importante salientar que entre 18 de agosto e 22 de outubro transcorreram dois meses e quatro dias.

Em 2010 houve mais uma ocorrência, exatamente no mesmo local no bairro em São José e apresentando o mesmo padrão de início abrupto no acamamento das plantas. Portanto, a probabilidade de evento climático extremo fica abaixo de um em um bilhão. Assim, depois de tudo o que vimos, e usando o mesmo padrão do quadro Detetive Virtual, podemos dizer que o Fantástico mentiu para milhões de telespectadores.

Ocorrências semelhantes

Existem muitos relatos sobre esse padrão de acamamento se repetindo também nos canaviais das cidades de Riolândia e Pirassununga, ambas no estado de São Paulo, entre muitos outros. E não devemos nos esquecer dos agroglifos, que, apesar da imensa beleza e complexidade, guardam semelhanças com as ocorrências de Peruíbe. Um dos aspectos mais impressionantes desse fenômeno é o padrão de entrada-saída do vento. Nele vemos plantas intactas e, seguindo para esquerda, inicia-se o acamamento abrupto, constante e completo, de extensão variável, e finalização também abrupta do acamamento à esquerda.

É igualmente interessante notar que as plantas das bordas de saída sempre se apoiam nos caules que não foram afetados — o que sugere fortemente uma espécie de campo que repele as plantas sempre em uma mesma direção. Para se ter uma ideia de o quanto esse provável campo repulsivo é forte, basta observar um tronco de xaxim inclinado, com as folhas quebradas, ocorrido em outubro de 2008. O broto novo se realinha em direção ao Sol.

FONTE: PAULO PILON

A estranha pegada encontrada na área da marca, não se sabe de que tipo de animal

Especulando um pouco, se aceitarmos a hipótese de naves alienígenas ou militares secretas, podemos imaginar que haja algum tipo de campo que repele o caule das plantas vigorosamente em direção ao solo, seguindo uma linha de campo tangencial que empurra os caules das plantas sempre para o mesmo lado. Talvez seguindo as linhas de campo de repulsão gravitacional? É oportuno notar que esse campo sempre tem, além da parte repulsiva vertical, um componente horizontal que forma um gradiente de intensidade. É uma boa indicação para se chegar à natureza da origem do campo energético.

Existe um sem número de relatos de naves sobre espelhos de água, seja do mar, de rios ou de lagoas, disparando vertiginosamente em direção ao céu. O Caso Haroldo Westendorff, ocorrido em 05 de setembro de 1996 no Rio Grande do Sul, e o fenômeno chupa-chupa, pesquisado pela Operação Prato e ocorrido na Ilha de Colares e arredores em 1977, são apenas alguns exemplos da relação entre UFOs e corpos d’água. De alguma forma, talvez a água ajude os UFOs a decolarem mais rapidamente.

Por fim, os pesquisadores gostariam de agradecer, em nome da Revista UFO, à Prefeitura de Peruíbe, ao secretário Eduardo Monteiro Ribas e ao senhor Edilson Almeida, que disponibilizaram o drone para captura de imagens aéreas para estudo. Agradecemos, também, a todas as testemunhas, em especial ao casal que mora ao lado do terreno onde surgiu o acamamento, que nos recebeu com grande atenção.

 

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Sobre o Autor

Paulo E. Pilon

É consultor da Revista UFO, engenheiro eletrônico com grau de mestrado pela USP,  pesquisador de campo e membro do Grupo EXO-X de Pesquisas Ufológicas.

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