ARTIGO

Encontros entre pilotos militares romenos e discos voadores

Por Dan D. Farcas, Ph.D. | Edição 272 | 12 de Setembro de 2019

Durante a perseguição, Barbutiu e um sargento viram um objeto voador não identificado vindo em sua direção, a partir da vila de Deveselu
Créditos: RAFAEL AMORIM

Encontros entre pilotos militares romenos e discos voadores

Desde a Segunda Guerra Mundial, quando surgiram as misteriosas bolas de luz que acompanhavam e às vezes atravessavam as aeronaves de guerra de ambos os lados do conflito, que os pilotos civis e militares passaram a ter com a companhia dos UFOs durante suas viagens. Algumas vezes, a presença dos objetos não identificados chegou a colocar em risco a vida das pessoas, embora até onde sabemos tenha havido pouquíssimos casos de acidentes graves como resultado desses encontros.

No mundo inteiro há casos de pilotos militares que tiveram encontros com UFOs, nas mais diversas circunstâncias, mesmo que muitas vezes esses encontros tenham sido omitidos pelas autoridades. Na Romênia, país que durante décadas fez parte da União Soviética, não foi diferente. E da mesma forma que acontece com os pilotos de vários outros países, os romenos se abstiveram de comentar esses incidentes em público, o que explica o fato de só conhecermos alguns desses casos, todos ocorridos antes de 1993 e relatados por pilotos aposentados.

UFO sobre o aeroporto

Aqui é importante ressaltar que durante os anos da chamada Cortina de Ferro o país foi palco de diversos avistamentos tanto em terra quanto no ar, embora as pessoas tivessem vergonha de falar sobre o assunto, pois a matéria era considerada “coisa de ignorantes”. Por outro lado, o governo levava o assunto muito a sério e chegou a formar uma comissão para estudá-lo. Neste artigo vamos conhecer alguns casos relatados por pilotos romenos.

O comandante Mihai Barbutiu, piloto aposentado da Força Aérea Romena (FAR), começou a voar em 1951. Em uma noite de verão de 1957, foi nomeado oficial da noite no Aeroporto de Caracal Deveselu, o principal aeródromo da cidade de Craiova. Seu dever era prestar auxílio se algo anormal ocorresse. Em determinado momento, o comandante foi informado de que um alvo não identificado fora visto no radar — para interceptá-lo, foi enviado um caça Mig-17 pilotado pelo capitão Adalbert Bodis. Barbutiu podia ouvir o seu colega informando que havia localizado o alvo no radar e que, depois de um tempo, ele não podia mais vê-lo.

Durante a perseguição, Barbutiu e um sargento viram um objeto voador não identificado vindo em sua direção, a partir da vila de Deveselu, acima da estrada de ferro. Pensando que poderia ser um avião militar estrangeiro, ambos se esconderam sob a estação, que na verdade era um ponto de gerenciamento de voo localizado em um caminhão de seis rodas estacionado perto da pista.

Olhando para cima, viram uma luz circular com diâmetro entre 50 e 100 m. Era uma luz irreal e tão poderosa que “se podia ver cada planta no jardim ao redor. Mas era impossível ver a forma da fonte da luz, como se você estivesse olhando para um projetor”, afirmou o comandante. A luz durou cerca de 20 segundos. Depois, o objeto partiu para o leste. Barbutiu ainda não conseguira distinguir sua forma e então chamou seu colega Bodis pelo rádio, informando que o artefato passara direto sobre o aeroporto, dirigindo-se para a cidade de Slatina. Bodis tentou encontrá-lo, mas sem sucesso. Não foi pedido a Barbutiu que fizesse qualquer relatório oficial, mas as testemunhas foram aconselhadas a não discutir o incidente.

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Dan D. Farcas, Ph.D.

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