ARTIGO

Estamos preparados para entender os UFOs e ETs?

Por Luis Elizondo | Edição 260 | 29 de Agosto de 2018

Devemos ter medo, nos empolgar ou ficar apreensivos em relação à presença de UFOs entre nós?
Créditos: UFO PHOTO ARCHIVES

Estamos preparados para entender os UFOs e ETs?

A notícia de que o governo dos Estados Unidos, por meio de um programa embutido entre muitos outros do Departamento de Defesa, estava gastando parte de seu orçamento para estudar UFOs veio a público no final do ano passado e a notícia foi excepcionalmente polêmica. A iniciativa em questão foi batizada de Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais (AATIP). Sua missão era reunir e analisar informações sobre encontros entre militares e aquilo que chamamos de Fenômeno Aéreo Não Identificado (FANI), e a maioria chama de UFOs.

Quando o jornal The New York Times fez uma matéria a respeito, no final de 2017 [Veja edição UFO 255, agora disponível na íntegra em www.ufo.com.br], o programa já estava oficialmente concluído havia cinco anos, porém esse encerramento era de fachada, não real. O AATIP permaneceu ativo e funcionando normalmente, sendo que a única coisa que mudou foi sua forma de financiamento. Até 2012, o dinheiro para mantê-lo vinha do orçamento da Defesa e, portanto, dos contribuintes. Depois disso, outras formas de financiamento foram desenvolvidas, de modo que os estudos continuassem.

É importante salientar que o governo passou parte da pesquisa para a iniciativa privada, algo que não é raro de ocorrer — há vários contratos do Departamento de Defesa com empresas e corporações privadas, e isso é feito, entre outras razões, porque sai mais econômico para o país utilizar as instalações de terceiros do que construir todas as de que precisaria para desenvolver seus estudos. No caso específico do AATIP, a empresa contratada foi a Bigelow Aerospace, escolhida por já desenvolver projetos conjuntos com a Agência Espacial Norte-Americana (NASA). A Bigelow desenvolveu e providenciou todo tipo de espaço e equipamentos de que precisávamos para continuarmos nossas pesquisas, além de podermos contar com o auxílio de diversos de seus cientistas.

Esforço coletivo

Na mesma época em que saiu a matéria do The Times, o Departamento de Defesa liberou dois vídeos feitos por pilotos militares, em ocasiões diferentes, mostrando objetos voadores que em nosso entender se caracterizam como FANIs ou UFOs. Essas filmagens não são as únicas que existem, há muitas outras, é claro, mas como apenas essas duas foram liberadas, vamos nos ater a elas. A esta altura a maioria das pessoas já deve ter assistido aos vídeos, que rodaram o mundo. Não há explicação terrestre para os artefatos mostrados nas filmagens. Nada do que os Estados Unidos ou qualquer outra nação tecnologicamente desenvolvida possua em seu inventário se aproxima daquilo que vemos nas imagens. E, creiam-me, eu saberia se houvesse, pois, afinal, minha função principal era saber essas coisas, já que eu era o diretor do AATIP.

Enquanto estava no governo, não podia expressar determinadas opiniões, mas agora, fora dele, me sinto mais livre para fazê-lo — e também para divulgar aquilo que descobrimos e aquilo de que suspeitamos em relação a esses misteriosos e desafiadores objetos e a física envolvida em sua tecnologia, que os permite fazer o que fazem. E, justamente para falar sobre isso, venho fazendo palestras em diversos locais, porque é importante que as pessoas saibam o que está acontecendo. Assim, fiquei muito feliz ao receber o convite do editor da Revista UFO A. J. Gevaerd para participar do XXIII Congresso Brasileiro de Ufologia, uma oportunidade maravilhosa para informar a todos sobre nossos conhecimentos e progressos. Mas, infelizmente, devido a um conflito de agenda, não pude comparecer. Este texto, que fiz especialmente para a UFO, traz as informações que eu passaria pessoalmente, se tivesse estado no evento.

E antes de começar a desenvolver o assunto, preciso dizer que sou muito agradecido a todos aqueles que organizaram e a todos os que compareceram ao Congresso, em especial ao editor da UFO por seus esforços para manter esses encontros acontecendo. É muito importante que troquemos conhecimentos, porque este é um esforço e um estudo coletivo. Não podemos fazer isso sozinhos. Todos precisam fazer sua parte. Penso que esse estudo talvez seja um dos empreendimentos mais importantes do século, a nossa tentativa de desvendar esse enigma, o mistério desses fenômenos inexplicáveis que chamamos de UFOs.

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