ARTIGO

Eles querem nos contatar?

Por Claudio Brasil | Edição 58 | 01 de Julho de 2011


Créditos: Alexandre jubran

Eles querem nos contatar?

Se quisermos realmente responder essa pergunta, precisamos saber primeiro a que espécie de extraterrestre ela está se referindo, entre as cerca de 70 atuando atualmente em nosso planeta. Algumas agem silenciosamente, realizando pesquisas e tratando os seres humanos como cobaias, exatamente como os nossos cientistas fazem com animais de laboratório. Esses alienígenas não são desejosos de comunicação. Seu objetivo é experimentar e aprender. Segundo alguns estudiosos do fenômeno da abdução, há a intenção de se gerar uma espécie híbrida. Ao que parece, eles têm interesse em nossos sentimentos, pois a espécie deles não tem ou perdeu essa característica. As abduções ocorrem ao longo de várias gerações em uma família, sendo que uma pessoa chega a ser raptada dezenas de vezes. Outros ETs, por sua vez, trabalham de forma silenciosa quando em prol da humanidade.

Um campo onde a comunicação com extraterrestres ocorre de forma direta é a transcomunicação instrumental (TCI). Esse processo consiste no contato com outros planos de existência através de instrumentos, tais como computadores, gravadores e telefones. Mediante essa técnica, recebe-se tanto mensagens em áudio como imagens e vídeos. As imagens de outros planos obtidas através da TCI — denominadas de transimagens, mostram, com freqüência, seres e paisagens extraterrestres. Qualquer pessoa que se dedique seriamente ao estudo da TCI irá constatar essa realidade. Foi após a recepção de centenas de imagens desse tipo que a transcomunicadora e pesquisadora Sonia Rinaldi passou a manter contato constante com um extraterrestre que se identificou com o nome de Narisha [Veja UFO 122, agora disponível na íntegra em ufo.com.br].

Tais áudios foram analisados e autenticados por este autor. Hoje sabemos que Narisha coordena uma equipe de alienígenas cujo objetivo é a emissão de imagens para o estabelecimento de contatos com seres humanos daqui da Terra. Há pouco tempo, o editor da Revista UFO A. J. Gevaerd fez uma série de perguntas a Narisha. Algumas tiveram respostas muito surpreendentes. Em uma das questões, Gevaerd perguntou “por que vocês nos observam?”, e a resposta dada foi “cuidamos dos amigos”. Uma resposta curiosíssima, que mostra a intenção desses extraterrestres em nos auxiliar. Ao perguntar se eles se manifestam de forma física no planeta, obteve-se como resposta “Eu não posso”. Talvez eles não possam se manifestar fisicamente na Terra por não possuírem um corpo físico ou talvez por não terem permissão.

Narisha disse: “vem nos visitar”

Gevaerd também perguntou a Narisha se eles eram responsáveis pelas abduções. A resposta, inteligentíssima, foi “vem nos visitar”. Se ele está fazendo um convite para um ser humano visitar a sua estação, certamente não é o responsável pela abdução que consiste em levar alguém à força. Mas há ainda outra forma de contato de que os alienígenas vêm utilizado, que são os agroglifos, os misteriosos desenhos que surgiram inicialmente nos campos de plantação da Inglaterra, mas que hoje já são encontrados em dezenas de países. As formações surgem da noite para o dia, para desespero de muitos agricultores proprietários das terras onde elas surgem. Ademais, ocorrem alterações na plantação e no solo onde os desenhos são feitos. Perturbações magnéticas e outros efeitos também são relatados pelos pesquisadores.

Em 19 de agosto de 2001, por exemplo, uma intrigante e complexa formação surgiu ao lado de um rádio-observatório em Chilbolton, Hampshire. Curiosamente, o desenho tinha a mesma configuração de uma mensagem enviada em 1974 pelo radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, na direção do aglomerado globular da Constelação de Hércules. A mensagem continha informações sobre o nosso sistema numérico, nosso DNA, fisiologia e localização no Sistema Solar. O desenho que apareceu em Chilbolton aparentemente constitui uma resposta a essa mensagem. Foi montada com a mesma estrutura e disposição da mensagem original de Arecibo, mas parece se referir a outra forma de vida, pois traz informações similares às que mandamos, mas apresentando um DNA diferente e mostrando um planeta em outra localização do nosso sistema estelar. O aglomerado de Hércules dista 26 mil anos-luz da Terra, ou seja, viajando à velocidade da luz, a mensagem demoraria 26 mil anos para chegar lá.

Não devemos considerar, não obstante, que alguma outra civilização tenha interceptado a mensagem durante sua trajetória e decidido respondê-la? Muitas outras formações têm surgido nas plantações da Inglaterra e de outros países. Uma delas mostra uma representação do Sistema Solar, mas com a órbita da Terra sem a presença de nosso planeta. Outra formação traz desenhos típicos da civilização maia. Não tenho dúvidas de que os agroglifos são uma fantástica tentativa de comunicação com a espécie humana — embora ainda não consigamos entender o significado dessas mensagens [Veja detalhes no DVD Os Círculos Ingleses e o Calendário Maia, código DVD-034 da coleção Videoteca UFO. Confira na seção Shopping UFO desta edição e no Portal UFO: ufo.com.br].

Ouvindo sinais das estrelas

O Projeto SETI, o programa de busca por vida extraterrestre inteligente, existe há quase cinco décadas, mas até agora não produziu resultados positivos. Foram captados diversos sinais candidatos sem que se comprovasse a origem inteligente de nenhum deles. Um sinal precisa ser captado por mais de uma estação para ser aceito pela comunidade científica. Procurar um sinal extraterrestre via ondas de rádio é, em termos comparativos, equivalente a procurar um gato preto em uma sala escura. O tempo transcorrido desde o início do projeto é ínfimo em escala cósmica, e demandará muito tempo ainda até que consigamos obter um resultado positivo.

De qualquer forma, a ciência continua apostando que a comunicação com outra forma de vida será feita via ondas de rádio, na freqüência do hidrogênio. Mas e se os ETs optarem por outros meios de contato? Inúmeras são as ocasiões em que as naves e os próprios extraterrestres são vistos em planos não físicos. Muitas comunicações são recebidas dessa forma. A maioria dos ufólogos tende a desprezar essa forma de comunicação, considerada mística, mas ela é real e não deve ser descartada. Tendemos a considerar somente o plano físico para as manifestações ufológicas, assim como considerar somente o que os nossos olhos vêem e as câmeras registram.

Há, no entanto, diversos outros planos de existência, os quais podemos chamar de dimensões. A comunicação pode ser proveniente de qualquer uma delas. Questiona-se também o fato da presença alienígena não ser ostensiva ou das mensagens não serem mais diretas. Isso pode ocorrer por várias razões. A presença extraterrestre talvez seja sorrateira pelos motivos escusos que os levam a estarem aqui — realização de experimentos, abduções etc —, ou até por uma questão de respeito à nossa espécie, porquanto procuram interferir o menos possível, algo similar à diretriz da não interferência da famosa série Jornada nas Estrelas. Esse contato também pode estar sendo controlado para evitar um pânico em massa. Apesar da massiva abordagem da questão extraterrestre nos filmes e do grande número de avistamentos de discos voadores, qual a porcentagem da população de nosso planeta que iria aceitar, calmamente e sem sobressaltos, a interação direta com seres totalmente desconhecidos vindos de fora?

Nossos visitantes extraterrestres têm feito contatos de seu próprio jeito e não da forma como esperávamos. Nós é que temos de estar preparados para sintonizá-los e receber suas comunicações da maneira com que são enviadas. Ou então devemos tratar de entender as mensagens que são estampadas no solo de nosso planeta, mensagens essas que os céticos insistem em rejeitar. Estamos devidamente preparados para receber e entender essas mensagens? Não será mais prático rotulá-las como sendo meras alucinações ou fraudes? Não serão tão sutis essas mensagens que a maioria não conseguirá sequer percebê-las? A cena clássica da nave descendo em um lugar público repleto de gente, com o alienígena desembarcando e dizendo “leve-me ao seu líder”, certamente nunca ocorrerá.

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Sobre o Autor

Claudio Brasil

É ufólogo, físico, astrõnomo amador e coordenador da Área de Planetas Inferiores da Rede de Astronomia Observacional (REA). É diretor científico do Instituto de Pesquisas Avançadas em Transcomunicação Instrumental (IPATI) e consultor da UFO

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